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Parque Buenos Aires: a natureza, a arte e outras leituras

22/02/2017

PARQUE BUENOS AIRES

Domingo é dia de fazer muitos passeios com a família e amigos. Uma das opções pode ser encontrada no bairro de Higienópolis: o Parque Buenos Aires.  Este parque se localiza  entre a Avenida Angélica e as ruas Piauí, Bahia e Alagoas.

É interessante notar que a cidade de São Paulo mesmo com o excesso de edifícios,  oferece diversas opções de lazer e espaços abertos. Dentre as várias opções, temos muitos parques, os verdadeiros redutos arbóreos na metrópole.

parque-buenos-aires1

Ao entrar parque, pela Av. Angélica,  nos deparamos com manifestações explícitas  de criatividade: seja pelos stands de moda e design, atividades sustentáveis, e também  pela gastronomia que integram a Feira Cultural conhecida como Mercado Buenos Aires, juntamente com a delícia de ouvir música ao vivo.

No dia 12 de fevereiro, pude ver um pouco do trabalho de música popular brasileira da cantora Cris Vecchio e do violonista Sérgio Arruda. Um primor!

musica-no-parque-buenos-aires

Na apresentação de Cris Vecchio e Sérgio Arruda, o público podia escolher a música que mais gostasse. Bastava escollher no ‘varal musical’ dentre os grandes sucessos da MPB, do Samba e do Choro. Olhem só:

musica-no-parque-varal musical

Caminhando pelo parque podemos ouvir alguns pássaros, como periquitos, tico-ticos, pardais, o que traz uma sensação de tranquilidade e harmonia. Continuado a caminhada, encontramos algumas obras de arte, como por exemplo a escultura do  “Leão atacado”:

parque-buenos-aires- leão atacado

 Podemos ainda nos encontrar com Lasar Segall  e sua escultura ‘Emigrantes’:

Escultura de Lasar Segall

Emigrantes – Lasar Segall

Ainda podemos encontrar a escultura “Mãe”, de Caetano Fraccaroli (em 1965), em um único bloco de mármore, que fica no ponto mais alto do parque.

Mãe- Caetano Fraccaroli

“Mãe”, de Caetano Fraccaroli

Nos arredores da praça, onde fica a escultura Mãe, vi uma imagem inusitada. Duas geladeiras recheadas de livros.  Pois é: uma Geladeiroteca. Vejam:
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geladeiroteca-buenos-aires

O projeto  Geladeiroteca, tem como objetivo incentivar a leitura de forma gratuita, onde as pessoas podem ler, pegar emprestado e doar livros.  Segundo o site da prefeitura, o  parque já contava com  uma geladeira com alguns livros que foram doados por uma conselheira.  Mas a ideia se materializou por meio de uma parceria com a ONG  Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, no último dia 12 de outubro de 2016. Em uma das geladeiras existe uma informação que fala da origem dessa iniciativa e da Geladeiroteca Viva o Tom.Olhem só:

Geladeiroteca

 

Além disso, o Parque Buenos Aires abrirá seu espaço para outras trocas de leitura. No próximo dia 12 de março,  das 10h às 17h acontecerá o evento: Feira de Troca de Livros e Gibis 2017, da Secretaria Municipal de Cultura e do Sistema Municipal de Bibliotecas.

Vale a pena conferir toda essa atividade cultural ( e natural) no Parque Buenos Aires.

Bom passeio para todos!!

 

Ano Novo Chinês: o Ano do Galo

31/01/2017
Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade-SP

Ano Novo Chinês no bairro da Liberdade-SP

E começou o Ano Novo para a cultura chinesa no último final de semana, no dia 28 de janeiro.

Sabemos que o galo ao emitir seu canto é o sinal do amanhecer do dia  e do despertar.  Segundo a tradição chinesa, será um ano de onde muito trabalho e paciência serão o foco e as áreas de desenvolvimento são justiça, eficiência e organização.

É a segunda vez que participo da celebração do Ano Novo Chinês. E digo uma coisa: é uma energia maravilhosa!

Este ano, as apresentações de grupos do Bairro da Liberdade começaram cedo, em diversos locais da cidade. Eu tive a oportunidade de, no dia 26 de janeiro, encontrá-los no Metrô República. E vejam só: além das performances dos dragões e leões chineses, também teve apresentações de artes marciais:

 

Apresentação no Metrô República-SP

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No dia 28 de janeiro foi o momento de receber o Ano Novo Chinês na Praça da Liberdade, ao lado do Metrô  Liberdade. Foi um momento não só de concentração de muita gente, mas também de concentração de muita energia humana com a dos elementos chineses:

ANO NOVO CHINÊS

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Todo ano as apresentações atraem a atenção das pessoas de todas as idades. Os adultos não perdem a oportunidade de tirar fotografias e selfies. As crianças ficam fascinadas. A cidade de São Paulo ganha em cores e energia.

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ANO NOVO CHINÊS6

E assim foi o sábado, dia 28 de janeiro, onde a cidade de São Paulo recebeu mais uma vez o Ano Novo Chinês com toda sua energia cultural e cores.

 

Salve!!!

6 de janeiro: Dia de Reis

06/01/2017
Estátua dos Reis Magos em Natal - RN

Estátua dos Reis Magos em Natal – RN

 

 Hoje, dia 06 de janeiro, é lembrado e comemorado  O Dia de Reis. Uma data que encerra o ciclo natalino e abre os preparativos para o Carnaval. Segundo a tradição católica o Dia de Reis, celebra o dia em que os três reis magos levaram presentes ao menino Jesus

De acordo com essas tradições,  a comemoração do Dia de Reis vem desde  o século 8 quando  os reis  magos Melchior, Baltazar e Gaspar, três reis magos que depois de guiados  por uma estrela até o estábulo para presentear o menino Jesus . Esse episódio passou a ter uma representação na história da humanidade, além de diversas comemorações.

Particularmente, lembro e referencio este dia. E quero comemorar  e compartilhar com imagens colhidas na rede, além das manifestações que acontecem em todo o Brasil.

Inicialmente, trago a imagem da Arte Naif do artista pernanbucano Militão dos Santos: Folia de Reis

Folia de Reis - Militão dos Santos

                                       Folia de Reis por Militão dos Santos

Muitas comunidades no interior do Brasil, promovem os chamados Reisados ou Folias de Reis, que são festas folclóricas que receberam a influência das origens européias da celebração mas que adotaram formas, cores e significados locais bastantes próprios de nosso povo na expressão que virou parte de nossa cultura.

Os Reisados brasileiros envolvem música, dança, celebração religiosa, orações, com elementos específicos mais marcantes dependendo da região do país, e acrescenta a tradição de que aqueles que recebem a visita do Reisado em suas casas (na realidade, o simbolismo representa a visita dos Reis Magos a Jesus) devem oferecer graciosamente comida a seus integrantes, que realizam toda sua preformance de tradição folclórica-religiosa local, enaltecem o hóspede, que agradecem pela comida e seguem para o próximo destino.

Navegando na Rede, encontrei um belo documentário Expedições da TV Brasil: Reisados do Ceará. Vale a pena assistir, curtir  e compreender um pouco do sentido dessa tradição:

Na Rede Social do Facebook, meu amigo Marco Haurélio compartilhou a canção: Reisado (Santos Reis) com a interpretação da dupla Pena Branca e Xavantinho. Vamos ouvir?

 

Segue aqui o poema/canção que foi  recolhido pela folclorista goiana Ely Camargo, que em 2014, com seus 84 anos deixou um legado cultural e musical para os apreciadores da Cultura Popular:

O galo cantou no Oriente
Surgiu a estrela da guia
Anunciando à humanidade
Que o menino, Deus nascia
Em uma estrebaria

Vinte e cinco de Dezembro
Não se dorme num colchão
Deus menino teve a cama
E folha seca do chão
Pra nossa salvação

Senhora dona da casa
Óia a chuva no telhado
Venha ver o Deus Menino
Como está todo molhado
Os três reis a seu lado

Deus lhe pague a bela oferta
E vós deu com alegria
O Divino Santo Reis
São José Santa Maria

 

Essa tradição também é vivida em outros lugares do Brasil, como por exemplo em Alagoas.  Aqui relembro uma personalidade do reisado alagoano: Mestra Virginia de Moraes.

 

mestra Virginia de Moraes

Mestra Virginia de Moraes

Mestra Virgínia de Moraes nasceu em 1916  em  Rio Novo, Maceió, faleceu em 2003. Mestra de reisado, cantadora, rezadeira, benzedeira, parteira de profissão, autora e intérprete de belas poesias e da música popular tradicional alagoana. Aqui trago o sua Marcha do Reisado. Vale muito a pena ouvir.

Aqui deixo registrado minha homenagem ao dia de Santos Reis!

Viva!

29 de junho: dia de São Pedro

29/06/2016

estandarte-sao-pedro-santo-junino

 

E hoje, 29 de junho, o ciclo junino se completa com festas em homenagem a São Pedro. Ainda temos muitas festas juninas espalhadas pelo Brasil. As festas são tão intensas que avançam o mês de julho: são as festas julinas.

A história de Pedro, o discípulo de Jesus Cristo, está registrada no Novo Testamento. Era um pescador no mar da Galiléia junto com seu irmão de André, e foram chamados por Cristo para tornar-se “pescador de homens”. Seu nome original era Simão, mas Jesus deu-lhe o título de Kephas, que, em língua aramaica, significa “pedra”, e cujo equivalente grego tornou-se Pedro. Conta-se que o nome teria se originado quando Simão declarou: “Tu és Cristo, o filho de Deus vivo”, ao que Jesus respondeu “Tu és Pedro e sobre essa Pedra edificarei minha Igreja”, entregando-lhe as “chaves do reino do Céu” e o poder de “ligar e desligar”. Os evangelhos bíblicos mostram em muitas passagens, a posição de destaque ocupada por Pedro dentre os discípulos. No entanto, mesmo assegurando que jamais trairia Cristo, negou conhecê-lo por três vezes, quando seu mestre foi preso.  Conta-se a tradição, que não está relatada explicitamente no Novo Testamento,  que Pedro teria sido crucificado em Roma. O fato tem sido muito questionado, mas as pesquisas arqueológicas têm contribuído para confirmar a tradição, deixando claro que Pedro foi martirizado pelo imperador Nero.   Diz-se que Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, para não igualar-se a Jesus. No local onde foi sepultado, segundo a tradição, ergueu-se a basílica do Vaticano, mas as escavações feitas no local não são conclusivas quanto ao fato de ali ser ou não o túmulo do santo.

Para comemorar o santo junino, compartilho  de algumas andanças pela rede, onde fui buscar referências artísticas, como esta pintura de Pietro di Cristoforo Vanucci:

as chaves para são pedro

Pietro di Cristoforo Vanucci, ou Pietro Perugino, (1450-1523) foi um pintor da Alta Renascença italiana. Em 1480, foi para Roma, trabalhar nos afrescos da Capela Sistina, e uma de suas pinturas é esta: “A Entrega das Chaves a São Pedro”.

Abaixo a pintura de Peter Paul Rubens

São Pedro por peter-paul-rubens

Peter Paul Rubens  nasceu na cidade de Siegen (Alemanha) em 28 de junho de 1577 e  morreu na cidade de Antuérpia (Bélgica) em 30 de maio de 1640. Foi um importante pintor barroco flamengo do século XVII. É considerado por muitos historiadores da arte como um dos principais pintores do barroco europeu. Também atuou como diplomata nas negociações de paz entre Espanha e Inglaterra.

É com essas expressões da Arte que faço e registro aqui minhas homenagens a São Pedro!

Viva, São Pedro!

 

Hoje a festa é para São João

24/06/2016

estandarte-sao-joao-batista-menino

São João é tempo de festa
Alegria, animação
Onde o povo faz fogueira
E já é uma tradição
Comer muito milho verde,
Ver quadrilha no salão.

(Francisco Diniz no cordel: “A grande festa do Nordeste”)

 

Hoje é dia de São João e em todos os lugares desse nosso Brasil se rememora e celebra com festas.

Me recordo que na cidade em que nasci, Anadia, em Alagoas, comcemorei muito com fogueira, milho verde assado na brasa, fogos e muita música ao som do forró de Luiz Gonzaga e diversas marchinhas juninas. A marchinha: São João na Roça, de Zé Dantas e Luiz Gonzaga, é uma das minhas preferidas:

A fogueira ta queimando
Em homenagem a São João
O forró já começou
Vamos gente, rapa-pé nesse salão

 

Nas cidades do interior, se comemora na noite do dia 23 para o 24 de junho com muita fogueira e fogos. A fogueira era montada na frente das casas com a imagem de São João muitas vezes ao fundo da casa.

fogueira-de-são-joão-

imagem do Google

 

Poetas, artistas plásticos, músicos, cordelistas e admiradores reverenciam a São João neste dia.

Aqui uma homenagem do artista plástico pernambucano Militão dos Santos para a festa de  São João:

obra de Militão dos Santos

Militão dos Santos-Festa de São João

Finalizo minha homenagen com a canção de Caetano Veloso: São João Xangô Menino, na voz de Maria Bethânia:

VIVA SÃO JOÃO!

13 de junho: dia de Santo Antônio

13/06/2016
Santo-Antônio-de-Pádua-com-o-Menino-Jesus

Santo Antônio de Pádua com o Menino Jesus

 

Junho é um mês de festa. E hoje, 13 de junho é o dia de Santo Antônio.

Aqui, compartilho e republico uma postagem do Blog Cordel Atemporal, de meu amigo Marco Haurélio:

Bendito em louvor de Santo 

Santo Antonio

 

Socorre, Antônio, socorre,
Depressa, incontinenti,
Vai livrar seu pai da forca,
Que vai morrer inocente.

— Você fica aqui em Pádua,
Que eu vou lá em Portugal.
Vou livrar meu pai da forca,
Que sem culpa vai pagar.

Tenha, moço, a justiça,
Daí não consiga mais
E olhe que não é esse
O homem que vós pensais.

Veja que não sou Justino
Nem também falando torto.
Vim aqui justificar
Pela boca de um morto.

Te alevanta, corpo morto,
Vem aqui justificar
Se esse homem te matou
Ou sem culpa vai pagar.

— Esse homem não me matou
Nem por mim ele pecou.
Na hora da minha morte,
Mas ante’ ele me ajudou.

— Ô meu padre Santo Antônio,
Vossa glória é de reis.
Sei que é o padre santo Antônio,
Vencedor de todas leis.

Ô meu padre santo Antônio,
Me diga onde foi morar.
Embora eu não lhe conheça,
Mas mando lhe visitar.

— Oh meu pai, eu sinto muito
De você desconhecido.
Eu sendo seu filho Antônio,
Que de vós eu fui nascido.

Eu me chamava Fernando,
Mudei meu nome pra Antônio
Pra livrar as criaturas
Da tentação do demônio.

Eu de vós não quero nada,
Só quero a vossa benção.
Que eu vou para a Itália
Terminar o meu sermão.

 

Nota: Santo Antônio, segundo o relato tradicional, estava em Pádua, e teve de se deslocar até Lisboa para livrar seu pai, acusado de homicídio, da forca. A lenda descreve dois milagres: a bilocação, capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo; e a ressurreição do jovem assassinado, que inocentou o pai de Santo Antônio.

A lenda está presente nesta quadra popular:

Santo Antônio é tão santo
Que livrou seu pai da morte
Bem podia Santo Antônio
dar-me uma bonita sorte

(Fernando de Castro Pires de Lima. Um milagre de Santo Antônio. Em LIRA, Marisa. Estudos de folclore luso-brasileiro).

Fonte: Seu Heliodoro (Dorão), já falecido.

Serra do Ramalho, Bahia.

E viva Santo Antônio!

Dança nos parques: um religar do homem com a natureza

20/05/2016
Núcleo Pé de Zamba - "A cruz que me carrega"

             Núcleo Pé de Zamba – “A cruz que me carrega”

No último dia 14 de maio, tive a grata oportunidade de unir  “o útil ao agradável” e estar presente em uma  belíssima apresentação no Bosque de Leitura do Parque Ibirapuera. Sob céu que nos protege e o parque que acolhe diversas pessoas oriundas de todos os cantos da cidade, tivemos uma tarde de resgate da cultura afrobrasileira.

Esse resgate foi materializado por meio de cantos e dança do Núcleo Pé de Zamba, que apresentou o espetáculo: “A cruz que me carrega”.

Este espetáculo foi pensado para espaços não convencionais e se inspira na trajetória da população afro-banto, vinda ao Brasil na condição de escravizada. Ao investigar aspectos desta migração através das manifestações culturais encontradas na Irmandade de N. Sra. do Rosário de Justinópolis, o grupo identificou reverberações culturais surgidas a partir da chegada destes africanos. “A Irmandade é uma comunidade centenária sediada em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, e funciona como um lugar que acolhe e une a comunidade afrodescendente da região, a exemplo do que acontecia desde a escravidão com tantas outras irmandades dos homens pretos em todo o país”, aponta Andrea Soares, cuja pesquisa de mestrado investiga a interface entre a contemporaneidade e as culturas populares tradicionais brasileiras, passando especialmente por questões ligadas à afrobrasilidade, em seu cunho artístico e político-social.

Vejamos alguns momentos do espetáculo ao lado do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, em um pequeno registro fotográfico que fiz na ocasião:

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega4

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega2

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Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega5

A concepção e criação do espetáculo é de Andrea Soares, que integra o seleto elenco ao lado de Joana Egypto, Jô Pereira, Leandro Medina, Cristiano Cunha e  Palomaris Mathias.

Segundo Andrea Soares:  “a contribuição africana na cultura brasileira é indiscutível. Dança, música, gastronomia religiosidade e uma forma de estar no mundo que permeia nossas ações cotidianas, trazendo criatividade e alegria, gana e resistência.

No intuito de ressaltar esta herança, reconhecendo-se nela, o Núcleo Pé de Zamba debruçou-se sobre a Irmandade de Nossa Sra. do Rosário de Justinópolis/MG, por encontrar ali a presença afro-banto delineada em muitos aspectos. Entre eles, marcou-nos especialmente a forma de se viver em arte e do entendimento da existência em prol do coletivo.

A força do comunitário, unida à presença ritual da religiosidade afro-cristã, inundou nossos corpos de dança e de um impulso transformador, falando-nos de uma fé que extrapola dogmas e amarras para ser um fio condutor de uma vida contemplada pela leveza. Ali não se carregam cruzes… O peso da vida é fardo partilhado.”

Para conhecer um pouco sobre a  Irmandade do Rosário de Justinópolis, Ribeirão das Neves, Minas Gerais compartilho a primeira parte de documentário  produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário:

 

O Núcleo Pé de Zamba irá se apresentar  no próximo sábado, 21 de maio, às 15h, no Bosque da Leitura Parque Raposo Tavares – Rua Telmo Coelho Filho, 200-Vila Albano.

Vale muito a pena ver e curtir este espetáculo.

Um super abraço!