Archive for the ‘Encontros’ Category

Encontros e Memórias no dia Internacional da Mulher

08/03/2017

Neuza em tarde de autógrafos

Neuza Guerreiro de Carvalho, conhecida também como vovó Neuza,  aos 86 anos  inspira e respira Memória. Ela promove encontros e cria oportunidades para o resgate de memórias.

Tive a oportunidade de encontrar Neuza  em abril de 2004, e desde então tivemos muitos e diversos encontros onde  compartilhamos muitas memórias.

Em um desses encontros, em dezembro de 2014, tive a oportunidade de estar presente no lançamento do livro: A Glette, o Palacete e a Universidade de São Paulo. Este livro tem vários organizadores, entre eles Neuza , que  escreve o terceiro e o décimo capítulo.

Aquele dia foi mais que um encontro para lançamento do livro. Foi a celebração e a realização de um projeto que teve alguns percalços enquanto estava sendo elaborado, mas que com a persistência de um grupo coeso, conseguiu chegar em sua finalização. Para mim foi um momento de intensa emoção, e tenho certeza de que também foi para Neuza.

Margarete e Neuza: um encontro afetivo

Neuza se considera e se denomina uma “Glettiana”.  No período de 1948 a 1951, Neuza fez o curso de História Natural pela FFCL-USP-FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.  Naquela época esse curso da Universidade de São Paulo funcionava  em um palacete de moradia – O Palacete Glette.  Para saber mais sobre esta fase da Universidade de São Paulo, além de outras histórias do Palacete da Glette,  convido vocês  a acessar o link  Blog da Vovó Neuza.

O livro reúne as histórias, lembranças e memórias de um grupo de amigos e ex-alunos ( hoje professores da USP) que estudaram em algum momento no antigo Palacete da Glette. É um livro que visa resgatar uma parte da história da Universidade de São Paulo sob a narrativa daqueles que por lá passaram.

A Universidade que formou a bióloga Neuza Guerreiro de Carvalho, hoje, 08 de maio de 2017, a  recebe para ministrar aulas na Universidade Aberta à Terceira Idade. Neuza prefere dizer que são encontros, pois são mesmo. Segundo ela: “São os ENCONTROS DE RESGATE DE MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA.  Não gosto da palavra ‘OFICINA’, embora de uso corrente. (…) Também não gosto de ‘WORKSHOP’, porque é palavra importada. Adotei para mim ‘ENCONTROS’. que diz bem o que faço.”

Neste dia Internacional da Mulher, Neuza vai reunir, ou melhor: encontrar com pessoas acima dos 60 anos para o “Encontro de Resgate de Memória Autobiográfica”, cujos objetivos são: “propiciar o resgate da memória buscando lembranças esquecidas com abordagem em uma filosofia, enfoque e caminhos próprios.  E também registrar esse resgate”.

Neuza vem trabalhando com Memória há muito tempo, sempre buscando estudá-la de várias formas, como: histórias de vida, histórias de família, histórias coletivas e resgate de Memória pessoal. Ela escreve sobre a história de sua família desde 1997 e já participou do Museu da Pessoa, onde trabalhou e conviveu com profissionais realizando entrevistas, transcrevendo e editando as Histórias de Vida.

Deixo aqui registrado meu respeito e admiração por esta mulher, pois sempre que vou visitá-la, faz questão de compartilhar comigo suas histórias, sua cultura, sua memória e, principalmente sua afetividade.

E hoje, neste dia Internacional da Mulher, destaco esta mulher, mãe, avó e profissional que já traz em sua identidade um sobrenome duplamente forte: Neuza Guerreiro de Carvalho.

Finalizo este post compartilhando um  vídeo onde Neuza fala sobre este trabalho. Vejam só:

Um super abraço!

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Literatura de Cordel: memória, afetividade e contação de histórias

21/03/2016

Faz muito tempo que aprecio e divulgo, sempre que há oportunidade, a Literatura de Cordel, a poesia e contação de histórias. Nestes últimos dias, percebi que as artes literárias tiveram algumas comemorações: o dia Internacional do Contador de Histórias, no dia 20 de março, e o dia 21 de março é o dia mundial da poesia.

O dia Internacional do Contador de Histórias, 20 de março, foi criado em 1991, na Suécia, e tem como principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. Já o dia Mundial da poesia foi  criado em 1999 pela UNESCO,  com o objetivo de estimular a produção e celebrar a poesia como forma de arte em todo o mundo.

No último sábado, dia 19 de março, tive a honra de ser convidada pelo amigo, pesquisador, cordelista e escritor Marco Haurélio para assistir sua palestra: Literatura de Cordel: memória e afetividade. A palestra integrou o I Colóquio  A Contação de Histórias como contribuição à Neuroeducação, que aconteceu no Colégio Passionista, na Zona Norte de São Paulo.

Palestra Marco Haurelio

Palestra Marco Haurélio no Colégio Passionista

Durante sua apresentação, que foi permeada de histórias contadas por meio do cordel, tive vários flashes de memória de quando conheci o Marco Haurélio e do período vivido como estudante de Pedagogia. Naquele período, principalmente no ano de 2008, eu estava pesquisando  para elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso, que teve o tema: Literatura de Cordel – percorrendo os caminhos da poesia.

Como servidora municipal tive a oportunidade de trabalhar nos espaços do Bosque da Leitura e assistir a diversas apresentações de  contadores de histórias, poetas, músicos, cordelistas e  repentistas.

Vanessa Castro - Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

   Vanessa Castro – Out/ 2007-Bosque da Leitura Pq.Jd.da Luz

 

Débora kikuti-maio/ 2009- Bosque da Leitura Parque Jardim da Luz

   Débora Kikuti-maio 2009- Bosque da Leitura Pq Jd. da Luz

 

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

Elaine Gomes-OUT/2010- no Bosque da Leitura Pq Cidade Toronto

 

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

Repentista Sebastião Marinho no Bosque da Leitura do Parque do Trote -Julho/2012

 

Cordelista João Gomes de Sá-SET 2012-Bosque da Leitura Parque Toronto

Cordelista João Gomes de Sá -SET/2012-Bosque da Leitura Parque Cidade de  Toronto

Tive a oportunidade de ouvir a incrível contadora de histórias Andrea Sousa, contando e encantando  histórias para crianças crescidas, na Semana do Servidor Público, em outubro de 2014, na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Andrea Sousa - out/2014 Semana do Servidor

       Andrea Sousa – out/2014-Semana do Servidor-SMDHC

Atualmente algumas livrarias promovem contação de histórias, como é o caso da Livraria Cortez, no bairro de Perdizes, e a  Livraria Nove Sete, na Vila Mariana.

A Livraria Cortez, dentre outras atividades, abre suas portas para encontros com poetas, escritores, contadores de histórias, além de periodicamente promover no mês de agosto o evento Cordel na Cortez. Aqui, um pequeno registro por ocasião do lançamento do livro infanto juvenil, de Marco Hauélio: Os doze trabalhos de Hércules, com belíssimas ilustrações de Luciano Tasso. Neste dia, 12 de abril de 2012, também aconteceu uma bonita contação de histórias com o TEATRO DE GAIA .

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Os 12 trabalhos de Hércules por Marco Haurélio e ilustrado por Luciano Tasso

Contação de história na livraria cortez 04-2014

            Contação de história na Livraria Cortez 12/04/2014

No ano passado, em abril de 2015, estive na Livraria Nove Sete no lançamento  do livro infantil: Nem borboleta, nem cobra, de autoria de Marco Haurélio. Naquela ocasião, a contadora de história Lucélia Borges prendeu a atenção de crianças de todas as idades ao contar a história que dá nome ao livro.

Lucélia Borges - contadora de histórias -abril/2015

Lucélia Borges – contadora de histórias -abril/2015

Percebi que ao narrar poeticamente a história, cria-se um laço  mágico entre o contador e os ouvintes, de modo a mantê-los unidos na palavra. Me atrevo a dizer que é a palavra a gênese da transformação em quem fala e, também naquele que ouve, ou seja: na comunicação de coração a coração por meio da história, da poesia que necessita da memória e do afeto para fazer e manter as conexões harmônicas entre as pessoas.

Observando cada um em seu estilo, se percebe que todos têm histórias para contar: quer sejam em forma de narrativas, canções, cantorias ou poesia. Cada um de nós é um contador de histórias e cada um traz uma carga de memória e afetividade na arte da comunicação humana.

Para finalizar e comemorar o DIA INTERNACIONAL DA POESIA recorro à página do Facebook do amigo Pedro Monteiro e tomo emprestado os versos  que ele fez para celebrar nesta data, e sua imagem entre os livros e os cordéis.

Em cada curva da estrada
Um balaio de alegria,
Ou abordo de um veleiro
No mar da sabedoria,
Pelo remanso da calma
Faz-lhe um afago na alma,
Erudição e poesia.

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

Pedro Monteiro -Poeta e Cordelista

 

Acredito que é muito importante desenvolver o espírito poético e mantê-lo vivo frente às condições históricas atuais.  A Arte é o que nos mantém vivos e humanos.

Um super abraço!

O Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera e seu ambiente cultural

03/11/2015

BOSQUELEITURA PARQUE IBIRAPUERA

No domingo, dia 18 de outubro de 2015, estive presente na reinauguração do espaço que abriga o Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Era  um dia nublado, o que não impediu a celebração da reabertura do espaço, que foi marcado por diversos encontros e muitas leituras. Foi um dia marcado  por encontros e reencontros. No circularam muitos amigos, leitores, curiosos e também teve a presença de representantes da sociedade civil e da gestão municipal que reafirmaram seus compromissos e parcerias em prol o Bosque da Leitura.

Desde 1983 existe o espaço do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera, e, claro, chega um momento em que toda construção merece uma reforma estrutural para continuar funcionando e acolhendo quem nela adentra.

Sou servidora municipal, mas antes sou cidadã e aprendiz, que mantém este blog pelo prazer de escrever, de Ser e Estar neste mundo, nesta cidade. Desta forma,  busco destacar o valor cultural que  tem o Bosque da Leitura.

É interessante ver um pouco como foi a mudança externa do local nos últimos anos, como era e como ficou a casa do Bosque. Para ilustrar, recorro a meus registros fotográficos de visitas feitas  desde 2013:

Em outubro de 2013:

bosque da leitura parque Ibirapuera1

Em outubro de 2014:

bosque da leitura parque ibirapuera2

Em outubro de 2015:

bosquedaleitura Parque Ibirapuera

Mas o dia foi marcado com atrações culturais  para comemorar a reabertura do espaço de leitura.

O grupo de Maracatu Cia Porto de Luanda  foi o primeiro a se apresentar, com muita animação e ritmos, envolvendo todos os espectadores. Vejam só:

maracatu cia porto de luanda1

maracatu cia porto de luanda3

O Maracatu é uma dança folclórica de origem afro-brasileira originada  em meados do século XVIII, e traz um forte componente da miscigenação musical das culturas portuguesa, indígena e africana. Esse cortejo musical despertou as atenções  de todos, inclusive das crianças, aguçando sua curiosidade e musicalidade:

maracatu cia porto de luanda2maracatu cia porto de luanda4

Mesmo com todo o agito musical, há ainda aqueles que conseguem concentrar-se em sua leitura e até fazer um crochê:

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um croche

A imensa área verde do Parque Ibirapuera é um convite para fazer um gostoso picnic, pois os espaços são muitos.  E foi isso algumas pessoas fizeram nos arredores do Bosque da Leitura. Detalhe: teve até artesanato…

pic nic no parque ibirapuera

Enquanto isso, dentro da casa do Bosque da Leitura a interação entre adultos e crianças acontecia permeada de gostosas leituras:

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E a comemoração da reinauguração continuava na área externa.

Logo após o grupo de Maracatu, o público foi muito bem servido com um espetáculo que mesclou o teatro e o circo. O espetáculo: A Jornada do heroi, com o artista Victor Abreu, prendeu a atenção de todos até seu final. Vejam:

circo1

circo2

A última apresentação foi a dança interativa, com o grupo Zumb.Boys. A proposta do grupo é interferir e interagir com o público fazendo com que as pessoas escolham uma carta. A partir disso, se desenvolve a dança. Inicialmente o grupo saiu da área do Bosque da Leitura e percorreu alguns espaços do parque, onde puderam integrar o público. Interessante notar que em cada espaço o grupo aproveitava o que estava disponível para trazer tudo e todos ao universo da dança.  Vejam só:

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dança por correio2

dança por correio1

 E assim foi marcado a reabertura da casa do Bosque da Leitura do Parque Ibirapuera.

Fica aqui o convite à leitura, à curtição do parque e tudo o que nele há disponível.

Vamos??

Um super abraço!

EmQuanta – A experiência da primeira infância

07/11/2013

Suzana Schmidt e EmQuanta

Núcleo Quanta – espetáculo EmQuanta
 
 

O mês das crianças terminou, porém deixou um gostinho de ‘quero mais’.

Foi um período de muitas curtições, entre os pais e seus pequenos. Curtições mesmo, pois os pais curtem tanto quanto seus filhos. Curtimos nos dias ensolarados levando-as aos parques, jogando bola, andando de bicicleta, brincando na areia e nas piscininhas ; curtimos quando o dia nublado deixa o clima mais intimista, aproximando muito a nossa criança interior da nossa cria que cresce,  nos surpreende, nos ensina  a cada dia a Arte de Viver.

O mês de  Novembro se inicia e, ao que tudo indica, será  um mês dedicado à Infância. E para isso a  Biblioteca Infanto Juvenil  Monteiro Lobato cederá seu espaço para o Ciclo de Conversas Primeira Infância, no próximo dia 08 de novembro, a partir das 9h30 . Este ciclo de conversas, será um encontro com profissionais de diversas áreas para discutir a primeira infância sob múltiplas perspectivas. Abaixo podemos ver a programação do dia.

primeira infância

Mas não para por aí…  Integrando essa proposta e ampliando nos rumos da Arte e da Dança, o Núcleo Quanta apresenta o espetáculo EmQuanta e nos convida a viver a infância que tivemos, por meio da criança que fomos e ainda ‘guardamos’; nos convida a compartilhar da infância de nossos filhos com toda a leveza e ludicidade.

Tive a grata oportunidade de vivenciar e compartilhar este espetáculo, esta dança, este jogo de sentir e de sentidos durante o mês das crianças. Juntamente com esposo e filho, estivemos presentes no SESC Vila Mariana e experienciamos, com outras crianças e seus pais, a alegria de ser e de estar entre os pequenos/grandes atores, num jogo harmônico e repleto de movimentos, sons e sonhos. Sonhos que nunca terminam, mas que se renovam nas relações vivas e de Vida.

Aqui fica o meu pequeno registro do momento vivido com intensa curtição:

EmQuanta01

EmQuanta02

EmQuanta03

EmQuanta05

EmQuanta é um convite para pais e filhos para um jogo e exploração dos espaços, dançar, divertir-se com os sons e descobrir novas brincadeiras.É um espaço onde as crianças (pequenas e grandes) poderão viajar na leveza das nuvens à sonoridade das águas, do calor do sol à surpresa do esconde-esconde.

O espetáculo EmQuanta  estará nos seguintes dias e locais:

Dia 9 de novembro às 10hBiblioteca Brito Broca
Dia 10 de novembro às 10hBiblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato
Dia 12 de novembro às 14hBiblioteca Hans Christian Andersen
Dia 13 de novembro às 10hBiblioteca Thales Castanho de Andrade
Dia 21 de novembro às 10hBiblioteca Paulo Duarte
Dia 27 de novembro às 14hBiblioteca Vicente Paulo Guimarães
Dia 30 de novembro às 14hBiblioteca Lenyra Fraccaroli
Dia 7 de dezembro às 14hBiblioteca Camila Cerqueira Cesar
Dia 10 de dezembro às 10h30Biblioteca Belmonte

Vamos ver e rever nossa infância!

Um super abraço!

Alguns momentos em São Paulo

24/01/2013

Neste dia 25 de janeiro de 2013, São Paulo faz 459 anos. Mas este post não é para falar da programação comemorativa, pois há muitos outros veículos que dão conta, basta acessar aqui, ou aqui também. Hoje vim destacar alguns momentos que tenho vivido na e com a cidade.

Creio que minha relação com a cidade de São Paulo começa no dia do meu nascimento. Quando eu nasci, São Paulo estava completando 415 anos. Pois é, nasci no mesmo dia desta cidade, embora tenha nascido em outro Estado, em Alagoas. Minha família  migrou  para cá quando  eu era  muito pequena, passou uma temporada e, depois retornou a Alagoas. Porém quando eu  estava com  9 anos de idade, fixamos moradia nesta metrópole até os dias de hoje.

Em São Paulo, frequentei o Colégio Olga Ferraz, onde cursei até a 2ª série (hoje seria o 3º ano). Na época em que estudei, o colégio era da rede estadual e nos anos de 1990 passou para a rede particular. Destaco aqui o registro fotográfico atual (2012) da escola que frequentei: o Colégio Olga Ferraz, que fica na Av. Francisco Matarazzo, ao Lado do Parque da Água Branca:

colégio olga ferraz1

Foto: Margarete Barbosa

colégio olga ferraz2

Foto: Margarete Barbosa

Muitas “águas rolaram” e, em 2009, concluí o curso de Pedagogia na Universidade São Judas Tadeu, localizada no bairro da Móoca:

Universidade São Judas

Foto: Margarete Barbosa

Durante o primeiro ano do curso de Pedagogia (2006), visitamos o Centro Histórico, sob a orientação do professor Dr. Paulo de Assunção, um pesquisador e profundo conhecedor do Centro Histórico. Vale destacar que em 2012, o professor Paulo de Assunção foi  um dos vencedores do 54º Prêmio Jabuti, na categoria Turismo e Hotelaria, pois é de sua autoria o livro História do Turismo no Brasil entre os séculos XVI e XX.

Na visita ao Centro Histórico, passamos por diversos locais e, claro, estivemos na Praça da Sé e na Catedral. Revendo um trabalho que fizemos (eu e meu grupo) após a visita, retiro um parágrafo sobre a Catedral da Sé:

O professor comentou que o projeto de se ter uma igreja Central remonta de 1580. A pedra fundamental é de 1588. No séc XIX havia uma pequena igreja e no séc XX já se projetou construir uma catedral, como proposta urbanística da cidade. Ele fez referências a edifícios que já não existem mais, como por exemplo, o Teatro São José que foi destruído num incêndio. A construção da Catedral da Sé teve início em 1913 e foi concluída em 1954. Passou por reformas, sendo a última no período de 2000 a 2002. O projeto arquitetônico é de Maximiliano Hell, arquiteto que idealizou a catedral de Santos. Seu estilo se reporta à arquitetura gótica das igrejas alemãs. O professor esclarece que até o ano 1000 as igrejas eram escuras com poucas janelas, devido às guerras ocorridas na Europa. Após o ano 1000 “Deus é Luz”, então as igrejas passam a ter mais janelas e vitrais, permitindo a luz entrar no interior. Os vitrais são importantes para favorecer a iluminação e também para mostrar uma narrativa bíblica. A catedral gótica possui várias rosáceas, nos fundos e na frente, e suas torres apontam para o céu, procurando alcançá-lo. Na Catedral da Sé o professor se deteve em uma minuciosa exposição sobre a formação e arquitetura da Catedral.

A seguir, trago algumas fotos da Praça da Sé e da Catedral. Gostaria de esclarecer que as quatro fotos a seguir não são de minha autoria. Elas foram compartilhadas pela Coordenação do Curso de Pedagogia, na época (2006) foi a equipe da Professora Cristina Maria Salvador que fez o registro fotográfico:

Igreja da Sé

Catedral da Sé

vitrais da Catedral Sé 1

Vitral no interior da Catedral Sé

vitrais da Catedral da Sé 2

Vitral no interior da Catedral Sé- detalhe no desenho inferior retratando o Pateo do Colégio

interior e vitrais da Catedral da Sé

Interior e vitrais da Catedral da Sé

No dia 25 de janeiro de 2008, visitei o Edifício Altino Arantes e sua Torre do Banespa. Na fotografia abaixo, temos  o edifício e a Torre do Banespa vistos do terraço do Edifício Sampaio Moreira:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Do alto da Torre do Banespa podemos ver a cidade. Abaixo, a vista aérea do Pateo do Colégio:

 vista aerea do pateo do colégio 25 jan 2008

Foto: Margarete Barbosa – 25 de janeiro de 2008

Na foto aérea abaixo podemos ver entre os grandes edifícios a Catedral da Sé:

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Foto: Margarete Barbosa – 25 de janeiro de 2008

Ao descer da Torre do Banespa, precisamos  parar e dar passagem para um passeio ciclístico que estava acontecendo no Centro Velho, vejam abaixo:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Atualmente existe a World  Bike Tour, que este ano está na sua 4ª edição e também a São Paulo Bike Tour. Vale a pena conferir.

No ano seguinte, em 25 de janeiro de 2009, quando me encontro no Parque Jardim da Luz, vejo um importante evento cultural em comemoração ao aniversário da cidade. Tal evento foi organizado pela Prefeitura, Governo do Estado e a Rede Globo. O seu início aconteceu no coreto do Jardim da Luz:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto:Margarete Barbosa

Foto:Margarete Barbosa

Este evento comemorativo conseguiu levar o público do Parque da Luz até  a Estação Pinacoteca (antigo Prédio do DOPS), pois lá o espetáculo continuaria com outro cenário. Na fotografia abaixo, o público se deslocando até a Pinacoteca. O edifício branco,  ao fundo é a Estação Júlio Prestes :

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

São Paulo também tem muitas outras faces. Em outubro de 2010 fiz uma visita a um edifício que é considerado o “avó dos arranhacéus”  o Edifício Sampaio Moreira, que fica na Rua Líbero Badaró. Este só foi superado em 1929, quando foi inaugurado o  Edifício Martinelli. Neste dia, eu estava na companhia de uma pessoa que nasceu e ama muito a cidade de São Paulo: Neuza Guerreiro de Carvalho. Conheço Neuza desde 2004 e,  desde então, construímos uma amizade muito forte; a conheci numa oficina de Memória, ministrada por ela, e talvez tenha sido naquele momento que reativei minhas próprias memórias e aprendi a valorizar a Memória. Na fotografia abaixo, registrei  Neuza no interior do Edifício Sampaio Moreira:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Nas fotografias seguintes, Neuza está no terraço do Sampaio Moreira. Na primeira fotografia podemos ver a Torre do Banespa, e na segunda, vemos os pórticos do terraço :

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Ainda neste dia, registrei no terraço,  o Theatro Municipal de São Paulo, que estava ainda em sua última reforma:

Foto: Margarete Barbosa

Foto: Margarete Barbosa

Neuza Guerreiro de Carvalho tem um Blog onde ela faz vários registros e muitos falam de seu amor e de sua vida em São Paulo, é o Blog da Vovó Neuza, para acessar é só clicar aqui.

Nas minhas andanças tenho visto na cidade imagens bem interessantes, como por exemplo as que fotografei no metrô Bresser, em 2007.  Nas fotografias se pode ver o símbolo do  Taoísmo  que representa o Yin e o Yang,  Deem só uma olhadinha:

metrô bresser 01

Foto: Margarete Barbosa

metrô bresser 02

Foto: Margarete Barbosa

metrô bresser

Foto: Margarete Barbosa

Outra imagem interessante é a deste gatinho, no jardim do Metrô São Bento, na entrada pelo Vale do Anhangabaú:

gatinho do metrô são bento

Foto: Margarete Barbosa

As andanças por São Paulo continuam, mas vou terminando o post por aqui.São muitos os registros, os momentos e múltiplos olhares. Encerro com duas imagens: a primeira é de  uma  bailarina no Centro Cultural Banco do Brasil, naquele dia ainda tinha a Exposição dos Impressionistas (setembro 2012), e enquanto o público externo enfrentava uma mega fila para entrar, a bailarina  encantava o público interno com sua arte. A segunda imagem nos tranquiliza nesta cidade que não para. É uma imagem de uma pequena fonte numa galeria da Rua Augusta, em frente ao Espaço Itaú de Cinema:

bailarina no ccbb

Fotos: Margarete Barbosa

fonte Rua Augusta

Foto: Margarete Barbosa

Parabéns, São Paulo pelos seus 459 anos!

Coisas boas da vida

31/12/2012
coisas boas da vida

Imagens sobrepostas do Clip “Não custa nada” (Música em Família)

O ano de 2012 já está no fim. Muitas coisas aconteceram e não registrei, aqui no blog, por diversos  motivos: alguns justificáveis, outros nem tanto. Mas, como manda a tradição de final de ano: renovamos nossas promessas, renovamos nossos sonhos, planejamos novos acontecimentos e projetamos mudanças  de vida, e na vida.

Neste ano me ocupei bastante com o Facebook, onde reencontrei pessoas e amigos que há muito tempo não via; mantive contato com amigos que moram em outros países,  conversei e ‘palpitei’ nos posts de ex-professores (que se tornaram bons amigos),  reforcei os laços com os amigos que já tinha, enfim, a minha rede aumentou bastante.

Também viajei, fui visitar familiares na Paraíba, em Campina Grande, João Pessoa e Umbuzeiro, em outubro. Isso é uma coisa muito boa: rever amigos e parentes, visitar outros lugares e apreciar a beleza da vida e das relações.

Este 2012 foi o ano de alguns centenários, como Nelson Rodrigues, Jorge Amado e Luiz Gonzaga. A região Nordeste em peso, lembrou e comemorou  o centenário de Luiz Gonzaga. Aqui no Sudeste também, principalmente em comemoração às festas juninas. Muitas escolas e organizações sociais (vi em algumas que visitei) desenvolveram projetos com  essa temática. Em Campina Grande visitei um bonito monumento em homenagem a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Vejam nas fotos:

homenagem a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro

Monumento em homenagem a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro-  Açude Velho – Campina Grande

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O meu encontro com Luiz Gonzaga

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O encontro de  Ivanilson e Ulisses com o pandeiro do Jackson

Ainda na Paraíba, visitamos a cidade de Umbuzeiro, onde nasceu meu marido. Lá, outra coisa boa da vida foi uma visita a amigos, em seu pequeno sítio, onde meu filho Ulisses teve contato pela primeira vez com alguns animais, como cavalos, porcos, vacas, cabras… olhem só:

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Neste passeio em Umbuzeiro uma coisa muito boa foi acordar ao som dos galos! O pequeno Ulisses nasceu na metrópole São Paulo. Um paulistano da gema, até aquele momento nunca ouvira o canto dos galos. Numa madrugada, acordou com muitos galos cantando no quintal de casa e dos quintais vizinhos. Ele ficou ouvindo com  muita curiosidade e atenção, e só após um certo tempo, voltou a dormir. Creio que foi o momento mais marcante daquela viagem para o pequeno nascido na ‘cidade grande’.  Na foto abaixo um dos galos cantantes que, de manhã, estava passeando pelo quintal da Vovó Lala.

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Entre as coisas boas da vida estão os encontros, e neles podemos desfrutar da Presença e da companhia daqueles que amamos e nos amam. Abaixo o registro do encontro de gerações:

Abaixo, o neto e a vovó Lala, em Umbuzeiro-Pb. Ainda ao fundo podemos ver umas das serras do Planalto da Borborema.

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Na foto abaixo, minha mãe, Isaurina, eu e meu filho Ulisses:

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Ainda no encontro de gerações, dois momentos com a minha querida amiga Neuza Guerreiro de Carvalho, a vovó Neuza. Neuza vem me acompanhando há algum tempo e tem participado de minha história de vida com muito carinho e atenção; acompanhou minha gestação, e fez questão de fazer o primeiro bolo de aniversário do Ulisses, e também o segundo; nas fotos abaixo, um registro do 1º ano do Ulisses, na companhia da amiga Jolanda Gentilezza, e, na foto em seguida,  o amigo Hélio nos brinda com sua presença:

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Antes desse encontro com Neuza, fizemos, em casa mesmo, um bolo de aniversário para o Ulisses com a presença de primos e afilhados.  Foi uma deliciosa celebração de dois anos do pequeno Ulisses:

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Ainda nos encontros festivos, lembro da querida Catarina Angeli, filha de minha amiga e astróloga Marilena Angeli. Neste 2012, estivemos  presentes em seu aniversário, um encontro muito  significativo e afetivo, pois vi Catarina nascer e crescer, e hoje, ela acompanha o crescimento do pequeno Ulisses:

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Entre os encontros significativos:  destaco a beleza infanto juvenil do encontro de meus dois afilhados: Yuri e Clara:

afilhados

Da última postagem até esta, passamos pela Primavera. Que maravilha de estação! Pude fazer pequenos registros de momentos lindos da Natureza, que nos oferece todos os dias coisas boas e que não custam nada. Precisamos contemplar e preservar apenas. Passando pelo Centro de São Paulo, entre as Ruas: São Bento, Líbero Badaró e Av. São João, pude contemplar a Natureza enfeitando e presenteando a  ‘Selva de Pedra’.  Olhem só as seguintes imagens:

primavera no centro

primavera no centro1

Ainda nesta Primavera, presencio a Vida alimentando a vida. Passando pela região central, na  passarela da Praça das Bandeiras, vejo, no meio do tronco de uma árvore, uns filhotinhos de passarinhos esperando que sua mãe lhes traga um pouco de alimento.  Olhem só a sequência de fotos:

Foto 1:pássaro01

Foto 2:pássaro02

Foto 3: pássaro03

A vida nos oferece muitas coisas boas, cabe a nós ver, apreciar e cuidar, deixando cada um  ser o que é, e promover o crescimento. Dentro dessa ideia, coloco novamente o pequeno Ulisses. Dessa vez ele foi flagrado fazendo arte, na sala de casa. Vejam a reação do pequeno:

ulisses fazendo arte

ulisses fazendo arte 02

Essa atividade ‘arteira’ para a criança é muito importante, quanto à parede….somente uma nova pintura que pode ser feita e refeita várias vezes, entretanto, esse momento não vai se repetir. É importante ter a noção de que eles, os filhos, crescem e ficam as saudades. Sempre lembro de um amigo que dizia: “Viva e deixe viver”… e creio que assim podemos curtir as coisas boas da vida.

Também tive muitos outros momentos bons e bonitos que não estão aqui, mas  todos muito significativos.

Dentre tantas postagens de amigos no Facebook, uma me chamou a atenção pela simplicidade e beleza: é a canção “Não custa nada”, letra e música de Paula Santisteban e Eduardo Bologna. Ela começa com os seguintes versos:

Eu descobri que as coisas boas da vida
são de graça,
não custam nada.
Eu descobri que o mundo inteiro
pode ser o meu jardim,
a minha casa.
O teu abraço
não custa nada.
Um beijo seu
não custa nada.
A boa ideia
não custa nada.
Missão cumprida
não custa nada.
E quando tudo parecer que está perdido
Dê uma boa gargalhada.

Compartilhei a postagem dessa canção e vi que tocou também a outras pessoas. O clipe é bonito e sensível. Vale a pena ver. Por isso, compartilho aqui também e convido  vocês a assistirem:

Desejo a todos um Ano Novo de muitas e muitas oportunidades e realizações!

Uma viagem pela Literatura de Cordel

21/08/2012

A Literatura de Cordel tem sempre espaço neste blog, uma vez que faz parte da minha história de vida. E percebo que a minha história de vida  também se entrelaça com a de outras pessoas e, também, com outros espaços que mantêm e preservam a cultura popular.

No último sábado, dia 18, estive na Livraria Cortez em mais um encontro com o Cordel; desta vez, em um sarau lítero musical que reuniu músicos, poetas, cordelistas, enfim os amantes do Cordel.  Aquele dia  marcou o início da Semana do VIII Cordel da Cortez , e se encerra no próximo sábado, dia 25 de agosto. É um evento comemorativo, pois há 10 anos a Livraria Cortez promove esse encontro com a cultura popular, e neste ano também se comemora os 100 anos do Rei do Baião: Luiz Gonzaga.  Durante toda a semana haverá uma série de atividades com o público e para o público de todas as idades. Vale muitíssimo a pena ver e curtir. O endereço da Livraria Cortez é Rua Bartira, 317 – ao lado da PUC.

Compartilho com vocês algumas fotos que fiz da abertura, no dia 18 de agosto:

Abertura do VIII Cordel da Cortez

Na fotografia acima, temos a presença do Senhor Cortez, fundador da Livraria, o poeta Moreira de Acopiara, músico, poeta e escritor Costa Senna, que na ocasião lançou o livro  “Cordéis que educam e transformam”.

Abaixo temos uma apresentação do escritor  e cordelista Marco Haurélio, curador do VIII Cordel da Cortez.

Na foto que segue, temos a presença de Aldy Carvalho, cantor, compositor, poeta e violonista pernambucano. Foi uma apresentação que  muito me encantou, pois a música de Aldy possui sublimes melodias e poética sertaneja.

Também reencontrei o músico, cantor e compositor alagoano Ibys Maceioh, que, com suas canções, homenageou o Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

Na foto abaixo, o  apresentador Moreira de Acopiara convida o artista  pernambucano Valdeck de Garanhuns, que com muito humor conta seus ‘causos’.

Em seguida,  temos o momento poético de Costa Senna:

E Costa Senna também deixa para todos o som e o sabor do cordel musicado:

O VII Cordel da Cortez foi um momento de muita poesia, música e entrosamento de todos, inclusive das crianças, que aproveitaram cada uma a seu modo:

Por alguns instantes,  deixei a máquina fotográfica e fui curtir com meu filho, Ulisses, que com seus 1 ano e oito meses já se diverte e aprende com os livros e com o Cordel:

Um super abraço!

A arte de contar histórias

14/10/2011
VI Festival A Arte de contar histórias com Elaine Gomes no Bosque da Leitura Parque Cidade de Toronto em Outubro de 2010 —  Fotografia de Margarete Barbosa com aplicação de textura mosaico
 

Contar histórias é uma arte muito antiga, existe desde que o ser humano surgiu no Planeta. Algumas pessoas dizem que nos ‘velhos tempos’ podia-se  sentar ao redor do fogo para se esquentar, alegrar, conversar, contar casos… Certamente muitos de nós já ouvimos nossos pais e avós contarem histórias das mais diversas:  da família, de uma experiência ocorrida “no tempo do vovô e da vovó”‘ e ainda de “um tempo que não volta mais…”.

Contar histórias é um tema que tem sido muito pesquisado nos últimos anos. Desde a Educação Infantil até a Pós-Graduação, além da finalidade terapêutica, pois segundo algumas pesquisas, a palavra tem poder de aliviar as dores e até mesmo curar. Com isso podemos perceber o quanto se tem a explorar e a aprender nas diversas narrativas.

Na cidade de São Paulo temos muitos  órgãos públicos que promovem a Arte de contar histórias por meio de oficinas, debates, workshops e, principalmente, reunindo um contador de histórias e as crianças, de qualquer idade.

Neste ano, no período de  15 a 23 de outubro, acontecerá a sétima edição do Festival “A Arte de Contar Histórias” pela Secretaria Municipal de Cultura por meio do Sistema Municipal de  Bibliotecas. O Festival ocorrerá em  40 bibliotecas públicas, 9 Bosques da Leitura nos parques municipais, 5 Pontos de Leitura e 36 roteiros dos ônibus-biblioteca. E para que ninguém fique de fora desse festival, teremos  intérpretes de Libras nas Bibliotecas: Hans Christian Andersen (Tatuapé), Álvares de Azevedo (Vila Maria), Brito Broca (Pirituba), Raul Bopp (Aclimação) e Pe. José de Anchieta (Perus).  Para saber sobre a Programação completa basta clicar aqui .

Em anos anteriores tive a oportunidade de presenciar  algumas contações de histórias, como a da contadora Elaine Gomes  que aconteceu em outubro de 2010  cujo registro fotográfico abre esta postagem.

Logo abaixo seguem  fotos de algumas contações de história  que aconteceram no Parque da Luz e no Parque Cidade de Toronto, das quais participei ouvindo e registrando.

Parque da Luz -Outubro de 2007

Vanessa Castro


Parque da Luz -Outubro de 2008

Grupo Bolha de Gude

Debora Kikuti

Parque da Luz -Outubro de 2009

Paulo Federal

Simone Nasar

Parque Cidade de Toronto – 2010

Cia. Os Itinerantes

Parque Cidade de Toronto – 2011

Cia Duberro

Cia. Luar no Ar

Contar histórias  representa a vontade de falar do que se sabe e passar adiante aquilo que se aprendeu. Quando a  história é contada com o coração a criança se deleita, se diverte, obtém elementos que estimulam o seu imaginário, desenvolve o gosto pela leitura e pela arte.

Quando participamos de uma contação de histórias, quer seja narrando ou ouvindo, entramos em contato com a magia da palavra. A palavra que prende, que envolve e que transforma as pessoas, de uma maneira simples e mágica, de coração a coração.

Um super abraço!