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A arte de contar histórias

14/10/2011
VI Festival A Arte de contar histórias com Elaine Gomes no Bosque da Leitura Parque Cidade de Toronto em Outubro de 2010 —  Fotografia de Margarete Barbosa com aplicação de textura mosaico
 

Contar histórias é uma arte muito antiga, existe desde que o ser humano surgiu no Planeta. Algumas pessoas dizem que nos ‘velhos tempos’ podia-se  sentar ao redor do fogo para se esquentar, alegrar, conversar, contar casos… Certamente muitos de nós já ouvimos nossos pais e avós contarem histórias das mais diversas:  da família, de uma experiência ocorrida “no tempo do vovô e da vovó”‘ e ainda de “um tempo que não volta mais…”.

Contar histórias é um tema que tem sido muito pesquisado nos últimos anos. Desde a Educação Infantil até a Pós-Graduação, além da finalidade terapêutica, pois segundo algumas pesquisas, a palavra tem poder de aliviar as dores e até mesmo curar. Com isso podemos perceber o quanto se tem a explorar e a aprender nas diversas narrativas.

Na cidade de São Paulo temos muitos  órgãos públicos que promovem a Arte de contar histórias por meio de oficinas, debates, workshops e, principalmente, reunindo um contador de histórias e as crianças, de qualquer idade.

Neste ano, no período de  15 a 23 de outubro, acontecerá a sétima edição do Festival “A Arte de Contar Histórias” pela Secretaria Municipal de Cultura por meio do Sistema Municipal de  Bibliotecas. O Festival ocorrerá em  40 bibliotecas públicas, 9 Bosques da Leitura nos parques municipais, 5 Pontos de Leitura e 36 roteiros dos ônibus-biblioteca. E para que ninguém fique de fora desse festival, teremos  intérpretes de Libras nas Bibliotecas: Hans Christian Andersen (Tatuapé), Álvares de Azevedo (Vila Maria), Brito Broca (Pirituba), Raul Bopp (Aclimação) e Pe. José de Anchieta (Perus).  Para saber sobre a Programação completa basta clicar aqui .

Em anos anteriores tive a oportunidade de presenciar  algumas contações de histórias, como a da contadora Elaine Gomes  que aconteceu em outubro de 2010  cujo registro fotográfico abre esta postagem.

Logo abaixo seguem  fotos de algumas contações de história  que aconteceram no Parque da Luz e no Parque Cidade de Toronto, das quais participei ouvindo e registrando.

Parque da Luz -Outubro de 2007

Vanessa Castro


Parque da Luz -Outubro de 2008

Grupo Bolha de Gude

Debora Kikuti

Parque da Luz -Outubro de 2009

Paulo Federal

Simone Nasar

Parque Cidade de Toronto – 2010

Cia. Os Itinerantes

Parque Cidade de Toronto – 2011

Cia Duberro

Cia. Luar no Ar

Contar histórias  representa a vontade de falar do que se sabe e passar adiante aquilo que se aprendeu. Quando a  história é contada com o coração a criança se deleita, se diverte, obtém elementos que estimulam o seu imaginário, desenvolve o gosto pela leitura e pela arte.

Quando participamos de uma contação de histórias, quer seja narrando ou ouvindo, entramos em contato com a magia da palavra. A palavra que prende, que envolve e que transforma as pessoas, de uma maneira simples e mágica, de coração a coração.

Um super abraço!

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Motivos para lembrar e comemorar a infância

12/10/2011

crianças no parque - fotografia com aplicação de textura: Margarete Barbosa

Hoje é o ‘Dia das Crianças’ e  para o comércio é o dia  para alavancar as vendas. Mas para quem tem um filho, todo dia é o Dia das Crianças, dos Pais e das Mães, enfim, todo dia é o Dia da Família.

Muito mais que racionalizar, quero apenas curtir como criança e como mãe. Acredito que para os pais não faltam motivos para lembrar, comemorar e curtir a infância. E uma das maneiras de apreciar esse dia é com poesia e música.

A poesia é do carioca Casimiro de Abreu: Meus oito anos. Um poema rico em imagens saudosas da infância do poeta. Acredito que  muitos de nós  já viveu um pouco  do que Casimiro descreve em seus versos. Segue o poema:

Meus oito anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d’amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

—————–

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Fonte: Para ler e pensar

E agora a música. Convido todos para ouvir e  curtir a canção: Bola de Meia, Bola de Gude, de Milton Nascimento e Fernando Brant.

Um super abraço!