Archive for junho \23\UTC 2010

Ópera: um momento de lazer e aprendizado

23/06/2010

Dentre as diversas expressões artísticas que merecem nosso prestígio, temos também a ópera.   Talvez  muita gente  não goste por, provavelmente,  desconhecer a riqueza   musical, cênica  e,  principalmente  educativa, dessa manifestação artística. Entretanto, há sempre a oportunidade de nos permitirmos entrar em contato com essa arte.

Recebi uma  boa recomendação  de uma amiga, Ana Martha,  para assistirmos ao NUO –  Núcleo Universitário de Ópera, com a apresentação do espetáculo A JORNADA DO PEREGRINO, no Theatro São Pedro, nos dias 25, 26 e 25 de junho. Segundo Ana Martha,  “é sempre momento de prazer, reflexão e diversão assistir aos espetáculos. No final,  sempre fica o gosto de quero mais!”

Para compreender a importância do Núcleo Universitário de Ópera e do gênero: ópera, convido vocês a clicarem no vídeo abaixo, que é uma entrevista (realizada em 2009) com o diretor do NUO, Paulo Maron, aos entrevistadores Atílio Bari e Roberta Bari, no Programa Em Cartaz, do TV Aberta.  Dêem só uma olhadinha:

Para finalizar, convido novamente vocês a clicarem  em outro vídeo abaixo, onde podemos ouvir um trecho de um espetáculo, que o grupo já apresentou, mas que nos dá uma ideia da riqueza  cultural que a ópera oferece. Vamos dar uma olhadinha?

Então, não vamos esquecer: Dias 25, 26 e 27 de junho, é so clicar  no site do Theatro São Pedro para mais informações.

Um abraço e bom espetáculo!

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Inverno: tempo de recolhimento

21/06/2010
Pintura de Sandra Nunes

Pintura de Sandra Nunes

Hoje, 21 de junho, começa a estação do inverno, para nós do Hemisfério Sul. É o chamado solstício de inverno. Sabemos que o que caracteriza o inverno é o tempo frio, os dias são curtos e as noites longas. O sol ‘nasce’ mais tarde e ‘vai embora’ mais cedo, quase que nos obrigando a ir descansar.  Essas são as características que todos conhecemos, mas eu gostaria de pensar sobre o inverno por outro ponto de vista.

Para isso, fui buscar referências em outras tradições, no caso, na filosofia chinesa, mais precisamente no livro: I CHING – O Livro das Mutações, pois além de ser obra das mais antigas do mundo, é também a base da sabedoria chinesa. O livro é uma compilação de estudos que analisa o mundo e o homem, tomando por base a astronomia e a matemática, entre  outros saberes. É um livro que vale a pena ser estudado com desvelo, uma vez que está repleto de imagens e de profunda simbologia.

Segundo o I CHING, o trigrama que representa a estação do inverno é K’an, cujo símbolo é a água, porém este trigrama simboliza “o esforço a que todos os seres estão sujeitos” e também que é o período de “guardar a colheita no celeiro”, pois o inverno “representa o momento de  concentração”.

Trazendo esses símbolos para nossa vida, podemos perceber que durante o período do inverno tentamos nos ‘poupar’ mais, isto é, procuramos descansar (“guardar a colheita no celeiro”), pois para cumprir a jornada do dia-a-dia, investimos muita energia (“o esforço a que todos os seres estão sujeitos”). Se pararmos para pensar um pouco, é no inverno que normalmente voltamos mais cedo para casa, para o aconchego, “representa o momento de concentração”.  E é aqui nos ‘momentos de concentração’, que entramos em um recolhimento interior, onde podemos refletir e reformular uma série de coisas em nossa vida.

Eu usei três palavras com a letra R:  recolhimento, refletir e reformular. Diria até mesmo que no reformular podemos recriar e recriarmo-nos. É no período do inverno que a Natureza conduz todos os seres a voltarem-se para si, para recriarem-se e ressurgirem na estação seguinte: a primavera.

Trazendo essa ideia para as questões criativas, quer sejam artísticas ou outras áreas de atividade, podemos perceber que para criar, para elaborar, para construir algo é importante: recolher-se, refletir, criar e recriar. Todas as criações, descobertas e invenções passam por esse percurso. Nas Artes, esse percurso é condição sine qua non para as realizações.

Comecei a postagem com uma imagem.  É o quadro: “Urca- Luz de inverno”, da pintora carioca Sandra Nunes. Para se chegar a uma obra como essa, tenho certeza que a pintora precisou passar pelo percurso de interiorização, de que falei há pouco. Pois no recolhimento é possível entrar em contato com percepções e sentimentos que, no caso, foram traduzidos pela técnica da pintura na realização do quadro. Particularmente, gostei tanto  do quadro de Sandra Nunes, que com ele comecei esta postagem, pois penso que tem a ver com a reflexão feita. Recomendo a quem  estiver no Rio de Janeiro a conhecer o trabalho de Sandra Nunes e, também, acessar o site e o seu blog.

Para terminar este momento de reflexão  em forma de postagem, convido  vocês a apreciarem  duas expressões artísticas: a  música e a pintura.  A música é de Vivaldi, é o primeiro movimento (Allegro ma non troppo) do tema: O Inverno, que compõe sua obra “As quatro estações” e a pintura é de Van Gogh. São várias pinturas de Van Gogh  projetadas em slides ao som do tema de Vivaldi.  Para ver e ouvir, basta clicar no vídeo abaixo:


Um super abraço!


Outras Referências

19/06/2010

Em outras oportunidades, tenho feito indicação de espaços culturais e outras manifestações artísticas. Penso que  toda manifestação cultural tem seu grau de beleza e sensibilidade,  o que  a torna não somente interessante, mas também porque agrega sentido e  valor. Por isso é importante conhecer outras possibilidades e formas de expressão. Acredito que quanto mais conhecemos, melhor podemos escolher e selecionar, buscando sempre atividades culturais de qualidade .

Assim pensando, acrescentei no lado direito desta página três  novas colunas: Referências Culturais, Referências em Artes Plásticas e Referências Musicais. Todas são indicações que faço de trabalhos que conheço, ou conheci, ou ainda, que tenho recebido boas referências. E este é o principal motivo pelo qual compartilho com vocês das indicações.

Em Referências Culturais indico o Espaço Cultural Pindorama, da Cia. Antropofágica. A Companhia realiza pesquisas e apresentações cênicas, sempre oferecendo o palco  para outras expressões artísticas. Particularmente, tenho visto excelentes apresentações. É um espaço que merece estar na nossa agenda de lazer e cultura.

Faço também indicação da NUMA, Núcleo de Música Aplicada. É um espaço que atua há mais de duas décadas com arte, cultura e educação. O trabalho realizado e desenvolvido na Escola de Música tem o compromisso com o desenvolvimento integral do estudante, estimulando a produção e criação artística e, sobretudo, respeitando sua individualidade.

A terceira indicação se refere ao site do músico e educador Thiago Abdalla. Thiago é um estudioso do violão clássico, e atualmente é mestrando em música pela USP. O seu site é um espaço voltado para a divulgação de eventos, pensamentos e tradução de excertos de textos da literatura violonística.

Em Referências em Artes Plásticas recomendo que visitem o site do ceramista paraibano Fábio Smith. Para aqueles que moram  ou  estejam de passagem pela cidade de  João Pessoa, sugiro a  visitação ao atelier de Fábio Smith, na Praia do Poço, em Cabedelo. Lá, vocês poderão encontrar obras primorosas e belas que transmitem com  sensibilidade a arte regional da Paraíba. Em fevereiro/2010, eu visitei a cidade e tive a alegria e o prazer de conhecer este lindo ser humano e artista. Toda e qualquer palavra que eu diga, não transmite o real valor deste artista. É necessário conhecê-lo e conhecer sua Arte para compreender o que  é indizível.

Destaco abaixo duas fotografias que fiz de uma escultura, que é um totem. Esta escultura está em um jardim de uma casa que fica em frente à Praia do Poço, em Cabedelo-Pb. Dêem só uma olhadinha:

Obra de Fábio Smith – Praia do Poço-Cabedelo/PB

Outra indicação  é o espaço do escultor Israel Kislansky, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. É interessante visitar o blog e também o site para conhecer um pouco do artista e da arte de esculpir. Para aqueles que apreciam a escultura, o mais recomendado é visitar o atelier e deixar que a Arte adentre a alma e deixar-se levar para outras dimensões, permitindo-se que sensações e intuições aflorem.

Em Referências Musicais faço a indicação para a visitação  dos sites dos músicos Beto Vasconcelos e Thiago Abdala. Já falei um pouco sobre Thiago Abdalla, o importante é conhecer o seu trabalho. O músico, compositor, produtor e professor Beto Vasconcelos desenvolve um trabalho musical muito elaborado e criterioso. No site indicado, poderemos ouvir e apreciar uma das facetas do  trabalho que desenvolve e perceber nas composições  um forte componente jazzístico. Uma música que está no site, e eu recomendo que a escutem com atenção e abertos à harmonia e melodia que ela expressa, é a composição Maré à Ré. É belíssima!

Entretanto, o músico Beto Vasconcelos possui uma  característica  que não limita seu trabalho musical ao jazz ou ao popular, pois a Música extrapola toda e qualquer  fronteira de classificação. Digo isso porque sua pesquisa e  composição musical atingem, com tranquilidade e profundidade,  os ditames da música clássica, extrapolando as fronteiras entre o popular e o erudito.  Essa é uma das facetas desse artista. Para compreender isso é importante ouvir composições como: Epyzódyka, Replicativa e a Rapsódia Brazylýstyka. As composições são assinadas com as iniciais de seu nome: J.R.Vasconcelos, e têm sido executadas  em várias salas de concerto no Brasil e no exterior pelo violonista Thiago Abdalla.

Convido a todos a comprovar o que venho dizendo, e principalmente, ouvindo duas composições de J.R.Vasconcelos: Epyzódyka e Rapsódia Brazylýstyka, é só clicar nos vídeos abaixo:

Epyzódyka

Rapsódia Brazylýstyka



Um abraço!