Archive for outubro \31\UTC 2015

Saci Pererê: uma lenda do folclore, várias leituras e seu reconhecimento

31/10/2015

A Lenda do Saci - Capa

A lenda do Saci Pererê é contada e recontada há anos e com muitas versões.

O nome: Saci – Pererê  era originalmente: Yaci-Yaterê de origem Tupi Guarani.  Algumas versões falam que os Sacis vivem setenta e sete anos e se originam do bambu. Após sete anos de “gestação” dentro do gomo do bambu ele sai para uma longa vida de travessuras e quando morre se metamorfoseia em cogumelos venenosos ou em “orelhas de pau”. Quem é do interior ou já foi ao campo a passeio deve ter visto alguma vez, uma espécie de cogumelo que se forma nos troncos das árvores e que se parece com uma orelha.

Há ainda a versão de que o Saci  originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil e recebeu influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho. Sua principal característica do saci é a travessura e diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser  muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos. Segundo algumas versões a carapuça do Saci lhe dá poderes mágicos, como:invisibilidade, faz desaparecer objetos, prende as pessoas, derruba água, faz uma chama de fogão se acender sozinha, etc. Quando alguém consegue tirá-la de sua cabeça, o Saci fica sob o domínio dessa pessoa. Mas dada sua esperteza, ele acaba roubando o gorro de volta.

Monteiro Lobato, em 1921, lança o livro: O Saci. Atualmente este livro tem como Editora Globo e ilustrações de Paulo Borges. No livro, enquanto Pedrinho passa férias no Sítio do Picapau amarelo, o tio Barnabé lhe conta as suas histórias do Saci para a criançada e, então, Pedrinho se vê desafiado a pegar o Saci e então a fantasia ganha muitas formas.

saci

Em 2009, nasce o livro: A lenda do Saci Pererê em cordel, do escritor e cordelista Marco Haurélio e ilustrações de Elma. É uma viagem rimada e ritmada, onde o autor bebeu das fontes do folclore capixaba para compor sua releitura. Aqui, um pequeno trecho:

Passou o tempo e o Saci
Voltou àquela fazenda.
Parece que o danadinho
Vinha mesmo de encomenda,
Causando aborrecimentos,
Numa algazarra tremenda.

Ele amassava as panelas,
Sujava a casa todinha,
Misturava nas vasilhas
O açúcar com a farinha,
E ia embora sorrindo,
Pulando numa perninha.

A mãe aflita rezava
As orações que sabia,
Mas o moleque danado
Cada oração repetia,
Arremedando a mulher,
Que muito se aborrecia.

O Saci ganhou o dia 31 de outubro. Fruto de reivindicações e projetos de lei que foi sancionado em 2003 (projeto de lei federal nº 2.762, de 2003 -apensado ao projeto de lei federal nº 2.479, de 2003), com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao “Dia das Bruxas”, ou Halloween, de tradição cultural celta.

Para finalizar, compartilho este pequeno filme sobre o SACI PERERÊ, que considero uma produção muito sensível e bela.

Um super abraço!

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O Trenzinho do Caipira e do Nicolau

15/10/2015

Ainda na temática infantil, no dia das crianças me lembrei de um episódio que aconteceu  em maio de 2014, quando o Ulisses trouxe um livro do CCI (Centro de Convivência Infantil) 13 de Maio, no Projeto de Leitura.

No Projeto de Leitura, que tinha a orientação e condução da professora Ana Flávia, as crianças  escolhiam um livro, que era lido em sala para elas. Depois o livro escolhido é levado para casa pela criança para que aconteça uma interação com a família, ou seja: a criança ‘conta’, à sua maneira,  a história para seus pais/responsáveis e ou irmãos,  ou ainda os pais podem ler com e para a criança.

Em maio o Ulisses escolheu o livro: O Trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha. Ulisses estava tão empolgado que começou a ler no caminho da escola para casa.  Chegando em casa o pequeno Ulisses pediu para que eu  lesse/contasse a história.

Livro: O trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha

Livro: O trenzinho do Nicolau, de Ruth Rocha

Enquanto eu lia, muitas imagens e lembranças passavam na minha cabeça. Lembrei da música: O trenzinho do Caipira,nas suas versões orquestrada, pois é a Bachiana nº 2 de Villa Lobos; depois,  a versão cantada que tem como letra o poema de Ferreira Gullar. Na versão cantada, existem várias interpretações com grandes e bons intérpretes da MPB.

Depois da leitura, foi a vez apresentar a letra, o som e o vídeo ao pequeno  heroi.  Inicialmente, declamei o poema de Ferreira Gullar , escrito em 1976:

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar

Depois da poesia do Ferreira Gullar, chegou o momento de apresentar a música. Procurei no You Tube e achei um vídeo muito simples e artesanal, com a música orquestrada:

Em seguida, mostrei  um vídeo em preto e branco, bem singelo, com a versão cantada por Adriana Calcanhoto:

Depois  de ver o vídeo algumas várias vezes, Ulisses resgatou um pequeno trenzinho que estava ‘escondido’ no fundo do seu  baú de brinquedos, e por algum tempo, ficou curtindo seu brinquedo, esquecendo um pouco os ‘tradicionais’ carrinhos.
Ulisses e o trenzinho

Ulisses e seu trenzinho

Vocês não conhecem  “O Trenzinho do Nicolau” ?
Então escutem uma criança contar a história:

Ainda nesta viagem de trem, lembrei da interpretação de Maria Bethania do Trenzinho Caipira, onde ela faz uma inserção de poesia ” Trem de Alagoas”, do pernanbucano Ascenso Ferreira.
Convido a todos a conhecer esta poesia por meio da bela declamação do grande Paulo Autran:

 O mais interessante nessa viagem  é poder perceber que a escolha de um livro pela criança, pode nos possibilitar outros voos:  na música, na poesia e na história.É interessante notar que tudo isso acontece no universo da educação infantil, que conta com o  profissionalismo e planejamento de bons professores.
Aqui fica o agradecimento de uma mãe no dia dos Professores, ao profissionais que conseguem,  a partir de um livro, de uma leitura,  inserir  e oferecer outros contextos e linguagens às crianças.

No Centro de Convivência Infantil que o pequeno Ulisses frequentou, no bairro da Bela Vista, desde o primeiro ano de vida até os 3 anos e meio, contou com professores atenciosos e dedicados. Profissionais de primeira grandeza, que merecem respeito e reconhecimento de todos e, principalmente, das autoridades/gestores municipais que têm uma grande dívida para com os Professores.

A todos os Professores fica nosso carinho e nossos agradecimentos neste e em todos os dias!

Um super abraço!

Infância e memórias no dia das crianças

12/10/2015
Brincar, brincar e brincar

Brincar, brincar e brincar

 

Para todos aqueles que têm filhos, todo dia é dia da criança.

O dia 12 de outubro é um feriado muito bem vindo, pois é um dia para curtir mais ainda nossas crianças, com o que elas mais gostam: brincar.

O meu pequeno Ulisses gosta e muito de brincar, seja sozinho ou acompanhado.

Se estiver acompanhado (o que é muito melhor) as brincadeiras  são muitas, e se estiver sozinho,  ele cria e recria de múltiplas formas.

Hoje resolvi ilustrar o dia das crianças com um registro fotográfico  onde uso diversos filtros nas fotografias.

Algumas das brincadeiras preferidas:

Ulisses jogando bola com os amigos.

Jogando bola

Ulisses e os amigos jogando bola

 

Quando está sozinho, inventa seus trajetos com seus carrinhos.

Slide4

Brincar de carrinho

 

Quando está com os primos, inventam histórias e aventuras com carrinhos e bonecos.

Brincar com carrinhos e criar outras histórias e brincadeiras

Brincar com carrinhos e criar outras histórias e brincadeiras

 

Depois que ganhou a bicicleta, nos primeiros meses foi uma curtição intensa.

Pedalando com o papai fazendo cooper

Pedalando com o papai fazendo cooper

 

Os espaços de playground são muitos aproveitados, principalmente se tem outras crianças para inventarem suas brincadeiras.

 

Brincando no Play

Brincando no Play

Nos parques e playgrounds os balanços são os preferidos da criançada, principalmente se tem alguém que os balance.

 

Curtindo um balanço com os amigos

Curtindo um balanço com os amigos

 

Ulisses gosta muito de bolhas de sabão, principalmente de ir atrás delas e estourá-la.

Curtindo bolhas de sabão

Curtindo bolhas de sabão

 

Outro dia, ele começou a juntar algumas caixas e brinquedos e improvisou sua ‘bateria’ e fez o seu som.

 

Brincando com uma bateria improvisada

Brincando com uma bateria improvisada

 

Uma das ‘brincadeiras’ que ele fez foi ‘roubar’ a cena do palco, onde o papai Ivanilson foi tocar. Pegou o microfone e foi o centro das atenções (claro!).

 

Brincando com o microfone

Brincando com o microfone

 

Há pouco tempo descobriu o skate.

Descobrindo o skate

Descobrindo o skate

Depois de passar o dia todo brincando e curtindo muito, chega o momento onde a atividade repousa, e o sono é a melhor ‘brincadeira’ pois vai repor suas energias para o dia seguinte.

 

Soninho renovador

Soninho renovador

 

Um grande dia das crianças para todas as crianças.

Super abraço!