29 de junho: dia de São Pedro

29/06/2016

estandarte-sao-pedro-santo-junino

 

E hoje, 29 de junho, o ciclo junino se completa com festas em homenagem a São Pedro. Ainda temos muitas festas juninas espalhadas pelo Brasil. As festas são tão intensas que avançam o mês de julho: são as festas julinas.

A história de Pedro, o discípulo de Jesus Cristo, está registrada no Novo Testamento. Era um pescador no mar da Galiléia junto com seu irmão de André, e foram chamados por Cristo para tornar-se “pescador de homens”. Seu nome original era Simão, mas Jesus deu-lhe o título de Kephas, que, em língua aramaica, significa “pedra”, e cujo equivalente grego tornou-se Pedro. Conta-se que o nome teria se originado quando Simão declarou: “Tu és Cristo, o filho de Deus vivo”, ao que Jesus respondeu “Tu és Pedro e sobre essa Pedra edificarei minha Igreja”, entregando-lhe as “chaves do reino do Céu” e o poder de “ligar e desligar”. Os evangelhos bíblicos mostram em muitas passagens, a posição de destaque ocupada por Pedro dentre os discípulos. No entanto, mesmo assegurando que jamais trairia Cristo, negou conhecê-lo por três vezes, quando seu mestre foi preso.  Conta-se a tradição, que não está relatada explicitamente no Novo Testamento,  que Pedro teria sido crucificado em Roma. O fato tem sido muito questionado, mas as pesquisas arqueológicas têm contribuído para confirmar a tradição, deixando claro que Pedro foi martirizado pelo imperador Nero.   Diz-se que Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, para não igualar-se a Jesus. No local onde foi sepultado, segundo a tradição, ergueu-se a basílica do Vaticano, mas as escavações feitas no local não são conclusivas quanto ao fato de ali ser ou não o túmulo do santo.

Para comemorar o santo junino, compartilho  de algumas andanças pela rede, onde fui buscar referências artísticas, como esta pintura de Pietro di Cristoforo Vanucci:

as chaves para são pedro

Pietro di Cristoforo Vanucci, ou Pietro Perugino, (1450-1523) foi um pintor da Alta Renascença italiana. Em 1480, foi para Roma, trabalhar nos afrescos da Capela Sistina, e uma de suas pinturas é esta: “A Entrega das Chaves a São Pedro”.

Abaixo a pintura de Peter Paul Rubens

São Pedro por peter-paul-rubens

Peter Paul Rubens  nasceu na cidade de Siegen (Alemanha) em 28 de junho de 1577 e  morreu na cidade de Antuérpia (Bélgica) em 30 de maio de 1640. Foi um importante pintor barroco flamengo do século XVII. É considerado por muitos historiadores da arte como um dos principais pintores do barroco europeu. Também atuou como diplomata nas negociações de paz entre Espanha e Inglaterra.

É com essas expressões da Arte que faço e registro aqui minhas homenagens a São Pedro!

Viva, São Pedro!

 

Hoje a festa é para São João

24/06/2016

estandarte-sao-joao-batista-menino

São João é tempo de festa
Alegria, animação
Onde o povo faz fogueira
E já é uma tradição
Comer muito milho verde,
Ver quadrilha no salão.

(Francisco Diniz no cordel: “A grande festa do Nordeste”)

 

Hoje é dia de São João e em todos os lugares desse nosso Brasil se rememora e celebra com festas.

Me recordo que na cidade em que nasci, Anadia, em Alagoas, comcemorei muito com fogueira, milho verde assado na brasa, fogos e muita música ao som do forró de Luiz Gonzaga e diversas marchinhas juninas. A marchinha: São João na Roça, de Zé Dantas e Luiz Gonzaga, é uma das minhas preferidas:

A fogueira ta queimando
Em homenagem a São João
O forró já começou
Vamos gente, rapa-pé nesse salão

 

Nas cidades do interior, se comemora na noite do dia 23 para o 24 de junho com muita fogueira e fogos. A fogueira era montada na frente das casas com a imagem de São João muitas vezes ao fundo da casa.

fogueira-de-são-joão-

imagem do Google

 

Poetas, artistas plásticos, músicos, cordelistas e admiradores reverenciam a São João neste dia.

Aqui uma homenagem do artista plástico pernambucano Militão dos Santos para a festa de  São João:

obra de Militão dos Santos

Militão dos Santos-Festa de São João

Finalizo minha homenagen com a canção de Caetano Veloso: São João Xangô Menino, na voz de Maria Bethânia:

VIVA SÃO JOÃO!

13 de junho: dia de Santo Antônio

13/06/2016
Santo-Antônio-de-Pádua-com-o-Menino-Jesus

Santo Antônio de Pádua com o Menino Jesus

 

Junho é um mês de festa. E hoje, 13 de junho é o dia de Santo Antônio.

Aqui, compartilho e republico uma postagem do Blog Cordel Atemporal, de meu amigo Marco Haurélio:

Bendito em louvor de Santo 

Santo Antonio

 

Socorre, Antônio, socorre,
Depressa, incontinenti,
Vai livrar seu pai da forca,
Que vai morrer inocente.

— Você fica aqui em Pádua,
Que eu vou lá em Portugal.
Vou livrar meu pai da forca,
Que sem culpa vai pagar.

Tenha, moço, a justiça,
Daí não consiga mais
E olhe que não é esse
O homem que vós pensais.

Veja que não sou Justino
Nem também falando torto.
Vim aqui justificar
Pela boca de um morto.

Te alevanta, corpo morto,
Vem aqui justificar
Se esse homem te matou
Ou sem culpa vai pagar.

— Esse homem não me matou
Nem por mim ele pecou.
Na hora da minha morte,
Mas ante’ ele me ajudou.

— Ô meu padre Santo Antônio,
Vossa glória é de reis.
Sei que é o padre santo Antônio,
Vencedor de todas leis.

Ô meu padre santo Antônio,
Me diga onde foi morar.
Embora eu não lhe conheça,
Mas mando lhe visitar.

— Oh meu pai, eu sinto muito
De você desconhecido.
Eu sendo seu filho Antônio,
Que de vós eu fui nascido.

Eu me chamava Fernando,
Mudei meu nome pra Antônio
Pra livrar as criaturas
Da tentação do demônio.

Eu de vós não quero nada,
Só quero a vossa benção.
Que eu vou para a Itália
Terminar o meu sermão.

 

Nota: Santo Antônio, segundo o relato tradicional, estava em Pádua, e teve de se deslocar até Lisboa para livrar seu pai, acusado de homicídio, da forca. A lenda descreve dois milagres: a bilocação, capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo; e a ressurreição do jovem assassinado, que inocentou o pai de Santo Antônio.

A lenda está presente nesta quadra popular:

Santo Antônio é tão santo
Que livrou seu pai da morte
Bem podia Santo Antônio
dar-me uma bonita sorte

(Fernando de Castro Pires de Lima. Um milagre de Santo Antônio. Em LIRA, Marisa. Estudos de folclore luso-brasileiro).

Fonte: Seu Heliodoro (Dorão), já falecido.

Serra do Ramalho, Bahia.

E viva Santo Antônio!

Dança nos parques: um religar do homem com a natureza

20/05/2016
Núcleo Pé de Zamba - "A cruz que me carrega"

             Núcleo Pé de Zamba – “A cruz que me carrega”

No último dia 14 de maio, tive a grata oportunidade de unir  “o útil ao agradável” e estar presente em uma  belíssima apresentação no Bosque de Leitura do Parque Ibirapuera. Sob céu que nos protege e o parque que acolhe diversas pessoas oriundas de todos os cantos da cidade, tivemos uma tarde de resgate da cultura afrobrasileira.

Esse resgate foi materializado por meio de cantos e dança do Núcleo Pé de Zamba, que apresentou o espetáculo: “A cruz que me carrega”.

Este espetáculo foi pensado para espaços não convencionais e se inspira na trajetória da população afro-banto, vinda ao Brasil na condição de escravizada. Ao investigar aspectos desta migração através das manifestações culturais encontradas na Irmandade de N. Sra. do Rosário de Justinópolis, o grupo identificou reverberações culturais surgidas a partir da chegada destes africanos. “A Irmandade é uma comunidade centenária sediada em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, e funciona como um lugar que acolhe e une a comunidade afrodescendente da região, a exemplo do que acontecia desde a escravidão com tantas outras irmandades dos homens pretos em todo o país”, aponta Andrea Soares, cuja pesquisa de mestrado investiga a interface entre a contemporaneidade e as culturas populares tradicionais brasileiras, passando especialmente por questões ligadas à afrobrasilidade, em seu cunho artístico e político-social.

Vejamos alguns momentos do espetáculo ao lado do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, em um pequeno registro fotográfico que fiz na ocasião:

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega4

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega2

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega6

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega5

A concepção e criação do espetáculo é de Andrea Soares, que integra o seleto elenco ao lado de Joana Egypto, Jô Pereira, Leandro Medina, Cristiano Cunha e  Palomaris Mathias.

Segundo Andrea Soares:  “a contribuição africana na cultura brasileira é indiscutível. Dança, música, gastronomia religiosidade e uma forma de estar no mundo que permeia nossas ações cotidianas, trazendo criatividade e alegria, gana e resistência.

No intuito de ressaltar esta herança, reconhecendo-se nela, o Núcleo Pé de Zamba debruçou-se sobre a Irmandade de Nossa Sra. do Rosário de Justinópolis/MG, por encontrar ali a presença afro-banto delineada em muitos aspectos. Entre eles, marcou-nos especialmente a forma de se viver em arte e do entendimento da existência em prol do coletivo.

A força do comunitário, unida à presença ritual da religiosidade afro-cristã, inundou nossos corpos de dança e de um impulso transformador, falando-nos de uma fé que extrapola dogmas e amarras para ser um fio condutor de uma vida contemplada pela leveza. Ali não se carregam cruzes… O peso da vida é fardo partilhado.”

Para conhecer um pouco sobre a  Irmandade do Rosário de Justinópolis, Ribeirão das Neves, Minas Gerais compartilho a primeira parte de documentário  produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário:

 

O Núcleo Pé de Zamba irá se apresentar  no próximo sábado, 21 de maio, às 15h, no Bosque da Leitura Parque Raposo Tavares – Rua Telmo Coelho Filho, 200-Vila Albano.

Vale muito a pena ver e curtir este espetáculo.

Um super abraço!

Literatura de Cordel: memória, afetividade e contação de histórias

21/03/2016

Faz muito tempo que aprecio e divulgo, sempre que há oportunidade, a Literatura de Cordel, a poesia e contação de histórias. Nestes últimos dias, percebi que as artes literárias tiveram algumas comemorações: o dia Internacional do Contador de Histórias, no dia 20 de março, e o dia 21 de março é o dia mundial da poesia.

O dia Internacional do Contador de Histórias, 20 de março, foi criado em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. Já o dia Mundial da poesia foi  criado em 1999 pela UNESCO,  com o objetivo de estimular a produção e celebrar a poesia como forma de arte em todo o mundo.

No último sábado, dia 19 de março, tive a honra de ser convidada pelo amigo, pesquisador, cordelista e escritor Marco Haurélio para assistir sua palestra: Literatura de Cordel: memória e afetividade. A palestra integrou o I Colóquio  A Contação de Histórias como contribuição à Neuroeducação, que aconteceu no Colégio Passionista, na Zona Norte de São Paulo.

Palestra Marco Haurelio

Palestra Marco Haurélio no Colégio Passionista

Durante sua apresentação, que foi permeada de histórias contadas por meio do cordel, tive vários flashes de memória de quando conheci o Marco Haurélio e do período vivido como estudante de Pedagogia. Naquele período, principalmente no ano de 2008, eu estava pesquisando  para elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso, que teve o tema: Literatura de Cordel – percorrendo os caminhos da poesia.

Como servidora municipal tive a oportunidade de trabalhar nos espaços do Bosque da Leitura e assistir a diversas apresentações de  contadores de histórias, poetas, músicos, cordelistas e  repentistas.

Vanessa Castro - Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

   Vanessa Castro – Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

 

Débora kikuti-maio/ 2009- Bosque da Leitura Parque Jardim da Luz

   Débora Kikuti-maio 2009- Bosque da Leitura Pq Jd. da Luz

 

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

 

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

 

Cordelista João Gomes de Sá-SET 2012-Bosque da Leitura Parque Toronto

Cordelista João Gomes de Sá -SET/2012-Bosque da Leitura Parque Cidade de  Toronto

Tive a oportunidade de ouvir a incrível contadora de histórias Andrea Sousa, contando e encantando  histórias para crianças crescidas, na Semana do Servidor Público, em outubro de 2014, na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Andrea Sousa - out/2014 Semana do Servidor

       Andrea Sousa – out/2014-Semana do Servidor-SMDHC

Atualmente algumas livrarias promovem contação de histórias, como é o caso da Livraria Cortez, no bairro de Perdizes, e a  Livraria Nove Sete, na Vila Mariana.

A Livraria Cortez, dentre outras atividades, abre suas portas para encontros com poetas, escritores, contadores de histórias, além de periodicamente promover no mês de agosto o evento Cordel na Cortez. Aqui, um pequeno registro por ocasião do lançamento do livro infanto juvenil, de Marco Hauélio: Os doze trabalhos de Hércules, com belíssimas ilustrações de Luciano Tasso. Neste dia, 12 de abril de 2012, também aconteceu uma bonita contação de histórias com o TEATRO DE GAIA .

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Contação de história na livraria cortez 04-2014

            Contação de história na Livraria Cortez 12/04/2014

No ano passado, em abril de 2015, estive na Livraria Nove Sete no lançamento  do livro infantil: Nem borboleta, nem cobra, de autoria de Marco Haurélio. Naquela ocasião, a contadora de história Lucélia Borges prendeu a atenção de crianças de todas as idades ao contar a história que dá nome ao livro.

Lucélia Borges - contadora de histórias -abril/2015

Lucélia Borges – contadora de histórias -abril/2015

Percebi que ao narrar poeticamente a história, cria-se um laço  mágico entre o contador e os ouvintes, de modo a mantê-los unidos na palavra. Me atrevo a dizer que é a palavra a gênese da transformação em quem fala e, também naquele que ouve, ou seja: na comunicação de coração a coração por meio da história, da poesia que necessita da memória e do afeto para fazer e manter as conexões harmônicas entre as pessoas.

Observando cada um em seu estilo, se percebe que todos têm histórias para contar: quer sejam em forma de narrativas, canções, cantorias ou poesia. Cada um de nós é um contador de histórias e cada um traz uma carga de memória e afetividade na arte da comunicação humana.

Para finalizar e comemorar o DIA INTERNACIONAL DA POESIA recorro à página do Facebook do amigo Pedro Monteiro e tomo emprestado os versos  que ele fez para celebrar nesta data, e sua imagem entre os livros e os cordéis.

Em cada curva da estrada
Um balaio de alegria,
Ou abordo de um veleiro
No mar da sabedoria,
Pelo remanso da calma
Faz-lhe um afago na alma,
Erudição e poesia.

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

 

Acredito que é muito importante desenvolver o espírito poético e mantê-lo vivo frente às condições históricas atuais.  A Arte é o que nos mantém vivos e humanos.

Um super abraço!

Mulheres que (en)cantam

09/03/2016

cantantes

 

Estamos na semana de comemorações ao 8 de março,  Dia Internacional da Mulher. Esta data traz uma lembrança histórica muito trágica, uma vez que neste dia em 1857, morreram cerca de 130 mulheres carbonizadas, que foram trancadas numa fábrica de tecelagem, em Nova York, onde trabalhavam. Elas morreram lutando por reivindicar seus direitos. Como elas, muitas outras, em diferentes épocas, lugares e situações continuam dando (e doando) suas vidas para garantir o direito à Vida.

Há muito tempo nós, mulheres, lutamos  para conquistar e garantir direitos e seremos reconhecidas não apenas pelo esforço, mas principalmente pelo talento, criatividade e ousadia.

Hoje quero destacar algumas mulheres talentosas, criativas e ousadas que tive/tenho o prazer de conhecer. São artistas brilhantes e merecem ser (re)conhecidas e ouvidas.  São três mulheres de lugares diferentes, personalidades bem marcantes, trajetórias distintas e com uma qualidade em comum: o Amor à Arte e à Música.

Inicialmente, quero apresentar compositora e cantora pernambucana Maria Olívia, radicada no Rio de Janeiro, que com muita luta e criatividade encontrou na musa Música popular  seu ofício e sua razão de ser e de estar. Aqui destaco o frevo A dança da Onça, uma parceria com Dinho Athayde. Primeiro, destaco a composição:

 

A DANÇA DA ONÇA

Você precisa conhecer

O Mamulengo,Cavalo-Marinho

Cavalo de pau e o Boi-Bumbá.

Maracatu, Caboclinho,chame os seus amiguinhos pra gente brincar.

Menino da tarde nesse carnaval

Vamos fazer um passeio por Pernambuco

Ver Saci Pererê e a Cuca sair com o Bumba Meu Boi

Conhecer a turma do Rei Leão

Varrendo o chão pra Onça passarA dança da Onça, a trança da moça.

Enchendo a pança, a graça do palhaço.

Que enche a Praça pra nossa alegria

A banda passando cheia de folia

Chame as crianças pra gente dançar

A Ciranda de Lia, a nossa Lia de Itamaracá.
A Ciranda de Lia, a nossa Lia de Itamaracá.

 

Agora, convido a todos para ouvir  a canção:

O  segundo destaque é a piauiense, também radicada no Rio de Janeiro: Patrícia Mellodi, que compõe, canta e movimenta-nos com sua energia.   Aqui trago sua composição Faxina Geral.  Aqui, a composição:

Faxina Geral.

Vou fazer uma faxina
Botar a casa em ordem
Dar um geral
No meu coração
Vou dar um fim na poeira
Lavar com mangueira
A recordação
Descongelo a geladeira
Dou tudo o que é teu
Mudo a roupa de cama
Troco a cor das paredes
Eu armo uma rede
Acendo um incenso
Incendeio o colchão
Abro todas as janelas
Acendo uma vela
Faço uma oração
Pra santo antonio
E num babydoll de cetim
Pronta pra só dizer sim
Com a casa da alma lavada
Escancaro o portão

Que é pra ver se vem
Um novo amor
Que é pra ver se sou
Feliz outra vez

 

Agora, a música:

 

A terceira grande mulher  é a paulista Mônica Marianno, atriz, cantora e intérprete cuja caminhada é marcada pelo estudo, dedicação e também, como as demais, muita ousadia.  Ousadia é o ingrediente que tempera e qualifica a trajetória dessas mulheres maravilhosas.

Para encerrar esta postahgem, destaco um clipe onde Mônica Marianno e a  HOT JAZZ CLUB nos encantam com uma bela performance da canção I Love Paris:

Um super abraço!

Uma tradição milenar à brasileira

29/02/2016

Está terminando fevereiro de 2016, um ano bissexto, que começou com intensa atividade, e este mês  começou  com a entrada do Ano Novo Chinês: o ano do Macaco.

Aqui em São Paulo se celebra o Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade, tradicional bairro da cultura japonesa e oriental na cidade. Estive lá para conhecer e receber as boas energias desse novo ano. Na visita ao bairro pude ver alguns painéis em uma pequena exposição que ilustravam a cultura chinesa:

ANO NOVO CHINÊS-01

ANO NOVO CHINÊS-02

As apresentações foram marcadas por cortejo com música, dragões e leões chineses, além de exibição de Artes Marciais. E o mais interessante é que praticamente todos os componentes são brasileiros vindos de diversos estados, e que têm muito  respeito e dedicação à tradição oriental.

ANO NOVO CHINÊS - 03

ANO NOVO CHINES ARTE MARCIAL

ARTE MARCIAL CHINESA

ANO NOVO CHINES DRAGAO

 

ANO NOVO CHINES DRAGAO 2

ANO NOVO CHINES2016

ANO NOVO CHINES CACHORRO

ANO NOVO CHINES BRANCO

ano novo chinês dragão vermelho

Muitas  pessoas foram às ruas do bairro da Liberdade para festejar a chegada de 4714, o ano do macaco, que começou em 08 de fevereiro de 2016 e vai até 27 de janeiro de 2017.

Foi uma experiência muito intensa e mágica que  merece ser vivenciada por quem está em São Paulo e aprecia a Arte e a Cultura, tanto do Brasil como do Oriente.

Um bom Ano Novo do Macaco para todos!

 

A Primavera Urbana

04/12/2015

Estamos na reta final da estação das flores, e o verão está próximo de seu início. Em minhas andanças em Sampa  vi e registrei muitas flores e árvores, cenas da primavera urbana.  Pude acompanhar o desabrochar de algumas rosas e ver muitas folhas nascerem nas árvores, crescerem  e caírem, para que novas pudessem nascer. Hoje, faço uma seleção de meus registros fotográficos que começou um pouco antes do Equinócio da Primavera.

Abrindo a janela do meu quarto, vejo algumas árvores e conforme o tempo passa, consigo acompanhar as transformações que a natureza apresenta diariamente.  No  dia 22 de julho, quando estávamos em pleno  inverno, vejo este ‘quadro’ :

JULHO 22-07-2015-Margarete Barbosa

 

Em  meados de agosto, no dia 17 , o quadro já apresentava algumas mudanças e árvores vi muitas folhas sendo levadas pelo vento:

AGOSTO 17-08-2015-Margarete Barbosa

 

No início de setembro já podemos ver uma transformação mais intensa. Vejam só o quadro no dia 03 de setembro:

03-09-15-Margarete Barbosa

 

A Primavera começou no dia 23 de setembro, e alguns dias depois vejo que ela começa a se expressa com todo seu esplendor, com as copas das árvores recheadas de folhas e algumas flores:

 

27-09-15-Sibipirunas por Margarete Batrbosa

 

No dia 06 de outubro, o ‘quadro’ estava mais florido:

Sibipirunas em 06-10-2015 foto :Margarete Barbosa

Estas árvores são chamadas de Sibipirunas e Tipuanas. São árvores muito comuns nas cidades. Podemos encontrar em muitas ruas de São Paulo, e suas flores quando caem deixam um belo tapete amarelo nas ruas e nas calçadas. Não sei dizer qual é qual, mas se fizermos uma visita curiosa ao Blog da minha amiga Neuza Guerreiro de Carvalho, poderemos conhecer um pouco das semelhanças e diferenças dessas espécies.  Neuza pesquisou sobre o assunto com muita competência e compartilhou conosco no seu Blog da Vovó Neuza. Vale muito a pena fazer uma visita ao Blog, lá tem muitas, muitas histórias e memórias.

E foi numa das visitas que fiz à Neuza que fotografei, do 10° andar de seu apartamento, as copas das Sibipirunas e Tipuanas. Vejam este registro que fiz no último dia 10 de outubro:

rua cerro corá-sibipirunas e tipuanas- Margarete Barbosa

rua cerro corá-sibipirunas e tipuanas- Margarete Barbosa

 

A Primavera da cidade de São Paulo mostrou também outras cores. E caminhando para meu local de trabalho na região da Lapa, pude encontrar alguns ‘quadros’ com imagens primaveris, como por exemplo esta árvore, que eu desconheço o nome mas que me deu a impressão de querer sair do quintal da casa e invadir a rua:

40

Nesta mesma rua e calçada percebi outras flores, como as que encontrei em frente a um salão de beleza, após  uma chuvada:

foto:Margarete Barbosa

rosas por Margarete Barbosa

 

É interessante caminhar e observar nos quintais das casas que muitas plantas são bem cuidadas. É o caso dessa planta ornamental chamada de Heliconia, conhecida também como Caeté ou, ainda: Bananeira do Mato. Vejam só:

helicônia ou bananeira do mato- caete por Margarete Barbosa

 

Caminhando  com meu filho, ele chamou minha atenção ao jardim de um prédio, pois ele viu um tipo diferente de azaléia:

Azaleia por Margarete Barbosa

 

Um dos momentos prazerosos dessa Primavera foi poder  acompanhar o desabrochar de uma rosa:

Rosa rosa por Margarete Barbosa

 

E o que me chamou a atenção foi ver que romãs são cultivadas em alguns jardins de prédios em São Paulo e também nas esquinas de calçadas na cidade, vejam só:

romã por Margarete Barbosa

 

romã no Bom Retiro por Margarete Barbosa

 

Andando pela Vila Romana, podemos ver outras cores da Primavera:

Vila Romana - Margarete Barbosa

 

Na calçada as árvores e suas flores desenharam um belo tapete amarelo:

árvores e flores amarelas-Margarete Barbosa

Destaco a fotografia abaixo que traz em primeiro plano um manacá da serra bem florido. Destaco em segundo plano, o verde vivo que brota do concreto. É a vida pulsante que saí do fundo do concreto da selva de pedra. Como diria Gonzaguinha: “É a vida, é bonita e é bonita…”

Vila Romana-Margarete Barbosa

Para finalizar, destaco o registro feito por meu esposo, José Ivanilson,  de uma borboleta que ele viu no jardim do condomínio. Ele conseguiu fotografar a mesma borboleta com as asas fechadas e abertas.

borboletas blog da Margarete Barbosa

 

E com imagem desta borboleta, que representa a Transformação a que todos os seres passam em sua existência, que finalizo esta postagem da Primavera Urbana 2015.

Um super abraço!

 

 

 

Zumbi dos Palmares: luta, liberdade e resistência

20/11/2015
Antônio_Parreiras_-_Zumbi_2

Quadro pintado em 1927 por Antonio Parreiras

 

Zambi – Edu Lobo (1965)

É Zambi no açoite, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi
É Zambi na noite, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi

Chega de sofrer, ei!
Zambi gritou
Sangue a correr
É a mesma cor
É o mesmo adeus
É a mesma dor

É Zambi se armando, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi
É Zambi lutando, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi

Chega de viver, ê
Na escravidão
É o mesmo céu
O mesmo chão
O mesmo amor
Mesma paixão

Ganga-zumba, ei, ei, ei, vai fugir
Vai lutar, tui, tui, tui, tui, com Zambi
E Zambi, gritou ei, ei, meu irmão
Mesmo céu, tui, tui, tui, tui
Mesmo chão

Vem filho meu
Meu capitão
Ganga-zumba
Liberdade
Liberdade
Liberdade
Vem meu filho
É Zambi morrendo, ei, ei, é Zambi
É Zambi, tui, tui, tui, tui, é Zambi
Ganga Zumba, ei, ei, ei, vem aí
Ganga Zumba, tui, tui, tui, é Zambi

 

Nesta postagem, minha intenção é destacar algumas expressões artísticas em torno do Mito:  Zumbi dos Palmares.

Zumbi dos Palmares é um símbolo de Luta pela Liberdade e Resistência para mantê-la.  Neste dia 20 de  Novembro, Dia da Consciência Negra, penso que a imagem de Zumbi vai  muito além, representando e inspirando todo aquele que não se deixa subjugar.

Comecei a postagem com a pintura, de 1927  do artista plástico carioca Antonio Parreiras. Em seguida, trouxe a letra-canção de Edu Lobo, pois acredito que traduz bem a história de Zumbi. Ouçamos a música:

 

Em termos de sétima arte, pode-se destacar o clássico: Ganga Zumba, filme de 1964, produzido por Cacá Diegues  com destaque para interpretação de Antonio Pitanga. Ainda de Cacá Diegues, em 1984, em uma co-produção francesa, temos o filme Quilombo. Neste filme temos um fabuloso elenco com: Zezé Motta, João Nogueira,  Grande Otelo, Antônio Pitanga e uma rica constelação de  artistas. E o melhor é que ainda podemos assistir na íntegra pelo YouTube:

 

Terminando com mais  música:  a  composição Zumbi de Jorge Ben Jor na interpretação de Caetano Veloso:

E por fim, vamos apreciar a canção  O Canto das Três Raças, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, com o próprio Paulo César.

O Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera e seu ambiente cultural

03/11/2015

BOSQUELEITURA PARQUE IBIRAPUERA

No domingo, dia 18 de outubro de 2015, estive presente na reinauguração do espaço que abriga o Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Era  um dia nublado, o que não impediu a celebração da reabertura do espaço, que foi marcado por diversos encontros e muitas leituras. Foi um dia marcado  por encontros e reencontros. No circularam muitos amigos, leitores, curiosos e também teve a presença de representantes da sociedade civil e da gestão municipal que reafirmaram seus compromissos e parcerias em prol o Bosque da Leitura.

Desde 1983 existe o espaço do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, e, claro, chega um momento em que toda construção merece uma reforma estrutural para continuar funcionando e acolhendo quem nela adentra.

Sou servidora municipal, mas antes sou cidadã e aprendiz, que mantém este blog pelo prazer de escrever, de Ser e Estar neste mundo, nesta cidade. Desta forma,  busco destacar o valor cultural que  tem o Bosque da Leitura.

É interessante ver um pouco como foi a mudança externa do local nos últimos anos, como era e como ficou a casa do Bosque. Para ilustrar, recorro a meus registros fotográficos de visitas feitas  desde 2013:

Em outubro de 2013:

bosque da leitura parque Ibirapuera1

Em outubro de 2014:

bosque da leitura parque ibirapuera2

Em outubro de 2015:

bosquedaleitura Parque Ibirapuera

Mas o dia foi marcado com atrações culturais  para comemorar a reabertura do espaço de leitura.

O grupo de Maracatu Cia Porto de Luanda  foi o primeiro a se apresentar, com muita animação e ritmos, envolvendo todos os espectadores. Vejam só:

maracatu cia porto de luanda1

maracatu cia porto de luanda3

O Maracatu é uma dança folclórica de origem afro-brasileira originada  em meados do século XVIII, e traz um forte componente da miscigenação musical das culturas portuguesa, indígena e africana. Esse cortejo musical despertou as atenções  de todos, inclusive das crianças, aguçando sua curiosidade e musicalidade:

maracatu cia porto de luanda2maracatu cia porto de luanda4

Mesmo com todo o agito musical, há ainda aqueles que conseguem concentrar-se em sua leitura e até fazer um crochê:

leitora

leitora1

um croche

A imensa área verde do Parque Ibirapuera é um convite para fazer um gostoso picnic, pois os espaços são muitos.  E foi isso algumas pessoas fizeram nos arredores do Bosque da Leitura. Detalhe: teve até artesanato…

pic nic no parque ibirapuera

Enquanto isso, dentro da casa do Bosque da Leitura a interação entre adultos e crianças acontecia permeada de gostosas leituras:

Slide1

Slide1

Slide2

E a comemoração da reinauguração continuava na área externa.

Logo após o grupo de Maracatu, o público foi muito bem servido com um espetáculo que mesclou o teatro e o circo. O espetáculo: A Jornada do heroi, com o artista Victor Abreu, prendeu a atenção de todos até seu final. Vejam:

circo1

circo2

A última apresentação foi a dança interativa, com o grupo Zumb.Boys. A proposta do grupo é interferir e interagir com o público fazendo com que as pessoas escolham uma carta. A partir disso, se desenvolve a dança. Inicialmente o grupo saiu da área do Bosque da Leitura e percorreu alguns espaços do parque, onde puderam integrar o público. Interessante notar que em cada espaço o grupo aproveitava o que estava disponível para trazer tudo e todos ao universo da dança.  Vejam só:

dançaporcorreio2

dança por correio2

dança por correio1

 E assim foi marcado a reabertura da casa do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Fica aqui o convite à leitura, à curtição do parque e tudo o que nele há disponível.

Vamos??

Um super abraço!


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 32 outros seguidores