Archive for the ‘fotografia’ Category

Xilogravura e cordel: arte, cultura e sensibilidade.

02/09/2019

Hoje, me proponho a destacar e falar um pouco sobre xilogravura e Literatura de Cordel, por meio de alguns de seus representantes.

Para falar dos temas, recorro aos  poetas cordelistas para traduzir na poesia alguns conceitos e informações sobre a xilogravura. Para isso, peço a ajuda do poeta cordelista cearense, Moreira de Acopiara, que traz no seu livro:  Cordel em Arte e Versos  (Editoras: Duna Dueto/Acatu), os seguintes versos:

A xilogravura é

Arte de muito valor,

(Em todo o Brasil nós temos

Muito xilogravurador),

E ela chegou ao Brasil

Com o colonizador.

 

Mas existe há muito tempo!

Acredita-se que tem

Origem na China, mas

Há quem afirme também,

Com muita convicção,

Que é da Grécia que ela vem.

(…)

Moreira de Acopiara ainda diz mais adiante:

E essa arte é mesmo antiga.

Antes da tipografia,

Em várias partes do mundo

Xilogravura existia.

Se produziam textos

Chamavam xilografia.

Destaco aqui a capa do livro Cordel em Arte e Versos, que foi ricamente ilustrado com as xilogravuras do artista carioca Erivaldo Ferreira da Silva:

 

                 Xilogravuras de Erivaldo Ferreira da Silva

 

Ressalto também o livro Caminhos Diversos sob os signos do Cordel, de Costa Senna, um multi artista. No livro o poeta faz uma coletânea de seus cordéis, ilustrados pelo artista gráfico Jô Oliveira.

 

Neste livro, Costa Senna trata diversos temas: como a história da escrita, leitura, cotidiano, entre outros. Seu cordel Nas asas da leitura,  fala da origem da escrita, passando pelo Egito e China, passa pelo surgimento da imprensa e ressalta a importância do livro na história da humanidade. Vejam alguns versos:

Há cinco mil e quinhentos

Anos, a Ásia surpreendeu,

Pois, criando o alfabeto,

A escrita apareceu.

Veja só que linda ação,

Foi aí dessa união

Que nosso livro nasceu.

 

Em pedras, osso e tábuas

Era onde se escrevia.

Antes de o livro nascer,

A história se perdia.

Por não poder registrar,

Era difícil guardar

Tudo o que acontecia. (…)

 

Na leitura encontro asas,

Prazer, força pra voar,

Em qualquer cosmicidade

Eu vejo o meu ser pousar,

O livro é o meu transporte,

A leitura o passaporte,

Direito de conquistar.

Este cordel recebeu a seguinte ilustração de Jô Oliveira:

Nas asas da leitura


Em dezembro de 2018, tive a felicidade de estar presente no lançamento do livro: A semente de pera mágica em cordel, Editora Paulus, da artista plástica potiguar Nireuda Longobardi.

 

Neste livro, Nireuda faz uma adaptação de um antigo conto chinês em cordel, e também as xilogravuras, que transbordam beleza poética.

Aqui, compartilho alguns versos:

Era um homem muito pobre

que numa aldeia morava

e não tendo o que comer

diversas vezes furtava

pão ou tigela de arroz

e sua fome matava.

 

Certa vez em uma feira

lindos frutos avistou,

aproximou-se da banca

e disfarçando furtou

uma suculenta pera

e rápido se afastou. (…)

A feitura de uma xilogravura é uma arte rica em detalhes e paciência… Observem na foto abaixo que mostra um pouco do trabalho de Nireuda Longobardi:

 

Neste mês de setembro,  até o dia 8, acontecerá a Bienal do Livro do Rio de Janeiro.  Nesse  evento, o poeta e cordelista Marco Haurélio irá participar e também realizará o lançamento de seu mais recente livro:  “A Jornada Heroica de Maria” (Melhoramentos).  O livro tem como ilustração as xilogravuras da artista Lucélia Borges. 

            A jornada heroica de Maria, de Marco Haurélio, ilustrado com as xilogravuras de Lucélia Borges

O livro trata da recriação em cordel de um conto do vasto e longevo ciclo do noivo animal.

Houve um tempo em que as histórias 
iam sendo recontadas 
por gerações incontáveis, 
em infindáveis jornadas. 
Com o tempo, algumas delas 
foram imortalizadas.

Essas histórias fantásticas 
nasceram de muitas mentes. 
Espargidas pelo vento, 
como perdidas sementes, 
fincaram fundas raízes 
no imaginário das gentes.

“A jornada de Maria” 
é uma dessas histórias 
que vêm dos tempos passados 
evocando antigas glórias, 
costuradas com o fio 
do tecido das memórias.

Xilogravura de Lucélia Borges, do Livro”A Jornada Heroica de Maria”

Até aqui, trouxe alguns dos livros ilustrados com xilogravuras. Mas a xilogravura e o cordel andam juntos há bastante tempo.

No Nordeste a  xilogravura  tem uma identidade peculiar e tem  representantes expressivos, tais como:  Mestre Nosa, José Costa LeiteWalderêdo Gonçalves,   José AltinoStênio Diniz, J.Borges, entre outros.

Para finalizar, quero destacar alguns folhetos de cordel, seus autores e xilogravuristas:

Cordel: Cangaço-um movimento Social, de Varneci Nascimento  e xilogravura de Klévisson Vianna.

 

Cordel: Perfil do Político brasileiro, de Varneci Nascimento e xilogravura de Erick Lima.

Cordel:  Cante lá e cante cá, de Costa Senna e xilogravura de Nireuda Longobardi.

Cordel:  Paulo Freire, de Costa Senna e xilogravura de Francorli.

 

Cordel: A lenda do Cabeça de Cuia, de Pedro Monteiro, e xilogravura de  Lucélia Borges.

 

Cordel:  Cumade Fulozinha – a guardiã da floresta, de Pedro Monteiro e xilogravura de Lucélia Borges

 

Cordel: A Lenda da loira do banheiro, de João Gomes de Sá e Marco Haurélio e xilogravura de Lucélia Borges.

 

Cordel: Bandinha Fulô da Chica Boa, de João Gomes de Sá e também é o autor da xilogravura da capa.

Cordel: Cantoria 2(Peleja de Zé Limeira com Chico Antonio) de João Paulo Resplandes e xilogravura de Lucélia Borges.

 

Cordel: Caiçara, de João Paulo Resplandes e xilogravura de João Gomes de Sá

 

Cordel: Sanfoneiros de João Paulo Resplandes e xilogravura de Nireuda Longobardi

O universo da Literatura de Cordel e tão vasto quanto o da Arte da Xilogravura. As possibilidades são infinitas, e nas veredas da internet podemos encontrar muitas e muitas informações. Cabe a nós, de acordo com nossa curiosidade e interesses, lançar redes e filtrar os artigos e matérias que mais nos tocam e emocionam.

Um super abraço!

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O encantamento das lendas brasileiras

21/08/2019

E em agosto também temos um dia dedicado ao Folclore, dia 22 de agosto. Nesse período do mês, a maioria das escolas de Ensino Fundamental  rememoram o encanto (e  espanto) que as lendas nos trazem.

Aqui,  destaco um livro que foi lançado há pouco tempo, e que tive o privilégio de estar presente em seu lançamento: EnCantando as lendas brasileiras, de Gabriela Vasconcelos Abdalla e Vivian Devidé Casto, da Editora Tipografia Musical.

Gabriela  e  Vivian são  educadoras atuantes. Gabriela é educadora musical, e  tem buscado no ensino/aprendizagem desenvolver a ludicidade com crianças e adultos. Vivian Devidé Castro é arte-educadora, com uma muita experiência em sala de aula.

O livro é uma gostosa viagem pela cultura popular por meio das lendas de nosso folclore. Além disso, o livro traz músicas delicadamente compostas para cada lenda apresentada,compostas por Gabriela Abdalla e algumas parcerias com o músico Beto Vasconcelos. O livro traz também atividades lúdicas para desenvolver com as crianças.

Eu e meu filho Ulisses tivemos a oportunidade e enorme alegria em de participar do lançamento deste livro primoroso.

Lançamento do livro: EnCantando as lendas brasileiras

Vale muito a pena a leitura do livro, bem como ouvir as músicas compostas para as lendas.

Boa leitura à todos!

Um super abraço!

O Nordeste simbólico em: À Nordeste

16/08/2019

Nas andanças que faço  no centro de São Paulo, estive no SESC 24 de Maio, e me encantei com uma sensível  exposição À Nordeste. Essa exposição mosta a cultura nordestina por meio das artes visuais.

É uma exposição que vai até o dia 25 de agosto, e neste mês do Folclore vem a estimular “reflexões  sobre o Brasil a partir da produção simbólica do Nordeste numa perspectiva de suas singularidades regionais e da radicalidade de sua dimensão sensível. Um olhar sobre a história da região que revela dimensões vertebrais da formação e da contemporaneidade do Brasil e de suas infinitas pluralidades. Reunindo um conjunto significativo de obras, peças e experiências de contextos e vocações diversas que imaginam, inventam e reconstroem o Nordeste do Brasil, a exposição atravessa campos como a iconografia e a teoria social, pretendendo pensar as circunstâncias históricas, sociais e culturais da invenção de uma ideia de “nordeste” (referência na página do SESC24 Maio)

Aqui, compartilho algumas fotografias que tirei, onde retrato uma pequenina parte da exposição: 

Obra: simbolismo do cangaço, de J Cunha

 Inicialmente trouxe a obra de J Cunha, que muito chamou a  minha atenção. 

Fui procurar informação sobre J Cunha, e cheguei em sua página oficial. Vale a pena conhecer o seu universo , clicando aqui .  

Mas, o mais interessante é ouví-lo falando  sobre seu trabalho e influências, acessando o vídeo abaixo:

Outra obra que chamou a atenção, foi a obra Vidas Secas, do  alagoano Graciliano Ramos. Aqui cabe uma memória afetiva, poi li este livro quando era de adolescente. Era uma leitura essencial naquele período. Como eu era muito jovem e inexperiente à época, não cheguei a compreender a importância e grandeza do livro.  A primeira edição de “Vidas Secas” foi ilustrada pelo artista plástico cearense  Aldemir Martins.

Livro de Graciliano Ramos ilustrado por Aldemir Martins

Na sequencia da exposição me deparo com obras do pernambucano Gilvan Samico, que é considerado um dos mais importantes gravuristas do Brasil. Para conhecer um pouco mais sobre Samico, clique aqui.

Obra: Ascensão, de Gilvan Samico

 

Finalizando esta postagem,  trago esta tapeçaria confeccionada por uma paranaense, Guiomar Marinho.

Guiomar Marinho reside há muito tempo no Ceará, onde desenvolve um belo trabalho na região. 

Tapeçaria de Guiomar Marinho

Para conhecer um pouco mais sobre Guiomar Marinho, clique aqui.

 

Então, não vamos esquecer: A Exposição À Nordeste  no Sesc 24 de Maio, no centro de São Paulo, termina no dia 25 de agosto.

Vale muito a pena!

 

Um super abraço!

 

 

 

E a Vida?

12/06/2019

” E a vida?
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão, ê, ô…” (Gonzaguinha)

E é com os versos de Gonzaguinha, que pego emprestado, para retomar a escrita neste blog.

Iniciei este blog em março de 2009. Há dez anos ‘marquei’ meu território no mundo virtual e busquei expressar-me um pouco e deixar dicas e nutrir um pouco este vasto mundo virtual com conteúdos que para mim foram e são significativos.

Na minha última postagem falei do Encontro com o Cordel, no Sesc 24 de Maio, com diversos nomes da poesia popular. Pessoas queridas e temas que para mim são caros e me levam às minhas origens.

Durante este ano pude viver outros encontros: com vários amigos e amigas, com familiares, com companheiros de trabalho, em cursos e palestras e em vários eventos artísticos. E em cada encontro a vida se refazia e se reinventava.

E o tema ‘Encontro’ tem diversas faces, fases, situações e também reencontros.São incontáveis os encontros e reencontros que temos em nossas vidas. Mas, com toda certeza, aprendemos muito e crescemos com cada um deles. Nos encontros renovamos nossas energias, realimentamos o nosso coração que bate mais forte com e disposição para desfrutar de cada momento.

Nesses gratos encontros que a vida me proporcionou, tive a oportunidade de conhecer a psicóloga e coaching Barbara Hilsenbeck . Além do encontro físico, também a encontro nas ondas do mar virtual, por meio de seu canal no You Tube: A Vida é Barbara. Em um dos programas, ouvi a leitura de um texto, que muito me chamou a atenção, cujo título é: Pelos seus olhos. Este texto também se encontra em seu Blog: A Vida é Barbara.

Compartilho aqui o programa apresentado no canal, com o tema: A criança interior, e convido vocês a assistirem:

O texto me encontrou e reavivou outros sentidos que estavam guardados em mim. Desse encontro, surgiu um singelo poema e compartilho aqui:

A VIDA É BARBARA

(de: Barbara Hilsenbeck e Margarete Barbosa)

 

Minha criança,

Não se engane!

O tempo, a idade: 36, 45, 54, 63 …

Pode ser apenas um número.

A vida é reflexo do seu humor

do seu Amor,

do seu coração,

dos seus olhos.

 

Tudo na Vida é bom:

o breu

a luz

a  alegria

a  tristeza.

O seu coração

emana vibrações.

Todas.

 

O Universo habita em ti

e de sua boca saem palavras

que podem elevar o seu Ser,

e dos demais seres.

Reserve as melhores,

e  as espalhe como sementes.

 

Aceite a Luz e a Sombra.

A sua essência transcende

a dualidade.

Você é poesia e

é única vivendo

a Vida que é divina,

que é Presença, porque

a Vida é bárbara!

E a Vida se manifesta nos vários momentos: dos mais simples aos mais complexos, com intensidade e profundidade. E diante dessa abundância e generosidade divina, que o único sentimento que tenho e expresso é o de profunda gratidão.

Um super abraço!

A cultura tradicional paulista no Revelando São Paulo

04/12/2017

 

No último domingo, dia 03 de dezembro, tive a  emoção e alegria de apreciar um pouco do grandioso evento Revelando São Paulo.

O Revelando  São Paulo acontece desde de 1996 e está voltado para a pesquisa e divulgação da Cultura Tradicional do Estado de São Paulo e aconteceu dos dias  29 de Novembro a 03 de Dezembro, no Parque do Trote, na Vila Guilherme-SP.

Na edição de 2017, o tema foi Festa do Divino.  A Festa do Divino é uma comemoração popular de rua, tipicamente folclórica, com aproximadamente sete séculos de existência. Neste evento muitas cidades de São Paulo trouxeram suas manifestações culturais. Durante todos os dias do evento, os visitantes puderam aproveitar clássicos da comida caipira, caiçara e tropeira, além do artesanato feito com matéria-prima local de diversas regiões do estado e técnicas transmitidas entre gerações.

A música e as celebrações regionais reuniram artistas de muitas manifestações culturais no palco do Revelando São Paulo.  E  aconteceram encontros de violeiros, sanfoneiros, congadas, entre outros.

No domingo aconteceram apresentações de congos e moçambiques.

Os Congos, Congadas são folguedos que comumente aparecem na forma de cortejos, os participantes cantam e dançam homenageando, de forma especial, São Benedito. Muitos desses folguedos cumprem também um papel auxiliar no catolicismo popular, ajudando tantos e tantos devotos a cumprir suas promessas. Sua instrumentação varia em cada região, havendo destaque para a percussão. Há congos de sainhas, com grande quantidade de caixas, com chapéus de fitas, com manejos de bastões e espadas (alguns grupos exibindo exemplares dos Exércitos dos tempos do Império e inicio da República). As vezes possuem reinado (rei, rainha, vassalagem) envolvendo parte dramática com embaixadas e lutas.

Moçambique ou maçambiques são folguedos que aparecem durante quase todo ano nos municípios do Vale do Paraíba, nos que circundam a cabeceira do Tietê e Noroeste de São Paulo. São grupos religiosos que homenageiam com suas músicas e suas danças seus santos padroeiros, sobretudo São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Suas atuações caracterizam-se por manobras (evoluções) e manejos de bastões, por vezes complicados. Seu traço distintivo são os paias, (carreiras de guizos) ou gungas (pequenos chocalhos de lata), atados aos tornozelos dos moçambiqueiros.

Aqui segue um pequeno registro que fiz do Festival da Cultura Tradicional Paulista:

 

 

 

 

 

 

 

Também tivemos o cortejo com a manifestação  indígena:

 

Após o cortejo, aconteceu também um encontro ecumênico no palco:

 

E também aconteceu o cortejo no entorno do Parque do Trote:

 

Foi um espetáculo de deleitar a alma.

 

Um super abraço!

 

 

Maria Olivia canta Raul Seixas

25/10/2017

 

Ele disse ter “nascido há dez mil anos atrás”,  mas o fato é que  o  Maluco Beleza, Raul Seixas, em sua passagem  pela a esfera planetária, deixou uma vasta obra, muitos fãs, muita memória e histórias na Música Popular Brasil, além de inspirar outros músicos. Desde os anos de 1970, as gerações escutam e admiram muito Raul Seixas por meio de suas músicas e fãs clubes.

Maria Olívia é uma compositora e cantora  pernambucana nascida em São João e radicada no Rio de Janeiro. E na infância e adolescência, junto com seus irmãos, primos e amigos, ouviu muito as músicas de Raul Seixas. E sobre isso, quem fala melhor é a própria Maria Olívia no vídeo abaixo:

 

 

Uma das frases musicais de Raul diz que: “Nunca se vence uma guerra lutando sozinho”. Sabendo da importância da parceria e da interação de talentos, Maria Olívia contou com músicos  primorosos: Marcílio Figueiró (violão e arranjos) e André Dantas (violão e guitarra). Com direção de Márcio Trigo, Maria Olívia apresentará sua performance em formação instrumental de canto e 2 violões. Os arranjos musicais foram concebidos por Marcílio Figueiró e a produção executiva é da Pinho Brasil Projetos Culturais.

E quem passar pelo bairro da Glória, um dos mais antigos do Rio de Janeiro, vê logo atrás do Outeiro da Igreja da Glória, um busto gigante de Getúlio Vargas. Bem ali, no subsolo daquele espelho dágua, existe um maravilhoso espaço cultural onde temos o privilégio de apreciar diversos eventos. E será neste Memorial, no dia 27 de outubro de 2017, às 18h30 que Maria Olívia vai apresentar o espetáculo: Maria Canta Raul Seixas, com ingressos a preços populares. Vale muito a pena!

Maria Olivia canta Raul Seixas

Maria Olivia canta Raul Seixas – fotografia: Antonio Rocha

Um super abraço e bom espetáculo!

 

Parque Buenos Aires: a natureza, a arte e outras leituras

22/02/2017

PARQUE BUENOS AIRES

Domingo é dia de fazer muitos passeios com a família e amigos. Uma das opções pode ser encontrada no bairro de Higienópolis: o Parque Buenos Aires.  Este parque se localiza  entre a Avenida Angélica e as ruas Piauí, Bahia e Alagoas.

É interessante notar que a cidade de São Paulo mesmo com o excesso de edifícios,  oferece diversas opções de lazer e espaços abertos. Dentre as várias opções, temos muitos parques, os verdadeiros redutos arbóreos na metrópole.

parque-buenos-aires1

Ao entrar parque, pela Av. Angélica,  nos deparamos com manifestações explícitas  de criatividade: seja pelos stands de moda e design, atividades sustentáveis, e também  pela gastronomia que integram a Feira Cultural conhecida como Mercado Buenos Aires, juntamente com a delícia de ouvir música ao vivo.

No dia 12 de fevereiro, pude ver um pouco do trabalho de música popular brasileira da cantora Cris Vecchio e do violonista Sérgio Arruda. Um primor!

musica-no-parque-buenos-aires

Na apresentação de Cris Vecchio e Sérgio Arruda, o público podia escolher a música que mais gostasse. Bastava escollher no ‘varal musical’ dentre os grandes sucessos da MPB, do Samba e do Choro. Olhem só:

musica-no-parque-varal musical

Caminhando pelo parque podemos ouvir alguns pássaros, como periquitos, tico-ticos, pardais, o que traz uma sensação de tranquilidade e harmonia. Continuado a caminhada, encontramos algumas obras de arte, como por exemplo a escultura do  “Leão atacado”:

parque-buenos-aires- leão atacado

 Podemos ainda nos encontrar com Lasar Segall  e sua escultura ‘Emigrantes’:

Escultura de Lasar Segall

Emigrantes – Lasar Segall

Ainda podemos encontrar a escultura “Mãe”, de Caetano Fraccaroli (em 1965), em um único bloco de mármore, que fica no ponto mais alto do parque.

Mãe- Caetano Fraccaroli

“Mãe”, de Caetano Fraccaroli

Nos arredores da praça, onde fica a escultura Mãe, vi uma imagem inusitada. Duas geladeiras recheadas de livros.  Pois é: uma Geladeiroteca. Vejam:
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geladeiroteca-buenos-aires

O projeto  Geladeiroteca, tem como objetivo incentivar a leitura de forma gratuita, onde as pessoas podem ler, pegar emprestado e doar livros.  Segundo o site da prefeitura, o  parque já contava com  uma geladeira com alguns livros que foram doados por uma conselheira.  Mas a ideia se materializou por meio de uma parceria com a ONG  Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, no último dia 12 de outubro de 2016. Em uma das geladeiras existe uma informação que fala da origem dessa iniciativa e da Geladeiroteca Viva o Tom.Olhem só:

Geladeiroteca

 

Além disso, o Parque Buenos Aires abrirá seu espaço para outras trocas de leitura. No próximo dia 12 de março,  das 10h às 17h acontecerá o evento: Feira de Troca de Livros e Gibis 2017, da Secretaria Municipal de Cultura e do Sistema Municipal de Bibliotecas.

Vale a pena conferir toda essa atividade cultural ( e natural) no Parque Buenos Aires.

Bom passeio para todos!!

 

Ano Novo Chinês: o Ano do Galo

31/01/2017

Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade-SP

Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade-SP

E começou o Ano Novo para a cultura chinesa no último final de semana, no dia 28 de janeiro.

Sabemos que o galo ao emitir seu canto é o sinal do amanhecer do dia  e do despertar.  Segundo a tradição chinesa, será um ano de onde muito trabalho e paciência serão o foco e as áreas de desenvolvimento são justiça, eficiência e organização.

É a segunda vez que participo da celebração do Ano Novo Chinês. E digo uma coisa: é uma energia maravilhosa!

Este ano, as apresentações de grupos do Bairro da Liberdade começaram cedo, em diversos locais da cidade. Eu tive a oportunidade de, no dia 26 de janeiro, encontrá-los no Metrô República. E vejam só: além das performances dos dragões e leões chineses, também teve apresentações de artes marciais:

 

Apresentação no Metrô República-SP

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No dia 28 de janeiro foi o momento de receber o Ano Novo Chinês na Praça da Liberdade, ao lado do Metrô  Liberdade. Foi um momento não só de concentração de muita gente, mas também de concentração de muita energia humana com a dos elementos chineses:

ANO NOVO CHINÊS

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Todo ano as apresentações atraem a atenção das pessoas de todas as idades. Os adultos não perdem a oportunidade de tirar fotografias e selfies. As crianças ficam fascinadas. A cidade de São Paulo ganha em cores e energia.

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E assim foi o sábado, dia 28 de janeiro, onde a cidade de São Paulo recebeu mais uma vez o Ano Novo Chinês com toda sua energia cultural e cores.

 

Salve!!!

Como é bom ser criança!

12/10/2016

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            Pintura de Elena Salnikova (1970)- artista russa.

Começo esta postagem com a pintura da artista russa Elena Salnikova, onde ela retrata  a delícia da infância e do brincar.

Nos últimos dias tenho postado uma série de fotografias  na minha página no Facebook que intitulei: Como é bom ser criança! E é bom demais mesmo!

Hoje sabemos que os recursos tecnológicos nos oferecem muitas possibilidades, além de, em alguns casos ‘aprisionar’ o usuário do recurso ou programa. Daí a necessidade de recordar e estimular as coisas simples da vida e da infância, como curtir os parques, brincar nos balanços e gangorras, aproveitar o dia de sol, curtir o calor em uma piscina plástica, apreciar a natureza e desfrutar dela, enfim existe uma infinidade de atividades que podem e devem ser estimuladas em nossos filhos, em nossas crianças.  Penso que isso vai agregar muitos valores na formação de nossos pequenos.

Escolhi algumas fotografias onde meu filho Ulisses vive e descobre outras brincadeiras.

Compartilho nas fotografias abaixo sua vivência com primos em Umbuzeiro, na Paraíba.

bolinha de gude

Aprendendo a jogar bolinha de gude

Dentre as muitas brincadeiras que o pequeno Ulisses gosta, destaco a curtição em brinquedos no parque onde o convívio com outras crianças completa sua alegria.

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Brinquedos no Parque

O balanço é um dos brinquedos preferidos:

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Balanço- Ulisses em seu pequeno voo

Outro dia, em visita à casa de sua madrinha Ulisses e o papai Ivanilson adentraram no quintal e foram  colher  jabuticabas. O pequeno apreciou o sabor da fruta direto da fonte:

colhendo jabuticabas

Colhendo comendo jabuticabas

Quando o verão chega, a diversão é curtição é se refrescar em uma pequena piscina:

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Curtindo o calor

Enfim, é sempre bom estimular outras brincadeiras e viver plenamente a infância.

Um feliz dia das crianças!!

Um super abraço!

Dança nos parques: um religar do homem com a natureza

20/05/2016

Núcleo Pé de Zamba - "A cruz que me carrega"

             Núcleo Pé de Zamba – “A cruz que me carrega”

No último dia 14 de maio, tive a grata oportunidade de unir  “o útil ao agradável” e estar presente em uma  belíssima apresentação no Bosque de Leitura do Parque Ibirapuera. Sob céu que nos protege e o parque que acolhe diversas pessoas oriundas de todos os cantos da cidade, tivemos uma tarde de resgate da cultura afrobrasileira.

Esse resgate foi materializado por meio de cantos e dança do Núcleo Pé de Zamba, que apresentou o espetáculo: “A cruz que me carrega”.

Este espetáculo foi pensado para espaços não convencionais e se inspira na trajetória da população afro-banto, vinda ao Brasil na condição de escravizada. Ao investigar aspectos desta migração através das manifestações culturais encontradas na Irmandade de N. Sra. do Rosário de Justinópolis, o grupo identificou reverberações culturais surgidas a partir da chegada destes africanos. “A Irmandade é uma comunidade centenária sediada em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, e funciona como um lugar que acolhe e une a comunidade afrodescendente da região, a exemplo do que acontecia desde a escravidão com tantas outras irmandades dos homens pretos em todo o país”, aponta Andrea Soares, cuja pesquisa de mestrado investiga a interface entre a contemporaneidade e as culturas populares tradicionais brasileiras, passando especialmente por questões ligadas à afrobrasilidade, em seu cunho artístico e político-social.

Vejamos alguns momentos do espetáculo ao lado do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, em um pequeno registro fotográfico que fiz na ocasião:

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega4

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega2

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega6

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega5

A concepção e criação do espetáculo é de Andrea Soares, que integra o seleto elenco ao lado de Joana Egypto, Jô Pereira, Leandro Medina, Cristiano Cunha e  Palomaris Mathias.

Segundo Andrea Soares:  “a contribuição africana na cultura brasileira é indiscutível. Dança, música, gastronomia religiosidade e uma forma de estar no mundo que permeia nossas ações cotidianas, trazendo criatividade e alegria, gana e resistência.

No intuito de ressaltar esta herança, reconhecendo-se nela, o Núcleo Pé de Zamba debruçou-se sobre a Irmandade de Nossa Sra. do Rosário de Justinópolis/MG, por encontrar ali a presença afro-banto delineada em muitos aspectos. Entre eles, marcou-nos especialmente a forma de se viver em arte e do entendimento da existência em prol do coletivo.

A força do comunitário, unida à presença ritual da religiosidade afro-cristã, inundou nossos corpos de dança e de um impulso transformador, falando-nos de uma fé que extrapola dogmas e amarras para ser um fio condutor de uma vida contemplada pela leveza. Ali não se carregam cruzes… O peso da vida é fardo partilhado.”

Para conhecer um pouco sobre a  Irmandade do Rosário de Justinópolis, Ribeirão das Neves, Minas Gerais compartilho a primeira parte de documentário  produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário:

 

O Núcleo Pé de Zamba irá se apresentar  no próximo sábado, 21 de maio, às 15h, no Bosque da Leitura Parque Raposo Tavares – Rua Telmo Coelho Filho, 200-Vila Albano.

Vale muito a pena ver e curtir este espetáculo.

Um super abraço!