Archive for the ‘Parques’ Category

Parque Buenos Aires: a natureza, a arte e outras leituras

22/02/2017

PARQUE BUENOS AIRES

Domingo é dia de fazer muitos passeios com a família e amigos. Uma das opções pode ser encontrada no bairro de Higienópolis: o Parque Buenos Aires.  Este parque se localiza  entre a Avenida Angélica e as ruas Piauí, Bahia e Alagoas.

É interessante notar que a cidade de São Paulo mesmo com o excesso de edifícios,  oferece diversas opções de lazer e espaços abertos. Dentre as várias opções, temos muitos parques, os verdadeiros redutos arbóreos na metrópole.

parque-buenos-aires1

Ao entrar parque, pela Av. Angélica,  nos deparamos com manifestações explícitas  de criatividade: seja pelos stands de moda e design, atividades sustentáveis, e também  pela gastronomia que integram a Feira Cultural conhecida como Mercado Buenos Aires, juntamente com a delícia de ouvir música ao vivo.

No dia 12 de fevereiro, pude ver um pouco do trabalho de música popular brasileira da cantora Cris Vecchio e do violonista Sérgio Arruda. Um primor!

musica-no-parque-buenos-aires

Na apresentação de Cris Vecchio e Sérgio Arruda, o público podia escolher a música que mais gostasse. Bastava escollher no ‘varal musical’ dentre os grandes sucessos da MPB, do Samba e do Choro. Olhem só:

musica-no-parque-varal musical

Caminhando pelo parque podemos ouvir alguns pássaros, como periquitos, tico-ticos, pardais, o que traz uma sensação de tranquilidade e harmonia. Continuado a caminhada, encontramos algumas obras de arte, como por exemplo a escultura do  “Leão atacado”:

parque-buenos-aires- leão atacado

 Podemos ainda nos encontrar com Lasar Segall  e sua escultura ‘Emigrantes’:

Escultura de Lasar Segall

Emigrantes – Lasar Segall

Ainda podemos encontrar a escultura “Mãe”, de Caetano Fraccaroli (em 1965), em um único bloco de mármore, que fica no ponto mais alto do parque.

Mãe- Caetano Fraccaroli

“Mãe”, de Caetano Fraccaroli

Nos arredores da praça, onde fica a escultura Mãe, vi uma imagem inusitada. Duas geladeiras recheadas de livros.  Pois é: uma Geladeiroteca. Vejam:
 geladeiroteca-buenos-aires2

geladeiroteca-buenos-aires

O projeto  Geladeiroteca, tem como objetivo incentivar a leitura de forma gratuita, onde as pessoas podem ler, pegar emprestado e doar livros.  Segundo o site da prefeitura, o  parque já contava com  uma geladeira com alguns livros que foram doados por uma conselheira.  Mas a ideia se materializou por meio de uma parceria com a ONG  Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, no último dia 12 de outubro de 2016. Em uma das geladeiras existe uma informação que fala da origem dessa iniciativa e da Geladeiroteca Viva o Tom.Olhem só:

Geladeiroteca

 

Além disso, o Parque Buenos Aires abrirá seu espaço para outras trocas de leitura. No próximo dia 12 de março,  das 10h às 17h acontecerá o evento: Feira de Troca de Livros e Gibis 2017, da Secretaria Municipal de Cultura e do Sistema Municipal de Bibliotecas.

Vale a pena conferir toda essa atividade cultural ( e natural) no Parque Buenos Aires.

Bom passeio para todos!!

 

Anúncios

Como é bom ser criança!

12/10/2016
elena-salnikova-1970

            Pintura de Elena Salnikova (1970)- artista russa.

Começo esta postagem com a pintura da artista russa Elena Salnikova, onde ela retrata  a delícia da infância e do brincar.

Nos últimos dias tenho postado uma série de fotografias  na minha página no Facebook que intitulei: Como é bom ser criança! E é bom demais mesmo!

Hoje sabemos que os recursos tecnológicos nos oferecem muitas possibilidades, além de, em alguns casos ‘aprisionar’ o usuário do recurso ou programa. Daí a necessidade de recordar e estimular as coisas simples da vida e da infância, como curtir os parques, brincar nos balanços e gangorras, aproveitar o dia de sol, curtir o calor em uma piscina plástica, apreciar a natureza e desfrutar dela, enfim existe uma infinidade de atividades que podem e devem ser estimuladas em nossos filhos, em nossas crianças.  Penso que isso vai agregar muitos valores na formação de nossos pequenos.

Escolhi algumas fotografias onde meu filho Ulisses vive e descobre outras brincadeiras.

Compartilho nas fotografias abaixo sua vivência com primos em Umbuzeiro, na Paraíba.

bolinha de gude

Aprendendo a jogar bolinha de gude

Dentre as muitas brincadeiras que o pequeno Ulisses gosta, destaco a curtição em brinquedos no parque onde o convívio com outras crianças completa sua alegria.

no-parque

Brinquedos no Parque

O balanço é um dos brinquedos preferidos:

ulisses-no-balanco

Balanço- Ulisses em seu pequeno voo

Outro dia, em visita à casa de sua madrinha Ulisses e o papai Ivanilson adentraram no quintal e foram  colher  jabuticabas. O pequeno apreciou o sabor da fruta direto da fonte:

colhendo jabuticabas

Colhendo comendo jabuticabas

Quando o verão chega, a diversão é curtição é se refrescar em uma pequena piscina:

na-piscina

Curtindo o calor

Enfim, é sempre bom estimular outras brincadeiras e viver plenamente a infância.

Um feliz dia das crianças!!

Um super abraço!

Dança nos parques: um religar do homem com a natureza

20/05/2016
Núcleo Pé de Zamba - "A cruz que me carrega"

             Núcleo Pé de Zamba – “A cruz que me carrega”

No último dia 14 de maio, tive a grata oportunidade de unir  “o útil ao agradável” e estar presente em uma  belíssima apresentação no Bosque de Leitura do Parque Ibirapuera. Sob céu que nos protege e o parque que acolhe diversas pessoas oriundas de todos os cantos da cidade, tivemos uma tarde de resgate da cultura afrobrasileira.

Esse resgate foi materializado por meio de cantos e dança do Núcleo Pé de Zamba, que apresentou o espetáculo: “A cruz que me carrega”.

Este espetáculo foi pensado para espaços não convencionais e se inspira na trajetória da população afro-banto, vinda ao Brasil na condição de escravizada. Ao investigar aspectos desta migração através das manifestações culturais encontradas na Irmandade de N. Sra. do Rosário de Justinópolis, o grupo identificou reverberações culturais surgidas a partir da chegada destes africanos. “A Irmandade é uma comunidade centenária sediada em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, e funciona como um lugar que acolhe e une a comunidade afrodescendente da região, a exemplo do que acontecia desde a escravidão com tantas outras irmandades dos homens pretos em todo o país”, aponta Andrea Soares, cuja pesquisa de mestrado investiga a interface entre a contemporaneidade e as culturas populares tradicionais brasileiras, passando especialmente por questões ligadas à afrobrasilidade, em seu cunho artístico e político-social.

Vejamos alguns momentos do espetáculo ao lado do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, em um pequeno registro fotográfico que fiz na ocasião:

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega4

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega2

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega6

Núcleo Pé de Zamba - A cruz que me carrega5

A concepção e criação do espetáculo é de Andrea Soares, que integra o seleto elenco ao lado de Joana Egypto, Jô Pereira, Leandro Medina, Cristiano Cunha e  Palomaris Mathias.

Segundo Andrea Soares:  “a contribuição africana na cultura brasileira é indiscutível. Dança, música, gastronomia religiosidade e uma forma de estar no mundo que permeia nossas ações cotidianas, trazendo criatividade e alegria, gana e resistência.

No intuito de ressaltar esta herança, reconhecendo-se nela, o Núcleo Pé de Zamba debruçou-se sobre a Irmandade de Nossa Sra. do Rosário de Justinópolis/MG, por encontrar ali a presença afro-banto delineada em muitos aspectos. Entre eles, marcou-nos especialmente a forma de se viver em arte e do entendimento da existência em prol do coletivo.

A força do comunitário, unida à presença ritual da religiosidade afro-cristã, inundou nossos corpos de dança e de um impulso transformador, falando-nos de uma fé que extrapola dogmas e amarras para ser um fio condutor de uma vida contemplada pela leveza. Ali não se carregam cruzes… O peso da vida é fardo partilhado.”

Para conhecer um pouco sobre a  Irmandade do Rosário de Justinópolis, Ribeirão das Neves, Minas Gerais compartilho a primeira parte de documentário  produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário:

 

O Núcleo Pé de Zamba irá se apresentar  no próximo sábado, 21 de maio, às 15h, no Bosque da Leitura Parque Raposo Tavares – Rua Telmo Coelho Filho, 200-Vila Albano.

Vale muito a pena ver e curtir este espetáculo.

Um super abraço!

Literatura de Cordel: memória, afetividade e contação de histórias

21/03/2016

Faz muito tempo que aprecio e divulgo, sempre que há oportunidade, a Literatura de Cordel, a poesia e contação de histórias. Nestes últimos dias, percebi que as artes literárias tiveram algumas comemorações: o dia Internacional do Contador de Histórias, no dia 20 de março, e o dia 21 de março é o dia mundial da poesia.

O dia Internacional do Contador de Histórias, 20 de março, foi criado em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. Já o dia Mundial da poesia foi  criado em 1999 pela UNESCO,  com o objetivo de estimular a produção e celebrar a poesia como forma de arte em todo o mundo.

No último sábado, dia 19 de março, tive a honra de ser convidada pelo amigo, pesquisador, cordelista e escritor Marco Haurélio para assistir sua palestra: Literatura de Cordel: memória e afetividade. A palestra integrou o I Colóquio  A Contação de Histórias como contribuição à Neuroeducação, que aconteceu no Colégio Passionista, na Zona Norte de São Paulo.

Palestra Marco Haurelio

Palestra Marco Haurélio no Colégio Passionista

Durante sua apresentação, que foi permeada de histórias contadas por meio do cordel, tive vários flashes de memória de quando conheci o Marco Haurélio e do período vivido como estudante de Pedagogia. Naquele período, principalmente no ano de 2008, eu estava pesquisando  para elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso, que teve o tema: Literatura de Cordel – percorrendo os caminhos da poesia.

Como servidora municipal tive a oportunidade de trabalhar nos espaços do Bosque da Leitura e assistir a diversas apresentações de  contadores de histórias, poetas, músicos, cordelistas e  repentistas.

Vanessa Castro - Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

   Vanessa Castro – Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

 

Débora kikuti-maio/ 2009- Bosque da Leitura Parque Jardim da Luz

   Débora Kikuti-maio 2009- Bosque da Leitura Pq Jd. da Luz

 

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

 

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

 

Cordelista João Gomes de Sá-SET 2012-Bosque da Leitura Parque Toronto

Cordelista João Gomes de Sá -SET/2012-Bosque da Leitura Parque Cidade de  Toronto

Tive a oportunidade de ouvir a incrível contadora de histórias Andrea Sousa, contando e encantando  histórias para crianças crescidas, na Semana do Servidor Público, em outubro de 2014, na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Andrea Sousa - out/2014 Semana do Servidor

       Andrea Sousa – out/2014-Semana do Servidor-SMDHC

Atualmente algumas livrarias promovem contação de histórias, como é o caso da Livraria Cortez, no bairro de Perdizes, e a  Livraria Nove Sete, na Vila Mariana.

A Livraria Cortez, dentre outras atividades, abre suas portas para encontros com poetas, escritores, contadores de histórias, além de periodicamente promover no mês de agosto o evento Cordel na Cortez. Aqui, um pequeno registro por ocasião do lançamento do livro infanto juvenil, de Marco Hauélio: Os doze trabalhos de Hércules, com belíssimas ilustrações de Luciano Tasso. Neste dia, 12 de abril de 2012, também aconteceu uma bonita contação de histórias com o TEATRO DE GAIA .

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Contação de história na livraria cortez 04-2014

            Contação de história na Livraria Cortez 12/04/2014

No ano passado, em abril de 2015, estive na Livraria Nove Sete no lançamento  do livro infantil: Nem borboleta, nem cobra, de autoria de Marco Haurélio. Naquela ocasião, a contadora de história Lucélia Borges prendeu a atenção de crianças de todas as idades ao contar a história que dá nome ao livro.

Lucélia Borges - contadora de histórias -abril/2015

Lucélia Borges – contadora de histórias -abril/2015

Percebi que ao narrar poeticamente a história, cria-se um laço  mágico entre o contador e os ouvintes, de modo a mantê-los unidos na palavra. Me atrevo a dizer que é a palavra a gênese da transformação em quem fala e, também naquele que ouve, ou seja: na comunicação de coração a coração por meio da história, da poesia que necessita da memória e do afeto para fazer e manter as conexões harmônicas entre as pessoas.

Observando cada um em seu estilo, se percebe que todos têm histórias para contar: quer sejam em forma de narrativas, canções, cantorias ou poesia. Cada um de nós é um contador de histórias e cada um traz uma carga de memória e afetividade na arte da comunicação humana.

Para finalizar e comemorar o DIA INTERNACIONAL DA POESIA recorro à página do Facebook do amigo Pedro Monteiro e tomo emprestado os versos  que ele fez para celebrar nesta data, e sua imagem entre os livros e os cordéis.

Em cada curva da estrada
Um balaio de alegria,
Ou abordo de um veleiro
No mar da sabedoria,
Pelo remanso da calma
Faz-lhe um afago na alma,
Erudição e poesia.

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

 

Acredito que é muito importante desenvolver o espírito poético e mantê-lo vivo frente às condições históricas atuais.  A Arte é o que nos mantém vivos e humanos.

Um super abraço!

O Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera e seu ambiente cultural

03/11/2015

BOSQUELEITURA PARQUE IBIRAPUERA

No domingo, dia 18 de outubro de 2015, estive presente na reinauguração do espaço que abriga o Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Era  um dia nublado, o que não impediu a celebração da reabertura do espaço, que foi marcado por diversos encontros e muitas leituras. Foi um dia marcado  por encontros e reencontros. No circularam muitos amigos, leitores, curiosos e também teve a presença de representantes da sociedade civil e da gestão municipal que reafirmaram seus compromissos e parcerias em prol o Bosque da Leitura.

Desde 1983 existe o espaço do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, e, claro, chega um momento em que toda construção merece uma reforma estrutural para continuar funcionando e acolhendo quem nela adentra.

Sou servidora municipal, mas antes sou cidadã e aprendiz, que mantém este blog pelo prazer de escrever, de Ser e Estar neste mundo, nesta cidade. Desta forma,  busco destacar o valor cultural que  tem o Bosque da Leitura.

É interessante ver um pouco como foi a mudança externa do local nos últimos anos, como era e como ficou a casa do Bosque. Para ilustrar, recorro a meus registros fotográficos de visitas feitas  desde 2013:

Em outubro de 2013:

bosque da leitura parque Ibirapuera1

Em outubro de 2014:

bosque da leitura parque ibirapuera2

Em outubro de 2015:

bosquedaleitura Parque Ibirapuera

Mas o dia foi marcado com atrações culturais  para comemorar a reabertura do espaço de leitura.

O grupo de Maracatu Cia Porto de Luanda  foi o primeiro a se apresentar, com muita animação e ritmos, envolvendo todos os espectadores. Vejam só:

maracatu cia porto de luanda1

maracatu cia porto de luanda3

O Maracatu é uma dança folclórica de origem afro-brasileira originada  em meados do século XVIII, e traz um forte componente da miscigenação musical das culturas portuguesa, indígena e africana. Esse cortejo musical despertou as atenções  de todos, inclusive das crianças, aguçando sua curiosidade e musicalidade:

maracatu cia porto de luanda2maracatu cia porto de luanda4

Mesmo com todo o agito musical, há ainda aqueles que conseguem concentrar-se em sua leitura e até fazer um crochê:

leitora

leitora1

um croche

A imensa área verde do Parque Ibirapuera é um convite para fazer um gostoso picnic, pois os espaços são muitos.  E foi isso algumas pessoas fizeram nos arredores do Bosque da Leitura. Detalhe: teve até artesanato…

pic nic no parque ibirapuera

Enquanto isso, dentro da casa do Bosque da Leitura a interação entre adultos e crianças acontecia permeada de gostosas leituras:

Slide1

Slide1

Slide2

E a comemoração da reinauguração continuava na área externa.

Logo após o grupo de Maracatu, o público foi muito bem servido com um espetáculo que mesclou o teatro e o circo. O espetáculo: A Jornada do heroi, com o artista Victor Abreu, prendeu a atenção de todos até seu final. Vejam:

circo1

circo2

A última apresentação foi a dança interativa, com o grupo Zumb.Boys. A proposta do grupo é interferir e interagir com o público fazendo com que as pessoas escolham uma carta. A partir disso, se desenvolve a dança. Inicialmente o grupo saiu da área do Bosque da Leitura e percorreu alguns espaços do parque, onde puderam integrar o público. Interessante notar que em cada espaço o grupo aproveitava o que estava disponível para trazer tudo e todos ao universo da dança.  Vejam só:

dançaporcorreio2

dança por correio2

dança por correio1

 E assim foi marcado a reabertura da casa do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Fica aqui o convite à leitura, à curtição do parque e tudo o que nele há disponível.

Vamos??

Um super abraço!

Alguns momentos em São Paulo

24/01/2013

Neste dia 25 de janeiro de 2013, São Paulo faz 459 anos. Mas este post não é para falar da programação comemorativa, pois há muitos outros veículos que dão conta, basta acessar aqui, ou aqui também. Hoje vim destacar alguns momentos que tenho vivido na e com a cidade.

Creio que minha relação com a cidade de São Paulo começa no dia do meu nascimento. Quando eu nasci, São Paulo estava completando 415 anos. Pois é, nasci no mesmo dia desta cidade, embora tenha nascido em outro Estado, em Alagoas. Minha família  migrou  para cá quando  eu era  muito pequena, passou uma temporada e, depois retornou a Alagoas. Porém quando eu  estava com  9 anos de idade, fixamos moradia nesta metrópole até os dias de hoje.

Em São Paulo, frequentei o Colégio Olga Ferraz, onde cursei até a 2ª série (hoje seria o 3º ano). Na época em que estudei, o colégio era da rede estadual e nos anos de 1990 passou para a rede particular. Destaco aqui o registro fotográfico atual (2012) da escola que frequentei: o Colégio Olga Ferraz, que fica na Av. Francisco Matarazzo, ao Lado do Parque da Água Branca:

colégio olga ferraz1

Foto: Margarete Barbosa

colégio olga ferraz2

Foto: Margarete Barbosa

Muitas “águas rolaram” e, em 2009, concluí o curso de Pedagogia na Universidade São Judas Tadeu, localizada no bairro da Móoca:

Universidade São Judas

Foto: Margarete Barbosa

Durante o primeiro ano do curso de Pedagogia (2006), visitamos o Centro Histórico, sob a orientação do professor Dr. Paulo de Assunção, um pesquisador e profundo conhecedor do Centro Histórico. Vale destacar que em 2012, o professor Paulo de Assunção foi  um dos vencedores do 54º Prêmio Jabuti, na categoria Turismo e Hotelaria, pois é de sua autoria o livro História do Turismo no Brasil entre os séculos XVI e XX.

Na visita ao Centro Histórico, passamos por diversos locais e, claro, estivemos na Praça da Sé e na Catedral. Revendo um trabalho que fizemos (eu e meu grupo) após a visita, retiro um parágrafo sobre a Catedral da Sé:

O professor comentou que o projeto de se ter uma igreja Central remonta de 1580. A pedra fundamental é de 1588. No séc XIX havia uma pequena igreja e no séc XX já se projetou construir uma catedral, como proposta urbanística da cidade. Ele fez referências a edifícios que já não existem mais, como por exemplo, o Teatro São José que foi destruído num incêndio. A construção da Catedral da Sé teve início em 1913 e foi concluída em 1954. Passou por reformas, sendo a última no período de 2000 a 2002. O projeto arquitetônico é de Maximiliano Hell, arquiteto que idealizou a catedral de Santos. Seu estilo se reporta à arquitetura gótica das igrejas alemãs. O professor esclarece que até o ano 1000 as igrejas eram escuras com poucas janelas, devido às guerras ocorridas na Europa. Após o ano 1000 “Deus é Luz”, então as igrejas passam a ter mais janelas e vitrais, permitindo a luz entrar no interior. Os vitrais são importantes para favorecer a iluminação e também para mostrar uma narrativa bíblica. A catedral gótica possui várias rosáceas, nos fundos e na frente, e suas torres apontam para o céu, procurando alcançá-lo. Na Catedral da Sé o professor se deteve em uma minuciosa exposição sobre a formação e arquitetura da Catedral.

A seguir, trago algumas fotos da Praça da Sé e da Catedral. Gostaria de esclarecer que as quatro fotos a seguir não são de minha autoria. Elas foram compartilhadas pela Coordenação do Curso de Pedagogia, na época (2006) foi a equipe da Professora Cristina Maria Salvador que fez o registro fotográfico:

Igreja da Sé

Catedral da Sé

vitrais da Catedral Sé 1

Vitral no interior da Catedral Sé

vitrais da Catedral da Sé 2

Vitral no interior da Catedral Sé- detalhe no desenho inferior retratando o Pateo do Colégio

interior e vitrais da Catedral da Sé

Interior e vitrais da Catedral da Sé

No dia 25 de janeiro de 2008, visitei o Edifício Altino Arantes e sua Torre do Banespa. Na fotografia abaixo, temos  o edifício e a Torre do Banespa vistos do terraço do Edifício Sampaio Moreira:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Do alto da Torre do Banespa podemos ver a cidade. Abaixo, a vista aérea do Pateo do Colégio:

 vista aerea do pateo do colégio 25 jan 2008

Foto: Margarete Barbosa – 25 de janeiro de 2008

Na foto aérea abaixo podemos ver entre os grandes edifícios a Catedral da Sé:

0001 vista aerea do centro-pça da sé 25 jan 2008

Foto: Margarete Barbosa – 25 de janeiro de 2008

Ao descer da Torre do Banespa, precisamos  parar e dar passagem para um passeio ciclístico que estava acontecendo no Centro Velho, vejam abaixo:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Atualmente existe a World  Bike Tour, que este ano está na sua 4ª edição e também a São Paulo Bike Tour. Vale a pena conferir.

No ano seguinte, em 25 de janeiro de 2009, quando me encontro no Parque Jardim da Luz, vejo um importante evento cultural em comemoração ao aniversário da cidade. Tal evento foi organizado pela Prefeitura, Governo do Estado e a Rede Globo. O seu início aconteceu no coreto do Jardim da Luz:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto:Margarete Barbosa

Foto:Margarete Barbosa

Este evento comemorativo conseguiu levar o público do Parque da Luz até  a Estação Pinacoteca (antigo Prédio do DOPS), pois lá o espetáculo continuaria com outro cenário. Na fotografia abaixo, o público se deslocando até a Pinacoteca. O edifício branco,  ao fundo é a Estação Júlio Prestes :

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

São Paulo também tem muitas outras faces. Em outubro de 2010 fiz uma visita a um edifício que é considerado o “avó dos arranhacéus”  o Edifício Sampaio Moreira, que fica na Rua Líbero Badaró. Este só foi superado em 1929, quando foi inaugurado o  Edifício Martinelli. Neste dia, eu estava na companhia de uma pessoa que nasceu e ama muito a cidade de São Paulo: Neuza Guerreiro de Carvalho. Conheço Neuza desde 2004 e,  desde então, construímos uma amizade muito forte; a conheci numa oficina de Memória, ministrada por ela, e talvez tenha sido naquele momento que reativei minhas próprias memórias e aprendi a valorizar a Memória. Na fotografia abaixo, registrei  Neuza no interior do Edifício Sampaio Moreira:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Nas fotografias seguintes, Neuza está no terraço do Sampaio Moreira. Na primeira fotografia podemos ver a Torre do Banespa, e na segunda, vemos os pórticos do terraço :

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Ainda neste dia, registrei no terraço,  o Theatro Municipal de São Paulo, que estava ainda em sua última reforma:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Neuza Guerreiro de Carvalho tem um Blog onde ela faz vários registros e muitos falam de seu amor e de sua vida em São Paulo, é o Blog da Vovó Neuza, para acessar é só clicar aqui.

Nas minhas andanças tenho visto na cidade imagens bem interessantes, como por exemplo as que fotografei no metrô Bresser, em 2007.  Nas fotografias se pode ver o símbolo do  Taoísmo  que representa o Yin e o Yang,  Deem só uma olhadinha:

metrô bresser 01

Foto: Margarete Barbosa

metrô bresser 02

Foto: Margarete Barbosa

metrô bresser

Foto: Margarete Barbosa

Outra imagem interessante é a deste gatinho, no jardim do Metrô São Bento, na entrada pelo Vale do Anhangabaú:

gatinho do metrô são bento

Foto: Margarete Barbosa

As andanças por São Paulo continuam, mas vou terminando o post por aqui.São muitos os registros, os momentos e múltiplos olhares. Encerro com duas imagens: a primeira é de  uma  bailarina no Centro Cultural Banco do Brasil, naquele dia ainda tinha a Exposição dos Impressionistas (setembro 2012), e enquanto o público externo enfrentava uma mega fila para entrar, a bailarina  encantava o público interno com sua arte. A segunda imagem nos tranquiliza nesta cidade que não para. É uma imagem de uma pequena fonte numa galeria da Rua Augusta, em frente ao Espaço Itaú de Cinema:

bailarina no ccbb

Fotos: Margarete Barbosa

fonte Rua Augusta

Foto: Margarete Barbosa

Parabéns, São Paulo pelos seus 459 anos!

Cantos, contos e encantos do Sansakroma

27/07/2012

Sansakroma sem fronteira – Contadores de Histórias
Parque Cidade de Toronto-julho/2012

O Sansakroma é um pássaro fantástico da tradição africana.  Segundo a tradição, este pássaro, uma espécie de falcão, voava bem alto no céu quando viu alguns pintinhos órfãos. Então, ele desceu e cuidou dos pintinhos até que se tornassem adultos. O sentido da história, ou melhor, a moral da história, é que nas comunidades sempre haverá alguém para cuidar das crianças.

Esta introdução é para falar de uma apresentação de contação de histórias a que assisti neste final de semana, no Parque Cidade de Toronto: o grupo Sansakroma sem fronteira.

O grupo chegou munido de algumas malas. E em cada uma delas havia materiais sonoros, artísticos e muitas, muitas histórias, vindas da África e de diversos lugares do Brasil. Deem uma olhadinha…

E estes pássaros chegaram e começaram a contar e a cantar histórias para as crianças de todas as idades.

Assim como as crianças, os adultos ficaram encantados com as histórias e as músicas. Acompanharam toda a apresentação com muita atenção e curtição…

A dupla de pássaros Sansakroma: Júlio e Debora D’Zambê, sobrevoaram a cultura popular africana, brasileira e de outras parte do mundo, colhendo e recolhendo as histórias que enfocam a ética, o meio ambiente, a importância da leitura e as mensagens de Paz. Além disso, eles cantam e tocam as cantigas de roda  com ritmo de blues, além de composições de nosso cancioneiro popular.

Durante a apresentação estes pássaros trouxeram objetos artísticos da África e falaram um pouco de sua simbologia e valor.

O professor da USP, Dr. Marcos  Ferreira Santos, Doutor em Filosofia da Educação e professor de Mitologia Comparada, fez um justo reconhecimento e definição da dupla em um dos encontros na Faculdade de Educação quando disse:

Sansakroma, o pássaro da liberdade, na tradição Zulu, o mesmo pássaro que abençoou Nelson Mandela, depois da liberdade. (…) Sansakroma não é só uma dupla, não é só uma ideia, é muito mais do que um Projeto, é uma destinação: é continuar e ser fiel a essa tradição dos Orfeus Negros trazendo e ecoando na voz deles as vozes nossas, internas.

Prof. Dr.Marcos Ferreira Santos

fonte: You Tube : http://www.youtube.com/watch?v=8gvycTo38as

O Sansakroma fará duas apresentações neste final de semana, em outros Bosques da Leitura: no dia  28/07 será no Bosque da Leitura do Parque Esportivo dos Trabalhadores, às 14h;  e no dia 29/07, às 14h, será a vez do Bosque da Leitura Parque Lions Club Tucuruvi.

Sansakroma também é uma canção do folclore africano. E é com ela que finalizo e convido vocês a verem uma bonita coreografia e ouvirem a canção Sansa Kroma.

Um super abraço!

Toronto: livros, crianças e poesia

03/07/2012
 
 
Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você…  (música: ‘Nem um dia’ – Djavan)
 
 
 

O primeiro domingo do Inverno amanheceu bem frio.

Aos poucos, o Astro Rei deixou-se sair, e, timidamente seus primeiros raios foram ganhando  em força e calor.  Às  10 horas a temperatura já estava muito mais agradável.

As crianças já estavam acordadas e ansiosas. Esperavam que seus pais deixassem a preguiça na cama e levantassem para levá-las ao Parque.

E esperaram muito…

Então, depois de muito  esperar e ver quase todos os canais da televisão, finalmente bateram à porta, até um deles  abrir e se render à intimação: Queremos ir ao parque! Vamos, papai! Ande!

O quê fazer?  Levantar, tomar café e atendê-los. Sem mais demora!

Chegaram ao Parque Cidade de Toronto.

Às 11h o playground do parque estava abarrotado de crianças.

Do outro lado, o Bosque da Leitura esperava um momento em que alguma criança se cansasse de brincar e fosse reciclar suas energias com os gibis, mangás e os livros novos que haviam  chegado e estavam sendo preparados para o acesso do público.

Francie e Margarida estavam empolgadas com as novas aquisições do Bosque da Leitura. Atentamente, Francie verificava a listagem e, um a um etiquetava os números de tombo, enquanto Margarida procurava o melhor espaço para carimbar a identificação do Bosque da Leitura Parque Cidade de Toronto .  Francie não se aguentava e folheava cada um deles, sem se dar conta dos minutos voando…   Margarida carimbava e se entretinha com alguns livros; curtia cheirá-los, sentir as palavras em relevo e a textura do papel. Cada livro trazia um cheiro diferente, uma história fantástica e poesias que eram música para a alma…

Vejamos alguns dos livros que elas curtiram: 

“A girafa tem torcicolo?” é um livro infanto juvenil muito empolgante, com muitas curiosidades ‘animais’. Seu autor, o biólogo Guilherme Augusto Domenichelli, soube muito bem encaixar as informações sobre o reino animal com ditos e frases populares, tais como:   “ Memória de elefante”, “Lágrimas de crocodilo”,  “Dormir com as galinhas”, “Abraço de Tamanduá”, “Abrira a calda de pavão”, “Estômago de avestruz”, entre outras curiosidades.

“Era uma vez… Era uma vez: eu. Mas aposto que você não sabe quem eu sou. Prepare-se para uma surpresa que você nem adivinha. Sabe quem eu sou?” E assim começa o livro de Clarice Lispector “ Quase de verdade”. No livro Clarice dá vez e voz a um cachorro  que fica “latindo para Clarice e ela — que entende o significado de meus latidos — escreve o que eu lhe conto”

O clássico  “Viagem ao centro da Terra”, de Julio Verne, ganha em poesia e arte com a adaptação de Costa Senna e belas ilustrações de Cristina Carnelós. Costa Senna com muita sensibilidade e competência transforma a prosa em poesia de cordel, e olhem como a aventura começa:

“Final de mil e oitocentos
do ano sessenta e três,
começava essa história,
Maio era este o mês
E esta vai acorrentar
A atenção de vocês.”

Mais adiante, no meio da aventura o poeta :

“Reiniciamos a descida
Na galeria de lava.
Ia tudo muito calmo
Por onde a gente passava
E, até o meio dia,
A paz nos acompanhava.
 
Depois dali nós chegamos
Perto duma encruzilhada,
Marchamos pro lado leste,
A rota mais indicada
Além de ser muito escura
Vez por outra era apertada.”
 

Desde o Ceará até o Rio de Janeiro e espalhado pelo mundo, a literatura de cordel  está presente em todas as  suas formas, desde  folhetos tradicionais e até o mundo virtual, sempre aguçando a sensibilidade e curiosidade dos leitores. “A Peleja do Violeiro Magrilim com a formosa Princesa Jezebel” é um exemplo de sensibilidade e pesquisa. Seu autor Fábio Sombra nos estimula e provoca risos nesta peleja entre a princesa  Jezebeu e o plebeu Magrilim, que desafia o destino traçado pelo cruel Percival, pai da princesa.

Por que Vossa Majestade
Nosso rei não anuncia
Que a mão de vossa filha
Será dada em cortesia
Ao violeiro que vence-la
Num torneio de poesia?  (…)
 
Muito humilde e respeitoso
O magrelo disse então:
Não é luxo, nem riqueza
Que me tocam o coração.
Quero o amor de sua filha
Essa sim é minha ambição…(…)

O livro é muito divertido e traz belíssimas ilustrações feitas pelo autor, pois  além de ser poeta e pesquisador do folclore brasileiro, Fábio Sombra é também o ilustrador  e um dos nomes mais respeitados em Arte Naif  contemporânea brasileira.

Francie ficou encantada com o livro: “Os comedores de palavras”, dos autores Edimilson de Almeida Pereira e Rosa Margarida de Carvalho Rocha. O livro narra um conto sobre a prática de contar histórias do povo africano. O livro traz também sugestões de atividades  para o leitor.

Enquanto esperam que as crianças brinquem bastante, até à exaustão, os pais aproveitam o espaço de leitura  com o seu acervo, jornais do dia e as revistas semanais. Ai, ai…”quem lê tanta notícia”…?

Enquanto isso, no grande lago de Toronto, os peixes aproveitam os pedacinhos de pão que lhes são oferecidos…

E para finalizar, eu, Margarete Barbosa escrevi e compartilho com vocês:

Domingo de Inverno
 
Um sol
sem ser ardido
brilha sobre o gramado
aquece a criança
o lago
os marrecos
as papoulas.
 
O domingo de inverno
estando bem aquecido
convida ao
lúdico
das crianças
e seus pais.
 
O adulto traz a criança
pelas mãos
no coração
Brinca
Ri
Chora
Não quer ir embora.

A arte de contar histórias

14/10/2011
VI Festival A Arte de contar histórias com Elaine Gomes no Bosque da Leitura Parque Cidade de Toronto em Outubro de 2010 —  Fotografia de Margarete Barbosa com aplicação de textura mosaico
 

Contar histórias é uma arte muito antiga, existe desde que o ser humano surgiu no Planeta. Algumas pessoas dizem que nos ‘velhos tempos’ podia-se  sentar ao redor do fogo para se esquentar, alegrar, conversar, contar casos… Certamente muitos de nós já ouvimos nossos pais e avós contarem histórias das mais diversas:  da família, de uma experiência ocorrida “no tempo do vovô e da vovó”‘ e ainda de “um tempo que não volta mais…”.

Contar histórias é um tema que tem sido muito pesquisado nos últimos anos. Desde a Educação Infantil até a Pós-Graduação, além da finalidade terapêutica, pois segundo algumas pesquisas, a palavra tem poder de aliviar as dores e até mesmo curar. Com isso podemos perceber o quanto se tem a explorar e a aprender nas diversas narrativas.

Na cidade de São Paulo temos muitos  órgãos públicos que promovem a Arte de contar histórias por meio de oficinas, debates, workshops e, principalmente, reunindo um contador de histórias e as crianças, de qualquer idade.

Neste ano, no período de  15 a 23 de outubro, acontecerá a sétima edição do Festival “A Arte de Contar Histórias” pela Secretaria Municipal de Cultura por meio do Sistema Municipal de  Bibliotecas. O Festival ocorrerá em  40 bibliotecas públicas, 9 Bosques da Leitura nos parques municipais, 5 Pontos de Leitura e 36 roteiros dos ônibus-biblioteca. E para que ninguém fique de fora desse festival, teremos  intérpretes de Libras nas Bibliotecas: Hans Christian Andersen (Tatuapé), Álvares de Azevedo (Vila Maria), Brito Broca (Pirituba), Raul Bopp (Aclimação) e Pe. José de Anchieta (Perus).  Para saber sobre a Programação completa basta clicar aqui .

Em anos anteriores tive a oportunidade de presenciar  algumas contações de histórias, como a da contadora Elaine Gomes  que aconteceu em outubro de 2010  cujo registro fotográfico abre esta postagem.

Logo abaixo seguem  fotos de algumas contações de história  que aconteceram no Parque da Luz e no Parque Cidade de Toronto, das quais participei ouvindo e registrando.

Parque da Luz -Outubro de 2007

Vanessa Castro


Parque da Luz -Outubro de 2008

Grupo Bolha de Gude

Debora Kikuti

Parque da Luz -Outubro de 2009

Paulo Federal

Simone Nasar

Parque Cidade de Toronto – 2010

Cia. Os Itinerantes

Parque Cidade de Toronto – 2011

Cia Duberro

Cia. Luar no Ar

Contar histórias  representa a vontade de falar do que se sabe e passar adiante aquilo que se aprendeu. Quando a  história é contada com o coração a criança se deleita, se diverte, obtém elementos que estimulam o seu imaginário, desenvolve o gosto pela leitura e pela arte.

Quando participamos de uma contação de histórias, quer seja narrando ou ouvindo, entramos em contato com a magia da palavra. A palavra que prende, que envolve e que transforma as pessoas, de uma maneira simples e mágica, de coração a coração.

Um super abraço!

Comemorações no mês do folclore em São Paulo

22/08/2011
"O violeiro" de Almeida Jr-pintura em óleo sobre tela - Pinacoteca do Estado de São Paulo

"O violeiro" de Almeida Jr-pintura em óleo sobre tela - Pinacoteca do Estado de São Paulo

No dia 22 de Agosto é comemorado o ‘dia  do folclore’, e sabemos que o Brasil tem uma riqueza cultural fantástica. Cada região do país e cada estado tem muito a contribuir com a cultura popular.

A cidade de São Paulo comemora o mês do folclore com um programa de eventos, cujo título é  ‘Agosto Caipira’. E sobre o termo caipira, temos a seguinte definição:

O termo caipira (do tupi Ka’apir ou Kaa – pira, que significa “cortador de mato”), é o nome que os indígenas guaianás do interior do estado de São Paulo deram aos colonizadores brancos, caboclos, mulatos e negros.

O termo caipira teve sua origem e é utilizado com mais frequência no Estado de São Paulo. Em Minas Gerais é capiau (palavra que também significa cortador de mato), na região Nordeste, matuto, e no Sul, colono.

Fonte:  site da Prefeitura de São Paulo – Sistema Municipal de Bibliotecas.

Para saber a programação do Agosto Caipira, basta clicar aqui e poderemos encontrar diversas atividades em diversos lugares, como: parques, bibliotecas e pontos de leitura.

Gostaria de destacar algumas atividades desse programa.

Inicialmente gostaria de destacar o evento Viola, fogueira e rastapé com o músico Jackson Ricarte, que trará canções que marcaram a história dos  folguedos.  O violeiro também fará um bate-papo contando causos e falando sobre a cultura caipira. Esta apresentação será na Biblioteca Malba Tahan, no dia 23 às 14h, e também na Biblioteca Anne Frank, no dia 27 às 14h30.

Outra sugestão que faço é sobre  contação de histórias, e no “Agosto Caipira” temos vários contadores. Destaco aqui as Histórias caiçaras, com a contadora Mariza Santos, que fará um mergulho no universo caiçara de Ubatuba com histórias que falam da serra e do mar. A apresentação acontecerá na Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato   no dia  26 às 9h e 14h30; na Biblioteca Aureliano Leite,  dia 27 às 14h e na Biblioteca Raul Bopp, dia 28 às 11h. Outro destaque para a contação de histórias Histórias contadas para serem ouvidas, com Thaís Póvoa e Bruna Machado, com destaque para os  contos tradicionais populares do Brasil e do mundo. As contadoras se apresentarão no  dia 28/08 às 11h no Bosque da Leitura Parque Cidade de Toronto.

Iniciei a postagem com a imagem da pintura: “O violeiro” , do artista plástico paulista José Ferraz de Almeida Júnior.  Sabe-se que Almeida Júnior foi o primeiro artista plástico que incluiu em suas obras a vida do homem do povo. Essa e outras  obras podem ser vistas e contempladas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Gostaria de lembrar de um artista que muito tem contribuído para o folclore e para a cultura caipira e sertaneja: é o paulista Rolando Boldrin.  Boldrin é ator, compositor, violeiro e contador de ‘causos’.  E é para ouvir um de seus ‘causos’ (inspirado em Rubem Alves) que eu os convido para acessar o vídeo abaixo:

Para finalizar, trago um desenho de Maurício de Souza, com sua releitura do quadro ” O violeiro”, de Almeida Júnior. Dêem só uma olhadinha:


Um abraço!