Archive for the ‘LAZER’ Category

Parque Buenos Aires: a natureza, a arte e outras leituras

22/02/2017

PARQUE BUENOS AIRES

Domingo é dia de fazer muitos passeios com a família e amigos. Uma das opções pode ser encontrada no bairro de Higienópolis: o Parque Buenos Aires.  Este parque se localiza  entre a Avenida Angélica e as ruas Piauí, Bahia e Alagoas.

É interessante notar que a cidade de São Paulo mesmo com o excesso de edifícios,  oferece diversas opções de lazer e espaços abertos. Dentre as várias opções, temos muitos parques, os verdadeiros redutos arbóreos na metrópole.

parque-buenos-aires1

Ao entrar parque, pela Av. Angélica,  nos deparamos com manifestações explícitas  de criatividade: seja pelos stands de moda e design, atividades sustentáveis, e também  pela gastronomia que integram a Feira Cultural conhecida como Mercado Buenos Aires, juntamente com a delícia de ouvir música ao vivo.

No dia 12 de fevereiro, pude ver um pouco do trabalho de música popular brasileira da cantora Cris Vecchio e do violonista Sérgio Arruda. Um primor!

musica-no-parque-buenos-aires

Na apresentação de Cris Vecchio e Sérgio Arruda, o público podia escolher a música que mais gostasse. Bastava escollher no ‘varal musical’ dentre os grandes sucessos da MPB, do Samba e do Choro. Olhem só:

musica-no-parque-varal musical

Caminhando pelo parque podemos ouvir alguns pássaros, como periquitos, tico-ticos, pardais, o que traz uma sensação de tranquilidade e harmonia. Continuado a caminhada, encontramos algumas obras de arte, como por exemplo a escultura do  “Leão atacado”:

parque-buenos-aires- leão atacado

 Podemos ainda nos encontrar com Lasar Segall  e sua escultura ‘Emigrantes’:

Escultura de Lasar Segall

Emigrantes – Lasar Segall

Ainda podemos encontrar a escultura “Mãe”, de Caetano Fraccaroli (em 1965), em um único bloco de mármore, que fica no ponto mais alto do parque.

Mãe- Caetano Fraccaroli

“Mãe”, de Caetano Fraccaroli

Nos arredores da praça, onde fica a escultura Mãe, vi uma imagem inusitada. Duas geladeiras recheadas de livros.  Pois é: uma Geladeiroteca. Vejam:
 geladeiroteca-buenos-aires2

geladeiroteca-buenos-aires

O projeto  Geladeiroteca, tem como objetivo incentivar a leitura de forma gratuita, onde as pessoas podem ler, pegar emprestado e doar livros.  Segundo o site da prefeitura, o  parque já contava com  uma geladeira com alguns livros que foram doados por uma conselheira.  Mas a ideia se materializou por meio de uma parceria com a ONG  Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, no último dia 12 de outubro de 2016. Em uma das geladeiras existe uma informação que fala da origem dessa iniciativa e da Geladeiroteca Viva o Tom.Olhem só:

Geladeiroteca

 

Além disso, o Parque Buenos Aires abrirá seu espaço para outras trocas de leitura. No próximo dia 12 de março,  das 10h às 17h acontecerá o evento: Feira de Troca de Livros e Gibis 2017, da Secretaria Municipal de Cultura e do Sistema Municipal de Bibliotecas.

Vale a pena conferir toda essa atividade cultural ( e natural) no Parque Buenos Aires.

Bom passeio para todos!!

 

Dança nos parques: um religar do homem com a natureza

20/05/2016
Núcleo Pé de Zamba - "A cruz que me carrega"

             Núcleo Pé de Zamba – “A cruz que me carrega”

No último dia 14 de maio, tive a grata oportunidade de unir  “o útil ao agradável” e estar presente em uma  belíssima apresentação no Bosque de Leitura do Parque Ibirapuera. Sob céu que nos protege e o parque que acolhe diversas pessoas oriundas de todos os cantos da cidade, tivemos uma tarde de resgate da cultura afrobrasileira.

Esse resgate foi materializado por meio de cantos e dança do Núcleo Pé de Zamba, que apresentou o espetáculo: “A cruz que me carrega”.

Este espetáculo foi pensado para espaços não convencionais e se inspira na trajetória da população afro-banto, vinda ao Brasil na condição de escravizada. Ao investigar aspectos desta migração através das manifestações culturais encontradas na Irmandade de N. Sra. do Rosário de Justinópolis, o grupo identificou reverberações culturais surgidas a partir da chegada destes africanos. “A Irmandade é uma comunidade centenária sediada em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, e funciona como um lugar que acolhe e une a comunidade afrodescendente da região, a exemplo do que acontecia desde a escravidão com tantas outras irmandades dos homens pretos em todo o país”, aponta Andrea Soares, cuja pesquisa de mestrado investiga a interface entre a contemporaneidade e as culturas populares tradicionais brasileiras, passando especialmente por questões ligadas à afrobrasilidade, em seu cunho artístico e político-social.

Vejamos alguns momentos do espetáculo ao lado do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, em um pequeno registro fotográfico que fiz na ocasião:

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega4

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega2

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega6

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega5

A concepção e criação do espetáculo é de Andrea Soares, que integra o seleto elenco ao lado de Joana Egypto, Jô Pereira, Leandro Medina, Cristiano Cunha e  Palomaris Mathias.

Segundo Andrea Soares:  “a contribuição africana na cultura brasileira é indiscutível. Dança, música, gastronomia religiosidade e uma forma de estar no mundo que permeia nossas ações cotidianas, trazendo criatividade e alegria, gana e resistência.

No intuito de ressaltar esta herança, reconhecendo-se nela, o Núcleo Pé de Zamba debruçou-se sobre a Irmandade de Nossa Sra. do Rosário de Justinópolis/MG, por encontrar ali a presença afro-banto delineada em muitos aspectos. Entre eles, marcou-nos especialmente a forma de se viver em arte e do entendimento da existência em prol do coletivo.

A força do comunitário, unida à presença ritual da religiosidade afro-cristã, inundou nossos corpos de dança e de um impulso transformador, falando-nos de uma fé que extrapola dogmas e amarras para ser um fio condutor de uma vida contemplada pela leveza. Ali não se carregam cruzes… O peso da vida é fardo partilhado.”

Para conhecer um pouco sobre a  Irmandade do Rosário de Justinópolis, Ribeirão das Neves, Minas Gerais compartilho a primeira parte de documentário  produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário:

 

O Núcleo Pé de Zamba irá se apresentar  no próximo sábado, 21 de maio, às 15h, no Bosque da Leitura Parque Raposo Tavares – Rua Telmo Coelho Filho, 200-Vila Albano.

Vale muito a pena ver e curtir este espetáculo.

Um super abraço!

O Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera e seu ambiente cultural

03/11/2015

BOSQUELEITURA PARQUE IBIRAPUERA

No domingo, dia 18 de outubro de 2015, estive presente na reinauguração do espaço que abriga o Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Era  um dia nublado, o que não impediu a celebração da reabertura do espaço, que foi marcado por diversos encontros e muitas leituras. Foi um dia marcado  por encontros e reencontros. No circularam muitos amigos, leitores, curiosos e também teve a presença de representantes da sociedade civil e da gestão municipal que reafirmaram seus compromissos e parcerias em prol o Bosque da Leitura.

Desde 1983 existe o espaço do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, e, claro, chega um momento em que toda construção merece uma reforma estrutural para continuar funcionando e acolhendo quem nela adentra.

Sou servidora municipal, mas antes sou cidadã e aprendiz, que mantém este blog pelo prazer de escrever, de Ser e Estar neste mundo, nesta cidade. Desta forma,  busco destacar o valor cultural que  tem o Bosque da Leitura.

É interessante ver um pouco como foi a mudança externa do local nos últimos anos, como era e como ficou a casa do Bosque. Para ilustrar, recorro a meus registros fotográficos de visitas feitas  desde 2013:

Em outubro de 2013:

bosque da leitura parque Ibirapuera1

Em outubro de 2014:

bosque da leitura parque ibirapuera2

Em outubro de 2015:

bosquedaleitura Parque Ibirapuera

Mas o dia foi marcado com atrações culturais  para comemorar a reabertura do espaço de leitura.

O grupo de Maracatu Cia Porto de Luanda  foi o primeiro a se apresentar, com muita animação e ritmos, envolvendo todos os espectadores. Vejam só:

maracatu cia porto de luanda1

maracatu cia porto de luanda3

O Maracatu é uma dança folclórica de origem afro-brasileira originada  em meados do século XVIII, e traz um forte componente da miscigenação musical das culturas portuguesa, indígena e africana. Esse cortejo musical despertou as atenções  de todos, inclusive das crianças, aguçando sua curiosidade e musicalidade:

maracatu cia porto de luanda2maracatu cia porto de luanda4

Mesmo com todo o agito musical, há ainda aqueles que conseguem concentrar-se em sua leitura e até fazer um crochê:

leitora

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um croche

A imensa área verde do Parque Ibirapuera é um convite para fazer um gostoso picnic, pois os espaços são muitos.  E foi isso algumas pessoas fizeram nos arredores do Bosque da Leitura. Detalhe: teve até artesanato…

pic nic no parque ibirapuera

Enquanto isso, dentro da casa do Bosque da Leitura a interação entre adultos e crianças acontecia permeada de gostosas leituras:

Slide1

Slide1

Slide2

E a comemoração da reinauguração continuava na área externa.

Logo após o grupo de Maracatu, o público foi muito bem servido com um espetáculo que mesclou o teatro e o circo. O espetáculo: A Jornada do heroi, com o artista Victor Abreu, prendeu a atenção de todos até seu final. Vejam:

circo1

circo2

A última apresentação foi a dança interativa, com o grupo Zumb.Boys. A proposta do grupo é interferir e interagir com o público fazendo com que as pessoas escolham uma carta. A partir disso, se desenvolve a dança. Inicialmente o grupo saiu da área do Bosque da Leitura e percorreu alguns espaços do parque, onde puderam integrar o público. Interessante notar que em cada espaço o grupo aproveitava o que estava disponível para trazer tudo e todos ao universo da dança.  Vejam só:

dançaporcorreio2

dança por correio2

dança por correio1

 E assim foi marcado a reabertura da casa do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Fica aqui o convite à leitura, à curtição do parque e tudo o que nele há disponível.

Vamos??

Um super abraço!

Infância e memórias no dia das crianças

12/10/2015
Brincar, brincar e brincar

Brincar, brincar e brincar

 

Para todos aqueles que têm filhos, todo dia é dia da criança.

O dia 12 de outubro é um feriado muito bem vindo, pois é um dia para curtir mais ainda nossas crianças, com o que elas mais gostam: brincar.

O meu pequeno Ulisses gosta e muito de brincar, seja sozinho ou acompanhado.

Se estiver acompanhado (o que é muito melhor) as brincadeiras  são muitas, e se estiver sozinho,  ele cria e recria de múltiplas formas.

Hoje resolvi ilustrar o dia das crianças com um registro fotográfico  onde uso diversos filtros nas fotografias.

Algumas das brincadeiras preferidas:

Ulisses jogando bola com os amigos.

Jogando bola

Ulisses e os amigos jogando bola

 

Quando está sozinho, inventa seus trajetos com seus carrinhos.

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Brincar de carrinho

 

Quando está com os primos, inventam histórias e aventuras com carrinhos e bonecos.

Brincar com carrinhos e criar outras histórias e brincadeiras

Brincar com carrinhos e criar outras histórias e brincadeiras

 

Depois que ganhou a bicicleta, nos primeiros meses foi uma curtição intensa.

Pedalando com o papai fazendo cooper

Pedalando com o papai fazendo cooper

 

Os espaços de playground são muitos aproveitados, principalmente se tem outras crianças para inventarem suas brincadeiras.

 

Brincando no Play

Brincando no Play

Nos parques e playgrounds os balanços são os preferidos da criançada, principalmente se tem alguém que os balance.

 

Curtindo um balanço com os amigos

Curtindo um balanço com os amigos

 

Ulisses gosta muito de bolhas de sabão, principalmente de ir atrás delas e estourá-la.

Curtindo bolhas de sabão

Curtindo bolhas de sabão

 

Outro dia, ele começou a juntar algumas caixas e brinquedos e improvisou sua ‘bateria’ e fez o seu som.

 

Brincando com uma bateria improvisada

Brincando com uma bateria improvisada

 

Uma das ‘brincadeiras’ que ele fez foi ‘roubar’ a cena do palco, onde o papai Ivanilson foi tocar. Pegou o microfone e foi o centro das atenções (claro!).

 

Brincando com o microfone

Brincando com o microfone

 

Há pouco tempo descobriu o skate.

Descobrindo o skate

Descobrindo o skate

Depois de passar o dia todo brincando e curtindo muito, chega o momento onde a atividade repousa, e o sono é a melhor ‘brincadeira’ pois vai repor suas energias para o dia seguinte.

 

Soninho renovador

Soninho renovador

 

Um grande dia das crianças para todas as crianças.

Super abraço!

 

 

EmQuanta – A experiência da primeira infância

07/11/2013

Suzana Schmidt e EmQuanta

Núcleo Quanta – espetáculo EmQuanta
 
 

O mês das crianças terminou, porém deixou um gostinho de ‘quero mais’.

Foi um período de muitas curtições, entre os pais e seus pequenos. Curtições mesmo, pois os pais curtem tanto quanto seus filhos. Curtimos nos dias ensolarados levando-as aos parques, jogando bola, andando de bicicleta, brincando na areia e nas piscininhas ; curtimos quando o dia nublado deixa o clima mais intimista, aproximando muito a nossa criança interior da nossa cria que cresce,  nos surpreende, nos ensina  a cada dia a Arte de Viver.

O mês de  Novembro se inicia e, ao que tudo indica, será  um mês dedicado à Infância. E para isso a  Biblioteca Infanto Juvenil  Monteiro Lobato cederá seu espaço para o Ciclo de Conversas Primeira Infância, no próximo dia 08 de novembro, a partir das 9h30 . Este ciclo de conversas, será um encontro com profissionais de diversas áreas para discutir a primeira infância sob múltiplas perspectivas. Abaixo podemos ver a programação do dia.

primeira infância

Mas não para por aí…  Integrando essa proposta e ampliando nos rumos da Arte e da Dança, o Núcleo Quanta apresenta o espetáculo EmQuanta e nos convida a viver a infância que tivemos, por meio da criança que fomos e ainda ‘guardamos’; nos convida a compartilhar da infância de nossos filhos com toda a leveza e ludicidade.

Tive a grata oportunidade de vivenciar e compartilhar este espetáculo, esta dança, este jogo de sentir e de sentidos durante o mês das crianças. Juntamente com esposo e filho, estivemos presentes no SESC Vila Mariana e experienciamos, com outras crianças e seus pais, a alegria de ser e de estar entre os pequenos/grandes atores, num jogo harmônico e repleto de movimentos, sons e sonhos. Sonhos que nunca terminam, mas que se renovam nas relações vivas e de Vida.

Aqui fica o meu pequeno registro do momento vivido com intensa curtição:

EmQuanta01

EmQuanta02

EmQuanta03

EmQuanta05

EmQuanta é um convite para pais e filhos para um jogo e exploração dos espaços, dançar, divertir-se com os sons e descobrir novas brincadeiras.É um espaço onde as crianças (pequenas e grandes) poderão viajar na leveza das nuvens à sonoridade das águas, do calor do sol à surpresa do esconde-esconde.

O espetáculo EmQuanta  estará nos seguintes dias e locais:

Dia 9 de novembro às 10hBiblioteca Brito Broca
Dia 10 de novembro às 10hBiblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato
Dia 12 de novembro às 14hBiblioteca Hans Christian Andersen
Dia 13 de novembro às 10hBiblioteca Thales Castanho de Andrade
Dia 21 de novembro às 10hBiblioteca Paulo Duarte
Dia 27 de novembro às 14hBiblioteca Vicente Paulo Guimarães
Dia 30 de novembro às 14hBiblioteca Lenyra Fraccaroli
Dia 7 de dezembro às 14hBiblioteca Camila Cerqueira Cesar
Dia 10 de dezembro às 10h30Biblioteca Belmonte

Vamos ver e rever nossa infância!

Um super abraço!

Alguns momentos em São Paulo

24/01/2013

Neste dia 25 de janeiro de 2013, São Paulo faz 459 anos. Mas este post não é para falar da programação comemorativa, pois há muitos outros veículos que dão conta, basta acessar aqui, ou aqui também. Hoje vim destacar alguns momentos que tenho vivido na e com a cidade.

Creio que minha relação com a cidade de São Paulo começa no dia do meu nascimento. Quando eu nasci, São Paulo estava completando 415 anos. Pois é, nasci no mesmo dia desta cidade, embora tenha nascido em outro Estado, em Alagoas. Minha família  migrou  para cá quando  eu era  muito pequena, passou uma temporada e, depois retornou a Alagoas. Porém quando eu  estava com  9 anos de idade, fixamos moradia nesta metrópole até os dias de hoje.

Em São Paulo, frequentei o Colégio Olga Ferraz, onde cursei até a 2ª série (hoje seria o 3º ano). Na época em que estudei, o colégio era da rede estadual e nos anos de 1990 passou para a rede particular. Destaco aqui o registro fotográfico atual (2012) da escola que frequentei: o Colégio Olga Ferraz, que fica na Av. Francisco Matarazzo, ao Lado do Parque da Água Branca:

colégio olga ferraz1

Foto: Margarete Barbosa

colégio olga ferraz2

Foto: Margarete Barbosa

Muitas “águas rolaram” e, em 2009, concluí o curso de Pedagogia na Universidade São Judas Tadeu, localizada no bairro da Móoca:

Universidade São Judas

Foto: Margarete Barbosa

Durante o primeiro ano do curso de Pedagogia (2006), visitamos o Centro Histórico, sob a orientação do professor Dr. Paulo de Assunção, um pesquisador e profundo conhecedor do Centro Histórico. Vale destacar que em 2012, o professor Paulo de Assunção foi  um dos vencedores do 54º Prêmio Jabuti, na categoria Turismo e Hotelaria, pois é de sua autoria o livro História do Turismo no Brasil entre os séculos XVI e XX.

Na visita ao Centro Histórico, passamos por diversos locais e, claro, estivemos na Praça da Sé e na Catedral. Revendo um trabalho que fizemos (eu e meu grupo) após a visita, retiro um parágrafo sobre a Catedral da Sé:

O professor comentou que o projeto de se ter uma igreja Central remonta de 1580. A pedra fundamental é de 1588. No séc XIX havia uma pequena igreja e no séc XX já se projetou construir uma catedral, como proposta urbanística da cidade. Ele fez referências a edifícios que já não existem mais, como por exemplo, o Teatro São José que foi destruído num incêndio. A construção da Catedral da Sé teve início em 1913 e foi concluída em 1954. Passou por reformas, sendo a última no período de 2000 a 2002. O projeto arquitetônico é de Maximiliano Hell, arquiteto que idealizou a catedral de Santos. Seu estilo se reporta à arquitetura gótica das igrejas alemãs. O professor esclarece que até o ano 1000 as igrejas eram escuras com poucas janelas, devido às guerras ocorridas na Europa. Após o ano 1000 “Deus é Luz”, então as igrejas passam a ter mais janelas e vitrais, permitindo a luz entrar no interior. Os vitrais são importantes para favorecer a iluminação e também para mostrar uma narrativa bíblica. A catedral gótica possui várias rosáceas, nos fundos e na frente, e suas torres apontam para o céu, procurando alcançá-lo. Na Catedral da Sé o professor se deteve em uma minuciosa exposição sobre a formação e arquitetura da Catedral.

A seguir, trago algumas fotos da Praça da Sé e da Catedral. Gostaria de esclarecer que as quatro fotos a seguir não são de minha autoria. Elas foram compartilhadas pela Coordenação do Curso de Pedagogia, na época (2006) foi a equipe da Professora Cristina Maria Salvador que fez o registro fotográfico:

Igreja da Sé

Catedral da Sé

vitrais da Catedral Sé 1

Vitral no interior da Catedral Sé

vitrais da Catedral da Sé 2

Vitral no interior da Catedral Sé- detalhe no desenho inferior retratando o Pateo do Colégio

interior e vitrais da Catedral da Sé

Interior e vitrais da Catedral da Sé

No dia 25 de janeiro de 2008, visitei o Edifício Altino Arantes e sua Torre do Banespa. Na fotografia abaixo, temos  o edifício e a Torre do Banespa vistos do terraço do Edifício Sampaio Moreira:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Do alto da Torre do Banespa podemos ver a cidade. Abaixo, a vista aérea do Pateo do Colégio:

 vista aerea do pateo do colégio 25 jan 2008

Foto: Margarete Barbosa – 25 de janeiro de 2008

Na foto aérea abaixo podemos ver entre os grandes edifícios a Catedral da Sé:

0001 vista aerea do centro-pça da sé 25 jan 2008

Foto: Margarete Barbosa – 25 de janeiro de 2008

Ao descer da Torre do Banespa, precisamos  parar e dar passagem para um passeio ciclístico que estava acontecendo no Centro Velho, vejam abaixo:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Atualmente existe a World  Bike Tour, que este ano está na sua 4ª edição e também a São Paulo Bike Tour. Vale a pena conferir.

No ano seguinte, em 25 de janeiro de 2009, quando me encontro no Parque Jardim da Luz, vejo um importante evento cultural em comemoração ao aniversário da cidade. Tal evento foi organizado pela Prefeitura, Governo do Estado e a Rede Globo. O seu início aconteceu no coreto do Jardim da Luz:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto:Margarete Barbosa

Foto:Margarete Barbosa

Este evento comemorativo conseguiu levar o público do Parque da Luz até  a Estação Pinacoteca (antigo Prédio do DOPS), pois lá o espetáculo continuaria com outro cenário. Na fotografia abaixo, o público se deslocando até a Pinacoteca. O edifício branco,  ao fundo é a Estação Júlio Prestes :

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

São Paulo também tem muitas outras faces. Em outubro de 2010 fiz uma visita a um edifício que é considerado o “avó dos arranhacéus”  o Edifício Sampaio Moreira, que fica na Rua Líbero Badaró. Este só foi superado em 1929, quando foi inaugurado o  Edifício Martinelli. Neste dia, eu estava na companhia de uma pessoa que nasceu e ama muito a cidade de São Paulo: Neuza Guerreiro de Carvalho. Conheço Neuza desde 2004 e,  desde então, construímos uma amizade muito forte; a conheci numa oficina de Memória, ministrada por ela, e talvez tenha sido naquele momento que reativei minhas próprias memórias e aprendi a valorizar a Memória. Na fotografia abaixo, registrei  Neuza no interior do Edifício Sampaio Moreira:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Nas fotografias seguintes, Neuza está no terraço do Sampaio Moreira. Na primeira fotografia podemos ver a Torre do Banespa, e na segunda, vemos os pórticos do terraço :

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Ainda neste dia, registrei no terraço,  o Theatro Municipal de São Paulo, que estava ainda em sua última reforma:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Neuza Guerreiro de Carvalho tem um Blog onde ela faz vários registros e muitos falam de seu amor e de sua vida em São Paulo, é o Blog da Vovó Neuza, para acessar é só clicar aqui.

Nas minhas andanças tenho visto na cidade imagens bem interessantes, como por exemplo as que fotografei no metrô Bresser, em 2007.  Nas fotografias se pode ver o símbolo do  Taoísmo  que representa o Yin e o Yang,  Deem só uma olhadinha:

metrô bresser 01

Foto: Margarete Barbosa

metrô bresser 02

Foto: Margarete Barbosa

metrô bresser

Foto: Margarete Barbosa

Outra imagem interessante é a deste gatinho, no jardim do Metrô São Bento, na entrada pelo Vale do Anhangabaú:

gatinho do metrô são bento

Foto: Margarete Barbosa

As andanças por São Paulo continuam, mas vou terminando o post por aqui.São muitos os registros, os momentos e múltiplos olhares. Encerro com duas imagens: a primeira é de  uma  bailarina no Centro Cultural Banco do Brasil, naquele dia ainda tinha a Exposição dos Impressionistas (setembro 2012), e enquanto o público externo enfrentava uma mega fila para entrar, a bailarina  encantava o público interno com sua arte. A segunda imagem nos tranquiliza nesta cidade que não para. É uma imagem de uma pequena fonte numa galeria da Rua Augusta, em frente ao Espaço Itaú de Cinema:

bailarina no ccbb

Fotos: Margarete Barbosa

fonte Rua Augusta

Foto: Margarete Barbosa

Parabéns, São Paulo pelos seus 459 anos!

Uma viagem pela Literatura de Cordel

21/08/2012

A Literatura de Cordel tem sempre espaço neste blog, uma vez que faz parte da minha história de vida. E percebo que a minha história de vida  também se entrelaça com a de outras pessoas e, também, com outros espaços que mantêm e preservam a cultura popular.

No último sábado, dia 18, estive na Livraria Cortez em mais um encontro com o Cordel; desta vez, em um sarau lítero musical que reuniu músicos, poetas, cordelistas, enfim os amantes do Cordel.  Aquele dia  marcou o início da Semana do VIII Cordel da Cortez , e se encerra no próximo sábado, dia 25 de agosto. É um evento comemorativo, pois há 10 anos a Livraria Cortez promove esse encontro com a cultura popular, e neste ano também se comemora os 100 anos do Rei do Baião: Luiz Gonzaga.  Durante toda a semana haverá uma série de atividades com o público e para o público de todas as idades. Vale muitíssimo a pena ver e curtir. O endereço da Livraria Cortez é Rua Bartira, 317 – ao lado da PUC.

Compartilho com vocês algumas fotos que fiz da abertura, no dia 18 de agosto:

Abertura do VIII Cordel da Cortez

Na fotografia acima, temos a presença do Senhor Cortez, fundador da Livraria, o poeta Moreira de Acopiara, músico, poeta e escritor Costa Senna, que na ocasião lançou o livro  “Cordéis que educam e transformam”.

Abaixo temos uma apresentação do escritor  e cordelista Marco Haurélio, curador do VIII Cordel da Cortez.

Na foto que segue, temos a presença de Aldy Carvalho, cantor, compositor, poeta e violonista pernambucano. Foi uma apresentação que  muito me encantou, pois a música de Aldy possui sublimes melodias e poética sertaneja.

Também reencontrei o músico, cantor e compositor alagoano Ibys Maceioh, que, com suas canções, homenageou o Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

Na foto abaixo, o  apresentador Moreira de Acopiara convida o artista  pernambucano Valdeck de Garanhuns, que com muito humor conta seus ‘causos’.

Em seguida,  temos o momento poético de Costa Senna:

E Costa Senna também deixa para todos o som e o sabor do cordel musicado:

O VII Cordel da Cortez foi um momento de muita poesia, música e entrosamento de todos, inclusive das crianças, que aproveitaram cada uma a seu modo:

Por alguns instantes,  deixei a máquina fotográfica e fui curtir com meu filho, Ulisses, que com seus 1 ano e oito meses já se diverte e aprende com os livros e com o Cordel:

Um super abraço!

Cantos, contos e encantos do Sansakroma

27/07/2012

Sansakroma sem fronteira – Contadores de Histórias
Parque Cidade de Toronto-julho/2012

O Sansakroma é um pássaro fantástico da tradição africana.  Segundo a tradição, este pássaro, uma espécie de falcão, voava bem alto no céu quando viu alguns pintinhos órfãos. Então, ele desceu e cuidou dos pintinhos até que se tornassem adultos. O sentido da história, ou melhor, a moral da história, é que nas comunidades sempre haverá alguém para cuidar das crianças.

Esta introdução é para falar de uma apresentação de contação de histórias a que assisti neste final de semana, no Parque Cidade de Toronto: o grupo Sansakroma sem fronteira.

O grupo chegou munido de algumas malas. E em cada uma delas havia materiais sonoros, artísticos e muitas, muitas histórias, vindas da África e de diversos lugares do Brasil. Deem uma olhadinha…

E estes pássaros chegaram e começaram a contar e a cantar histórias para as crianças de todas as idades.

Assim como as crianças, os adultos ficaram encantados com as histórias e as músicas. Acompanharam toda a apresentação com muita atenção e curtição…

A dupla de pássaros Sansakroma: Júlio e Debora D’Zambê, sobrevoaram a cultura popular africana, brasileira e de outras parte do mundo, colhendo e recolhendo as histórias que enfocam a ética, o meio ambiente, a importância da leitura e as mensagens de Paz. Além disso, eles cantam e tocam as cantigas de roda  com ritmo de blues, além de composições de nosso cancioneiro popular.

Durante a apresentação estes pássaros trouxeram objetos artísticos da África e falaram um pouco de sua simbologia e valor.

O professor da USP, Dr. Marcos  Ferreira Santos, Doutor em Filosofia da Educação e professor de Mitologia Comparada, fez um justo reconhecimento e definição da dupla em um dos encontros na Faculdade de Educação quando disse:

Sansakroma, o pássaro da liberdade, na tradição Zulu, o mesmo pássaro que abençoou Nelson Mandela, depois da liberdade. (…) Sansakroma não é só uma dupla, não é só uma ideia, é muito mais do que um Projeto, é uma destinação: é continuar e ser fiel a essa tradição dos Orfeus Negros trazendo e ecoando na voz deles as vozes nossas, internas.

Prof. Dr.Marcos Ferreira Santos

fonte: You Tube : http://www.youtube.com/watch?v=8gvycTo38as

O Sansakroma fará duas apresentações neste final de semana, em outros Bosques da Leitura: no dia  28/07 será no Bosque da Leitura do Parque Esportivo dos Trabalhadores, às 14h;  e no dia 29/07, às 14h, será a vez do Bosque da Leitura Parque Lions Club Tucuruvi.

Sansakroma também é uma canção do folclore africano. E é com ela que finalizo e convido vocês a verem uma bonita coreografia e ouvirem a canção Sansa Kroma.

Um super abraço!

Comemorando o Dia Mundial do Rock com muita música

13/07/2012

Hoje, dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock e certamente algumas rádios vão dar um destaque sobre tudo o que envolve o rock’n roll .

Aqui, neste espaço,também quero dar destaque e relembrar o que mais marcou minha trajetória.

Em agosto de 1977, eu era muito criança quando o Rei do Rock, Elvis Presley deixou a nave Terra e desembarcou noutras esferas. Cheguei a conhecê-lo e ouvi-lo já na adolescência e ouvia muito pelo rádio. Compartilho com vocês algumas das minhas favoritas:

Jailhouse Rock

Blue Suede Shoes

The Beatles conheci por influências de amigas, de seus pais e tios.

The Beatles – Get Back

John Lennon – Stand by me

A Banda irlandesa U2 também  fez parte de minhas andanças. Destaco um grande momento desta banda com o Mestre BB King:

U2 e BB King  When Love Comes To Town

Ouvi também muito Rock progressivo ainda adolescente. Compartilho a banda inglesa YES .

Owner Of A Lonely Heart

Destaco a banda Led Zeppelin, com Kashmir:

Uma das bandas de Rock progressivo que conheci depois dos meus vinte anos, quando já estava casada, foi a banda Jethro Tull. Tínhamos um disco em vinil que ouvíamos várias vezes. E uma das músicas que eu mais gostava chamava-se Budapest. Vamos ouvir?:

Budapest- Jethro Tull

Bem, há muito mais que trarei noutras postagens. Agora não posso deixar de lado o nosso Rock nacional.Ouvi muito  Titãs, IRA!, Barão Vermelho, Legião Urbana…

Titãs- Flores

Titãs- Homem primata

Barão Vermelho – Bete Balanço

Barão Vermelho – Pense e Dance

IRA!-Dias de Luta

Legião Urbana – Quase sem querer

Um grande dia Mundial do Rock para a blogosfera!

A presença dos corpos de Antony Gormley

09/07/2012

O centro da cidade  é um grande palco de manifestações, humanas e artísticas. A cada dia nos esbarramos com a Arte e às vezes, ela se manifesta impositivamente para nós, provocando-nos. E é pela provocação que a exposição ‘Corpos Presentes’, de Anthony Gormley, prende e fascina o público, além de despertar os mais diversos sentimentos e reações.

Não faz muito tempo, uma colega chegou na sala de trabalho e disse: “Vocês viram uma estátua, na Praça do Patriarca? Colocaram um preservativo nela!” Outro colega falou: “Outro dia tinham vestido uma camisa na estátua.” Uma outra colega disse ainda: “ Fui ver a exposição e achei horrível! Me deu uma sensação de morte. Parecia a imagem do inferno!”

Bem, com tais comentários eu fiquei muito curiosa. Precisava ver e ter minha própria experiência e sensações.

A exposição ‘Corpos presentes’ está no CCBB e também em todo o entorno, ou seja está em vários lugares no Centro de São Paulo, na terra ou no ar. Sim, é isso mesmo. Estão topo de diversos edifícios. As esculturas são feitas de ferro fundido e fibra de vidro e foram moldadas no corpo do artista.

Andando pelas ruas ouvi de algumas pessoas: “Nossa! Dá a impressão que uma pessoa vai pular!”.  Ao passar pela Praça do Patriarca e olhar para o topo de alguns edifícios próximos,  pude encontrar  duas das estátuas de Gormley ‘contemplando’ a cidade no mesmo momento em que o Patriarca José Bonifácio observa o movimento das pessoas na Rua Direita. Na fotografia que tirei, dá pra ter uma ideia disso. Dêem só uma olhadinha:

Ao chegar no Centro Cultural Banco do Brasil, pude ver e ficar impressionada com as obras, e ao mesmo tempo sentir o público boquiaberto diante delas:

Seria essa a “imagem do inferno”,de que falou a colega no trabalho?

E a presença dos corpos estava retratada nas mais diversas formas, desde os fragmentos …

…passando pelo labirinto do ser humano…

… pensando nos projetos individuais…

…e também planejando os projetos coletivos.

A presença dos corpos nos desafia em nossas percepções:

Uma imagem que me chamou muito a atenção foi a de uma das estátuas estar no topo do edifício onde fica a Câmara Municipal de São Paulo. Achei de uma sutileza provocativa. Olhem só:

Gostaria de dizer  que a fotografia não está em preto e branco. No momento em que fiz o registro o dia estava muito nublado, e parecia se formar uma chuva forte, ou melhor, uma tempestade.

Entretanto a imagem que fechou esta semana, foi uma que encontrei no Uol Notícias e no G1 tirada por J.Duran Machfee/Futura Press/AE, no dia 6 de julho. O fotógrafo J.Duran registrou o momento em que a estátua de Gormley ganhara um coração. Na última quarta-feira, dia 4 de julho, o  Sport Club Corinthians Paulista conseguiu o título de Campeão da Libertadores, título inédito e invicto.  Tal resultado deixou os milhares de corações corintianos transbordando de alegria, e creio que esse foi o modo de um torcedor se manisfestar, transferindo um pouco de sua emoção para a obra de Gormley. Vejam a imagem:

Vale a pena ver a exposição.