3ª Maratona de Histórias

12/09/2019

No próximo sábado, dia 14 de setembro, teremos uma tarde de festa literária na Livraria NoveSete, na Vila Mariana. Nesse  dia,  a Livraria realizará  a  terceira edição da  Maratona de Histórias, com o apoio da Editora do Brasil.

A Maratona de Histórias, na Livraria NoveSete foi idealizada por Penélope Martins, escritora e contadora de histórias. A   entrada é gratuita e para leitores de todas as idades.  A ideia de  Penélope Martins é “reunir as pessoas ao redor dos livros. Assim como os narradores, eles são  fundamentais para lembrar a relevância da prática de contar histórias como elo de ligação entre todas as gerações e culturas”.

A Maratona será uma celebração da tradição oral e da literatura criada para estimular a prática de diálogos presenciais de leitura.

Segue a programação:

3ª MARATONA DE HISTÓRIA, na LIVRARIA NOVESETE- Sábado, 14 de setembro de 2019

 
14:00
Abertura do evento e lançamento do livro Minha Pasárgada da autora Rosinha
 
 
14:30
Contação de historia com Ailton Guedes e Rubia Konstantyni
 
 
15:00
Contação de historia com Giuliano Tierno e Magno Faria
 
 
15:30
Contação de história com Alexandra Pericão e Ailton Guedes
 
 
16:00
Contação de história com Mariana Per e Penélope Martins
 
 
16:30
Contação de história com Rubia Konstantyni e Ligia Belo
 
 
17:00
Bate papo com Rosana Rios e o Gil Vieira Sales, mediação de Penélope Martins, discutem o Direito as Múltiplas Narrativas
 
 
18:00
Lançamento do livro “Entre Cães e Gatos” da autora Rosana Rios
 
 
18:30
Encerramento com historias e canções com Cristiano Gouveia
 
 
Um super abraço e até lá!
 
 
 
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Xilogravura e cordel: arte, cultura e sensibilidade.

02/09/2019

Hoje, me proponho a destacar e falar um pouco sobre xilogravura e Literatura de Cordel, por meio de alguns de seus representantes.

Para falar dos temas, recorro aos  poetas cordelistas para traduzir na poesia alguns conceitos e informações sobre a xilogravura. Para isso, peço a ajuda do poeta cordelista cearense, Moreira de Acopiara, que traz no seu livro:  Cordel em Arte e Versos  (Editoras: Duna Dueto/Acatu), os seguintes versos:

A xilogravura é

Arte de muito valor,

(Em todo o Brasil nós temos

Muito xilogravurador),

E ela chegou ao Brasil

Com o colonizador.

 

Mas existe há muito tempo!

Acredita-se que tem

Origem na China, mas

Há quem afirme também,

Com muita convicção,

Que é da Grécia que ela vem.

(…)

Moreira de Acopiara ainda diz mais adiante:

E essa arte é mesmo antiga.

Antes da tipografia,

Em várias partes do mundo

Xilogravura existia.

Se produziam textos

Chamavam xilografia.

Destaco aqui a capa do livro Cordel em Arte e Versos, que foi ricamente ilustrado com as xilogravuras do artista carioca Erivaldo Ferreira da Silva:

 

                 Xilogravuras de Erivaldo Ferreira da Silva

 

Ressalto também o livro Caminhos Diversos sob os signos do Cordel, de Costa Senna, um multi artista. No livro o poeta faz uma coletânea de seus cordéis, ilustrados pelo artista gráfico Jô Oliveira.

 

Neste livro, Costa Senna trata diversos temas: como a história da escrita, leitura, cotidiano, entre outros. Seu cordel Nas asas da leitura,  fala da origem da escrita, passando pelo Egito e China, passa pelo surgimento da imprensa e ressalta a importância do livro na história da humanidade. Vejam alguns versos:

Há cinco mil e quinhentos

Anos, a Ásia surpreendeu,

Pois, criando o alfabeto,

A escrita apareceu.

Veja só que linda ação,

Foi aí dessa união

Que nosso livro nasceu.

 

Em pedras, osso e tábuas

Era onde se escrevia.

Antes de o livro nascer,

A história se perdia.

Por não poder registrar,

Era difícil guardar

Tudo o que acontecia. (…)

 

Na leitura encontro asas,

Prazer, força pra voar,

Em qualquer cosmicidade

Eu vejo o meu ser pousar,

O livro é o meu transporte,

A leitura o passaporte,

Direito de conquistar.

Este cordel recebeu a seguinte ilustração de Jô Oliveira:

Nas asas da leitura


Em dezembro de 2018, tive a felicidade de estar presente no lançamento do livro: A semente de pera mágica em cordel, Editora Paulus, da artista plástica potiguar Nireuda Longobardi.

 

Neste livro, Nireuda faz uma adaptação de um antigo conto chinês em cordel, e também as xilogravuras, que transbordam beleza poética.

Aqui, compartilho alguns versos:

Era um homem muito pobre

que numa aldeia morava

e não tendo o que comer

diversas vezes furtava

pão ou tigela de arroz

e sua fome matava.

 

Certa vez em uma feira

lindos frutos avistou,

aproximou-se da banca

e disfarçando furtou

uma suculenta pera

e rápido se afastou. (…)

A feitura de uma xilogravura é uma arte rica em detalhes e paciência… Observem na foto abaixo que mostra um pouco do trabalho de Nireuda Longobardi:

 

Neste mês de setembro,  até o dia 8, acontecerá a Bienal do Livro do Rio de Janeiro.  Nesse  evento, o poeta e cordelista Marco Haurélio irá participar e também realizará o lançamento de seu mais recente livro:  “A Jornada Heroica de Maria” (Melhoramentos).  O livro tem como ilustração as xilogravuras da artista Lucélia Borges. 

            A jornada heroica de Maria, de Marco Haurélio, ilustrado com as xilogravuras de Lucélia Borges

O livro trata da recriação em cordel de um conto do vasto e longevo ciclo do noivo animal.

Houve um tempo em que as histórias 
iam sendo recontadas 
por gerações incontáveis, 
em infindáveis jornadas. 
Com o tempo, algumas delas 
foram imortalizadas.

Essas histórias fantásticas 
nasceram de muitas mentes. 
Espargidas pelo vento, 
como perdidas sementes, 
fincaram fundas raízes 
no imaginário das gentes.

“A jornada de Maria” 
é uma dessas histórias 
que vêm dos tempos passados 
evocando antigas glórias, 
costuradas com o fio 
do tecido das memórias.

Xilogravura de Lucélia Borges, do Livro”A Jornada Heroica de Maria”

Até aqui, trouxe alguns dos livros ilustrados com xilogravuras. Mas a xilogravura e o cordel andam juntos há bastante tempo.

No Nordeste a  xilogravura  tem uma identidade peculiar e tem  representantes expressivos, tais como:  Mestre Nosa, José Costa LeiteWalderêdo Gonçalves,   José AltinoStênio Diniz, J.Borges, entre outros.

Para finalizar, quero destacar alguns folhetos de cordel, seus autores e xilogravuristas:

Cordel: Cangaço-um movimento Social, de Varneci Nascimento  e xilogravura de Klévisson Vianna.

 

Cordel: Perfil do Político brasileiro, de Varneci Nascimento e xilogravura de Erick Lima.

Cordel:  Cante lá e cante cá, de Costa Senna e xilogravura de Nireuda Longobardi.

Cordel:  Paulo Freire, de Costa Senna e xilogravura de Francorli.

 

Cordel: A lenda do Cabeça de Cuia, de Pedro Monteiro, e xilogravura de  Lucélia Borges.

 

Cordel:  Cumade Fulozinha – a guardiã da floresta, de Pedro Monteiro e xilogravura de Lucélia Borges

 

Cordel: A Lenda da loira do banheiro, de João Gomes de Sá e Marco Haurélio e xilogravura de Lucélia Borges.

 

Cordel: Bandinha Fulô da Chica Boa, de João Gomes de Sá e também é o autor da xilogravura da capa.

Cordel: Cantoria 2(Peleja de Zé Limeira com Chico Antonio) de João Paulo Resplandes e xilogravura de Lucélia Borges.

 

Cordel: Caiçara, de João Paulo Resplandes e xilogravura de João Gomes de Sá

 

Cordel: Sanfoneiros de João Paulo Resplandes e xilogravura de Nireuda Longobardi

O universo da Literatura de Cordel e tão vasto quanto o da Arte da Xilogravura. As possibilidades são infinitas, e nas veredas da internet podemos encontrar muitas e muitas informações. Cabe a nós, de acordo com nossa curiosidade e interesses, lançar redes e filtrar os artigos e matérias que mais nos tocam e emocionam.

Um super abraço!

O encantamento das lendas brasileiras

21/08/2019

E em agosto também temos um dia dedicado ao Folclore, dia 22 de agosto. Nesse período do mês, a maioria das escolas de Ensino Fundamental  rememoram o encanto (e  espanto) que as lendas nos trazem.

Aqui,  destaco um livro que foi lançado há pouco tempo, e que tive o privilégio de estar presente em seu lançamento: EnCantando as lendas brasileiras, de Gabriela Vasconcelos Abdalla e Vivian Devidé Casto, da Editora Tipografia Musical.

Gabriela  e  Vivian são  educadoras atuantes. Gabriela é educadora musical, e  tem buscado no ensino/aprendizagem desenvolver a ludicidade com crianças e adultos. Vivian Devidé Castro é arte-educadora, com uma muita experiência em sala de aula.

O livro é uma gostosa viagem pela cultura popular por meio das lendas de nosso folclore. Além disso, o livro traz músicas delicadamente compostas para cada lenda apresentada,compostas por Gabriela Abdalla e algumas parcerias com o músico Beto Vasconcelos. O livro traz também atividades lúdicas para desenvolver com as crianças.

Eu e meu filho Ulisses tivemos a oportunidade e enorme alegria em de participar do lançamento deste livro primoroso.

Lançamento do livro: EnCantando as lendas brasileiras

Vale muito a pena a leitura do livro, bem como ouvir as músicas compostas para as lendas.

Boa leitura à todos!

Um super abraço!

O Nordeste simbólico em: À Nordeste

16/08/2019

Nas andanças que faço  no centro de São Paulo, estive no SESC 24 de Maio, e me encantei com uma sensível  exposição À Nordeste. Essa exposição mosta a cultura nordestina por meio das artes visuais.

É uma exposição que vai até o dia 25 de agosto, e neste mês do Folclore vem a estimular “reflexões  sobre o Brasil a partir da produção simbólica do Nordeste numa perspectiva de suas singularidades regionais e da radicalidade de sua dimensão sensível. Um olhar sobre a história da região que revela dimensões vertebrais da formação e da contemporaneidade do Brasil e de suas infinitas pluralidades. Reunindo um conjunto significativo de obras, peças e experiências de contextos e vocações diversas que imaginam, inventam e reconstroem o Nordeste do Brasil, a exposição atravessa campos como a iconografia e a teoria social, pretendendo pensar as circunstâncias históricas, sociais e culturais da invenção de uma ideia de “nordeste” (referência na página do SESC24 Maio)

Aqui, compartilho algumas fotografias que tirei, onde retrato uma pequenina parte da exposição: 

Obra: simbolismo do cangaço, de J Cunha

 Inicialmente trouxe a obra de J Cunha, que muito chamou a  minha atenção. 

Fui procurar informação sobre J Cunha, e cheguei em sua página oficial. Vale a pena conhecer o seu universo , clicando aqui .  

Mas, o mais interessante é ouví-lo falando  sobre seu trabalho e influências, acessando o vídeo abaixo:

Outra obra que chamou a atenção, foi a obra Vidas Secas, do  alagoano Graciliano Ramos. Aqui cabe uma memória afetiva, poi li este livro quando era de adolescente. Era uma leitura essencial naquele período. Como eu era muito jovem e inexperiente à época, não cheguei a compreender a importância e grandeza do livro.  A primeira edição de “Vidas Secas” foi ilustrada pelo artista plástico cearense  Aldemir Martins.

Livro de Graciliano Ramos ilustrado por Aldemir Martins

Na sequencia da exposição me deparo com obras do pernambucano Gilvan Samico, que é considerado um dos mais importantes gravuristas do Brasil. Para conhecer um pouco mais sobre Samico, clique aqui.

Obra: Ascensão, de Gilvan Samico

 

Finalizando esta postagem,  trago esta tapeçaria confeccionada por uma paranaense, Guiomar Marinho.

Guiomar Marinho reside há muito tempo no Ceará, onde desenvolve um belo trabalho na região. 

Tapeçaria de Guiomar Marinho

Para conhecer um pouco mais sobre Guiomar Marinho, clique aqui.

 

Então, não vamos esquecer: A Exposição À Nordeste  no Sesc 24 de Maio, no centro de São Paulo, termina no dia 25 de agosto.

Vale muito a pena!

 

Um super abraço!

 

 

 

E a Vida?

12/06/2019

” E a vida?
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão, ê, ô…” (Gonzaguinha)

E é com os versos de Gonzaguinha, que pego emprestado, para retomar a escrita neste blog.

Iniciei este blog em março de 2009. Há dez anos ‘marquei’ meu território no mundo virtual e busquei expressar-me um pouco e deixar dicas e nutrir um pouco este vasto mundo virtual com conteúdos que para mim foram e são significativos.

Na minha última postagem falei do Encontro com o Cordel, no Sesc 24 de Maio, com diversos nomes da poesia popular. Pessoas queridas e temas que para mim são caros e me levam às minhas origens.

Durante este ano pude viver outros encontros: com vários amigos e amigas, com familiares, com companheiros de trabalho, em cursos e palestras e em vários eventos artísticos. E em cada encontro a vida se refazia e se reinventava.

E o tema ‘Encontro’ tem diversas faces, fases, situações e também reencontros.São incontáveis os encontros e reencontros que temos em nossas vidas. Mas, com toda certeza, aprendemos muito e crescemos com cada um deles. Nos encontros renovamos nossas energias, realimentamos o nosso coração que bate mais forte com e disposição para desfrutar de cada momento.

Nesses gratos encontros que a vida me proporcionou, tive a oportunidade de conhecer a psicóloga e coaching Barbara Hilsenbeck . Além do encontro físico, também a encontro nas ondas do mar virtual, por meio de seu canal no You Tube: A Vida é Barbara. Em um dos programas, ouvi a leitura de um texto, que muito me chamou a atenção, cujo título é: Pelos seus olhos. Este texto também se encontra em seu Blog: A Vida é Barbara.

Compartilho aqui o programa apresentado no canal, com o tema: A criança interior, e convido vocês a assistirem:

O texto me encontrou e reavivou outros sentidos que estavam guardados em mim. Desse encontro, surgiu um singelo poema e compartilho aqui:

A VIDA É BARBARA

(de: Barbara Hilsenbeck e Margarete Barbosa)

 

Minha criança,

Não se engane!

O tempo, a idade: 36, 45, 54, 63 …

Pode ser apenas um número.

A vida é reflexo do seu humor

do seu Amor,

do seu coração,

dos seus olhos.

 

Tudo na Vida é bom:

o breu

a luz

a  alegria

a  tristeza.

O seu coração

emana vibrações.

Todas.

 

O Universo habita em ti

e de sua boca saem palavras

que podem elevar o seu Ser,

e dos demais seres.

Reserve as melhores,

e  as espalhe como sementes.

 

Aceite a Luz e a Sombra.

A sua essência transcende

a dualidade.

Você é poesia e

é única vivendo

a Vida que é divina,

que é Presença, porque

a Vida é bárbara!

E a Vida se manifesta nos vários momentos: dos mais simples aos mais complexos, com intensidade e profundidade. E diante dessa abundância e generosidade divina, que o único sentimento que tenho e expresso é o de profunda gratidão.

Um super abraço!

Encontro com o Cordel – Uma homenagem a Leandro Gomes de Barros

22/08/2018

O ano de 2018 marca o centenário da morte do grande poeta e cordelista paraibano Leandro Gomes de Barros. E para lembrar e homenagear com toda pompa e circunstância que este poeta merece,  acontecerá nos dias 24/08 a 26/08/2018, no SESC 24 de Maio o evento:  ”Encontro com o Cordel: Homenagem a Leandro Gomes de Barros”, que envolve diversas ações dessa arte. Reúne, ainda, obras importantes da Literatura de Cordel e apresenta a função social desse importante gênero literário ao longo dos tempos, expondo a riqueza temática e a complexidade de suas rimas, além da sua influência nos vários segmentos artísticos, como cinema, teatro, músicas e novelas.

Veja a programação:

LITERATURA

Bate-Papo “Leandro Gomes de Barros e o cordel sem fronteiras” | Dia 24/8 (sexta, 14h)

Leandro Gomes de Barros e o cordel sem fronteiras. Com Bráulio Tavares, que revisita as novelas de cavalaria, a gesta do gado e o romanceiro nordestino em seus variados ciclos temáticos. Duração: 90 minutos. Área de Convivência. Classificação etária: 14 anos. Grátis.

Prosa e Verso: Baião de Dois | Dia 24/8 (sexta, 17h30 às 18h30)

Moreira de Acopiara

Moreira de Acopiara

Com Assis Ângelo e Moreira de Acopiara. Mediação Marco Haurélio. Ao melhor estilo das conversas ao redor do fogo, os autores falarão de suas trajetórias e de como entraram em contato com a Literatura de Cordel e sobre o universo da cantoria. Duração: 60 minutos. Varanda da Convivência. Classificação etária: 14 anos. Grátis.

Intervenção | Dia 24/8 (sexta, 16h)

Cantoria com repente com Sebastião Marinho e Luzivan Mathias. As várias modalidades do repente nordestino. Duração: 60 minutos. Varanda da Convivência. Livre. Grátis.

Sebastião Marinho, repentista

 

Feira De Cordel e Xilogravura | Dias 25 e 26/8 (sábado, 11h às 20h30; domingo, 11h às 18h)

Com poetas, artistas gráficos e intervenção de artistas populares de várias searas. Área de Convivência (3º andar). Classificação etária: 12 anos. Grátis.

 

Cordel e Quadrinhos | Dia 25/8 (sábado, 15h)

Com Jô Oliveira e Klévisson Viana. O universo da gravura popular como inspiração para o cordel e as HQs. Duração: 60 minutos. Área de Convivência (3º andar). Classificação etária: 14 anos.

 

Cordel-show | Dia 25/8 (sábado, 12h)

Com Costa Senna e Aldy Carvalho. Repertório que tem por base a literatura de cordel e as modalidades do repente nordestino em poemas e cantigas.  Varanda da Convivência (3º andar). Livre. Grátis.

aldy

Aldy Carvalho

 

Cantoria: do folclore ao cordel | Dia 25/8 (sábado, 19h às 20h30)

Bule-Bule

Com Bule-Bule. Um dos grandes artistas populares do Brasil apresenta canções folclóricas e poemas musicados por ele, em gêneros como o coco, a embolada, o samba de roda e a chula. Duração: 90 minutos. Área de Convivência. Livre. Grátis.

 

Contação de histórias “Contos Rimados”| Dia 25/8 (sábado, 14h30)

                                              Lucélia Borges

Com Lucélia Borges. Um passeio pelo universo mágico da tradição oral. Duração: 1h. Biblioteca. Livre. Grátis.

 

Pelejas de um Cantador: homenagem a Patativa do Assaré | Dia 26/8 (domingo, 12h)

Com Inimar dos Reis e João Batista Cidrão. Roda de versos, repentes, com emboladas, desafios de viola e declamação de poemas de Patativa do Assaré. Duração: 60 minutos. Varanda da Convivência. Livre.

 

Cordel em cena | Dia 26/8 (domingo, 14h)

Com Izabel Nascimento e Salete Maria. Um encontro poético que mostra que a literatura de cordel não é indiferente às grandes questões e dilemas da contemporaneidade. Duração: 60 minutos. Área de Convivência. Classificação etária: 12 anos. Grátis.

 

Contos, lendas e cordéis | Dia 26/8 (domingo, 15h)

   Auritha Tabajara

Com Cleusa Santo e Auritha Tabajara. Um passeio pelo mundo encantado da tradição oral e do cordel, com histórias do povo Tabajara, contos de encantamento e cordéis infantis. Duração: 60 minutos. Biblioteca. Livre.Grátis.

CURSOS

Xilogravura Popular | Dias 25 e 26/8 (sábado e domingo, das 10h)

Com J. Borges. Breve história da xilogravura e de suas principais técnicas. Cada participante será orientado a produzir sua própria matriz de xilogravura e seu processo de impressão. Duração: 6h. Sala 2 das Oficinas. Classificação etária: 14 anos. R$12, R$25 e R$50.

TEATRO

Teatro De Mamulengo | 25/8 (sábado, às 17h)

                                 Valdeck de Garanhuns

Com Mestre Valdeck de Garanhuns. O espetáculo conta a história da origem do cordel e de seu desenvolvimento no Nordeste brasileiro. Duração: 60 minutos. Varanda da Convivência. Livre. Grátis.

 

MÚSICA

Socorro Lira no show “Meu Interior Urbano”

Repertório inspirado na literatura de cordel, nos cantos de trabalho e nas vozes femininas da poesia brasileira.

Dia: 24/8 (sexta, às 19h)   Local: Varanda da Convivência  Grátis.

 

Antônio Nóbrega no show “Domingueira”

Misto de festa, baile e show, o repertório apresenta uma viagem aos ritmos brasileiros.

Dia: 26/8 (domingo, às 16h)  Local: Ginástica   Grátis.

Será uma maravilhosa festa da cultura popular!

Imperdível!

Vamos?

 

Um super abraço e até lá!

A cultura tradicional paulista no Revelando São Paulo

04/12/2017

 

No último domingo, dia 03 de dezembro, tive a  emoção e alegria de apreciar um pouco do grandioso evento Revelando São Paulo.

O Revelando  São Paulo acontece desde de 1996 e está voltado para a pesquisa e divulgação da Cultura Tradicional do Estado de São Paulo e aconteceu dos dias  29 de Novembro a 03 de Dezembro, no Parque do Trote, na Vila Guilherme-SP.

Na edição de 2017, o tema foi Festa do Divino.  A Festa do Divino é uma comemoração popular de rua, tipicamente folclórica, com aproximadamente sete séculos de existência. Neste evento muitas cidades de São Paulo trouxeram suas manifestações culturais. Durante todos os dias do evento, os visitantes puderam aproveitar clássicos da comida caipira, caiçara e tropeira, além do artesanato feito com matéria-prima local de diversas regiões do estado e técnicas transmitidas entre gerações.

A música e as celebrações regionais reuniram artistas de muitas manifestações culturais no palco do Revelando São Paulo.  E  aconteceram encontros de violeiros, sanfoneiros, congadas, entre outros.

No domingo aconteceram apresentações de congos e moçambiques.

Os Congos, Congadas são folguedos que comumente aparecem na forma de cortejos, os participantes cantam e dançam homenageando, de forma especial, São Benedito. Muitos desses folguedos cumprem também um papel auxiliar no catolicismo popular, ajudando tantos e tantos devotos a cumprir suas promessas. Sua instrumentação varia em cada região, havendo destaque para a percussão. Há congos de sainhas, com grande quantidade de caixas, com chapéus de fitas, com manejos de bastões e espadas (alguns grupos exibindo exemplares dos Exércitos dos tempos do Império e inicio da República). As vezes possuem reinado (rei, rainha, vassalagem) envolvendo parte dramática com embaixadas e lutas.

Moçambique ou maçambiques são folguedos que aparecem durante quase todo ano nos municípios do Vale do Paraíba, nos que circundam a cabeceira do Tietê e Noroeste de São Paulo. São grupos religiosos que homenageiam com suas músicas e suas danças seus santos padroeiros, sobretudo São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Suas atuações caracterizam-se por manobras (evoluções) e manejos de bastões, por vezes complicados. Seu traço distintivo são os paias, (carreiras de guizos) ou gungas (pequenos chocalhos de lata), atados aos tornozelos dos moçambiqueiros.

Aqui segue um pequeno registro que fiz do Festival da Cultura Tradicional Paulista:

 

 

 

 

 

 

 

Também tivemos o cortejo com a manifestação  indígena:

 

Após o cortejo, aconteceu também um encontro ecumênico no palco:

 

E também aconteceu o cortejo no entorno do Parque do Trote:

 

Foi um espetáculo de deleitar a alma.

 

Um super abraço!

 

 

A literatura de cordel está ‘arrepiando’ mais uma vez

27/10/2017

 

Cordéis de arrepiar é uma coleção da editora IMEPH, de Fortaleza, criada por Arlene Holanda e coordenada por ela e pelo poeta Rouxinol do Rinaré. Reúne contos populares da tradição oral de vários povos. Os primeiros volumes, África América, foram escritos por Rouxinol do Rinaré e seu irmão, Evaristo Geraldo, e ilustrados por Edu Sá. O terceiro volume, com contos disseminados pelo continente europeu, numa vasta área que vai da Irlanda à Rússia, conta com três textos do poeta e pesquisador da literatura popular, Marco Haurélio.

Esta inusitada coletânea está entre as dez obras finalistas ao Prêmio Jabuti 2017 na categoria Adaptação.

O lançamento do livro  será no dia 28 de outubro, às 16h, na Editora Nova Alexandria, Rua Engenheiro Sampaio Coelho, 111.

Neste dia haverá a Feira de Mal-Assombro, com muitas histórias de arrepiar. Vejam os destaques:

Vamos lá! Será um sábado de muitas histórias!

Um super abraço!

Maria Olivia canta Raul Seixas

25/10/2017

 

Ele disse ter “nascido há dez mil anos atrás”,  mas o fato é que  o  Maluco Beleza, Raul Seixas, em sua passagem  pela a esfera planetária, deixou uma vasta obra, muitos fãs, muita memória e histórias na Música Popular Brasil, além de inspirar outros músicos. Desde os anos de 1970, as gerações escutam e admiram muito Raul Seixas por meio de suas músicas e fãs clubes.

Maria Olívia é uma compositora e cantora  pernambucana nascida em São João e radicada no Rio de Janeiro. E na infância e adolescência, junto com seus irmãos, primos e amigos, ouviu muito as músicas de Raul Seixas. E sobre isso, quem fala melhor é a própria Maria Olívia no vídeo abaixo:

 

 

Uma das frases musicais de Raul diz que: “Nunca se vence uma guerra lutando sozinho”. Sabendo da importância da parceria e da interação de talentos, Maria Olívia contou com músicos  primorosos: Marcílio Figueiró (violão e arranjos) e André Dantas (violão e guitarra). Com direção de Márcio Trigo, Maria Olívia apresentará sua performance em formação instrumental de canto e 2 violões. Os arranjos musicais foram concebidos por Marcílio Figueiró e a produção executiva é da Pinho Brasil Projetos Culturais.

E quem passar pelo bairro da Glória, um dos mais antigos do Rio de Janeiro, vê logo atrás do Outeiro da Igreja da Glória, um busto gigante de Getúlio Vargas. Bem ali, no subsolo daquele espelho dágua, existe um maravilhoso espaço cultural onde temos o privilégio de apreciar diversos eventos. E será neste Memorial, no dia 27 de outubro de 2017, às 18h30 que Maria Olívia vai apresentar o espetáculo: Maria Canta Raul Seixas, com ingressos a preços populares. Vale muito a pena!

Maria Olivia canta Raul Seixas

Maria Olivia canta Raul Seixas – fotografia: Antonio Rocha

Um super abraço e bom espetáculo!

 

Comemorando o dia nacional da poesia

14/03/2017

Hoje, 14 de março, é comemorado o dia do livreiro e, por ser a data em que nasceu ANTÔNIO FREDERICO DE CASTRO ALVES, é celebrado o DIA NACIONAL DA POESIA.

Apesar de uma vida breve, pois viveu apenas 24 anos, o poeta Castro Alves teve uma intensa produção literária. Aos 17 anos fez suas primeiras poesias, linguagem na qual se tornou mestre com seus poemas líricos e heroicos. Foi consagrado aos 21 anos com a apresentação pública de Tragédia no Mar, que mais tarde ganhou o nome de Navio Negreiro. Seu trabalho literário defendia as causas morais, sociais, a abolição da escravatura e a república. 

Para comemorar e lembrar este dia, convido a todos para ouvir Caetano Veloso e uma parte do longo poema NAVIO NEGREIRO:

Mas…o que é poesia?

Segundo o Wikipédia “é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos ou críticos”.

Para mim é um modo de sentir a vida, com suas alegrias e seus pesares. A poesia está em todos os lugares, quer seja de forma luminosa ou lúgubre. Desde  minha adolescência,  vivo e sinto estas duas formas de poesia com  intensidade, que podem ser representadas no poema de Carlos Drummond: O amor bate na aorta

Cantiga de amor sem eira nem beira,
Vira o mundo de cabeça para baixo,
Suspende a saia das mulheres,
Tira os óculos dos homens,
O amor, seja como for, é o amor.
Meu bem, não chores, hoje tem filme de Carlito.
O amor bate na porta, amor bate na aorta,
Fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico, o amor ronca na horta entre pés de laranjeira
Entre uvas meio verdes e desejos já maduros.
Entre uvas meio verdes,  meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam a boca murcha dos velhos
E quando os dentes não mordem e quando os braços não prendem
O amor faz uma cócega, o amor desenha uma curva e propõe uma geometria.
Amor é bicho instruído.
Olha: o amor pulou o muro,o amor subiu na árvore em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue que corre do corpo andrógeno.
Essa ferida, meu bem às vezes não sara nunca, às vezes sara amanhã.
Daqui estou vendo o amor irritado, desapontado, mas também vejo outras coisas:
Vejo beijos que se beijam, ouço mãos que se conversam e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas que não ouso compreender…

Carlos Drummond de Andrade

Destaco aqui dois poetas contemporâneos: José Ivanilson e Marco Haurélio.

De José Ivanilson:  Alma da palavra

 

Palavra

Noiva do vento

Vai aonde almeja ir

 

Fio da palavra

Perseguir

Labirinto

Rumo certo

Descobrir

 

Mistério da criação

Do coração

 

O mistério do amor

E da paixão

 

Se a dor de viver

É de matar

Monstro do labirinto

Vencerá

 

Conquistar o amor

Reaver bem-querer

 

A quimera

Que era outrora

Imaginária

 

Ora é fera

Que devora

Toda a era

 

Nova Era

Vem da Era

Que evapora

 

Toda espera

Gera o coração

Do agora

 

Ao verão

A primavera

Chora

 

Ao outono

Entrega o céu

E vai embora

 

Ao inverno

A primavera

Espera

 

Ao outono

O inverno é

abandono

 

A palavra salva alma

Quando a aura é clara

 

A palavra clara salva a aura d’alma

Aura clara salva alma da palavra

 

Salva alma clara aura da palavra

A palavra alma salva aura clara

 

A palavra salva alma clara aura

Aura da palavra salva alma clara

 

Alma da palavra clara salva aura


José Ivanilson

 

Do poeta Marco Haurélio: Alegoria

 

Por uma estrada comprida

Vão a Verdade e a Mentira.

Uma afirma e a outra nega,

Uma põe e a outra tira.

 

Ao lado de ambas caminha

Uma intrusa, a Falsidade.

Esta, apontando a Mentira

Diz se tratar da Verdade.

 

A Justiça ainda tenta

A Verdade defender,

Mas, com os olhos vendados,

Bem pouco pode fazer.

 

A Razão também procura

Algum esclarecimento,

Porém Razão sem Justiça

É mesa sem alimento.

 

A Verdade, atordoada,

Segue o estranho comboio.

Assim joio vira trigo,

E trigo torna-se joio.

 

Só mesmo o Tempo responde

Algumas velhas questões,

Porém o tempo do Tempo

Não cede às vãs ilusões.

 

Quem, sem Razão, não dissipa

As névoas da Falsidade

Vê na Verdade a Mentira

E na mentira a Verdade.

 

E assim, na Estrada da Vida,

Seguem, sem achar o chão,

A Falsidade, a Mentira,

A Justiça e a Razão.

 

Para terminar, me atrevo a compartilhar o meu acróstico:

 

Meu dia começa

Assim com

Risos, cores

Gotas de alegria

Acontecendo pela poesia

Rondando minha vida

Encantando

Tudo o que vivemos

Elevando nossa alma.