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Encontros e Memórias no dia Internacional da Mulher

08/03/2017

Neuza em tarde de autógrafos

Neuza Guerreiro de Carvalho, conhecida também como vovó Neuza,  aos 86 anos  inspira e respira Memória. Ela promove encontros e cria oportunidades para o resgate de memórias.

Tive a oportunidade de encontrar Neuza  em abril de 2004, e desde então tivemos muitos e diversos encontros onde  compartilhamos muitas memórias.

Em um desses encontros, em dezembro de 2014, tive a oportunidade de estar presente no lançamento do livro: A Glette, o Palacete e a Universidade de São Paulo. Este livro tem vários organizadores, entre eles Neuza , que  escreve o terceiro e o décimo capítulo.

Aquele dia foi mais que um encontro para lançamento do livro. Foi a celebração e a realização de um projeto que teve alguns percalços enquanto estava sendo elaborado, mas que com a persistência de um grupo coeso, conseguiu chegar em sua finalização. Para mim foi um momento de intensa emoção, e tenho certeza de que também foi para Neuza.

Margarete e Neuza: um encontro afetivo

Neuza se considera e se denomina uma “Glettiana”.  No período de 1948 a 1951, Neuza fez o curso de História Natural pela FFCL-USP-FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.  Naquela época esse curso da Universidade de São Paulo funcionava  em um palacete de moradia – O Palacete Glette.  Para saber mais sobre esta fase da Universidade de São Paulo, além de outras histórias do Palacete da Glette,  convido vocês  a acessar o link  Blog da Vovó Neuza.

O livro reúne as histórias, lembranças e memórias de um grupo de amigos e ex-alunos ( hoje professores da USP) que estudaram em algum momento no antigo Palacete da Glette. É um livro que visa resgatar uma parte da história da Universidade de São Paulo sob a narrativa daqueles que por lá passaram.

A Universidade que formou a bióloga Neuza Guerreiro de Carvalho, hoje, 08 de maio de 2017, a  recebe para ministrar aulas na Universidade Aberta à Terceira Idade. Neuza prefere dizer que são encontros, pois são mesmo. Segundo ela: “São os ENCONTROS DE RESGATE DE MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA.  Não gosto da palavra ‘OFICINA’, embora de uso corrente. (…) Também não gosto de ‘WORKSHOP’, porque é palavra importada. Adotei para mim ‘ENCONTROS’. que diz bem o que faço.”

Neste dia Internacional da Mulher, Neuza vai reunir, ou melhor: encontrar com pessoas acima dos 60 anos para o “Encontro de Resgate de Memória Autobiográfica”, cujos objetivos são: “propiciar o resgate da memória buscando lembranças esquecidas com abordagem em uma filosofia, enfoque e caminhos próprios.  E também registrar esse resgate”.

Neuza vem trabalhando com Memória há muito tempo, sempre buscando estudá-la de várias formas, como: histórias de vida, histórias de família, histórias coletivas e resgate de Memória pessoal. Ela escreve sobre a história de sua família desde 1997 e já participou do Museu da Pessoa, onde trabalhou e conviveu com profissionais realizando entrevistas, transcrevendo e editando as Histórias de Vida.

Deixo aqui registrado meu respeito e admiração por esta mulher, pois sempre que vou visitá-la, faz questão de compartilhar comigo suas histórias, sua cultura, sua memória e, principalmente sua afetividade.

E hoje, neste dia Internacional da Mulher, destaco esta mulher, mãe, avó e profissional que já traz em sua identidade um sobrenome duplamente forte: Neuza Guerreiro de Carvalho.

Finalizo este post compartilhando um  vídeo onde Neuza fala sobre este trabalho. Vejam só:

Um super abraço!

O resgate da Memória Autobiográfica

01/08/2011


Neuza Guerreiro de Carvalho, também conhecida como vovó Neuza, respira Memória. Foi numa de suas oficinas de memória, há sete anos, que nos conhecemos e desde então compartilhamos muitas outras  histórias.

De agosto a novembro deste ano, Neuza vai coordenar os “Encontros para Resgate de Memória Autobiográfica” na Estação Ciência, da USP, para o público acima de 60 anos.

Os encontros têm o objetivo de fazer com que os participantes resgatem suas memórias pessoais, registrem-nas e construam suas próprias histórias de vida. Em cada encontro, haverá dinâmicas de grupo como depoimentos, arte-terapia, pintura, redação, música, leituras e troca de experiência entre os participantes. Alguns dos temas trabalhados serão: identidade, infância, vida escolar, família, espaços de vivência, sonhos e vida atual. Ao final dos encontros, cada participante terá elaborado um caderno com o conjunto de produções.

Neuza vem trabalhando com Memória há muito tempo, sempre buscando estudá-la de várias formas, como: histórias de vida, histórias de família, histórias coletivas e resgate de Memória pessoal. Ela escreve sobre a história da família desde 1997 e já integrou o Museu da Pessoa, onde trabalhou e conviveu com profissionais realizando entrevistas, transcrevendo e editando as Histórias de Vida.

 Muitos são os profissionais que estudam e pesquisam sobre a memória e todos reconhecem o quanto é importante para a saúde física e psíquica do indivíduo. No livro: “O tempo vivo da memória – ensaios de psicologia social”, a professora Ecléa Bosi nos diz que “A memória dos velhos pode ser trabalhada como um media­dor entre a nossa geração e as testemunhas do passado. Ela é o intermediário informal da cultura…”

Sobre a História de Vida a professora Ecléa Bosi nos lembra ainda que “do vínculo com o passado se extrai a força para a formação de identidade”. Acredito que nessa afirmação reside a importância dos encontros para o resgate da memória autobiográfica.

 O tema da memória autobiográfica tem sido muito pesquisado na área da Educação, na formação de professores. Para compreender a relevância do tema, convido-os para assistir o pequeno documentário abaixo, com depoimentos de professores da UNESP e UNIFESP.

Vale a pena conferir esta iniciativa e também conhecer as muitas histórias no Blog da Vovó Neuza