Archive for the ‘CULTURA’ Category

Encontros e Memórias no dia Internacional da Mulher

08/03/2017

Neuza em tarde de autógrafos

Neuza Guerreiro de Carvalho, conhecida também como vovó Neuza,  aos 86 anos  inspira e respira Memória. Ela promove encontros e cria oportunidades para o resgate de memórias.

Tive a oportunidade de encontrar Neuza  em abril de 2004, e desde então tivemos muitos e diversos encontros onde  compartilhamos muitas memórias.

Em um desses encontros, em dezembro de 2014, tive a oportunidade de estar presente no lançamento do livro: A Glette, o Palacete e a Universidade de São Paulo. Este livro tem vários organizadores, entre eles Neuza , que  escreve o terceiro e o décimo capítulo.

Aquele dia foi mais que um encontro para lançamento do livro. Foi a celebração e a realização de um projeto que teve alguns percalços enquanto estava sendo elaborado, mas que com a persistência de um grupo coeso, conseguiu chegar em sua finalização. Para mim foi um momento de intensa emoção, e tenho certeza de que também foi para Neuza.

Margarete e Neuza: um encontro afetivo

Neuza se considera e se denomina uma “Glettiana”.  No período de 1948 a 1951, Neuza fez o curso de História Natural pela FFCL-USP-FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.  Naquela época esse curso da Universidade de São Paulo funcionava  em um palacete de moradia – O Palacete Glette.  Para saber mais sobre esta fase da Universidade de São Paulo, além de outras histórias do Palacete da Glette,  convido vocês  a acessar o link  Blog da Vovó Neuza.

O livro reúne as histórias, lembranças e memórias de um grupo de amigos e ex-alunos ( hoje professores da USP) que estudaram em algum momento no antigo Palacete da Glette. É um livro que visa resgatar uma parte da história da Universidade de São Paulo sob a narrativa daqueles que por lá passaram.

A Universidade que formou a bióloga Neuza Guerreiro de Carvalho, hoje, 08 de maio de 2017, a  recebe para ministrar aulas na Universidade Aberta à Terceira Idade. Neuza prefere dizer que são encontros, pois são mesmo. Segundo ela: “São os ENCONTROS DE RESGATE DE MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA.  Não gosto da palavra ‘OFICINA’, embora de uso corrente. (…) Também não gosto de ‘WORKSHOP’, porque é palavra importada. Adotei para mim ‘ENCONTROS’. que diz bem o que faço.”

Neste dia Internacional da Mulher, Neuza vai reunir, ou melhor: encontrar com pessoas acima dos 60 anos para o “Encontro de Resgate de Memória Autobiográfica”, cujos objetivos são: “propiciar o resgate da memória buscando lembranças esquecidas com abordagem em uma filosofia, enfoque e caminhos próprios.  E também registrar esse resgate”.

Neuza vem trabalhando com Memória há muito tempo, sempre buscando estudá-la de várias formas, como: histórias de vida, histórias de família, histórias coletivas e resgate de Memória pessoal. Ela escreve sobre a história de sua família desde 1997 e já participou do Museu da Pessoa, onde trabalhou e conviveu com profissionais realizando entrevistas, transcrevendo e editando as Histórias de Vida.

Deixo aqui registrado meu respeito e admiração por esta mulher, pois sempre que vou visitá-la, faz questão de compartilhar comigo suas histórias, sua cultura, sua memória e, principalmente sua afetividade.

E hoje, neste dia Internacional da Mulher, destaco esta mulher, mãe, avó e profissional que já traz em sua identidade um sobrenome duplamente forte: Neuza Guerreiro de Carvalho.

Finalizo este post compartilhando um  vídeo onde Neuza fala sobre este trabalho. Vejam só:

Um super abraço!

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Parque Buenos Aires: a natureza, a arte e outras leituras

22/02/2017

PARQUE BUENOS AIRES

Domingo é dia de fazer muitos passeios com a família e amigos. Uma das opções pode ser encontrada no bairro de Higienópolis: o Parque Buenos Aires.  Este parque se localiza  entre a Avenida Angélica e as ruas Piauí, Bahia e Alagoas.

É interessante notar que a cidade de São Paulo mesmo com o excesso de edifícios,  oferece diversas opções de lazer e espaços abertos. Dentre as várias opções, temos muitos parques, os verdadeiros redutos arbóreos na metrópole.

parque-buenos-aires1

Ao entrar parque, pela Av. Angélica,  nos deparamos com manifestações explícitas  de criatividade: seja pelos stands de moda e design, atividades sustentáveis, e também  pela gastronomia que integram a Feira Cultural conhecida como Mercado Buenos Aires, juntamente com a delícia de ouvir música ao vivo.

No dia 12 de fevereiro, pude ver um pouco do trabalho de música popular brasileira da cantora Cris Vecchio e do violonista Sérgio Arruda. Um primor!

musica-no-parque-buenos-aires

Na apresentação de Cris Vecchio e Sérgio Arruda, o público podia escolher a música que mais gostasse. Bastava escollher no ‘varal musical’ dentre os grandes sucessos da MPB, do Samba e do Choro. Olhem só:

musica-no-parque-varal musical

Caminhando pelo parque podemos ouvir alguns pássaros, como periquitos, tico-ticos, pardais, o que traz uma sensação de tranquilidade e harmonia. Continuado a caminhada, encontramos algumas obras de arte, como por exemplo a escultura do  “Leão atacado”:

parque-buenos-aires- leão atacado

 Podemos ainda nos encontrar com Lasar Segall  e sua escultura ‘Emigrantes’:

Escultura de Lasar Segall

Emigrantes – Lasar Segall

Ainda podemos encontrar a escultura “Mãe”, de Caetano Fraccaroli (em 1965), em um único bloco de mármore, que fica no ponto mais alto do parque.

Mãe- Caetano Fraccaroli

“Mãe”, de Caetano Fraccaroli

Nos arredores da praça, onde fica a escultura Mãe, vi uma imagem inusitada. Duas geladeiras recheadas de livros.  Pois é: uma Geladeiroteca. Vejam:
 geladeiroteca-buenos-aires2

geladeiroteca-buenos-aires

O projeto  Geladeiroteca, tem como objetivo incentivar a leitura de forma gratuita, onde as pessoas podem ler, pegar emprestado e doar livros.  Segundo o site da prefeitura, o  parque já contava com  uma geladeira com alguns livros que foram doados por uma conselheira.  Mas a ideia se materializou por meio de uma parceria com a ONG  Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, no último dia 12 de outubro de 2016. Em uma das geladeiras existe uma informação que fala da origem dessa iniciativa e da Geladeiroteca Viva o Tom.Olhem só:

Geladeiroteca

 

Além disso, o Parque Buenos Aires abrirá seu espaço para outras trocas de leitura. No próximo dia 12 de março,  das 10h às 17h acontecerá o evento: Feira de Troca de Livros e Gibis 2017, da Secretaria Municipal de Cultura e do Sistema Municipal de Bibliotecas.

Vale a pena conferir toda essa atividade cultural ( e natural) no Parque Buenos Aires.

Bom passeio para todos!!

 

Ano Novo Chinês: o Ano do Galo

31/01/2017
Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade-SP

Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade-SP

E começou o Ano Novo para a cultura chinesa no último final de semana, no dia 28 de janeiro.

Sabemos que o galo ao emitir seu canto é o sinal do amanhecer do dia  e do despertar.  Segundo a tradição chinesa, será um ano de onde muito trabalho e paciência serão o foco e as áreas de desenvolvimento são justiça, eficiência e organização.

É a segunda vez que participo da celebração do Ano Novo Chinês. E digo uma coisa: é uma energia maravilhosa!

Este ano, as apresentações de grupos do Bairro da Liberdade começaram cedo, em diversos locais da cidade. Eu tive a oportunidade de, no dia 26 de janeiro, encontrá-los no Metrô República. E vejam só: além das performances dos dragões e leões chineses, também teve apresentações de artes marciais:

 

Apresentação no Metrô República-SP

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No dia 28 de janeiro foi o momento de receber o Ano Novo Chinês na Praça da Liberdade, ao lado do Metrô  Liberdade. Foi um momento não só de concentração de muita gente, mas também de concentração de muita energia humana com a dos elementos chineses:

ANO NOVO CHINÊS

ANO NOVO CHINÊS1

Todo ano as apresentações atraem a atenção das pessoas de todas as idades. Os adultos não perdem a oportunidade de tirar fotografias e selfies. As crianças ficam fascinadas. A cidade de São Paulo ganha em cores e energia.

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ANO NOVO CHINÊS4

ANO NOVO CHINÊS5

ANO NOVO CHINÊS6

E assim foi o sábado, dia 28 de janeiro, onde a cidade de São Paulo recebeu mais uma vez o Ano Novo Chinês com toda sua energia cultural e cores.

 

Salve!!!

6 de janeiro: Dia de Reis

06/01/2017
Estátua dos Reis Magos em Natal - RN

Estátua dos Reis Magos em Natal – RN

 

 Hoje, dia 06 de janeiro, é lembrado e comemorado  O Dia de Reis. Uma data que encerra o ciclo natalino e abre os preparativos para o Carnaval. Segundo a tradição católica o Dia de Reis, celebra o dia em que os três reis magos levaram presentes ao menino Jesus

De acordo com essas tradições,  a comemoração do Dia de Reis vem desde  o século 8 quando  os reis  magos Melchior, Baltazar e Gaspar, três reis magos que depois de guiados  por uma estrela até o estábulo para presentear o menino Jesus . Esse episódio passou a ter uma representação na história da humanidade, além de diversas comemorações.

Particularmente, lembro e referencio este dia. E quero comemorar  e compartilhar com imagens colhidas na rede, além das manifestações que acontecem em todo o Brasil.

Inicialmente, trago a imagem da Arte Naif do artista pernanbucano Militão dos Santos: Folia de Reis

Folia de Reis - Militão dos Santos

                                       Folia de Reis por Militão dos Santos

Muitas comunidades no interior do Brasil, promovem os chamados Reisados ou Folias de Reis, que são festas folclóricas que receberam a influência das origens européias da celebração mas que adotaram formas, cores e significados locais bastantes próprios de nosso povo na expressão que virou parte de nossa cultura.

Os Reisados brasileiros envolvem música, dança, celebração religiosa, orações, com elementos específicos mais marcantes dependendo da região do país, e acrescenta a tradição de que aqueles que recebem a visita do Reisado em suas casas (na realidade, o simbolismo representa a visita dos Reis Magos a Jesus) devem oferecer graciosamente comida a seus integrantes, que realizam toda sua preformance de tradição folclórica-religiosa local, enaltecem o hóspede, que agradecem pela comida e seguem para o próximo destino.

Navegando na Rede, encontrei um belo documentário Expedições da TV Brasil: Reisados do Ceará. Vale a pena assistir, curtir  e compreender um pouco do sentido dessa tradição:

Na Rede Social do Facebook, meu amigo Marco Haurélio compartilhou a canção: Reisado (Santos Reis) com a interpretação da dupla Pena Branca e Xavantinho. Vamos ouvir?

 

Segue aqui o poema/canção que foi  recolhido pela folclorista goiana Ely Camargo, que em 2014, com seus 84 anos deixou um legado cultural e musical para os apreciadores da Cultura Popular:

O galo cantou no Oriente
Surgiu a estrela da guia
Anunciando à humanidade
Que o menino, Deus nascia
Em uma estrebaria

Vinte e cinco de Dezembro
Não se dorme num colchão
Deus menino teve a cama
E folha seca do chão
Pra nossa salvação

Senhora dona da casa
Óia a chuva no telhado
Venha ver o Deus Menino
Como está todo molhado
Os três reis a seu lado

Deus lhe pague a bela oferta
E vós deu com alegria
O Divino Santo Reis
São José Santa Maria

 

Essa tradição também é vivida em outros lugares do Brasil, como por exemplo em Alagoas.  Aqui relembro uma personalidade do reisado alagoano: Mestra Virginia de Moraes.

 

mestra Virginia de Moraes

Mestra Virginia de Moraes

Mestra Virgínia de Moraes nasceu em 1916  em  Rio Novo, Maceió, faleceu em 2003. Mestra de reisado, cantadora, rezadeira, benzedeira, parteira de profissão, autora e intérprete de belas poesias e da música popular tradicional alagoana. Aqui trago o sua Marcha do Reisado. Vale muito a pena ouvir.

Aqui deixo registrado minha homenagem ao dia de Santos Reis!

Viva!

Dança nos parques: um religar do homem com a natureza

20/05/2016
Núcleo Pé de Zamba - "A cruz que me carrega"

             Núcleo Pé de Zamba – “A cruz que me carrega”

No último dia 14 de maio, tive a grata oportunidade de unir  “o útil ao agradável” e estar presente em uma  belíssima apresentação no Bosque de Leitura do Parque Ibirapuera. Sob céu que nos protege e o parque que acolhe diversas pessoas oriundas de todos os cantos da cidade, tivemos uma tarde de resgate da cultura afrobrasileira.

Esse resgate foi materializado por meio de cantos e dança do Núcleo Pé de Zamba, que apresentou o espetáculo: “A cruz que me carrega”.

Este espetáculo foi pensado para espaços não convencionais e se inspira na trajetória da população afro-banto, vinda ao Brasil na condição de escravizada. Ao investigar aspectos desta migração através das manifestações culturais encontradas na Irmandade de N. Sra. do Rosário de Justinópolis, o grupo identificou reverberações culturais surgidas a partir da chegada destes africanos. “A Irmandade é uma comunidade centenária sediada em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, e funciona como um lugar que acolhe e une a comunidade afrodescendente da região, a exemplo do que acontecia desde a escravidão com tantas outras irmandades dos homens pretos em todo o país”, aponta Andrea Soares, cuja pesquisa de mestrado investiga a interface entre a contemporaneidade e as culturas populares tradicionais brasileiras, passando especialmente por questões ligadas à afrobrasilidade, em seu cunho artístico e político-social.

Vejamos alguns momentos do espetáculo ao lado do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, em um pequeno registro fotográfico que fiz na ocasião:

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega4

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega2

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega6

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega5

A concepção e criação do espetáculo é de Andrea Soares, que integra o seleto elenco ao lado de Joana Egypto, Jô Pereira, Leandro Medina, Cristiano Cunha e  Palomaris Mathias.

Segundo Andrea Soares:  “a contribuição africana na cultura brasileira é indiscutível. Dança, música, gastronomia religiosidade e uma forma de estar no mundo que permeia nossas ações cotidianas, trazendo criatividade e alegria, gana e resistência.

No intuito de ressaltar esta herança, reconhecendo-se nela, o Núcleo Pé de Zamba debruçou-se sobre a Irmandade de Nossa Sra. do Rosário de Justinópolis/MG, por encontrar ali a presença afro-banto delineada em muitos aspectos. Entre eles, marcou-nos especialmente a forma de se viver em arte e do entendimento da existência em prol do coletivo.

A força do comunitário, unida à presença ritual da religiosidade afro-cristã, inundou nossos corpos de dança e de um impulso transformador, falando-nos de uma fé que extrapola dogmas e amarras para ser um fio condutor de uma vida contemplada pela leveza. Ali não se carregam cruzes… O peso da vida é fardo partilhado.”

Para conhecer um pouco sobre a  Irmandade do Rosário de Justinópolis, Ribeirão das Neves, Minas Gerais compartilho a primeira parte de documentário  produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário:

 

O Núcleo Pé de Zamba irá se apresentar  no próximo sábado, 21 de maio, às 15h, no Bosque da Leitura Parque Raposo Tavares – Rua Telmo Coelho Filho, 200-Vila Albano.

Vale muito a pena ver e curtir este espetáculo.

Um super abraço!

Literatura de Cordel: memória, afetividade e contação de histórias

21/03/2016

Faz muito tempo que aprecio e divulgo, sempre que há oportunidade, a Literatura de Cordel, a poesia e contação de histórias. Nestes últimos dias, percebi que as artes literárias tiveram algumas comemorações: o dia Internacional do Contador de Histórias, no dia 20 de março, e o dia 21 de março é o dia mundial da poesia.

O dia Internacional do Contador de Histórias, 20 de março, foi criado em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. Já o dia Mundial da poesia foi  criado em 1999 pela UNESCO,  com o objetivo de estimular a produção e celebrar a poesia como forma de arte em todo o mundo.

No último sábado, dia 19 de março, tive a honra de ser convidada pelo amigo, pesquisador, cordelista e escritor Marco Haurélio para assistir sua palestra: Literatura de Cordel: memória e afetividade. A palestra integrou o I Colóquio  A Contação de Histórias como contribuição à Neuroeducação, que aconteceu no Colégio Passionista, na Zona Norte de São Paulo.

Palestra Marco Haurelio

Palestra Marco Haurélio no Colégio Passionista

Durante sua apresentação, que foi permeada de histórias contadas por meio do cordel, tive vários flashes de memória de quando conheci o Marco Haurélio e do período vivido como estudante de Pedagogia. Naquele período, principalmente no ano de 2008, eu estava pesquisando  para elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso, que teve o tema: Literatura de Cordel – percorrendo os caminhos da poesia.

Como servidora municipal tive a oportunidade de trabalhar nos espaços do Bosque da Leitura e assistir a diversas apresentações de  contadores de histórias, poetas, músicos, cordelistas e  repentistas.

Vanessa Castro - Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

   Vanessa Castro – Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

 

Débora kikuti-maio/ 2009- Bosque da Leitura Parque Jardim da Luz

   Débora Kikuti-maio 2009- Bosque da Leitura Pq Jd. da Luz

 

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

 

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

 

Cordelista João Gomes de Sá-SET 2012-Bosque da Leitura Parque Toronto

Cordelista João Gomes de Sá -SET/2012-Bosque da Leitura Parque Cidade de  Toronto

Tive a oportunidade de ouvir a incrível contadora de histórias Andrea Sousa, contando e encantando  histórias para crianças crescidas, na Semana do Servidor Público, em outubro de 2014, na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Andrea Sousa - out/2014 Semana do Servidor

       Andrea Sousa – out/2014-Semana do Servidor-SMDHC

Atualmente algumas livrarias promovem contação de histórias, como é o caso da Livraria Cortez, no bairro de Perdizes, e a  Livraria Nove Sete, na Vila Mariana.

A Livraria Cortez, dentre outras atividades, abre suas portas para encontros com poetas, escritores, contadores de histórias, além de periodicamente promover no mês de agosto o evento Cordel na Cortez. Aqui, um pequeno registro por ocasião do lançamento do livro infanto juvenil, de Marco Hauélio: Os doze trabalhos de Hércules, com belíssimas ilustrações de Luciano Tasso. Neste dia, 12 de abril de 2012, também aconteceu uma bonita contação de histórias com o TEATRO DE GAIA .

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Contação de história na livraria cortez 04-2014

            Contação de história na Livraria Cortez 12/04/2014

No ano passado, em abril de 2015, estive na Livraria Nove Sete no lançamento  do livro infantil: Nem borboleta, nem cobra, de autoria de Marco Haurélio. Naquela ocasião, a contadora de história Lucélia Borges prendeu a atenção de crianças de todas as idades ao contar a história que dá nome ao livro.

Lucélia Borges - contadora de histórias -abril/2015

Lucélia Borges – contadora de histórias -abril/2015

Percebi que ao narrar poeticamente a história, cria-se um laço  mágico entre o contador e os ouvintes, de modo a mantê-los unidos na palavra. Me atrevo a dizer que é a palavra a gênese da transformação em quem fala e, também naquele que ouve, ou seja: na comunicação de coração a coração por meio da história, da poesia que necessita da memória e do afeto para fazer e manter as conexões harmônicas entre as pessoas.

Observando cada um em seu estilo, se percebe que todos têm histórias para contar: quer sejam em forma de narrativas, canções, cantorias ou poesia. Cada um de nós é um contador de histórias e cada um traz uma carga de memória e afetividade na arte da comunicação humana.

Para finalizar e comemorar o DIA INTERNACIONAL DA POESIA recorro à página do Facebook do amigo Pedro Monteiro e tomo emprestado os versos  que ele fez para celebrar nesta data, e sua imagem entre os livros e os cordéis.

Em cada curva da estrada
Um balaio de alegria,
Ou abordo de um veleiro
No mar da sabedoria,
Pelo remanso da calma
Faz-lhe um afago na alma,
Erudição e poesia.

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

 

Acredito que é muito importante desenvolver o espírito poético e mantê-lo vivo frente às condições históricas atuais.  A Arte é o que nos mantém vivos e humanos.

Um super abraço!

Mulheres que (en)cantam

09/03/2016

cantantes

 

Estamos na semana de comemorações ao 8 de março,  Dia Internacional da Mulher. Esta data traz uma lembrança histórica muito trágica, uma vez que neste dia em 1857, morreram cerca de 130 mulheres carbonizadas, que foram trancadas numa fábrica de tecelagem, em Nova York, onde trabalhavam. Elas morreram lutando por reivindicar seus direitos. Como elas, muitas outras, em diferentes épocas, lugares e situações continuam dando (e doando) suas vidas para garantir o direito à Vida.

Há muito tempo nós, mulheres, lutamos  para conquistar e garantir direitos e seremos reconhecidas não apenas pelo esforço, mas principalmente pelo talento, criatividade e ousadia.

Hoje quero destacar algumas mulheres talentosas, criativas e ousadas que tive/tenho o prazer de conhecer. São artistas brilhantes e merecem ser (re)conhecidas e ouvidas.  São três mulheres de lugares diferentes, personalidades bem marcantes, trajetórias distintas e com uma qualidade em comum: o Amor à Arte e à Música.

Inicialmente, quero apresentar compositora e cantora pernambucana Maria Olívia, radicada no Rio de Janeiro, que com muita luta e criatividade encontrou na musa Música popular  seu ofício e sua razão de ser e de estar. Aqui destaco o frevo A dança da Onça, uma parceria com Dinho Athayde. Primeiro, destaco a composição:

 

A DANÇA DA ONÇA

Você precisa conhecer

O Mamulengo,Cavalo-Marinho

Cavalo de pau e o Boi-Bumbá.

Maracatu, Caboclinho,chame os seus amiguinhos pra gente brincar.

Menino da tarde nesse carnaval

Vamos fazer um passeio por Pernambuco

Ver Saci Pererê e a Cuca sair com o Bumba Meu Boi

Conhecer a turma do Rei Leão

Varrendo o chão pra Onça passarA dança da Onça, a trança da moça.

Enchendo a pança, a graça do palhaço.

Que enche a Praça pra nossa alegria

A banda passando cheia de folia

Chame as crianças pra gente dançar

A Ciranda de Lia, a nossa Lia de Itamaracá.
A Ciranda de Lia, a nossa Lia de Itamaracá.

 

Agora, convido a todos para ouvir  a canção:

O  segundo destaque é a piauiense, também radicada no Rio de Janeiro: Patrícia Mellodi, que compõe, canta e movimenta-nos com sua energia.   Aqui trago sua composição Faxina Geral.  Aqui, a composição:

Faxina Geral.

Vou fazer uma faxina
Botar a casa em ordem
Dar um geral
No meu coração
Vou dar um fim na poeira
Lavar com mangueira
A recordação
Descongelo a geladeira
Dou tudo o que é teu
Mudo a roupa de cama
Troco a cor das paredes
Eu armo uma rede
Acendo um incenso
Incendeio o colchão
Abro todas as janelas
Acendo uma vela
Faço uma oração
Pra santo antonio
E num babydoll de cetim
Pronta pra só dizer sim
Com a casa da alma lavada
Escancaro o portão

Que é pra ver se vem
Um novo amor
Que é pra ver se sou
Feliz outra vez

 

Agora, a música:

 

A terceira grande mulher  é a paulista Mônica Marianno, atriz, cantora e intérprete cuja caminhada é marcada pelo estudo, dedicação e também, como as demais, muita ousadia.  Ousadia é o ingrediente que tempera e qualifica a trajetória dessas mulheres maravilhosas.

Para encerrar esta postagem, destaco um clipe onde Mônica Marianno e a  HOT JAZZ CLUB nos encantam com uma bela performance da canção I Love Paris:

Um super abraço!

Uma tradição milenar à brasileira

29/02/2016

Está terminando fevereiro de 2016, um ano bissexto, que começou com intensa atividade, e este mês  começou  com a entrada do Ano Novo Chinês: o ano do Macaco.

Aqui em São Paulo se celebra o Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade, tradicional bairro da cultura japonesa e oriental na cidade. Estive lá para conhecer e receber as boas energias desse novo ano. Na visita ao bairro pude ver alguns painéis em uma pequena exposição que ilustravam a cultura chinesa:

ANO NOVO CHINÊS-01

ANO NOVO CHINÊS-02

As apresentações foram marcadas por cortejo com música, dragões e leões chineses, além de exibição de Artes Marciais. E o mais interessante é que praticamente todos os componentes são brasileiros vindos de diversos estados, e que têm muito  respeito e dedicação à tradição oriental.

ANO NOVO CHINÊS - 03

ANO NOVO CHINES ARTE MARCIAL

ARTE MARCIAL CHINESA

ANO NOVO CHINES DRAGAO

 

ANO NOVO CHINES DRAGAO 2

ANO NOVO CHINES2016

ANO NOVO CHINES CACHORRO

ANO NOVO CHINES BRANCO

ano novo chinês dragão vermelho

Muitas  pessoas foram às ruas do bairro da Liberdade para festejar a chegada de 4714, o ano do macaco, que começou em 08 de fevereiro de 2016 e vai até 27 de janeiro de 2017.

Foi uma experiência muito intensa e mágica que  merece ser vivenciada por quem está em São Paulo e aprecia a Arte e a Cultura, tanto do Brasil como do Oriente.

Um bom Ano Novo do Macaco para todos!

 

Zumbi dos Palmares: luta, liberdade e resistência

20/11/2015
Antônio_Parreiras_-_Zumbi_2

Quadro pintado em 1927 por Antonio Parreiras

 

Zambi – Edu Lobo (1965)

É Zambi no açoite, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi
É Zambi na noite, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi

Chega de sofrer, ei!
Zambi gritou
Sangue a correr
É a mesma cor
É o mesmo adeus
É a mesma dor

É Zambi se armando, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi
É Zambi lutando, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi

Chega de viver, ê
Na escravidão
É o mesmo céu
O mesmo chão
O mesmo amor
Mesma paixão

Ganga-zumba, ei, ei, ei, vai fugir
Vai lutar, tui, tui, tui, tui, com Zambi
E Zambi, gritou ei, ei, meu irmão
Mesmo céu, tui, tui, tui, tui
Mesmo chão

Vem filho meu
Meu capitão
Ganga-zumba
Liberdade
Liberdade
Liberdade
Vem meu filho
É Zambi morrendo, ei, ei, é Zambi
É Zambi, tui, tui, tui, tui, é Zambi
Ganga Zumba, ei, ei, ei, vem aí
Ganga Zumba, tui, tui, tui, é Zambi

 

Nesta postagem, minha intenção é destacar algumas expressões artísticas em torno do Mito:  Zumbi dos Palmares.

Zumbi dos Palmares é um símbolo de Luta pela Liberdade e Resistência para mantê-la.  Neste dia 20 de  Novembro, Dia da Consciência Negra, penso que a imagem de Zumbi vai  muito além, representando e inspirando todo aquele que não se deixa subjugar.

Comecei a postagem com a pintura, de 1927  do artista plástico carioca Antonio Parreiras. Em seguida, trouxe a letra-canção de Edu Lobo, pois acredito que traduz bem a história de Zumbi. Ouçamos a música:

 

Em termos de sétima arte, pode-se destacar o clássico: Ganga Zumba, filme de 1964, produzido por Cacá Diegues  com destaque para interpretação de Antonio Pitanga. Ainda de Cacá Diegues, em 1984, em uma co-produção francesa, temos o filme Quilombo. Neste filme temos um fabuloso elenco com: Zezé Motta, João Nogueira,  Grande Otelo, Antônio Pitanga e uma rica constelação de  artistas. E o melhor é que ainda podemos assistir na íntegra pelo YouTube:

 

Terminando com mais  música:  a  composição Zumbi de Jorge Ben Jor na interpretação de Caetano Veloso:

E por fim, vamos apreciar a canção  O Canto das Três Raças, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, com o próprio Paulo César.

O Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera e seu ambiente cultural

03/11/2015

BOSQUELEITURA PARQUE IBIRAPUERA

No domingo, dia 18 de outubro de 2015, estive presente na reinauguração do espaço que abriga o Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Era  um dia nublado, o que não impediu a celebração da reabertura do espaço, que foi marcado por diversos encontros e muitas leituras. Foi um dia marcado  por encontros e reencontros. No circularam muitos amigos, leitores, curiosos e também teve a presença de representantes da sociedade civil e da gestão municipal que reafirmaram seus compromissos e parcerias em prol o Bosque da Leitura.

Desde 1983 existe o espaço do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, e, claro, chega um momento em que toda construção merece uma reforma estrutural para continuar funcionando e acolhendo quem nela adentra.

Sou servidora municipal, mas antes sou cidadã e aprendiz, que mantém este blog pelo prazer de escrever, de Ser e Estar neste mundo, nesta cidade. Desta forma,  busco destacar o valor cultural que  tem o Bosque da Leitura.

É interessante ver um pouco como foi a mudança externa do local nos últimos anos, como era e como ficou a casa do Bosque. Para ilustrar, recorro a meus registros fotográficos de visitas feitas  desde 2013:

Em outubro de 2013:

bosque da leitura parque Ibirapuera1

Em outubro de 2014:

bosque da leitura parque ibirapuera2

Em outubro de 2015:

bosquedaleitura Parque Ibirapuera

Mas o dia foi marcado com atrações culturais  para comemorar a reabertura do espaço de leitura.

O grupo de Maracatu Cia Porto de Luanda  foi o primeiro a se apresentar, com muita animação e ritmos, envolvendo todos os espectadores. Vejam só:

maracatu cia porto de luanda1

maracatu cia porto de luanda3

O Maracatu é uma dança folclórica de origem afro-brasileira originada  em meados do século XVIII, e traz um forte componente da miscigenação musical das culturas portuguesa, indígena e africana. Esse cortejo musical despertou as atenções  de todos, inclusive das crianças, aguçando sua curiosidade e musicalidade:

maracatu cia porto de luanda2maracatu cia porto de luanda4

Mesmo com todo o agito musical, há ainda aqueles que conseguem concentrar-se em sua leitura e até fazer um crochê:

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um croche

A imensa área verde do Parque Ibirapuera é um convite para fazer um gostoso picnic, pois os espaços são muitos.  E foi isso algumas pessoas fizeram nos arredores do Bosque da Leitura. Detalhe: teve até artesanato…

pic nic no parque ibirapuera

Enquanto isso, dentro da casa do Bosque da Leitura a interação entre adultos e crianças acontecia permeada de gostosas leituras:

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E a comemoração da reinauguração continuava na área externa.

Logo após o grupo de Maracatu, o público foi muito bem servido com um espetáculo que mesclou o teatro e o circo. O espetáculo: A Jornada do heroi, com o artista Victor Abreu, prendeu a atenção de todos até seu final. Vejam:

circo1

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A última apresentação foi a dança interativa, com o grupo Zumb.Boys. A proposta do grupo é interferir e interagir com o público fazendo com que as pessoas escolham uma carta. A partir disso, se desenvolve a dança. Inicialmente o grupo saiu da área do Bosque da Leitura e percorreu alguns espaços do parque, onde puderam integrar o público. Interessante notar que em cada espaço o grupo aproveitava o que estava disponível para trazer tudo e todos ao universo da dança.  Vejam só:

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dança por correio2

dança por correio1

 E assim foi marcado a reabertura da casa do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Fica aqui o convite à leitura, à curtição do parque e tudo o que nele há disponível.

Vamos??

Um super abraço!