Archive for the ‘São Paulo’ Category

Encontro com o Cordel – Uma homenagem a Leandro Gomes de Barros

22/08/2018

O ano de 2018 marca o centenário da morte do grande poeta e cordelista paraibano Leandro Gomes de Barros. E para lembrar e homenagear com toda pompa e circunstância que este poeta merece,  acontecerá nos dias 24/08 a 26/08/2018, no SESC 24 de Maio o evento:  ”Encontro com o Cordel: Homenagem a Leandro Gomes de Barros”, que envolve diversas ações dessa arte. Reúne, ainda, obras importantes da Literatura de Cordel e apresenta a função social desse importante gênero literário ao longo dos tempos, expondo a riqueza temática e a complexidade de suas rimas, além da sua influência nos vários segmentos artísticos, como cinema, teatro, músicas e novelas.

Veja a programação:

LITERATURA

Bate-Papo “Leandro Gomes de Barros e o cordel sem fronteiras” | Dia 24/8 (sexta, 14h)

Leandro Gomes de Barros e o cordel sem fronteiras. Com Bráulio Tavares, que revisita as novelas de cavalaria, a gesta do gado e o romanceiro nordestino em seus variados ciclos temáticos. Duração: 90 minutos. Área de Convivência. Classificação etária: 14 anos. Grátis.

Prosa e Verso: Baião de Dois | Dia 24/8 (sexta, 17h30 às 18h30)

Moreira de Acopiara

Moreira de Acopiara

Com Assis Ângelo e Moreira de Acopiara. Mediação Marco Haurélio. Ao melhor estilo das conversas ao redor do fogo, os autores falarão de suas trajetórias e de como entraram em contato com a Literatura de Cordel e sobre o universo da cantoria. Duração: 60 minutos. Varanda da Convivência. Classificação etária: 14 anos. Grátis.

Intervenção | Dia 24/8 (sexta, 16h)

Cantoria com repente com Sebastião Marinho e Luzivan Mathias. As várias modalidades do repente nordestino. Duração: 60 minutos. Varanda da Convivência. Livre. Grátis.

Sebastião Marinho, repentista

 

Feira De Cordel e Xilogravura | Dias 25 e 26/8 (sábado, 11h às 20h30; domingo, 11h às 18h)

Com poetas, artistas gráficos e intervenção de artistas populares de várias searas. Área de Convivência (3º andar). Classificação etária: 12 anos. Grátis.

 

Cordel e Quadrinhos | Dia 25/8 (sábado, 15h)

Com Jô Oliveira e Klévisson Viana. O universo da gravura popular como inspiração para o cordel e as HQs. Duração: 60 minutos. Área de Convivência (3º andar). Classificação etária: 14 anos.

 

Cordel-show | Dia 25/8 (sábado, 12h)

Com Costa Senna e Aldy Carvalho. Repertório que tem por base a literatura de cordel e as modalidades do repente nordestino em poemas e cantigas.  Varanda da Convivência (3º andar). Livre. Grátis.

aldy

Aldy Carvalho

 

Cantoria: do folclore ao cordel | Dia 25/8 (sábado, 19h às 20h30)

Bule-Bule

Com Bule-Bule. Um dos grandes artistas populares do Brasil apresenta canções folclóricas e poemas musicados por ele, em gêneros como o coco, a embolada, o samba de roda e a chula. Duração: 90 minutos. Área de Convivência. Livre. Grátis.

 

Contação de histórias “Contos Rimados”| Dia 25/8 (sábado, 14h30)

                                              Lucélia Borges

Com Lucélia Borges. Um passeio pelo universo mágico da tradição oral. Duração: 1h. Biblioteca. Livre. Grátis.

 

Pelejas de um Cantador: homenagem a Patativa do Assaré | Dia 26/8 (domingo, 12h)

Com Inimar dos Reis e João Batista Cidrão. Roda de versos, repentes, com emboladas, desafios de viola e declamação de poemas de Patativa do Assaré. Duração: 60 minutos. Varanda da Convivência. Livre.

 

Cordel em cena | Dia 26/8 (domingo, 14h)

Com Izabel Nascimento e Salete Maria. Um encontro poético que mostra que a literatura de cordel não é indiferente às grandes questões e dilemas da contemporaneidade. Duração: 60 minutos. Área de Convivência. Classificação etária: 12 anos. Grátis.

 

Contos, lendas e cordéis | Dia 26/8 (domingo, 15h)

   Auritha Tabajara

Com Cleusa Santo e Auritha Tabajara. Um passeio pelo mundo encantado da tradição oral e do cordel, com histórias do povo Tabajara, contos de encantamento e cordéis infantis. Duração: 60 minutos. Biblioteca. Livre.Grátis.

CURSOS

Xilogravura Popular | Dias 25 e 26/8 (sábado e domingo, das 10h)

Com J. Borges. Breve história da xilogravura e de suas principais técnicas. Cada participante será orientado a produzir sua própria matriz de xilogravura e seu processo de impressão. Duração: 6h. Sala 2 das Oficinas. Classificação etária: 14 anos. R$12, R$25 e R$50.

TEATRO

Teatro De Mamulengo | 25/8 (sábado, às 17h)

                                 Valdeck de Garanhuns

Com Mestre Valdeck de Garanhuns. O espetáculo conta a história da origem do cordel e de seu desenvolvimento no Nordeste brasileiro. Duração: 60 minutos. Varanda da Convivência. Livre. Grátis.

 

MÚSICA

Socorro Lira no show “Meu Interior Urbano”

Repertório inspirado na literatura de cordel, nos cantos de trabalho e nas vozes femininas da poesia brasileira.

Dia: 24/8 (sexta, às 19h)   Local: Varanda da Convivência  Grátis.

 

Antônio Nóbrega no show “Domingueira”

Misto de festa, baile e show, o repertório apresenta uma viagem aos ritmos brasileiros.

Dia: 26/8 (domingo, às 16h)  Local: Ginástica   Grátis.

Será uma maravilhosa festa da cultura popular!

Imperdível!

Vamos?

 

Um super abraço e até lá!

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A cultura tradicional paulista no Revelando São Paulo

04/12/2017

 

No último domingo, dia 03 de dezembro, tive a  emoção e alegria de apreciar um pouco do grandioso evento Revelando São Paulo.

O Revelando  São Paulo acontece desde de 1996 e está voltado para a pesquisa e divulgação da Cultura Tradicional do Estado de São Paulo e aconteceu dos dias  29 de Novembro a 03 de Dezembro, no Parque do Trote, na Vila Guilherme-SP.

Na edição de 2017, o tema foi Festa do Divino.  A Festa do Divino é uma comemoração popular de rua, tipicamente folclórica, com aproximadamente sete séculos de existência. Neste evento muitas cidades de São Paulo trouxeram suas manifestações culturais. Durante todos os dias do evento, os visitantes puderam aproveitar clássicos da comida caipira, caiçara e tropeira, além do artesanato feito com matéria-prima local de diversas regiões do estado e técnicas transmitidas entre gerações.

A música e as celebrações regionais reuniram artistas de muitas manifestações culturais no palco do Revelando São Paulo.  E  aconteceram encontros de violeiros, sanfoneiros, congadas, entre outros.

No domingo aconteceram apresentações de congos e moçambiques.

Os Congos, Congadas são folguedos que comumente aparecem na forma de cortejos, os participantes cantam e dançam homenageando, de forma especial, São Benedito. Muitos desses folguedos cumprem também um papel auxiliar no catolicismo popular, ajudando tantos e tantos devotos a cumprir suas promessas. Sua instrumentação varia em cada região, havendo destaque para a percussão. Há congos de sainhas, com grande quantidade de caixas, com chapéus de fitas, com manejos de bastões e espadas (alguns grupos exibindo exemplares dos Exércitos dos tempos do Império e inicio da República). As vezes possuem reinado (rei, rainha, vassalagem) envolvendo parte dramática com embaixadas e lutas.

Moçambique ou maçambiques são folguedos que aparecem durante quase todo ano nos municípios do Vale do Paraíba, nos que circundam a cabeceira do Tietê e Noroeste de São Paulo. São grupos religiosos que homenageiam com suas músicas e suas danças seus santos padroeiros, sobretudo São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Suas atuações caracterizam-se por manobras (evoluções) e manejos de bastões, por vezes complicados. Seu traço distintivo são os paias, (carreiras de guizos) ou gungas (pequenos chocalhos de lata), atados aos tornozelos dos moçambiqueiros.

Aqui segue um pequeno registro que fiz do Festival da Cultura Tradicional Paulista:

 

 

 

 

 

 

 

Também tivemos o cortejo com a manifestação  indígena:

 

Após o cortejo, aconteceu também um encontro ecumênico no palco:

 

E também aconteceu o cortejo no entorno do Parque do Trote:

 

Foi um espetáculo de deleitar a alma.

 

Um super abraço!

 

 

Parque Buenos Aires: a natureza, a arte e outras leituras

22/02/2017

PARQUE BUENOS AIRES

Domingo é dia de fazer muitos passeios com a família e amigos. Uma das opções pode ser encontrada no bairro de Higienópolis: o Parque Buenos Aires.  Este parque se localiza  entre a Avenida Angélica e as ruas Piauí, Bahia e Alagoas.

É interessante notar que a cidade de São Paulo mesmo com o excesso de edifícios,  oferece diversas opções de lazer e espaços abertos. Dentre as várias opções, temos muitos parques, os verdadeiros redutos arbóreos na metrópole.

parque-buenos-aires1

Ao entrar parque, pela Av. Angélica,  nos deparamos com manifestações explícitas  de criatividade: seja pelos stands de moda e design, atividades sustentáveis, e também  pela gastronomia que integram a Feira Cultural conhecida como Mercado Buenos Aires, juntamente com a delícia de ouvir música ao vivo.

No dia 12 de fevereiro, pude ver um pouco do trabalho de música popular brasileira da cantora Cris Vecchio e do violonista Sérgio Arruda. Um primor!

musica-no-parque-buenos-aires

Na apresentação de Cris Vecchio e Sérgio Arruda, o público podia escolher a música que mais gostasse. Bastava escollher no ‘varal musical’ dentre os grandes sucessos da MPB, do Samba e do Choro. Olhem só:

musica-no-parque-varal musical

Caminhando pelo parque podemos ouvir alguns pássaros, como periquitos, tico-ticos, pardais, o que traz uma sensação de tranquilidade e harmonia. Continuado a caminhada, encontramos algumas obras de arte, como por exemplo a escultura do  “Leão atacado”:

parque-buenos-aires- leão atacado

 Podemos ainda nos encontrar com Lasar Segall  e sua escultura ‘Emigrantes’:

Escultura de Lasar Segall

Emigrantes – Lasar Segall

Ainda podemos encontrar a escultura “Mãe”, de Caetano Fraccaroli (em 1965), em um único bloco de mármore, que fica no ponto mais alto do parque.

Mãe- Caetano Fraccaroli

“Mãe”, de Caetano Fraccaroli

Nos arredores da praça, onde fica a escultura Mãe, vi uma imagem inusitada. Duas geladeiras recheadas de livros.  Pois é: uma Geladeiroteca. Vejam:
 geladeiroteca-buenos-aires2

geladeiroteca-buenos-aires

O projeto  Geladeiroteca, tem como objetivo incentivar a leitura de forma gratuita, onde as pessoas podem ler, pegar emprestado e doar livros.  Segundo o site da prefeitura, o  parque já contava com  uma geladeira com alguns livros que foram doados por uma conselheira.  Mas a ideia se materializou por meio de uma parceria com a ONG  Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, no último dia 12 de outubro de 2016. Em uma das geladeiras existe uma informação que fala da origem dessa iniciativa e da Geladeiroteca Viva o Tom.Olhem só:

Geladeiroteca

 

Além disso, o Parque Buenos Aires abrirá seu espaço para outras trocas de leitura. No próximo dia 12 de março,  das 10h às 17h acontecerá o evento: Feira de Troca de Livros e Gibis 2017, da Secretaria Municipal de Cultura e do Sistema Municipal de Bibliotecas.

Vale a pena conferir toda essa atividade cultural ( e natural) no Parque Buenos Aires.

Bom passeio para todos!!

 

Como é bom ser criança!

12/10/2016
elena-salnikova-1970

            Pintura de Elena Salnikova (1970)- artista russa.

Começo esta postagem com a pintura da artista russa Elena Salnikova, onde ela retrata  a delícia da infância e do brincar.

Nos últimos dias tenho postado uma série de fotografias  na minha página no Facebook que intitulei: Como é bom ser criança! E é bom demais mesmo!

Hoje sabemos que os recursos tecnológicos nos oferecem muitas possibilidades, além de, em alguns casos ‘aprisionar’ o usuário do recurso ou programa. Daí a necessidade de recordar e estimular as coisas simples da vida e da infância, como curtir os parques, brincar nos balanços e gangorras, aproveitar o dia de sol, curtir o calor em uma piscina plástica, apreciar a natureza e desfrutar dela, enfim existe uma infinidade de atividades que podem e devem ser estimuladas em nossos filhos, em nossas crianças.  Penso que isso vai agregar muitos valores na formação de nossos pequenos.

Escolhi algumas fotografias onde meu filho Ulisses vive e descobre outras brincadeiras.

Compartilho nas fotografias abaixo sua vivência com primos em Umbuzeiro, na Paraíba.

bolinha de gude

Aprendendo a jogar bolinha de gude

Dentre as muitas brincadeiras que o pequeno Ulisses gosta, destaco a curtição em brinquedos no parque onde o convívio com outras crianças completa sua alegria.

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Brinquedos no Parque

O balanço é um dos brinquedos preferidos:

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Balanço- Ulisses em seu pequeno voo

Outro dia, em visita à casa de sua madrinha Ulisses e o papai Ivanilson adentraram no quintal e foram  colher  jabuticabas. O pequeno apreciou o sabor da fruta direto da fonte:

colhendo jabuticabas

Colhendo comendo jabuticabas

Quando o verão chega, a diversão é curtição é se refrescar em uma pequena piscina:

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Curtindo o calor

Enfim, é sempre bom estimular outras brincadeiras e viver plenamente a infância.

Um feliz dia das crianças!!

Um super abraço!

Dança nos parques: um religar do homem com a natureza

20/05/2016
Núcleo Pé de Zamba - "A cruz que me carrega"

             Núcleo Pé de Zamba – “A cruz que me carrega”

No último dia 14 de maio, tive a grata oportunidade de unir  “o útil ao agradável” e estar presente em uma  belíssima apresentação no Bosque de Leitura do Parque Ibirapuera. Sob céu que nos protege e o parque que acolhe diversas pessoas oriundas de todos os cantos da cidade, tivemos uma tarde de resgate da cultura afrobrasileira.

Esse resgate foi materializado por meio de cantos e dança do Núcleo Pé de Zamba, que apresentou o espetáculo: “A cruz que me carrega”.

Este espetáculo foi pensado para espaços não convencionais e se inspira na trajetória da população afro-banto, vinda ao Brasil na condição de escravizada. Ao investigar aspectos desta migração através das manifestações culturais encontradas na Irmandade de N. Sra. do Rosário de Justinópolis, o grupo identificou reverberações culturais surgidas a partir da chegada destes africanos. “A Irmandade é uma comunidade centenária sediada em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, e funciona como um lugar que acolhe e une a comunidade afrodescendente da região, a exemplo do que acontecia desde a escravidão com tantas outras irmandades dos homens pretos em todo o país”, aponta Andrea Soares, cuja pesquisa de mestrado investiga a interface entre a contemporaneidade e as culturas populares tradicionais brasileiras, passando especialmente por questões ligadas à afrobrasilidade, em seu cunho artístico e político-social.

Vejamos alguns momentos do espetáculo ao lado do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, em um pequeno registro fotográfico que fiz na ocasião:

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega4

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega2

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega6

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega5

A concepção e criação do espetáculo é de Andrea Soares, que integra o seleto elenco ao lado de Joana Egypto, Jô Pereira, Leandro Medina, Cristiano Cunha e  Palomaris Mathias.

Segundo Andrea Soares:  “a contribuição africana na cultura brasileira é indiscutível. Dança, música, gastronomia religiosidade e uma forma de estar no mundo que permeia nossas ações cotidianas, trazendo criatividade e alegria, gana e resistência.

No intuito de ressaltar esta herança, reconhecendo-se nela, o Núcleo Pé de Zamba debruçou-se sobre a Irmandade de Nossa Sra. do Rosário de Justinópolis/MG, por encontrar ali a presença afro-banto delineada em muitos aspectos. Entre eles, marcou-nos especialmente a forma de se viver em arte e do entendimento da existência em prol do coletivo.

A força do comunitário, unida à presença ritual da religiosidade afro-cristã, inundou nossos corpos de dança e de um impulso transformador, falando-nos de uma fé que extrapola dogmas e amarras para ser um fio condutor de uma vida contemplada pela leveza. Ali não se carregam cruzes… O peso da vida é fardo partilhado.”

Para conhecer um pouco sobre a  Irmandade do Rosário de Justinópolis, Ribeirão das Neves, Minas Gerais compartilho a primeira parte de documentário  produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário:

 

O Núcleo Pé de Zamba irá se apresentar  no próximo sábado, 21 de maio, às 15h, no Bosque da Leitura Parque Raposo Tavares – Rua Telmo Coelho Filho, 200-Vila Albano.

Vale muito a pena ver e curtir este espetáculo.

Um super abraço!

Literatura de Cordel: memória, afetividade e contação de histórias

21/03/2016

Faz muito tempo que aprecio e divulgo, sempre que há oportunidade, a Literatura de Cordel, a poesia e contação de histórias. Nestes últimos dias, percebi que as artes literárias tiveram algumas comemorações: o dia Internacional do Contador de Histórias, no dia 20 de março, e o dia 21 de março é o dia mundial da poesia.

O dia Internacional do Contador de Histórias, 20 de março, foi criado em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. Já o dia Mundial da poesia foi  criado em 1999 pela UNESCO,  com o objetivo de estimular a produção e celebrar a poesia como forma de arte em todo o mundo.

No último sábado, dia 19 de março, tive a honra de ser convidada pelo amigo, pesquisador, cordelista e escritor Marco Haurélio para assistir sua palestra: Literatura de Cordel: memória e afetividade. A palestra integrou o I Colóquio  A Contação de Histórias como contribuição à Neuroeducação, que aconteceu no Colégio Passionista, na Zona Norte de São Paulo.

Palestra Marco Haurelio

Palestra Marco Haurélio no Colégio Passionista

Durante sua apresentação, que foi permeada de histórias contadas por meio do cordel, tive vários flashes de memória de quando conheci o Marco Haurélio e do período vivido como estudante de Pedagogia. Naquele período, principalmente no ano de 2008, eu estava pesquisando  para elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso, que teve o tema: Literatura de Cordel – percorrendo os caminhos da poesia.

Como servidora municipal tive a oportunidade de trabalhar nos espaços do Bosque da Leitura e assistir a diversas apresentações de  contadores de histórias, poetas, músicos, cordelistas e  repentistas.

Vanessa Castro - Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

   Vanessa Castro – Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

 

Débora kikuti-maio/ 2009- Bosque da Leitura Parque Jardim da Luz

   Débora Kikuti-maio 2009- Bosque da Leitura Pq Jd. da Luz

 

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

 

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

 

Cordelista João Gomes de Sá-SET 2012-Bosque da Leitura Parque Toronto

Cordelista João Gomes de Sá -SET/2012-Bosque da Leitura Parque Cidade de  Toronto

Tive a oportunidade de ouvir a incrível contadora de histórias Andrea Sousa, contando e encantando  histórias para crianças crescidas, na Semana do Servidor Público, em outubro de 2014, na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Andrea Sousa - out/2014 Semana do Servidor

       Andrea Sousa – out/2014-Semana do Servidor-SMDHC

Atualmente algumas livrarias promovem contação de histórias, como é o caso da Livraria Cortez, no bairro de Perdizes, e a  Livraria Nove Sete, na Vila Mariana.

A Livraria Cortez, dentre outras atividades, abre suas portas para encontros com poetas, escritores, contadores de histórias, além de periodicamente promover no mês de agosto o evento Cordel na Cortez. Aqui, um pequeno registro por ocasião do lançamento do livro infanto juvenil, de Marco Hauélio: Os doze trabalhos de Hércules, com belíssimas ilustrações de Luciano Tasso. Neste dia, 12 de abril de 2012, também aconteceu uma bonita contação de histórias com o TEATRO DE GAIA .

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Contação de história na livraria cortez 04-2014

            Contação de história na Livraria Cortez 12/04/2014

No ano passado, em abril de 2015, estive na Livraria Nove Sete no lançamento  do livro infantil: Nem borboleta, nem cobra, de autoria de Marco Haurélio. Naquela ocasião, a contadora de história Lucélia Borges prendeu a atenção de crianças de todas as idades ao contar a história que dá nome ao livro.

Lucélia Borges - contadora de histórias -abril/2015

Lucélia Borges – contadora de histórias -abril/2015

Percebi que ao narrar poeticamente a história, cria-se um laço  mágico entre o contador e os ouvintes, de modo a mantê-los unidos na palavra. Me atrevo a dizer que é a palavra a gênese da transformação em quem fala e, também naquele que ouve, ou seja: na comunicação de coração a coração por meio da história, da poesia que necessita da memória e do afeto para fazer e manter as conexões harmônicas entre as pessoas.

Observando cada um em seu estilo, se percebe que todos têm histórias para contar: quer sejam em forma de narrativas, canções, cantorias ou poesia. Cada um de nós é um contador de histórias e cada um traz uma carga de memória e afetividade na arte da comunicação humana.

Para finalizar e comemorar o DIA INTERNACIONAL DA POESIA recorro à página do Facebook do amigo Pedro Monteiro e tomo emprestado os versos  que ele fez para celebrar nesta data, e sua imagem entre os livros e os cordéis.

Em cada curva da estrada
Um balaio de alegria,
Ou abordo de um veleiro
No mar da sabedoria,
Pelo remanso da calma
Faz-lhe um afago na alma,
Erudição e poesia.

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

 

Acredito que é muito importante desenvolver o espírito poético e mantê-lo vivo frente às condições históricas atuais.  A Arte é o que nos mantém vivos e humanos.

Um super abraço!

A Primavera Urbana

04/12/2015

Estamos na reta final da estação das flores, e o verão está próximo de seu início. Em minhas andanças em Sampa  vi e registrei muitas flores e árvores, cenas da primavera urbana.  Pude acompanhar o desabrochar de algumas rosas e ver muitas folhas nascerem nas árvores, crescerem  e caírem, para que novas pudessem nascer. Hoje, faço uma seleção de meus registros fotográficos que começou um pouco antes do Equinócio da Primavera.

Abrindo a janela do meu quarto, vejo algumas árvores e conforme o tempo passa, consigo acompanhar as transformações que a natureza apresenta diariamente.  No  dia 22 de julho, quando estávamos em pleno  inverno, vejo este ‘quadro’ :

JULHO 22-07-2015-Margarete Barbosa

 

Em  meados de agosto, no dia 17 , o quadro já apresentava algumas mudanças e árvores vi muitas folhas sendo levadas pelo vento:

AGOSTO 17-08-2015-Margarete Barbosa

 

No início de setembro já podemos ver uma transformação mais intensa. Vejam só o quadro no dia 03 de setembro:

03-09-15-Margarete Barbosa

 

A Primavera começou no dia 23 de setembro, e alguns dias depois vejo que ela começa a se expressa com todo seu esplendor, com as copas das árvores recheadas de folhas e algumas flores:

 

27-09-15-Sibipirunas por Margarete Batrbosa

 

No dia 06 de outubro, o ‘quadro’ estava mais florido:

Sibipirunas em 06-10-2015 foto :Margarete Barbosa

Estas árvores são chamadas de Sibipirunas e Tipuanas. São árvores muito comuns nas cidades. Podemos encontrar em muitas ruas de São Paulo, e suas flores quando caem deixam um belo tapete amarelo nas ruas e nas calçadas. Não sei dizer qual é qual, mas se fizermos uma visita curiosa ao Blog da minha amiga Neuza Guerreiro de Carvalho, poderemos conhecer um pouco das semelhanças e diferenças dessas espécies.  Neuza pesquisou sobre o assunto com muita competência e compartilhou conosco no seu Blog da Vovó Neuza. Vale muito a pena fazer uma visita ao Blog, lá tem muitas, muitas histórias e memórias.

E foi numa das visitas que fiz à Neuza que fotografei, do 10° andar de seu apartamento, as copas das Sibipirunas e Tipuanas. Vejam este registro que fiz no último dia 10 de outubro:

rua cerro corá-sibipirunas e tipuanas- Margarete Barbosa

rua cerro corá-sibipirunas e tipuanas- Margarete Barbosa

 

A Primavera da cidade de São Paulo mostrou também outras cores. E caminhando para meu local de trabalho na região da Lapa, pude encontrar alguns ‘quadros’ com imagens primaveris, como por exemplo esta árvore, que eu desconheço o nome mas que me deu a impressão de querer sair do quintal da casa e invadir a rua:

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Nesta mesma rua e calçada percebi outras flores, como as que encontrei em frente a um salão de beleza, após  uma chuvada:

foto:Margarete Barbosa

rosas por Margarete Barbosa

 

É interessante caminhar e observar nos quintais das casas que muitas plantas são bem cuidadas. É o caso dessa planta ornamental chamada de Heliconia, conhecida também como Caeté ou, ainda: Bananeira do Mato. Vejam só:

helicônia ou bananeira do mato- caete por Margarete Barbosa

 

Caminhando  com meu filho, ele chamou minha atenção ao jardim de um prédio, pois ele viu um tipo diferente de azaléia:

Azaleia por Margarete Barbosa

 

Um dos momentos prazerosos dessa Primavera foi poder  acompanhar o desabrochar de uma rosa:

Rosa rosa por Margarete Barbosa

 

E o que me chamou a atenção foi ver que romãs são cultivadas em alguns jardins de prédios em São Paulo e também nas esquinas de calçadas na cidade, vejam só:

romã por Margarete Barbosa

 

romã no Bom Retiro por Margarete Barbosa

 

Andando pela Vila Romana, podemos ver outras cores da Primavera:

Vila Romana - Margarete Barbosa

 

Na calçada as árvores e suas flores desenharam um belo tapete amarelo:

árvores e flores amarelas-Margarete Barbosa

Destaco a fotografia abaixo que traz em primeiro plano um manacá da serra bem florido. Destaco em segundo plano, o verde vivo que brota do concreto. É a vida pulsante que saí do fundo do concreto da selva de pedra. Como diria Gonzaguinha: “É a vida, é bonita e é bonita…”

Vila Romana-Margarete Barbosa

Para finalizar, destaco o registro feito por meu esposo, José Ivanilson,  de uma borboleta que ele viu no jardim do condomínio. Ele conseguiu fotografar a mesma borboleta com as asas fechadas e abertas.

borboletas blog da Margarete Barbosa

 

E com imagem desta borboleta, que representa a Transformação a que todos os seres passam em sua existência, que finalizo esta postagem da Primavera Urbana 2015.

Um super abraço!

 

 

 

O Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera e seu ambiente cultural

03/11/2015

BOSQUELEITURA PARQUE IBIRAPUERA

No domingo, dia 18 de outubro de 2015, estive presente na reinauguração do espaço que abriga o Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Era  um dia nublado, o que não impediu a celebração da reabertura do espaço, que foi marcado por diversos encontros e muitas leituras. Foi um dia marcado  por encontros e reencontros. No circularam muitos amigos, leitores, curiosos e também teve a presença de representantes da sociedade civil e da gestão municipal que reafirmaram seus compromissos e parcerias em prol o Bosque da Leitura.

Desde 1983 existe o espaço do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, e, claro, chega um momento em que toda construção merece uma reforma estrutural para continuar funcionando e acolhendo quem nela adentra.

Sou servidora municipal, mas antes sou cidadã e aprendiz, que mantém este blog pelo prazer de escrever, de Ser e Estar neste mundo, nesta cidade. Desta forma,  busco destacar o valor cultural que  tem o Bosque da Leitura.

É interessante ver um pouco como foi a mudança externa do local nos últimos anos, como era e como ficou a casa do Bosque. Para ilustrar, recorro a meus registros fotográficos de visitas feitas  desde 2013:

Em outubro de 2013:

bosque da leitura parque Ibirapuera1

Em outubro de 2014:

bosque da leitura parque ibirapuera2

Em outubro de 2015:

bosquedaleitura Parque Ibirapuera

Mas o dia foi marcado com atrações culturais  para comemorar a reabertura do espaço de leitura.

O grupo de Maracatu Cia Porto de Luanda  foi o primeiro a se apresentar, com muita animação e ritmos, envolvendo todos os espectadores. Vejam só:

maracatu cia porto de luanda1

maracatu cia porto de luanda3

O Maracatu é uma dança folclórica de origem afro-brasileira originada  em meados do século XVIII, e traz um forte componente da miscigenação musical das culturas portuguesa, indígena e africana. Esse cortejo musical despertou as atenções  de todos, inclusive das crianças, aguçando sua curiosidade e musicalidade:

maracatu cia porto de luanda2maracatu cia porto de luanda4

Mesmo com todo o agito musical, há ainda aqueles que conseguem concentrar-se em sua leitura e até fazer um crochê:

leitora

leitora1

um croche

A imensa área verde do Parque Ibirapuera é um convite para fazer um gostoso picnic, pois os espaços são muitos.  E foi isso algumas pessoas fizeram nos arredores do Bosque da Leitura. Detalhe: teve até artesanato…

pic nic no parque ibirapuera

Enquanto isso, dentro da casa do Bosque da Leitura a interação entre adultos e crianças acontecia permeada de gostosas leituras:

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E a comemoração da reinauguração continuava na área externa.

Logo após o grupo de Maracatu, o público foi muito bem servido com um espetáculo que mesclou o teatro e o circo. O espetáculo: A Jornada do heroi, com o artista Victor Abreu, prendeu a atenção de todos até seu final. Vejam:

circo1

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A última apresentação foi a dança interativa, com o grupo Zumb.Boys. A proposta do grupo é interferir e interagir com o público fazendo com que as pessoas escolham uma carta. A partir disso, se desenvolve a dança. Inicialmente o grupo saiu da área do Bosque da Leitura e percorreu alguns espaços do parque, onde puderam integrar o público. Interessante notar que em cada espaço o grupo aproveitava o que estava disponível para trazer tudo e todos ao universo da dança.  Vejam só:

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 E assim foi marcado a reabertura da casa do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Fica aqui o convite à leitura, à curtição do parque e tudo o que nele há disponível.

Vamos??

Um super abraço!

O Trenzinho do Caipira e do Nicolau

15/10/2015

Ainda na temática infantil, no dia das crianças me lembrei de um episódio que aconteceu  em maio de 2014, quando o Ulisses trouxe um livro do CCI (Centro de Convivência Infantil) 13 de Maio, no Projeto de Leitura.

No Projeto de Leitura, que tinha a orientação e condução da professora Ana Flávia, as crianças  escolhiam um livro, que era lido em sala para elas. Depois o livro escolhido é levado para casa pela criança para que aconteça uma interação com a família, ou seja: a criança ‘conta’, à sua maneira,  a história para seus pais/responsáveis e ou irmãos,  ou ainda os pais podem ler com e para a criança.

Em maio o Ulisses escolheu o livro: O Trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha. Ulisses estava tão empolgado que começou a ler no caminho da escola para casa.  Chegando em casa o pequeno Ulisses pediu para que eu  lesse/contasse a história.

Livro: O trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha

Livro: O trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha

Enquanto eu lia, muitas imagens e lembranças passavam na minha cabeça. Lembrei da música: O trenzinho do Caipira,nas suas versões orquestrada, pois é a Bachiana nº 2 de Villa Lobos; depois,  a versão cantada que tem como letra o poema de Ferreira Gullar. Na versão cantada, existem várias interpretações com grandes e bons intérpretes da MPB.

Depois da leitura, foi a vez apresentar a letra, o som e o vídeo ao pequeno  heroi.  Inicialmente, declamei o poema de Ferreira Gullar , escrito em 1976:

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar

Depois da poesia do Ferreira Gullar, chegou o momento de apresentar a música. Procurei no You Tube e achei um vídeo muito simples e artesanal, com a música orquestrada:

Em seguida, mostrei  um vídeo em preto e branco, bem singelo, com a versão cantada por Adriana Calcanhoto:

Depois  de ver o vídeo algumas várias vezes, Ulisses resgatou um pequeno trenzinho que estava ‘escondido’ no fundo do seu  baú de brinquedos, e por algum tempo, ficou curtindo seu brinquedo, esquecendo um pouco os ‘tradicionais’ carrinhos.
Ulisses e o trenzinho

Ulisses e seu trenzinho

Vocês não conhecem  “O Trenzinho do Nicolau” ?
Então escutem uma criança contar a história:

Ainda nesta viagem de trem, lembrei da interpretação de Maria Bethania do Trenzinho Caipira, onde ela faz uma inserção de poesia ” Trem de Alagoas”, do pernanbucano Ascenso Ferreira.
Convido a todos a conhecer esta poesia por meio da bela declamação do grande Paulo Autran:

 O mais interessante nessa viagem  é poder perceber que a escolha de um livro pela criança, pode nos possibilitar outros voos:  na música, na poesia e na história.É interessante notar que tudo isso acontece no universo da educação infantil, que conta com o  profissionalismo e planejamento de bons professores.
Aqui fica o agradecimento de uma mãe no dia dos Professores, ao profissionais que conseguem,  a partir de um livro, de uma leitura,  inserir  e oferecer outros contextos e linguagens às crianças.

No Centro de Convivência Infantil que o pequeno Ulisses frequentou, no bairro da Bela Vista, desde o primeiro ano de vida até os 3 anos e meio, contou com professores atenciosos e dedicados. Profissionais de primeira grandeza, que merecem respeito e reconhecimento de todos e, principalmente, das autoridades/gestores municipais que têm uma grande dívida para com os Professores.

A todos os Professores fica nosso carinho e nossos agradecimentos neste e em todos os dias!

Um super abraço!

A Primavera e suas expressões

23/09/2015

Primavera- Arcimboldo

Hoje, 23 de setembro de 2015, às  5:20h (horário de Brasília) temos o início da Primavera, a  estação das flores.

Para recebê-la, e reverenciá-la, recorro às artes. Cada artista procura retratar sua visão e suas percepções sobre as quatro estações. Inicialmente encontro expressões na pintura com Giuseppe Arcimboldo e Sandro Botticelli.

Na abertura desta postagem  temos a obra de Arcimboldo:  ” A Primavera”.

No  século XVI, Arcimboldo  utilizou imagens de flores, frutas e verduras para compor suas obras. Arcimboldo seria um ‘rebelde’ para o tempo em que viveu. Naquela época, as obras desse pintor italiano, eram consideradas “o fim do mundo” para muita gente.  Séculos depois, se reconheceu que seu estilo  faz conexões com o movimento surrealista.

 Ainda com  Arcimboldo, vejam como ele retratou a Flora:

Flora, de Arcimboldo

Alessandro di Mariano Filipepi, mais conhecido como: Sandro Botticelli, pintou cenas mitológicas, como “A Primavera” e “O Nascimento da Vênus”,  possivelmente a  mais célebre obra do Renascimento.

Vejamos a obra “A Primavera”:

primavera botticelli

Agora, “O Nascimento de Vênus”:

Sandro_Botticelli_046

 

Na pintura ‘O nascimento de Vênus’, Sandro Botticelli  representa a deusa Vênus que, segundo a mitologia greco – romana, retrata a deusa Vênus (Afrodite) emergindo das águas em uma concha, sendo empurrada para a margem por Zéfiro, o Vento Oeste, e recebendo, de uma Hora (as Horas eram as deusas das estações), um manto bordado de flores.

Lindas pinturas, não acham?

Ainda nas expressões artísticas e musicais, não poderia esquecer de outro italiano, Antonio Vivaldi e sua obra “As quatro estações”, com o movimento “A primavera”. Aqui, vamos ouvir uma interpretação inusitada (ou seria ousada?) com a Orquestra Paulistana de Viola Caipira.

Ouçam só que bárbaro!!

 

Saindo um pouco do clássico e ‘pulando’ para o popular, temos a canção “Primavera”,composição de: Cassiano e Sílvio Rochael, na voz do inesquecível  Tim Maia:

Para concluir esta postagem, trago alguns registros que fiz nos últimos dias pelos caminhos que percorro nas ruas de Sampa:

Manacá da Serra

Manacá da Serra

 

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Hibiscus

Orquídeas

Orquídeas

 

Uma linda e florida Primavera para todos!!

 

Super abraço!