Saci Pererê: uma lenda do folclore, várias leituras e seu reconhecimento

A Lenda do Saci - Capa

A lenda do Saci Pererê é contada e recontada há anos e com muitas versões.

O nome: Saci – Pererê  era originalmente: Yaci-Yaterê de origem Tupi Guarani.  Algumas versões falam que os Sacis vivem setenta e sete anos e se originam do bambu. Após sete anos de “gestação” dentro do gomo do bambu ele sai para uma longa vida de travessuras e quando morre se metamorfoseia em cogumelos venenosos ou em “orelhas de pau”. Quem é do interior ou já foi ao campo a passeio deve ter visto alguma vez, uma espécie de cogumelo que se forma nos troncos das árvores e que se parece com uma orelha.

Há ainda a versão de que o Saci  originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil e recebeu influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho. Sua principal característica do saci é a travessura e diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser  muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos. Segundo algumas versões a carapuça do Saci lhe dá poderes mágicos, como:invisibilidade, faz desaparecer objetos, prende as pessoas, derruba água, faz uma chama de fogão se acender sozinha, etc. Quando alguém consegue tirá-la de sua cabeça, o Saci fica sob o domínio dessa pessoa. Mas dada sua esperteza, ele acaba roubando o gorro de volta.

Monteiro Lobato, em 1921, lança o livro: O Saci. Atualmente este livro tem como Editora Globo e ilustrações de Paulo Borges. No livro, enquanto Pedrinho passa férias no Sítio do Picapau amarelo, o tio Barnabé lhe conta as suas histórias do Saci para a criançada e, então, Pedrinho se vê desafiado a pegar o Saci e então a fantasia ganha muitas formas.

saci

Em 2009, nasce o livro: A lenda do Saci Pererê em cordel, do escritor e cordelista Marco Haurélio e ilustrações de Elma. É uma viagem rimada e ritmada, onde o autor bebeu das fontes do folclore capixaba para compor sua releitura. Aqui, um pequeno trecho:

Passou o tempo e o Saci
Voltou àquela fazenda.
Parece que o danadinho
Vinha mesmo de encomenda,
Causando aborrecimentos,
Numa algazarra tremenda.

Ele amassava as panelas,
Sujava a casa todinha,
Misturava nas vasilhas
O açúcar com a farinha,
E ia embora sorrindo,
Pulando numa perninha.

A mãe aflita rezava
As orações que sabia,
Mas o moleque danado
Cada oração repetia,
Arremedando a mulher,
Que muito se aborrecia.

O Saci ganhou o dia 31 de outubro. Fruto de reivindicações e projetos de lei que foi sancionado em 2003 (projeto de lei federal nº 2.762, de 2003 -apensado ao projeto de lei federal nº 2.479, de 2003), com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao “Dia das Bruxas”, ou Halloween, de tradição cultural celta.

Para finalizar, compartilho este pequeno filme sobre o SACI PERERÊ, que considero uma produção muito sensível e bela.

Um super abraço!

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