Archive for the ‘Memória’ Category

Comemorando o dia nacional da poesia

14/03/2017

Hoje, 14 de março, é comemorado o dia do livreiro e, por ser a data em que nasceu ANTÔNIO FREDERICO DE CASTRO ALVES, é celebrado o DIA NACIONAL DA POESIA.

Apesar de uma vida breve, pois viveu apenas 24 anos, o poeta Castro Alves teve uma intensa produção literária. Aos 17 anos fez suas primeiras poesias, linguagem na qual se tornou mestre com seus poemas líricos e heroicos. Foi consagrado aos 21 anos com a apresentação pública de Tragédia no Mar, que mais tarde ganhou o nome de Navio Negreiro. Seu trabalho literário defendia as causas morais, sociais, a abolição da escravatura e a república. 

Para comemorar e lembrar este dia, convido a todos para ouvir Caetano Veloso e uma parte do longo poema NAVIO NEGREIRO:

Mas…o que é poesia?

Segundo o Wikipédia “é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos ou críticos”.

Para mim é um modo de sentir a vida, com suas alegrias e seus pesares. A poesia está em todos os lugares, quer seja de forma luminosa ou lúgubre. Desde  minha adolescência,  vivo e sinto estas duas formas de poesia com  intensidade, que podem ser representadas no poema de Carlos Drummond: O amor bate na aorta

Cantiga de amor sem eira nem beira,
Vira o mundo de cabeça para baixo,
Suspende a saia das mulheres,
Tira os óculos dos homens,
O amor, seja como for, é o amor.
Meu bem, não chores, hoje tem filme de Carlito.
O amor bate na porta, amor bate na aorta,
Fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico, o amor ronca na horta entre pés de laranjeira
Entre uvas meio verdes e desejos já maduros.
Entre uvas meio verdes,  meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam a boca murcha dos velhos
E quando os dentes não mordem e quando os braços não prendem
O amor faz uma cócega, o amor desenha uma curva e propõe uma geometria.
Amor é bicho instruído.
Olha: o amor pulou o muro,o amor subiu na árvore em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue que corre do corpo andrógeno.
Essa ferida, meu bem às vezes não sara nunca, às vezes sara amanhã.
Daqui estou vendo o amor irritado, desapontado, mas também vejo outras coisas:
Vejo beijos que se beijam, ouço mãos que se conversam e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas que não ouso compreender…

Carlos Drummond de Andrade

Destaco aqui dois poetas contemporâneos: José Ivanilson e Marco Haurélio.

De José Ivanilson:  Alma da palavra

 

Palavra

Noiva do vento

Vai aonde almeja ir

 

Fio da palavra

Perseguir

Labirinto

Rumo certo

Descobrir

 

Mistério da criação

Do coração

 

O mistério do amor

E da paixão

 

Se a dor de viver

É de matar

Monstro do labirinto

Vencerá

 

Conquistar o amor

Reaver bem-querer

 

A quimera

Que era outrora

Imaginária

 

Ora é fera

Que devora

Toda a era

 

Nova Era

Vem da Era

Que evapora

 

Toda espera

Gera o coração

Do agora

 

Ao verão

A primavera

Chora

 

Ao outono

Entrega o céu

E vai embora

 

Ao inverno

A primavera

Espera

 

Ao outono

O inverno é

abandono

 

A palavra salva alma

Quando a aura é clara

 

A palavra clara salva a aura d’alma

Aura clara salva alma da palavra

 

Salva alma clara aura da palavra

A palavra alma salva aura clara

 

A palavra salva alma clara aura

Aura da palavra salva alma clara

 

Alma da palavra clara salva aura


José Ivanilson

 

Do poeta Marco Haurélio: Alegoria

 

Por uma estrada comprida

Vão a Verdade e a Mentira.

Uma afirma e a outra nega,

Uma põe e a outra tira.

 

Ao lado de ambas caminha

Uma intrusa, a Falsidade.

Esta, apontando a Mentira

Diz se tratar da Verdade.

 

A Justiça ainda tenta

A Verdade defender,

Mas, com os olhos vendados,

Bem pouco pode fazer.

 

A Razão também procura

Algum esclarecimento,

Porém Razão sem Justiça

É mesa sem alimento.

 

A Verdade, atordoada,

Segue o estranho comboio.

Assim joio vira trigo,

E trigo torna-se joio.

 

Só mesmo o Tempo responde

Algumas velhas questões,

Porém o tempo do Tempo

Não cede às vãs ilusões.

 

Quem, sem Razão, não dissipa

As névoas da Falsidade

Vê na Verdade a Mentira

E na mentira a Verdade.

 

E assim, na Estrada da Vida,

Seguem, sem achar o chão,

A Falsidade, a Mentira,

A Justiça e a Razão.

 

Para terminar, me atrevo a compartilhar o meu acróstico:

 

Meu dia começa

Assim com

Risos, cores

Gotas de alegria

Acontecendo pela poesia

Rondando minha vida

Encantando

Tudo o que vivemos

Elevando nossa alma.

 

Encontros e Memórias no dia Internacional da Mulher

08/03/2017

Neuza em tarde de autógrafos

Neuza Guerreiro de Carvalho, conhecida também como vovó Neuza,  aos 86 anos  inspira e respira Memória. Ela promove encontros e cria oportunidades para o resgate de memórias.

Tive a oportunidade de encontrar Neuza  em abril de 2004, e desde então tivemos muitos e diversos encontros onde  compartilhamos muitas memórias.

Em um desses encontros, em dezembro de 2014, tive a oportunidade de estar presente no lançamento do livro: A Glette, o Palacete e a Universidade de São Paulo. Este livro tem vários organizadores, entre eles Neuza , que  escreve o terceiro e o décimo capítulo.

Aquele dia foi mais que um encontro para lançamento do livro. Foi a celebração e a realização de um projeto que teve alguns percalços enquanto estava sendo elaborado, mas que com a persistência de um grupo coeso, conseguiu chegar em sua finalização. Para mim foi um momento de intensa emoção, e tenho certeza de que também foi para Neuza.

Margarete e Neuza: um encontro afetivo

Neuza se considera e se denomina uma “Glettiana”.  No período de 1948 a 1951, Neuza fez o curso de História Natural pela FFCL-USP-FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.  Naquela época esse curso da Universidade de São Paulo funcionava  em um palacete de moradia – O Palacete Glette.  Para saber mais sobre esta fase da Universidade de São Paulo, além de outras histórias do Palacete da Glette,  convido vocês  a acessar o link  Blog da Vovó Neuza.

O livro reúne as histórias, lembranças e memórias de um grupo de amigos e ex-alunos ( hoje professores da USP) que estudaram em algum momento no antigo Palacete da Glette. É um livro que visa resgatar uma parte da história da Universidade de São Paulo sob a narrativa daqueles que por lá passaram.

A Universidade que formou a bióloga Neuza Guerreiro de Carvalho, hoje, 08 de maio de 2017, a  recebe para ministrar aulas na Universidade Aberta à Terceira Idade. Neuza prefere dizer que são encontros, pois são mesmo. Segundo ela: “São os ENCONTROS DE RESGATE DE MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA.  Não gosto da palavra ‘OFICINA’, embora de uso corrente. (…) Também não gosto de ‘WORKSHOP’, porque é palavra importada. Adotei para mim ‘ENCONTROS’. que diz bem o que faço.”

Neste dia Internacional da Mulher, Neuza vai reunir, ou melhor: encontrar com pessoas acima dos 60 anos para o “Encontro de Resgate de Memória Autobiográfica”, cujos objetivos são: “propiciar o resgate da memória buscando lembranças esquecidas com abordagem em uma filosofia, enfoque e caminhos próprios.  E também registrar esse resgate”.

Neuza vem trabalhando com Memória há muito tempo, sempre buscando estudá-la de várias formas, como: histórias de vida, histórias de família, histórias coletivas e resgate de Memória pessoal. Ela escreve sobre a história de sua família desde 1997 e já participou do Museu da Pessoa, onde trabalhou e conviveu com profissionais realizando entrevistas, transcrevendo e editando as Histórias de Vida.

Deixo aqui registrado meu respeito e admiração por esta mulher, pois sempre que vou visitá-la, faz questão de compartilhar comigo suas histórias, sua cultura, sua memória e, principalmente sua afetividade.

E hoje, neste dia Internacional da Mulher, destaco esta mulher, mãe, avó e profissional que já traz em sua identidade um sobrenome duplamente forte: Neuza Guerreiro de Carvalho.

Finalizo este post compartilhando um  vídeo onde Neuza fala sobre este trabalho. Vejam só:

Um super abraço!

Como é bom ser criança!

12/10/2016
elena-salnikova-1970

            Pintura de Elena Salnikova (1970)- artista russa.

Começo esta postagem com a pintura da artista russa Elena Salnikova, onde ela retrata  a delícia da infância e do brincar.

Nos últimos dias tenho postado uma série de fotografias  na minha página no Facebook que intitulei: Como é bom ser criança! E é bom demais mesmo!

Hoje sabemos que os recursos tecnológicos nos oferecem muitas possibilidades, além de, em alguns casos ‘aprisionar’ o usuário do recurso ou programa. Daí a necessidade de recordar e estimular as coisas simples da vida e da infância, como curtir os parques, brincar nos balanços e gangorras, aproveitar o dia de sol, curtir o calor em uma piscina plástica, apreciar a natureza e desfrutar dela, enfim existe uma infinidade de atividades que podem e devem ser estimuladas em nossos filhos, em nossas crianças.  Penso que isso vai agregar muitos valores na formação de nossos pequenos.

Escolhi algumas fotografias onde meu filho Ulisses vive e descobre outras brincadeiras.

Compartilho nas fotografias abaixo sua vivência com primos em Umbuzeiro, na Paraíba.

bolinha de gude

Aprendendo a jogar bolinha de gude

Dentre as muitas brincadeiras que o pequeno Ulisses gosta, destaco a curtição em brinquedos no parque onde o convívio com outras crianças completa sua alegria.

no-parque

Brinquedos no Parque

O balanço é um dos brinquedos preferidos:

ulisses-no-balanco

Balanço- Ulisses em seu pequeno voo

Outro dia, em visita à casa de sua madrinha Ulisses e o papai Ivanilson adentraram no quintal e foram  colher  jabuticabas. O pequeno apreciou o sabor da fruta direto da fonte:

colhendo jabuticabas

Colhendo comendo jabuticabas

Quando o verão chega, a diversão é curtição é se refrescar em uma pequena piscina:

na-piscina

Curtindo o calor

Enfim, é sempre bom estimular outras brincadeiras e viver plenamente a infância.

Um feliz dia das crianças!!

Um super abraço!

Literatura de Cordel: memória, afetividade e contação de histórias

21/03/2016

Faz muito tempo que aprecio e divulgo, sempre que há oportunidade, a Literatura de Cordel, a poesia e contação de histórias. Nestes últimos dias, percebi que as artes literárias tiveram algumas comemorações: o dia Internacional do Contador de Histórias, no dia 20 de março, e o dia 21 de março é o dia mundial da poesia.

O dia Internacional do Contador de Histórias, 20 de março, foi criado em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. Já o dia Mundial da poesia foi  criado em 1999 pela UNESCO,  com o objetivo de estimular a produção e celebrar a poesia como forma de arte em todo o mundo.

No último sábado, dia 19 de março, tive a honra de ser convidada pelo amigo, pesquisador, cordelista e escritor Marco Haurélio para assistir sua palestra: Literatura de Cordel: memória e afetividade. A palestra integrou o I Colóquio  A Contação de Histórias como contribuição à Neuroeducação, que aconteceu no Colégio Passionista, na Zona Norte de São Paulo.

Palestra Marco Haurelio

Palestra Marco Haurélio no Colégio Passionista

Durante sua apresentação, que foi permeada de histórias contadas por meio do cordel, tive vários flashes de memória de quando conheci o Marco Haurélio e do período vivido como estudante de Pedagogia. Naquele período, principalmente no ano de 2008, eu estava pesquisando  para elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso, que teve o tema: Literatura de Cordel – percorrendo os caminhos da poesia.

Como servidora municipal tive a oportunidade de trabalhar nos espaços do Bosque da Leitura e assistir a diversas apresentações de  contadores de histórias, poetas, músicos, cordelistas e  repentistas.

Vanessa Castro - Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

   Vanessa Castro – Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

 

Débora kikuti-maio/ 2009- Bosque da Leitura Parque Jardim da Luz

   Débora Kikuti-maio 2009- Bosque da Leitura Pq Jd. da Luz

 

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

 

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

 

Cordelista João Gomes de Sá-SET 2012-Bosque da Leitura Parque Toronto

Cordelista João Gomes de Sá -SET/2012-Bosque da Leitura Parque Cidade de  Toronto

Tive a oportunidade de ouvir a incrível contadora de histórias Andrea Sousa, contando e encantando  histórias para crianças crescidas, na Semana do Servidor Público, em outubro de 2014, na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Andrea Sousa - out/2014 Semana do Servidor

       Andrea Sousa – out/2014-Semana do Servidor-SMDHC

Atualmente algumas livrarias promovem contação de histórias, como é o caso da Livraria Cortez, no bairro de Perdizes, e a  Livraria Nove Sete, na Vila Mariana.

A Livraria Cortez, dentre outras atividades, abre suas portas para encontros com poetas, escritores, contadores de histórias, além de periodicamente promover no mês de agosto o evento Cordel na Cortez. Aqui, um pequeno registro por ocasião do lançamento do livro infanto juvenil, de Marco Hauélio: Os doze trabalhos de Hércules, com belíssimas ilustrações de Luciano Tasso. Neste dia, 12 de abril de 2012, também aconteceu uma bonita contação de histórias com o TEATRO DE GAIA .

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Contação de história na livraria cortez 04-2014

            Contação de história na Livraria Cortez 12/04/2014

No ano passado, em abril de 2015, estive na Livraria Nove Sete no lançamento  do livro infantil: Nem borboleta, nem cobra, de autoria de Marco Haurélio. Naquela ocasião, a contadora de história Lucélia Borges prendeu a atenção de crianças de todas as idades ao contar a história que dá nome ao livro.

Lucélia Borges - contadora de histórias -abril/2015

Lucélia Borges – contadora de histórias -abril/2015

Percebi que ao narrar poeticamente a história, cria-se um laço  mágico entre o contador e os ouvintes, de modo a mantê-los unidos na palavra. Me atrevo a dizer que é a palavra a gênese da transformação em quem fala e, também naquele que ouve, ou seja: na comunicação de coração a coração por meio da história, da poesia que necessita da memória e do afeto para fazer e manter as conexões harmônicas entre as pessoas.

Observando cada um em seu estilo, se percebe que todos têm histórias para contar: quer sejam em forma de narrativas, canções, cantorias ou poesia. Cada um de nós é um contador de histórias e cada um traz uma carga de memória e afetividade na arte da comunicação humana.

Para finalizar e comemorar o DIA INTERNACIONAL DA POESIA recorro à página do Facebook do amigo Pedro Monteiro e tomo emprestado os versos  que ele fez para celebrar nesta data, e sua imagem entre os livros e os cordéis.

Em cada curva da estrada
Um balaio de alegria,
Ou abordo de um veleiro
No mar da sabedoria,
Pelo remanso da calma
Faz-lhe um afago na alma,
Erudição e poesia.

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

 

Acredito que é muito importante desenvolver o espírito poético e mantê-lo vivo frente às condições históricas atuais.  A Arte é o que nos mantém vivos e humanos.

Um super abraço!

Zumbi dos Palmares: luta, liberdade e resistência

20/11/2015
Antônio_Parreiras_-_Zumbi_2

Quadro pintado em 1927 por Antonio Parreiras

 

Zambi – Edu Lobo (1965)

É Zambi no açoite, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi
É Zambi na noite, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi

Chega de sofrer, ei!
Zambi gritou
Sangue a correr
É a mesma cor
É o mesmo adeus
É a mesma dor

É Zambi se armando, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi
É Zambi lutando, ei, ei, é Zambi
É Zambi tui, tui, tui, tui, é Zambi

Chega de viver, ê
Na escravidão
É o mesmo céu
O mesmo chão
O mesmo amor
Mesma paixão

Ganga-zumba, ei, ei, ei, vai fugir
Vai lutar, tui, tui, tui, tui, com Zambi
E Zambi, gritou ei, ei, meu irmão
Mesmo céu, tui, tui, tui, tui
Mesmo chão

Vem filho meu
Meu capitão
Ganga-zumba
Liberdade
Liberdade
Liberdade
Vem meu filho
É Zambi morrendo, ei, ei, é Zambi
É Zambi, tui, tui, tui, tui, é Zambi
Ganga Zumba, ei, ei, ei, vem aí
Ganga Zumba, tui, tui, tui, é Zambi

 

Nesta postagem, minha intenção é destacar algumas expressões artísticas em torno do Mito:  Zumbi dos Palmares.

Zumbi dos Palmares é um símbolo de Luta pela Liberdade e Resistência para mantê-la.  Neste dia 20 de  Novembro, Dia da Consciência Negra, penso que a imagem de Zumbi vai  muito além, representando e inspirando todo aquele que não se deixa subjugar.

Comecei a postagem com a pintura, de 1927  do artista plástico carioca Antonio Parreiras. Em seguida, trouxe a letra-canção de Edu Lobo, pois acredito que traduz bem a história de Zumbi. Ouçamos a música:

 

Em termos de sétima arte, pode-se destacar o clássico: Ganga Zumba, filme de 1964, produzido por Cacá Diegues  com destaque para interpretação de Antonio Pitanga. Ainda de Cacá Diegues, em 1984, em uma co-produção francesa, temos o filme Quilombo. Neste filme temos um fabuloso elenco com: Zezé Motta, João Nogueira,  Grande Otelo, Antônio Pitanga e uma rica constelação de  artistas. E o melhor é que ainda podemos assistir na íntegra pelo YouTube:

 

Terminando com mais  música:  a  composição Zumbi de Jorge Ben Jor na interpretação de Caetano Veloso:

E por fim, vamos apreciar a canção  O Canto das Três Raças, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, com o próprio Paulo César.

O Trenzinho do Caipira e do Nicolau

15/10/2015

Ainda na temática infantil, no dia das crianças me lembrei de um episódio que aconteceu  em maio de 2014, quando o Ulisses trouxe um livro do CCI (Centro de Convivência Infantil) 13 de Maio, no Projeto de Leitura.

No Projeto de Leitura, que tinha a orientação e condução da professora Ana Flávia, as crianças  escolhiam um livro, que era lido em sala para elas. Depois o livro escolhido é levado para casa pela criança para que aconteça uma interação com a família, ou seja: a criança ‘conta’, à sua maneira,  a história para seus pais/responsáveis e ou irmãos,  ou ainda os pais podem ler com e para a criança.

Em maio o Ulisses escolheu o livro: O Trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha. Ulisses estava tão empolgado que começou a ler no caminho da escola para casa.  Chegando em casa o pequeno Ulisses pediu para que eu  lesse/contasse a história.

Livro: O trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha

Livro: O trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha

Enquanto eu lia, muitas imagens e lembranças passavam na minha cabeça. Lembrei da música: O trenzinho do Caipira,nas suas versões orquestrada, pois é a Bachiana nº 2 de Villa Lobos; depois,  a versão cantada que tem como letra o poema de Ferreira Gullar. Na versão cantada, existem várias interpretações com grandes e bons intérpretes da MPB.

Depois da leitura, foi a vez apresentar a letra, o som e o vídeo ao pequeno  heroi.  Inicialmente, declamei o poema de Ferreira Gullar , escrito em 1976:

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar

Depois da poesia do Ferreira Gullar, chegou o momento de apresentar a música. Procurei no You Tube e achei um vídeo muito simples e artesanal, com a música orquestrada:

Em seguida, mostrei  um vídeo em preto e branco, bem singelo, com a versão cantada por Adriana Calcanhoto:

Depois  de ver o vídeo algumas várias vezes, Ulisses resgatou um pequeno trenzinho que estava ‘escondido’ no fundo do seu  baú de brinquedos, e por algum tempo, ficou curtindo seu brinquedo, esquecendo um pouco os ‘tradicionais’ carrinhos.
Ulisses e o trenzinho

Ulisses e seu trenzinho

Vocês não conhecem  “O Trenzinho do Nicolau” ?
Então escutem uma criança contar a história:

Ainda nesta viagem de trem, lembrei da interpretação de Maria Bethania do Trenzinho Caipira, onde ela faz uma inserção de poesia ” Trem de Alagoas”, do pernanbucano Ascenso Ferreira.
Convido a todos a conhecer esta poesia por meio da bela declamação do grande Paulo Autran:

 O mais interessante nessa viagem  é poder perceber que a escolha de um livro pela criança, pode nos possibilitar outros voos:  na música, na poesia e na história.É interessante notar que tudo isso acontece no universo da educação infantil, que conta com o  profissionalismo e planejamento de bons professores.
Aqui fica o agradecimento de uma mãe no dia dos Professores, ao profissionais que conseguem,  a partir de um livro, de uma leitura,  inserir  e oferecer outros contextos e linguagens às crianças.

No Centro de Convivência Infantil que o pequeno Ulisses frequentou, no bairro da Bela Vista, desde o primeiro ano de vida até os 3 anos e meio, contou com professores atenciosos e dedicados. Profissionais de primeira grandeza, que merecem respeito e reconhecimento de todos e, principalmente, das autoridades/gestores municipais que têm uma grande dívida para com os Professores.

A todos os Professores fica nosso carinho e nossos agradecimentos neste e em todos os dias!

Um super abraço!

Infância e memórias no dia das crianças

12/10/2015
Brincar, brincar e brincar

Brincar, brincar e brincar

 

Para todos aqueles que têm filhos, todo dia é dia da criança.

O dia 12 de outubro é um feriado muito bem vindo, pois é um dia para curtir mais ainda nossas crianças, com o que elas mais gostam: brincar.

O meu pequeno Ulisses gosta e muito de brincar, seja sozinho ou acompanhado.

Se estiver acompanhado (o que é muito melhor) as brincadeiras  são muitas, e se estiver sozinho,  ele cria e recria de múltiplas formas.

Hoje resolvi ilustrar o dia das crianças com um registro fotográfico  onde uso diversos filtros nas fotografias.

Algumas das brincadeiras preferidas:

Ulisses jogando bola com os amigos.

Jogando bola

Ulisses e os amigos jogando bola

 

Quando está sozinho, inventa seus trajetos com seus carrinhos.

Slide4

Brincar de carrinho

 

Quando está com os primos, inventam histórias e aventuras com carrinhos e bonecos.

Brincar com carrinhos e criar outras histórias e brincadeiras

Brincar com carrinhos e criar outras histórias e brincadeiras

 

Depois que ganhou a bicicleta, nos primeiros meses foi uma curtição intensa.

Pedalando com o papai fazendo cooper

Pedalando com o papai fazendo cooper

 

Os espaços de playground são muitos aproveitados, principalmente se tem outras crianças para inventarem suas brincadeiras.

 

Brincando no Play

Brincando no Play

Nos parques e playgrounds os balanços são os preferidos da criançada, principalmente se tem alguém que os balance.

 

Curtindo um balanço com os amigos

Curtindo um balanço com os amigos

 

Ulisses gosta muito de bolhas de sabão, principalmente de ir atrás delas e estourá-la.

Curtindo bolhas de sabão

Curtindo bolhas de sabão

 

Outro dia, ele começou a juntar algumas caixas e brinquedos e improvisou sua ‘bateria’ e fez o seu som.

 

Brincando com uma bateria improvisada

Brincando com uma bateria improvisada

 

Uma das ‘brincadeiras’ que ele fez foi ‘roubar’ a cena do palco, onde o papai Ivanilson foi tocar. Pegou o microfone e foi o centro das atenções (claro!).

 

Brincando com o microfone

Brincando com o microfone

 

Há pouco tempo descobriu o skate.

Descobrindo o skate

Descobrindo o skate

Depois de passar o dia todo brincando e curtindo muito, chega o momento onde a atividade repousa, e o sono é a melhor ‘brincadeira’ pois vai repor suas energias para o dia seguinte.

 

Soninho renovador

Soninho renovador

 

Um grande dia das crianças para todas as crianças.

Super abraço!

 

 

Alguns momentos em São Paulo

24/01/2013

Neste dia 25 de janeiro de 2013, São Paulo faz 459 anos. Mas este post não é para falar da programação comemorativa, pois há muitos outros veículos que dão conta, basta acessar aqui, ou aqui também. Hoje vim destacar alguns momentos que tenho vivido na e com a cidade.

Creio que minha relação com a cidade de São Paulo começa no dia do meu nascimento. Quando eu nasci, São Paulo estava completando 415 anos. Pois é, nasci no mesmo dia desta cidade, embora tenha nascido em outro Estado, em Alagoas. Minha família  migrou  para cá quando  eu era  muito pequena, passou uma temporada e, depois retornou a Alagoas. Porém quando eu  estava com  9 anos de idade, fixamos moradia nesta metrópole até os dias de hoje.

Em São Paulo, frequentei o Colégio Olga Ferraz, onde cursei até a 2ª série (hoje seria o 3º ano). Na época em que estudei, o colégio era da rede estadual e nos anos de 1990 passou para a rede particular. Destaco aqui o registro fotográfico atual (2012) da escola que frequentei: o Colégio Olga Ferraz, que fica na Av. Francisco Matarazzo, ao Lado do Parque da Água Branca:

colégio olga ferraz1

Foto: Margarete Barbosa

colégio olga ferraz2

Foto: Margarete Barbosa

Muitas “águas rolaram” e, em 2009, concluí o curso de Pedagogia na Universidade São Judas Tadeu, localizada no bairro da Móoca:

Universidade São Judas

Foto: Margarete Barbosa

Durante o primeiro ano do curso de Pedagogia (2006), visitamos o Centro Histórico, sob a orientação do professor Dr. Paulo de Assunção, um pesquisador e profundo conhecedor do Centro Histórico. Vale destacar que em 2012, o professor Paulo de Assunção foi  um dos vencedores do 54º Prêmio Jabuti, na categoria Turismo e Hotelaria, pois é de sua autoria o livro História do Turismo no Brasil entre os séculos XVI e XX.

Na visita ao Centro Histórico, passamos por diversos locais e, claro, estivemos na Praça da Sé e na Catedral. Revendo um trabalho que fizemos (eu e meu grupo) após a visita, retiro um parágrafo sobre a Catedral da Sé:

O professor comentou que o projeto de se ter uma igreja Central remonta de 1580. A pedra fundamental é de 1588. No séc XIX havia uma pequena igreja e no séc XX já se projetou construir uma catedral, como proposta urbanística da cidade. Ele fez referências a edifícios que já não existem mais, como por exemplo, o Teatro São José que foi destruído num incêndio. A construção da Catedral da Sé teve início em 1913 e foi concluída em 1954. Passou por reformas, sendo a última no período de 2000 a 2002. O projeto arquitetônico é de Maximiliano Hell, arquiteto que idealizou a catedral de Santos. Seu estilo se reporta à arquitetura gótica das igrejas alemãs. O professor esclarece que até o ano 1000 as igrejas eram escuras com poucas janelas, devido às guerras ocorridas na Europa. Após o ano 1000 “Deus é Luz”, então as igrejas passam a ter mais janelas e vitrais, permitindo a luz entrar no interior. Os vitrais são importantes para favorecer a iluminação e também para mostrar uma narrativa bíblica. A catedral gótica possui várias rosáceas, nos fundos e na frente, e suas torres apontam para o céu, procurando alcançá-lo. Na Catedral da Sé o professor se deteve em uma minuciosa exposição sobre a formação e arquitetura da Catedral.

A seguir, trago algumas fotos da Praça da Sé e da Catedral. Gostaria de esclarecer que as quatro fotos a seguir não são de minha autoria. Elas foram compartilhadas pela Coordenação do Curso de Pedagogia, na época (2006) foi a equipe da Professora Cristina Maria Salvador que fez o registro fotográfico:

Igreja da Sé

Catedral da Sé

vitrais da Catedral Sé 1

Vitral no interior da Catedral Sé

vitrais da Catedral da Sé 2

Vitral no interior da Catedral Sé- detalhe no desenho inferior retratando o Pateo do Colégio

interior e vitrais da Catedral da Sé

Interior e vitrais da Catedral da Sé

No dia 25 de janeiro de 2008, visitei o Edifício Altino Arantes e sua Torre do Banespa. Na fotografia abaixo, temos  o edifício e a Torre do Banespa vistos do terraço do Edifício Sampaio Moreira:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Do alto da Torre do Banespa podemos ver a cidade. Abaixo, a vista aérea do Pateo do Colégio:

 vista aerea do pateo do colégio 25 jan 2008

Foto: Margarete Barbosa – 25 de janeiro de 2008

Na foto aérea abaixo podemos ver entre os grandes edifícios a Catedral da Sé:

0001 vista aerea do centro-pça da sé 25 jan 2008

Foto: Margarete Barbosa – 25 de janeiro de 2008

Ao descer da Torre do Banespa, precisamos  parar e dar passagem para um passeio ciclístico que estava acontecendo no Centro Velho, vejam abaixo:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Atualmente existe a World  Bike Tour, que este ano está na sua 4ª edição e também a São Paulo Bike Tour. Vale a pena conferir.

No ano seguinte, em 25 de janeiro de 2009, quando me encontro no Parque Jardim da Luz, vejo um importante evento cultural em comemoração ao aniversário da cidade. Tal evento foi organizado pela Prefeitura, Governo do Estado e a Rede Globo. O seu início aconteceu no coreto do Jardim da Luz:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto:Margarete Barbosa

Foto:Margarete Barbosa

Este evento comemorativo conseguiu levar o público do Parque da Luz até  a Estação Pinacoteca (antigo Prédio do DOPS), pois lá o espetáculo continuaria com outro cenário. Na fotografia abaixo, o público se deslocando até a Pinacoteca. O edifício branco,  ao fundo é a Estação Júlio Prestes :

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

São Paulo também tem muitas outras faces. Em outubro de 2010 fiz uma visita a um edifício que é considerado o “avó dos arranhacéus”  o Edifício Sampaio Moreira, que fica na Rua Líbero Badaró. Este só foi superado em 1929, quando foi inaugurado o  Edifício Martinelli. Neste dia, eu estava na companhia de uma pessoa que nasceu e ama muito a cidade de São Paulo: Neuza Guerreiro de Carvalho. Conheço Neuza desde 2004 e,  desde então, construímos uma amizade muito forte; a conheci numa oficina de Memória, ministrada por ela, e talvez tenha sido naquele momento que reativei minhas próprias memórias e aprendi a valorizar a Memória. Na fotografia abaixo, registrei  Neuza no interior do Edifício Sampaio Moreira:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Nas fotografias seguintes, Neuza está no terraço do Sampaio Moreira. Na primeira fotografia podemos ver a Torre do Banespa, e na segunda, vemos os pórticos do terraço :

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Ainda neste dia, registrei no terraço,  o Theatro Municipal de São Paulo, que estava ainda em sua última reforma:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Neuza Guerreiro de Carvalho tem um Blog onde ela faz vários registros e muitos falam de seu amor e de sua vida em São Paulo, é o Blog da Vovó Neuza, para acessar é só clicar aqui.

Nas minhas andanças tenho visto na cidade imagens bem interessantes, como por exemplo as que fotografei no metrô Bresser, em 2007.  Nas fotografias se pode ver o símbolo do  Taoísmo  que representa o Yin e o Yang,  Deem só uma olhadinha:

metrô bresser 01

Foto: Margarete Barbosa

metrô bresser 02

Foto: Margarete Barbosa

metrô bresser

Foto: Margarete Barbosa

Outra imagem interessante é a deste gatinho, no jardim do Metrô São Bento, na entrada pelo Vale do Anhangabaú:

gatinho do metrô são bento

Foto: Margarete Barbosa

As andanças por São Paulo continuam, mas vou terminando o post por aqui.São muitos os registros, os momentos e múltiplos olhares. Encerro com duas imagens: a primeira é de  uma  bailarina no Centro Cultural Banco do Brasil, naquele dia ainda tinha a Exposição dos Impressionistas (setembro 2012), e enquanto o público externo enfrentava uma mega fila para entrar, a bailarina  encantava o público interno com sua arte. A segunda imagem nos tranquiliza nesta cidade que não para. É uma imagem de uma pequena fonte numa galeria da Rua Augusta, em frente ao Espaço Itaú de Cinema:

bailarina no ccbb

Fotos: Margarete Barbosa

fonte Rua Augusta

Foto: Margarete Barbosa

Parabéns, São Paulo pelos seus 459 anos!

Coisas boas da vida

31/12/2012
coisas boas da vida

Imagens sobrepostas do Clip “Não custa nada” (Música em Família)

O ano de 2012 já está no fim. Muitas coisas aconteceram e não registrei, aqui no blog, por diversos  motivos: alguns justificáveis, outros nem tanto. Mas, como manda a tradição de final de ano: renovamos nossas promessas, renovamos nossos sonhos, planejamos novos acontecimentos e projetamos mudanças  de vida, e na vida.

Neste ano me ocupei bastante com o Facebook, onde reencontrei pessoas e amigos que há muito tempo não via; mantive contato com amigos que moram em outros países,  conversei e ‘palpitei’ nos posts de ex-professores (que se tornaram bons amigos),  reforcei os laços com os amigos que já tinha, enfim, a minha rede aumentou bastante.

Também viajei, fui visitar familiares na Paraíba, em Campina Grande, João Pessoa e Umbuzeiro, em outubro. Isso é uma coisa muito boa: rever amigos e parentes, visitar outros lugares e apreciar a beleza da vida e das relações.

Este 2012 foi o ano de alguns centenários, como Nelson Rodrigues, Jorge Amado e Luiz Gonzaga. A região Nordeste em peso, lembrou e comemorou  o centenário de Luiz Gonzaga. Aqui no Sudeste também, principalmente em comemoração às festas juninas. Muitas escolas e organizações sociais (vi em algumas que visitei) desenvolveram projetos com  essa temática. Em Campina Grande visitei um bonito monumento em homenagem a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Vejam nas fotos:

homenagem a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro

Monumento em homenagem a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro-  Açude Velho – Campina Grande

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O meu encontro com Luiz Gonzaga

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O encontro de  Ivanilson e Ulisses com o pandeiro do Jackson

Ainda na Paraíba, visitamos a cidade de Umbuzeiro, onde nasceu meu marido. Lá, outra coisa boa da vida foi uma visita a amigos, em seu pequeno sítio, onde meu filho Ulisses teve contato pela primeira vez com alguns animais, como cavalos, porcos, vacas, cabras… olhem só:

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Neste passeio em Umbuzeiro uma coisa muito boa foi acordar ao som dos galos! O pequeno Ulisses nasceu na metrópole São Paulo. Um paulistano da gema, até aquele momento nunca ouvira o canto dos galos. Numa madrugada, acordou com muitos galos cantando no quintal de casa e dos quintais vizinhos. Ele ficou ouvindo com  muita curiosidade e atenção, e só após um certo tempo, voltou a dormir. Creio que foi o momento mais marcante daquela viagem para o pequeno nascido na ‘cidade grande’.  Na foto abaixo um dos galos cantantes que, de manhã, estava passeando pelo quintal da Vovó Lala.

3-11-12-galo

Entre as coisas boas da vida estão os encontros, e neles podemos desfrutar da Presença e da companhia daqueles que amamos e nos amam. Abaixo o registro do encontro de gerações:

Abaixo, o neto e a vovó Lala, em Umbuzeiro-Pb. Ainda ao fundo podemos ver umas das serras do Planalto da Borborema.

lala e ulisses

Na foto abaixo, minha mãe, Isaurina, eu e meu filho Ulisses:

com vovó3

Ainda no encontro de gerações, dois momentos com a minha querida amiga Neuza Guerreiro de Carvalho, a vovó Neuza. Neuza vem me acompanhando há algum tempo e tem participado de minha história de vida com muito carinho e atenção; acompanhou minha gestação, e fez questão de fazer o primeiro bolo de aniversário do Ulisses, e também o segundo; nas fotos abaixo, um registro do 1º ano do Ulisses, na companhia da amiga Jolanda Gentilezza, e, na foto em seguida,  o amigo Hélio nos brinda com sua presença:

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Antes desse encontro com Neuza, fizemos, em casa mesmo, um bolo de aniversário para o Ulisses com a presença de primos e afilhados.  Foi uma deliciosa celebração de dois anos do pequeno Ulisses:

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Ainda nos encontros festivos, lembro da querida Catarina Angeli, filha de minha amiga e astróloga Marilena Angeli. Neste 2012, estivemos  presentes em seu aniversário, um encontro muito  significativo e afetivo, pois vi Catarina nascer e crescer, e hoje, ela acompanha o crescimento do pequeno Ulisses:

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Entre os encontros significativos:  destaco a beleza infanto juvenil do encontro de meus dois afilhados: Yuri e Clara:

afilhados

Da última postagem até esta, passamos pela Primavera. Que maravilha de estação! Pude fazer pequenos registros de momentos lindos da Natureza, que nos oferece todos os dias coisas boas e que não custam nada. Precisamos contemplar e preservar apenas. Passando pelo Centro de São Paulo, entre as Ruas: São Bento, Líbero Badaró e Av. São João, pude contemplar a Natureza enfeitando e presenteando a  ‘Selva de Pedra’.  Olhem só as seguintes imagens:

primavera no centro

primavera no centro1

Ainda nesta Primavera, presencio a Vida alimentando a vida. Passando pela região central, na  passarela da Praça das Bandeiras, vejo, no meio do tronco de uma árvore, uns filhotinhos de passarinhos esperando que sua mãe lhes traga um pouco de alimento.  Olhem só a sequência de fotos:

Foto 1:pássaro01

Foto 2:pássaro02

Foto 3: pássaro03

A vida nos oferece muitas coisas boas, cabe a nós ver, apreciar e cuidar, deixando cada um  ser o que é, e promover o crescimento. Dentro dessa ideia, coloco novamente o pequeno Ulisses. Dessa vez ele foi flagrado fazendo arte, na sala de casa. Vejam a reação do pequeno:

ulisses fazendo arte

ulisses fazendo arte 02

Essa atividade ‘arteira’ para a criança é muito importante, quanto à parede….somente uma nova pintura que pode ser feita e refeita várias vezes, entretanto, esse momento não vai se repetir. É importante ter a noção de que eles, os filhos, crescem e ficam as saudades. Sempre lembro de um amigo que dizia: “Viva e deixe viver”… e creio que assim podemos curtir as coisas boas da vida.

Também tive muitos outros momentos bons e bonitos que não estão aqui, mas  todos muito significativos.

Dentre tantas postagens de amigos no Facebook, uma me chamou a atenção pela simplicidade e beleza: é a canção “Não custa nada”, letra e música de Paula Santisteban e Eduardo Bologna. Ela começa com os seguintes versos:

Eu descobri que as coisas boas da vida
são de graça,
não custam nada.
Eu descobri que o mundo inteiro
pode ser o meu jardim,
a minha casa.
O teu abraço
não custa nada.
Um beijo seu
não custa nada.
A boa ideia
não custa nada.
Missão cumprida
não custa nada.
E quando tudo parecer que está perdido
Dê uma boa gargalhada.

Compartilhei a postagem dessa canção e vi que tocou também a outras pessoas. O clipe é bonito e sensível. Vale a pena ver. Por isso, compartilho aqui também e convido  vocês a assistirem:

Desejo a todos um Ano Novo de muitas e muitas oportunidades e realizações!