A frase que dá início a esta postagem se encontra no brasão da Bandeira da Cidade de São Paulo, na inscrição em latim: Non ducor duco. Como todos sabemos, São Paulo é um dos principais centros financeiros e culturais do Brasil, o que caracteriza a cidade como um pólo condutor, tal qual diz na inscrição do brasão.
Hoje, a cidade de São Paulo comemora os seus 456 anos. Muito se pode e se deve dizer para homenagear esta cidade. Quero fazer minhas singelas homenagens de duas maneiras: com música e imagens.
Inicialmente, destaco a música SAMPA, de Caetano Veloso. É só clicar abaixo e acompanhar as imagens ouvindo a música.
Em seguida, compartilho com vocês a música : Amanhecendo (Sinfonia Paulistana), composta por Billy Blanco e tocada nas manhãs da rádio Jovem Pan. Vocês podem ouvir clicando abaixo:
Nas duas composições, percebemos a pujança, a velocidade e a realidade de São Paulo. Acredito que é essa imagem: a da velocidade que mais caracteriza São Paulo, todos os dias.
Para finalizar, compartilho com vocês de algumas fotografias que tirei de alguns pontos da cidade pelos quais caminho com mais frequência. As fotografias aéreas foram tiradas do alto da Torre do Edifício Altino Arantes (Banespa) É só conferir nas imagens abaixo:
Região Central - vista da Torre do Edifício Altino Arantes (Banespa)
Vista aérea do Pátio do Colégio -
Região Central - Santa Ifigênia
Os principais edifícios do Centro Velho: Banco do Brasil, Banespa e Martinelli
Quando eu nasci, José Ribamar Ferreira havia sido preso pelo AI-5. Eu não tinha a menor ideia do que era isso. Somente tomei conhecimento desse tal AI-5 na escola, por volta dos 13/14 anos, nas aulas de História.
Conheci Ferreira Gullar no início de minha adolescência. Tal qual a maioria dos meus amigos adolescentes, eu estava ‘buscando’ um lugar no mundo, sem ter sequer a noção do que realmente queria… Naquela fase, Gullar me falou sobre “Traduzir-se”, no poema que transcrevo abaixo:
A sua cor, amarelo, me atraiu. Peguei-o suave e ternamente. Busquei-o nas páginas do Círculo do Livro. Minhas dúvidas de adolescente ressurgiram na memória. Achei graça nelas… Não as vejo mais como dúvidas, e, então, elas se dispersaram…
Continuei a folheá-lo. Meu Deus, como Gullar é maravilhoso…
Nesse reencontro, Gullar me falou o seguinte:
Naquele domingo nublado, o Sol veio também ao nosso encontro e afastou as nuvens escuras, seu brilho aqueceu o carinho e a sensibilidade entre mim e Gullar. Reconheci muitas mudanças neste reencontro e senti minha semana começar com expressividade poética.
Ir ao teatro é um prazer! Além da descontração, nos possibilita outras leituras a partir de belas obras literárias.
Neste mês, duas obras podem ser lidas e apreciadas.
A primeira indicação é o teatro infantil João e Maria, dos Irmãos Grimm, que acontecerá no Teatro Cacilda Becker, aos sábados e domingos, às 16h. Nesta montagem, o tema clássico infantil é reconstruído por meio da mímica, manipulação de bonecos, dança e o clown. Vale a pena!
A segunda indicação é o espetáculo teatral O outro pé da sereia – Projeto memórias de outro mar, baseado no romance do escritor moçambicano Mia Couto. A Companhia de Teatro Fábrica São Paulo apresenta o espetáculo no Centro Cultural São Paulo, às sextas, sábados ( às 21h) e domingos (às 20h). E o que é melhor: no dia 22 de janeiro os ingressos terão um preço muito acessível: R$ 2,30.
Estamos no primeiro mês, no último ano da primeira década do século XXI: Janeiro.
Janeiro é o mês dedicado a Janus. Na mitologia romana, o deus Janus possui duas faces, uma que olha o passado e outra que olha para o futuro. É uma imagem que pode nos sugerir algumas leituras e interpretações. Observem na imagem abaixo:
Busto de Jano ( fonte: Wikipédia)
E por falar em leitura, é importante atualizarmos nosso repertório com bons livros, sempre será de grande valia nos diversos momentos de nossa vida.
O educador Paulo Freire disse que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, e o poeta português Fernando Pessoa escreveu que “quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma”. Pensando no que estes dois grandes personagens disseram, percebo que nossas leituras precisam ser não apenas diversificadas, mas com consistência e significado, para que nossa visão de mundo (e do mundo) seja ampliada e sensível. Assim poderemos “ver bem uma alma”, ou seja: a essência das coisas e dos seres. Penso que essa sensibilidade é o que nos permitirá agir e contribuir com as transformações em nossa volta. Para compreender melhor o que tento dizer, faço a indicação de um artigo que li e que recomendo, cujo título é ” Por uma pedagogia do equilíbrio”, é só acessar aqui.
Existem muitos lugares onde podemos desfrutar da leitura, que vão desde os espaços virtuais, os blogs (alguns estão recomendados nesta página) até as bibliotecas. Na cidade de São Paulo também existem os Pontos de Leitura, os Bosques da Leitura, o Ônibus-Biblioteca, além é claro, das Bibliotecas Públicas.
O ano chega a seu final, e quando isso acontece todas as pessoas se abraçam e manifestam os seus desejos de Ano Novo para aqueles que amam.
Comigo não seria tão diferente. Porém, para não ficar muito igual, os meus desejos a todos vocês estarão em forma de música, mais precisamente numa canção do músico Frejat. É só clicar no vídeo abaixo e ouvir atentamente o poema/canção.
Quando iniciou o mês de Dezembro ouvi de muitas pessoas o lamento: “Acabou o ano e eu não fiz o que planejei!”, ou ainda: “Puxa! O tempo acabou e eu nem comecei…”
Sempre quando o ano está próximo de seu final, pensamos sobre o tempo: o tempo que passou, o tempo que não deu tempo de fazer as coisas planejadas. Percebo que esse é um período em que nossa memória faz uma retrospectiva e reavalia renovando os projetos e traçando sonhos.
Na semana passada li um artigo no Caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo, muito interessante intitulado: Passagens, de Dulce Critelli, em que faz sua análise sobre a questão do tempo.
Trago o artigo na íntegra e compartilho com vocês desse momento de reflexão:
PASSAGENS
Dulce Critelli
As flores costumam durar poucos dias, um espetáculo dura umas duas horas. Duramos entre um dia e outro, entre um mês e outro, entre os nossos afazeres e compromissos. Duramos entre nosso nascimento e nossa morte.
O tempo é nossa condição de vida. Diz o filósofo alemão Martin Heidegger: o homem não tem tempo, ele é um tempo que se esgota, se emprega, se consome. Por isso, contabilizamos a vida entre antes, agora e depois, entre passado, presente e futuro, entre o logo mais, o há pouco, o neste instante. O interessante é que o tempo é tão presente e imediato que nem o percebemos. E, em épocas de passagens tão convencionais, como o fim de ano, essa consciência parece vir à tona.
Reclamamos por não conseguirmos terminar a tempo nossos afazeres. Lamentamos ter que levar para o próximo ano coisas indesejáveis, como dores, dívidas, desavenças… E não nos conformamos com coisas que não poderemos levar.
Momentos especiais de passagem nos põem de cara com o tempo, especialmente com o futuro. Nossa tradição nunca o privilegiou, embora viva para ele. Privilegiou o passado.
Acredita-se que o passado determina nossa identidade, que ser quem somos, hoje, depende exclusivamente do que já fizemos e dissemos. Mas não é verdade. É o futuro que assegura nossa identidade, pois, se não pudermos continuar agindo como antes, o que fomos não poderá se sustentar.
Não basta ter sido justa minha vida inteira se no próximo gesto eu cometer uma injustiça. É sempre o próximo gesto, o próximo passo, a próxima palavra, aqueles que importam para manter a pessoa que tenho sido. E só eles podem desmanchar no ar uma identidade firmada por toda a vida.
O passado é frágil, porque depende da memória. Perdida a memória, perdido o passado. E o futuro é incerto, porque depende das promessas que fazemos. Se não nos obrigarmos a cumpri-las, pagamos o preço de ficarmos à deriva no mundo, à mercê de contradições e de atender a chamados que não têm a ver com nosso destino.
Embora prioritário na movimentação da vida, o futuro é sempre obscuro. Não porque nos falte o dom de adivinhá-lo, mas porque ele não existe ainda. É feito de sonhos e promessas. Se nossos sonhos se realizarão e nossas promessas serão cumpridas, depende do empenho que vamos dedicar a eles. Mas não é só essa dedicação que garante a realização de sonhos e promessas. Cada gesto que fazemos nessa direção é recebido pelos outros com quem convivemos, que completam nosso gesto e podem dar outro rumo para o que iniciamos.
Nossos atos apenas começam um acontecimento. Provocam reações em cadeia, e seus resultados são sempre imprevisíveis. E serão impossíveis se não contarmos com a colaboração dos outros. Só o sonho que se sonha junto é realidade, cantava Raul Seixas.
Épocas de passagens nos fazem tomar contato com tudo isso. E o que mais exigem de nós é renovação: capacidade de prometer, disponibilidade para conquistar colaboradores e se comprometer com eles, coragem para iniciar e dedicação para empreender.
Estive visitando o Blog Boteco Escola, de Jarbas Novelino Barato, professor e escritor. O seu Blog traz ensaios sobre o uso de blogs em educação, além de nos permitir entrar em contato com outras dimensões culturais e discussões estimulantes. Na visita ao blog, encontrei uma dica musical muito bonita e sensível, onde Jarbas nos convida a compartilhar um momento com a cantora canadense Anne Murray.
Como sua ex-aluna e seguidora do blog Boteco Escola, resolvi também compartilhar com vocês um pouco mais da diva Anne Murray. Então, trouxe um vídeo que é um encontro de duas Divas: Anne Murray e Celine Dion, também canadense.
A cidade não para! A cultura está em plena efervescência em todas as suas expressões.
Um bom exemplo disso é o NUO – Núcleo Universitário de Ópera. O NUO é uma Companhia de Ópera que se dedica à formação de estudantes para o gênero. Foi criado em 2003 e hoje é integrado por estudantes universitários, recém formados ou em formação.
Nesta semana, o Núcleo vai apresentar uma bela ópera cômica, cujo título é: Utopia, Limitada, no Theatro São Pedro.
O espetáculo: Utopia, Limitada é uma sátira política e social que brinca com um dos símbolos do capitalismo moderno, a Empresa Limitada. As cenas musicais (em inglês) são intercaladas por diálogos (em português) muito bem elaborados e cômicos, características que fizeram jus à reputação dos autores. Esta é a 12ª criação de W.S. Gilbert e Sir Arthur Sullivan, respectivamente libretista e compositor, que dominaram o meio musical britânico, entre os anos de 1875 e 1896, com suas divertidas operetas que sempre fizeram enorme sucesso, por onde quer que sejam montadas.
Esta é a sétima produção do Núcleo Universitário de Ópera com obra de Gilbert e Sullivan, sendo reconhecido como único grupo estável de ópera, da América Latina, especializado em encenar esses autores.
Para não esquecer, o espetáculo acontecerá no seguinte local e dias:
Local: Theatro São Pedro
Rua Barra Funda, nº 171 – Barra Funda/SP
Tel: (11) 3667-0499
DIAS: 11, 12 e 13 de dezembro de 2009
horários: sexta e sábado às 20:30h e domingo às 17h.
O Lazer nos Parques da cidade de São Paulo é cada vez mais agradável. Tem muita coisa boa e diversificada acontecendo. Um exemplo disso é o Projeto Teatro nos Parques. Este projeto estará acontecendo até o dia 31 de outubro e faz parte das comemorações dos 30 anos da Cooperativa Paulista de Teatro. E o que é melhor: por ser em espaço aberto e público, as apresentações são gratuitas. É uma ótima oportunidade para usufruirmos de momentos de descontração, juntamente com a ampliação de nossas referências culturais. E essa é a idéia da Cooperativa Paulista de Teatro: promover a formação de espectadores para o teatro. Confira aqui a programação.
No último domingo dia 18/10 eu tive a oportunidade de assistir a alguns momentos do Festival, no Bosque da Leitura do Parque da Luz.. A primeira apresentação foi da Companhia Quase Cinema com o Teatro de Sombras. A segunda foi com a atriz e contadora de histórias Simone Nasar e sua personagem Ágata de Botas. O terceiro momento foi com contador de história Paulo Federal, que trouxe histórias encantadoras que cativaram o público. Desde as crianças até os “mais experientes” ficaram fascinados e quando as apresentações terminaram, deixaram uma sensação de ” quero mais um pouquinho…”
Compartilho com vocês um pouco desses momentos, com as fotos que tirei no dia.
Simone Nasar
Paulo Federal
Paulo Federal
Contar histórias é uma expressão artística e também uma necessidade humana. Contar e ouvir histórias nos transportam para universos próximos e distantes. Nossa imaginação, além de estimulada, fica cada vez mais viva e nós nos tornamos cada vez mais criativos e sensíveis, conosco e com o nosso ambiente. Nas histórias que ouvimos e embarcamos nos deixamos levar quase que hipnoticamente. Quando voltamos dessa ‘viagem’ uma transformação aconteceu dentro de nós e nos renovou. Tudo isso porque é uma Arte. E a Arte nos renova, nos faz enxergar com outros olhos o que sempre vemos, porém com um olhar mais refinado.
Alguns estudiosos nos esclarecem sobre a importância de contar histórias, pois há uma diferença entre ler e contar história. Clique aqui para saber um pouco mais sobre esse assunto que acredito ser tão importante para adultos e crianças.
Então, vamos ver a programação nos parques e prestigiar levando nossas crianças, pois elas, e nós também, merecemos.
Esta semana recebi um email de um amigo, o Robson. Ele me lembrou de uma importante estréia no teatro para este próximo sábado, e venho compartilhar com vocês.
Na verdade, é uma reestréia de um monólogo encenado pela atriz Esther Góes. Trata-se do espetáculo: Determinadas Pessoas – Weigel, que é fruto de uma vigorosa pesquisa onde a atriz procurou conhecer o mito Helene Weigel. Sobre esse processo de pesquisa e elaboração da peça, a atriz Esther Góes nos fala em uma interessante e emocionada entrevista dada à Revista Sesc Rio, acessem aqui.
A peça está focada na vida da atriz Helene Weigel, que foi casada com o dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht. No final da década de 1940 , o casal criou sua própria companhia de teatro, chamada Berlinder Ensemble, que hoje, 60 anos depois, está em funcionamento com uma intensa atividade artística.
O espetáculo entra em cartaz no próximo sábado, dia 24/10/2009, às 21h no Teatro Alfa.
Vale a pena conferir, conhecer e buscar desvelar uma faceta do universo feminino por meio de Esther Góes e de Helene Weigel.