Archive for outubro \23\UTC 2009

A diversidade cultural nos parques de São Paulo

23/10/2009

Amig@s blogueir@s!

O Lazer nos Parques da cidade de São Paulo é cada vez mais agradável. Tem muita coisa boa e diversificada acontecendo. Um exemplo disso é o Projeto Teatro nos Parques. Este projeto estará acontecendo até o dia 31 de outubro e faz parte das comemorações dos 30 anos da Cooperativa Paulista de Teatro. E o que é melhor: por ser em espaço aberto e público, as apresentações são gratuitas. É uma ótima oportunidade para usufruirmos de momentos de descontração, juntamente com a ampliação de nossas referências culturais. E essa é a idéia da Cooperativa Paulista de Teatro: promover a formação de espectadores para o teatro. Confira aqui a programação.

Outra idéia cultural que está acontecendo neste mês é o V Festival: A Arte de Contar Histórias, promovido pela Secretaria de Municipal de Cultura e com organização e planejamento do Sistema Municipal de Bibliotecas. Este Festival acontecerá não apenas nos parques, mas também em bibliotecas e pontos de leitura.

No último domingo dia 18/10 eu tive a oportunidade  de assistir a alguns  momentos do Festival, no Bosque da Leitura do Parque da Luz.. A primeira apresentação foi da Companhia Quase Cinema com o Teatro de Sombras. A segunda foi com a atriz e contadora de histórias Simone Nasar e sua personagem Ágata de Botas. O terceiro momento foi com contador de história Paulo Federal, que trouxe  histórias encantadoras que cativaram o público. Desde as crianças até os “mais experientes” ficaram fascinados e quando as apresentações terminaram, deixaram uma sensação de ” quero mais um pouquinho…”

Compartilho com vocês um pouco desses momentos, com as fotos que tirei no dia.

Simone Nasar Simone Nasar

Simone Nasar

Paulo Federal 01

Paulo Federal

Paulo Federal

Paulo Federal

Contar histórias é uma expressão artística e também uma necessidade humana. Contar e ouvir histórias nos transportam para universos próximos e distantes. Nossa imaginação, além de estimulada, fica cada vez mais viva e nós nos tornamos cada vez mais criativos e sensíveis, conosco e com o nosso ambiente. Nas histórias que ouvimos e embarcamos nos deixamos levar quase que hipnoticamente. Quando voltamos dessa ‘viagem’ uma transformação aconteceu dentro de nós e nos renovou. Tudo isso porque é uma Arte. E a Arte nos renova, nos faz enxergar com outros olhos o que sempre vemos, porém com um olhar mais refinado.

Alguns estudiosos nos esclarecem sobre a importância de contar histórias, pois há uma diferença entre ler e contar história. Clique aqui para saber um pouco mais sobre esse assunto que acredito ser tão importante para adultos e crianças.

Então, vamos ver a programação nos parques e prestigiar levando nossas crianças, pois elas, e nós também, merecemos.

Um bom divertimento a tod@s!

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Determinadas Pessoas – Weigel

23/10/2009

flyer esther góes

Amig@s blogueir@s!

Esta semana recebi um email de um amigo, o Robson. Ele me lembrou de uma importante estréia no teatro para este próximo sábado, e venho compartilhar com vocês.

Na verdade, é uma reestréia de um monólogo encenado pela atriz Esther Góes. Trata-se do espetáculo: Determinadas Pessoas – Weigel, que é fruto de uma vigorosa pesquisa onde a atriz procurou conhecer o mito Helene Weigel. Sobre esse processo de pesquisa e elaboração da peça, a atriz Esther Góes nos fala em uma interessante e emocionada entrevista dada à Revista Sesc Rio, acessem aqui.

A peça está focada na vida da atriz Helene Weigel, que foi casada com o dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht.  No final da década de 1940 , o casal criou sua própria companhia de teatro, chamada Berlinder Ensemble, que hoje, 60 anos depois, está em funcionamento com uma intensa atividade artística.

O espetáculo entra em cartaz no próximo sábado, dia 24/10/2009, às 21h no Teatro Alfa.

Vale a pena conferir, conhecer e buscar desvelar uma faceta do universo feminino por meio de Esther Góes e de Helene Weigel.

Bom espetáculo para tod@s!

Onde se manifesta a razão?

09/10/2009

 

interrogação

Amig@s blogueir@s!

O que é a razão? O que é a inteligência?

Fui procurar respostas e, inicialmente recorri ao dicionário. Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, um dos significados para o termo é: faculdade de raciocinar, de apreender, de compreender, de ponderar, de julgar; a inteligência”. Ainda, de acordo com o referido Dicionário, a origem da palavra inteligência vem do latim, e quer dizer:  entendimento, conhecimento.

Vocês devem estar se questionando sobre o motivo de eu ter começado esta postagem  fazendo questionamentos.

Amig@s blogueir@s, todos buscamos  a felicidade, buscamos ser e ver os que amamos também felizes. Buscamos o bem-estar conosco e com as pessoas a nossa volta. Cada um de nós faz isso à sua maneira, de acordo com as possibilidades materiais e intelectuais e espirituais de que dispõe e acredita. Penso que toda busca, todo trajeto é válido e necessário, de acordo com o que cada indivíduo almeja, desde que, não interfira ou impeça o outro também de se realizar ou de pensar.

Ontem (dia 08/10), li um artigo no jornal Folha de São Paulo, do psicanalista Contardo Calligaris, que muito me chamou a atenção e cujo título é: Razão, crença e dúvida.  È um artigo muito interessante e nos desafia a refletir sobre os extremismos.

Transcrevo aqui, na íntegra, o artigo e convido aos que já leram a deixarem seus comentários. Convido também aos que não leram para que o façam, e também deixem seus comentários, pois o diálogo (virtual ou não) é o que permite pensar e repensar nossas idéias e reformular nossas atitudes. Vocês não acham?

Segue a transcrição do artigo. Boa leitura para tod@s!

CONTARDO CALLIGARIS

Razão, crença e dúvida

Onde se manifesta a razão? Na arrogância de certezas absolutas ou na capacidade de duvidar?



MEU PRIMEIRO contato com a história que segue foi em junho passado, no blog de Richard Dawkins (www.richarddawkins.net, site que se autodenomina “um oásis de pensamento claro”). Dawkins é o evolucionista britânico que se tornou apóstolo do racionalismo ateu e cético, escrevendo, entre outros livros, o best-seller mundial “Deus – Um Delírio” (Companhia das Letras, 2007).
Mas eis a história. Em 2002, na Austrália, o casal Sam, de origem indiana, perdeu a filha, Gloria, de nove meses.
A menina, a partir do quarto mês, apresentou sintomas de eczema infantil, que é uma condição alérgica que afeta mais de 10% dos bebês e, geralmente, acalma-se ou some aos seis anos ou na adolescência. As causas do eczema infantil não são bem conhecidas; a medicina administra a condição da melhor maneira possível, esperando que passe. O problema é que o eczema (pele seca com prurido) dá uma vontade de se coçar à qual as crianças não resistem, e a pele, ferida, abre-se para qualquer infecção. Foi o que aconteceu com Gloria, que morreu de septicemia.
Não foi falta de sorte: o pai de Gloria é homeopata e, em total acordo com a mulher, medicou a menina só com remédios homeopáticos (insuficientes na condição da menina). Isso até o fim, quando ela definhava pelas infecções internas e externas. Gloria foi levada a um hospital três dias antes de morrer: as bactérias já estavam destruindo suas córneas, e os médicos só puderam lhe administrar morfina para aliviar seu sofrimento.
Os pais de Gloria foram presos, acusados de homicídio por negligência e, no fim de setembro, condenados pela Justiça australiana: o pai, a oito anos de prisão, a mãe, a cinco anos e quatro meses. Segundo o juiz, Peter Johnson, ambos os pais “faltaram gravemente com suas obrigações diante da filha”: o marido pela “arrogância” de sua preferência pela homeopatia e a mulher pela excessiva “deferência” às decisões do marido.
Os termos da decisão de Johnson são admiráveis. A obediência -ao marido, no caso-, seja qual for seu fundamento cultural, nunca é desculpa; ela pode ser, ao contrário, o próprio crime. E, sobretudo, o marido é condenado não por recorrer à homeopatia, mas pela “arrogância” que lhe permitiu perseverar em sua crença e em sua decisão diante do calvário pelo qual passava a menina.
A sentença de Peter Johnson é, para mim, um modelo de racionalidade, porque estigmatiza a certeza independentemente do objeto de crença. Ou seja, o juiz não discute o bem fundado da autoridade do marido e, ainda menos, os méritos respectivos da homeopatia e da medicina alopática. Tampouco ele quer limitar a liberdade de opinião, garantida pela Constituição; a sentença penaliza apenas, por assim dizer, a rigidez.
Se me coloco no lugar dos pais de Gloria, não consigo imaginar uma crença, por mais que ela possa ser crucial para mim, que resista à visão do corpinho de minha filha transformado numa ferida aberta e purulenta.
Antes disso, eu (embora confiando, a princípio, na medicina alopática) já teria convocado não só os homeopatas (o que, aliás, seria uma banalidade, visto que a homeopatia é uma especialidade médica reconhecida) mas também todos os xamãs, feiticeiros e curandeiros que me parecessem minimamente confiáveis. E, é claro, embora agnóstico, eu rezaria, sem nenhuma vergonha e sem o sentimento de trair minhas “convicções”, pois a primeira delas, a que resume minha racionalidade, diz, humildemente, que há muito no mundo que minha razão não alcança.
Se fosse testemunha de Jeová, e minha filha precisasse de uma transfusão (que a religião proíbe), abriria imediatamente uma exceção. Mesma coisa se fosse cientologista, e minha filha precisasse de ajuda psiquiátrica. Sou volúvel e irracional? O fato é que tenho poucas crenças (provavelmente, nenhuma absoluta), e acontece que, para mim, a razão é uma prática concreta, específica: um jeito de pesar e decidir em cada momento da vida.
O surpreendente é que, ao ler os comentários dos leitores no blog de Dawkins, os “racionalistas” parecem tão “rígidos” quanto o pai de Gloria. “A razão” (que eles confundem com uma visão aproximativa do estado atual da arte médica) é, para eles, um objeto de fé, uma crença pela qual facilmente condenariam os “infiéis” à fogueira.
Com o juiz Johnson, pergunto: onde se manifesta a razão? Na arrogância das certezas ou na capacidade de duvidar?


Uma voz que ecoa

05/10/2009

Mercedes Sosa é um símbolo de resistência, de luta pela liberdade. Representa a voz dos que não conseguem erguer sua própria voz. É a voz dos que não têm voz. A sua história pessoal diz tudo e pede um pouco mais: levantemos nossa voz contra tudo o que nos faz calar; sejamos os autores de nossa própria voz, de nossa palavra e, sendo atores de nossa história pessoal, podemos participar das mudanças e transformações necessárias para construir uma outra História. Eu penso  que seja  essa ideia que Mercedes Sosa sempre propagou.

No Caderno Ilustrada, do Jornal Folha de São Paulo de hoje (5/10/09), temos uma breve declaração de Fabián Mathus, filho de Mercedes Sosa, em que ele diz: “Ela viveu plenamente seus 74 anos. Fez quase tudo que quis. Não teve nenhum medo ou barreira que a limitasse. Mercedes sempre foi um símbolo de liberdade”.

Fica aqui minha homenagem a Mercedes Sosa, e convido a tod@s os blogueir@s a assisti-la interpretando a canção: Todo Cambia.


Um super abraço!