Natal: época de poesia

24/12/2011

O Natal chegou e o ano está terminando… Mas antes de 2011 terminar, gostaria de compartilhar algumas coisas com vocês.

Primeiro, compartilho um poema feito em parceria com meu esposo José Ivanilson. Segue o poema:

Gostaria de compartilhar também algumas fotografias que fiz, em dezembro de 2010, quando o Parque Ibirapuera teve uma grande e maravilhosa árvore de Natal.  Este ano ainda não fui visitar a árvore atual. Esse é um passeio que desejo fazer antes de 2011 se despedir de nós.

Segue a montagem com as fotografias que fiz.

árvore de Natal no Parque Ibirapuera em 2010

Para vocês, o meu abraço de Feliz Natal!

Canções brasileiras e japonesas

08/12/2011

Canções brasileiras e canções japonesas

Recentemente, recebi  indicação do amigo Jarbas Novelino sobre um evento que acontecerá no  Museu de Arte de São Paulo – MASP.  A Fundação Japão, em parceria com o MASP, realizará um encontro na forma de concerto.  É o concerto: Canções Brasileiras e Canções Japonesas – Ensemble Mentemanuque.   A apresentação será gratuita,  no dia 11 de dezembro de 2011, às 15h, com o grupo musical Ensemble Mentemanuque. Este grupo vai nos presentear com 14 peças brasileiras e japonesas para voz, violão, viola caipira, piano, marimba e vibrafone. Pelo que se pode perceber, será um espetáculo!

Eu não conhecia o grupo, por isso busquei informações no site da Fundação Japão, e verifiquei que se trata de um grupo belíssimo, composto por músicos da mais alta competência, formação musical e acadêmica, pois são, inclusive, pesquisadores comprometidos com a qualidade artística.

O Ensemble Mentemanuque é um grupo de música de câmara que se dedica à divulgação da música brasileira contemporânea e a resgates histórico-musicológicos – numa relação indissociável entre composição, interpretação e pesquisa musical.   A formação que irá se apresentar no MASP será com a cantora lírica Yuka de Almeida Prado, Gustavo Costa,  no violão, viola caipira e arranjos, Rubens Ricciardi ao piano e Eliana Sulpício na percussão.

Minha curiosidade me levou a encontrar o site de Yuka de Almeida Prado. Percebi que esta bela soprano é quem faz a ponte Brasil-Japão, pois como ela  afirma:  “a diversidade cultural, o mosaico de povos e raças que compõem a nação brasileira é um forte elemento que promove a fusão de horizontes enriquecendo desta forma, a canção brasileira”. No site de Yuka podemos encontrar sua tese de doutoramento, cujo título é: A poética japonesa na canção brasileira.   É com sensibilidade, estética e rigor científico que Yuka promove uma ‘fusão de horizontes’ nessa tese que merece ser lida pelos amantes da Arte.

Peço licença a Yuka de Almeida Prado para reproduzir aqui um trecho do Prefácio, onde ela destaca a proposta de sua pesquisa:

Esta tese é um ensaio que tem como proposta o redimensionamento da fusão de horizontes das culturas ocidental e oriental através da canção de compositores brasileiros com a poética japonesa. Ela se constitui numa tentativa de abranger a arte do pensar, a arte do selecionar, a arte do elaborar, a arte do ser, a arte do deixar ser, a arte do ser outra coisa, a arte do desejar, a arte do querer, a arte do sentir, a arte do morrer e a arte do viver de forma coerente e integrada.

Já na Introdução da pesquisa, Yuka destaca a importância da poesia e da música:

A poesia vem em primeiro lugar na sequência, pois se trata do meio de expressão no qual se inspira o compositor. Sua música já é uma releitura da poesia. Talvez o compositor procurasse expressar aquilo que se encontra oculto na poesia, ampliando as reverberações poéticas da escrita. Muitas vezes, essa releitura eleva uma poesia, engrandecendo-a em suas dimensões.

Bem, mais que citações acadêmicas, convido a todos para conhecer um pouco da arte de Yuka de Almeida Prado por meio do vídeo abaixo, onde ela interpreta uma composição de Villa Lobos:

Então não vamos esquecer:

Data: 11 de dezembro de 2011 (domingo), às 15h

Local: Museu de Arte de São Paulo Assis
Chateaubriand (MASP) – Grande Auditório

Entrada gratuita

Um abraço!

A arte de contar histórias

14/10/2011
VI Festival A Arte de contar histórias com Elaine Gomes no Bosque da Leitura Parque Cidade de Toronto em Outubro de 2010 –  Fotografia de Margarete Barbosa com aplicação de textura mosaico
 

Contar histórias é uma arte muito antiga, existe desde que o ser humano surgiu no Planeta. Algumas pessoas dizem que nos ‘velhos tempos’ podia-se  sentar ao redor do fogo para se esquentar, alegrar, conversar, contar casos… Certamente muitos de nós já ouvimos nossos pais e avós contarem histórias das mais diversas:  da família, de uma experiência ocorrida “no tempo do vovô e da vovó”‘ e ainda de “um tempo que não volta mais…”.

Contar histórias é um tema que tem sido muito pesquisado nos últimos anos. Desde a Educação Infantil até a Pós-Graduação, além da finalidade terapêutica, pois segundo algumas pesquisas, a palavra tem poder de aliviar as dores e até mesmo curar. Com isso podemos perceber o quanto se tem a explorar e a aprender nas diversas narrativas.

Na cidade de São Paulo temos muitos  órgãos públicos que promovem a Arte de contar histórias por meio de oficinas, debates, workshops e, principalmente, reunindo um contador de histórias e as crianças, de qualquer idade.

Neste ano, no período de  15 a 23 de outubro, acontecerá a sétima edição do Festival “A Arte de Contar Histórias” pela Secretaria Municipal de Cultura por meio do Sistema Municipal de  Bibliotecas. O Festival ocorrerá em  40 bibliotecas públicas, 9 Bosques da Leitura nos parques municipais, 5 Pontos de Leitura e 36 roteiros dos ônibus-biblioteca. E para que ninguém fique de fora desse festival, teremos  intérpretes de Libras nas Bibliotecas: Hans Christian Andersen (Tatuapé), Álvares de Azevedo (Vila Maria), Brito Broca (Pirituba), Raul Bopp (Aclimação) e Pe. José de Anchieta (Perus).  Para saber sobre a Programação completa basta clicar aqui .

Em anos anteriores tive a oportunidade de presenciar  algumas contações de histórias, como a da contadora Elaine Gomes  que aconteceu em outubro de 2010  cujo registro fotográfico abre esta postagem.

Logo abaixo seguem  fotos de algumas contações de história  que aconteceram no Parque da Luz e no Parque Cidade de Toronto, das quais participei ouvindo e registrando.

Parque da Luz -Outubro de 2007

Vanessa Castro


Parque da Luz -Outubro de 2008

Grupo Bolha de Gude

Debora Kikuti

Parque da Luz -Outubro de 2009

Paulo Federal

Simone Nasar

Parque Cidade de Toronto – 2010

Cia. Os Itinerantes

Parque Cidade de Toronto – 2011

Cia Duberro

Cia. Luar no Ar

Contar histórias  representa a vontade de falar do que se sabe e passar adiante aquilo que se aprendeu. Quando a  história é contada com o coração a criança se deleita, se diverte, obtém elementos que estimulam o seu imaginário, desenvolve o gosto pela leitura e pela arte.

Quando participamos de uma contação de histórias, quer seja narrando ou ouvindo, entramos em contato com a magia da palavra. A palavra que prende, que envolve e que transforma as pessoas, de uma maneira simples e mágica, de coração a coração.

Um super abraço!

Motivos para lembrar e comemorar a infância

12/10/2011

crianças no parque - fotografia com aplicação de textura: Margarete Barbosa

Hoje é o ‘Dia das Crianças’ e  para o comércio é o dia  para alavancar as vendas. Mas para quem tem um filho, todo dia é o Dia das Crianças, dos Pais e das Mães, enfim, todo dia é o Dia da Família.

Muito mais que racionalizar, quero apenas curtir como criança e como mãe. Acredito que para os pais não faltam motivos para lembrar, comemorar e curtir a infância. E uma das maneiras de apreciar esse dia é com poesia e música.

A poesia é do carioca Casimiro de Abreu: Meus oito anos. Um poema rico em imagens saudosas da infância do poeta. Acredito que  muitos de nós  já viveu um pouco  do que Casimiro descreve em seus versos. Segue o poema:

Meus oito anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d’amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

—————–

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Fonte: Para ler e pensar

E agora a música. Convido todos para ouvir e  curtir a canção: Bola de Meia, Bola de Gude, de Milton Nascimento e Fernando Brant.

Um super abraço!

Festejando o dia do Blog

31/08/2011

dia do blog

Hoje é um dia de festa na blogosfera: é o Dia do Blog.

Este blog entrou na blogosfera em 2009, desde então temos conhecido muitos outros blogs. Cada blog tem uma particularidade e todos são igualmente interessantes.

Aprendi com o  Mestre Novelino, no seu  Boteco Escola, que o Blog “é um espaço de encontro e de conversas”. E é para continuar com a conversação que venho comemorar e indicar outros espaços de muitas conversas e muito aprendizado.

Aqui vão minhas sugestões, é só clicar no nome do blog para visitar o espaço.

Um Blog muito sensível traz o registro das  superações  de Maria Dolores Fortes Alves  como professora, palestrante, escritora, pesquisadora, mulher e cadeirante. Maria Dolores é um exemplo de mulher forte que não para frente aos obstáculos, quaisquer  que sejam.

 Um blog rico em imagens e experiências pelo Brasil e pelo Mundo, com registro fotográfico do casal Ricardo e Divina. Eles procuram mostrar um pouco da diversidade dos locais por onde estiveram. Divina é pesquisadora no GEPI (Grupo de Estudos e Pesquisas em Interdisciplinaridade) da PUC-SP.

O Blog Vila do Artesão é  compartilhado pela  dupla de curitibanos (Cris Turek e Marcelo Pereto) que  foram morar  na Paraíba, em João Pessoa. No blog vamos desfrutar de um espaço criativo, onde encontraremos muitos trabalhos artesanais, com dicas passo-a-passo de artesanato e sugestões de decoração a baixo custo.

O Blog Sabor e Saber é uma delícia. Ele traz muitas dicas, curiosidades e receitas espetaculares de Ana Maria Tomazoni. Com formação em Pedagogia e especialista em Gastronomia com cursos feitos no exterior Ana Maria Ruiz Tomazoni é também uma pesquisadora, atualmente é doutoranda em Educação e Currículo pela  PUC-SP.

No Blog da paulistana, Mari Busani, encontramos suas  pesquisas, experiências e pensamentos sobre a vida na cidade de São Paulo. Com muitas imagens da cidade, Mari revela nas fotografias e nas suas histórias, muito sentimento  e seu amor por São Paulo com sua diversidade.

Michelle Niedja é uma apaixonada pela leitura,  e o seu  Blog Maníacos por Leitura traz  várias dicas para os apaixonados por livros. No blog encontramos muitas  dicas das sagas literárias mais recentes, além dos livros que Michelle já leu ou está lendo.

Marina Misiara é fisioterapeuta e tem retomado o gosto pela escrita. Em seu blog  encontramos suas crônicas e reflexões, que vem em fornadas e num estilo muito pessoal.

Um bom Dia do Blog e boas visitas!

Comemorações no mês do folclore em São Paulo

22/08/2011
"O violeiro" de Almeida Jr-pintura em óleo sobre tela - Pinacoteca do Estado de São Paulo

"O violeiro" de Almeida Jr-pintura em óleo sobre tela - Pinacoteca do Estado de São Paulo

No dia 22 de Agosto é comemorado o ‘dia  do folclore’, e sabemos que o Brasil tem uma riqueza cultural fantástica. Cada região do país e cada estado tem muito a contribuir com a cultura popular.

A cidade de São Paulo comemora o mês do folclore com um programa de eventos, cujo título é  ‘Agosto Caipira’. E sobre o termo caipira, temos a seguinte definição:

O termo caipira (do tupi Ka’apir ou Kaa – pira, que significa “cortador de mato”), é o nome que os indígenas guaianás do interior do estado de São Paulo deram aos colonizadores brancos, caboclos, mulatos e negros.

O termo caipira teve sua origem e é utilizado com mais frequência no Estado de São Paulo. Em Minas Gerais é capiau (palavra que também significa cortador de mato), na região Nordeste, matuto, e no Sul, colono.

Fonte:  site da Prefeitura de São Paulo – Sistema Municipal de Bibliotecas.

Para saber a programação do Agosto Caipira, basta clicar aqui e poderemos encontrar diversas atividades em diversos lugares, como: parques, bibliotecas e pontos de leitura.

Gostaria de destacar algumas atividades desse programa.

Inicialmente gostaria de destacar o evento Viola, fogueira e rastapé com o músico Jackson Ricarte, que trará canções que marcaram a história dos  folguedos.  O violeiro também fará um bate-papo contando causos e falando sobre a cultura caipira. Esta apresentação será na Biblioteca Malba Tahan, no dia 23 às 14h, e também na Biblioteca Anne Frank, no dia 27 às 14h30.

Outra sugestão que faço é sobre  contação de histórias, e no “Agosto Caipira” temos vários contadores. Destaco aqui as Histórias caiçaras, com a contadora Mariza Santos, que fará um mergulho no universo caiçara de Ubatuba com histórias que falam da serra e do mar. A apresentação acontecerá na Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato   no dia  26 às 9h e 14h30; na Biblioteca Aureliano Leite,  dia 27 às 14h e na Biblioteca Raul Bopp, dia 28 às 11h. Outro destaque para a contação de histórias Histórias contadas para serem ouvidas, com Thaís Póvoa e Bruna Machado, com destaque para os  contos tradicionais populares do Brasil e do mundo. As contadoras se apresentarão no  dia 28/08 às 11h no Bosque da Leitura Parque Cidade de Toronto.

Iniciei a postagem com a imagem da pintura: “O violeiro” , do artista plástico paulista José Ferraz de Almeida Júnior.  Sabe-se que Almeida Júnior foi o primeiro artista plástico que incluiu em suas obras a vida do homem do povo. Essa e outras  obras podem ser vistas e contempladas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Gostaria de lembrar de um artista que muito tem contribuído para o folclore e para a cultura caipira e sertaneja: é o paulista Rolando Boldrin.  Boldrin é ator, compositor, violeiro e contador de ‘causos’.  E é para ouvir um de seus ‘causos’ (inspirado em Rubem Alves) que eu os convido para acessar o vídeo abaixo:

Para finalizar, trago um desenho de Maurício de Souza, com sua releitura do quadro ” O violeiro”, de Almeida Júnior. Dêem só uma olhadinha:


Um abraço!

Chegou o livro: Contos e fábulas do Brasil

15/08/2011

Há pouco tempo fiz uma postagem onde falei que meu amigo, o poeta e escritor Marco Haurélio  iria lançar seu livro em breve. Pois é! O  tempo voou e chegou o dia de seu lançamento.

Marco Haurélio é poeta popular, editor e folclorista. Natural de  Riacho de Santana, Bahia, Marco já nos brindou com vários escritos em folhetos de cordel, além de outros  livros, tais como: A Lenda do Saci-Pererê e Traquinagens de João Grilo (Paulus); O Príncipe que Via defeito em Tudo (Acatu), As Babuchas de Abu Kasem (Conhecimento), A Megera Domada (recriado em cordel a partir do original de William Shakespeare) e O Conde de Monte Cristo (versão poética do romance de Alexandre Dumas), os dois últimos para a coleção Clássicos em Cordel.

No Blog do livro Contos e Fábulas do Brasil, encontramos o seguinte comentário:

” No Brasil, não são muitas as coletâneas de contos populares, apesar da alardeada riqueza da nossa cultura popular e do empenho de estudiosos, como Sílvio Romero, Câmara Cascudo e Lindolfo Gomes. A publicação de Contos e fábulas do Brasil, pela editora Nova Alexandria, se reveste, por isso, de grande importância. Coligidos por Marco Haurélio, estes contos da tradição oral brasileira estão agora imortalizados em um livro que conta, também, com belíssimas ilustrações do artista plástico paraibano Severino Ramos. (…)    Ricamente ilustrada, a obra ganhou um tratamento especial por meio de notas esclarecedoras, assinadas pelo conceituado folclorista português, Paulo Correia, que trazem, além da classificação e do número de versões, informações valiosas sobre o percurso dessas histórias que ajudam a compor o mosaico que os estudiosos denominam cultura popular.”

Podemos perceber na trajetória de Marco Haurélio sua preocupação e o compromisso com a pesquisa da cultura popular, e  agora esta se materializa no lançamento dessa  obra.

Vale lembrar que estamos no mês do folclore e acredito que o lançamento deste livro é um convite e uma oportunidade para conhecermos e explorarmos outras facetas da cultura popular.

O lançamento do livro Contos e Fábulas do Brasil será no dia 20/08/11, às 15h na Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, conforme segue abaixo no banner :

Um abraço  e até lá!

O resgate da Memória Autobiográfica

01/08/2011


Neuza Guerreiro de Carvalho, também conhecida como vovó Neuza, respira Memória. Foi numa de suas oficinas de memória, há sete anos, que nos conhecemos e desde então compartilhamos muitas outras  histórias.

De agosto a novembro deste ano, Neuza vai coordenar os “Encontros para Resgate de Memória Autobiográfica” na Estação Ciência, da USP, para o público acima de 60 anos.

Os encontros têm o objetivo de fazer com que os participantes resgatem suas memórias pessoais, registrem-nas e construam suas próprias histórias de vida. Em cada encontro, haverá dinâmicas de grupo como depoimentos, arte-terapia, pintura, redação, música, leituras e troca de experiência entre os participantes. Alguns dos temas trabalhados serão: identidade, infância, vida escolar, família, espaços de vivência, sonhos e vida atual. Ao final dos encontros, cada participante terá elaborado um caderno com o conjunto de produções.

Neuza vem trabalhando com Memória há muito tempo, sempre buscando estudá-la de várias formas, como: histórias de vida, histórias de família, histórias coletivas e resgate de Memória pessoal. Ela escreve sobre a história da família desde 1997 e já integrou o Museu da Pessoa, onde trabalhou e conviveu com profissionais realizando entrevistas, transcrevendo e editando as Histórias de Vida.

 Muitos são os profissionais que estudam e pesquisam sobre a memória e todos reconhecem o quanto é importante para a saúde física e psíquica do indivíduo. No livro: “O tempo vivo da memória – ensaios de psicologia social”, a professora Ecléa Bosi nos diz que “A memória dos velhos pode ser trabalhada como um media­dor entre a nossa geração e as testemunhas do passado. Ela é o intermediário informal da cultura…”

Sobre a História de Vida a professora Ecléa Bosi nos lembra ainda que “do vínculo com o passado se extrai a força para a formação de identidade”. Acredito que nessa afirmação reside a importância dos encontros para o resgate da memória autobiográfica.

 O tema da memória autobiográfica tem sido muito pesquisado na área da Educação, na formação de professores. Para compreender a relevância do tema, convido-os para assistir o pequeno documentário abaixo, com depoimentos de professores da UNESP e UNIFESP.

Vale a pena conferir esta iniciativa e também conhecer as muitas histórias no Blog da Vovó Neuza

Contos e Fábulas do Brasil

13/07/2011

Gravura do artista plástico Severino Ramos

Faz pouco tempo, recebi um email do amigo, poeta e escritor Marco Haurélio, com a imagem acima e que compartilho com vocês. A imagem é uma ilustração do artista plástico paraibano Severino Ramos, que constará no livro: Contos e Fábulas do Brasil, de Marco Haurélio, a ser  lançado em agosto.

Nas palavras de Marco Haurélio: “O livro reúne 69 contos recolhidos em sua maioria em 2005, quando, munido de um gravador, embrenhei-me pelo sertão baiano, com o fito de registrar a rica tradição oral da região. O trabalho resultou em uma amostra monumental que inclui contos, lendas, adivinhas, quadras e romances velhos, um tesouro que, aos poucos, vai sendo aberto ao público.”

Enquanto o livro não sai, convido todos a conhecer o blog Contos e Fábulas do Brasil (clicando aqui). Assim, poderemos saborear os belos contos de nossa literatura popular.

Um super abraço!

Ulisses: a presença do mito

07/07/2011

Capa do DVD filme: A Odisséia

“Odisseia é a sequência de Ilíada e ambos são poemas épicos da  Grécia Antiga, atribuídos a Homero (…). Seguindo originalmente a tradição oral, os poemas eram contados por um aedo, ou rapsodo e destinados mais a serem cantados do que lidos.

A Odisseia foi escrita num dialeto poético que não pertence a qualquer região definida, sendo composta por 12.110 versos no hexâmetro dactílico e conta as aventuras  do herói grego Odisseu (ou Ulisses, pela mitologia romana), rei de Ítaca (no sul do Mar Adriático) na longa viagem de volta para casa, após a guerra de Troia (…)  A palavra odisseia passou a significar, na maioria das línguas, qualquer viagem longa e difícil, com características épicas.” (Jolanda Gentilezza)

Olá!

Nesta postagem trago dois assuntos: o cultural (que já faz parte das intenções deste blog)  e o pessoal.

 O componente cultural já vem destacado no início da postagem com a citação acima da professora, atriz, teatróloga e diretora, Jolanda Gentilezza, para falar de Ulisses (Odisseu). A professora Jolanda fez um resumo muito rico da obra A Odisseia e, muito gentilmente, está compartilhando conosco o seu texto. É só clicar aqui, na seção Páginas, para ler e se deliciar com o conteúdo.

Como eu havia falado em postagem anterior, Ulisses também é o nome de meu filho, e este é o componente pessoal, pois recebi pedidos de amigos para que eu falasse e o apresentasse, aqui no blog. Como mãe, sou suspeita para falar. Entretanto, posso dizer que a escolha do nome está diretamente relacionada ao mito narrado por Homero, mas também a um garotinho que conheci há uns dois anos, enquanto estava na sala de espera de uma clínica. Eu estava aguardando o atendimento quando chegou o pequeno Ulisses com sua mãe e irmão, e naquela ocasião ele devia ter os seus  quatro ou cinco anos. Foi simpatia à primeira vista. Logo começamos a conversar, e aquele menino praticamente me deu uma aula, pois ao segurar um raio X, ele dizia que ali, no seu pulmão, tinha um estreptococos, e que o médico iria dar um remédio para ele sarar. Claro que a explicação para o seu processo gripal me impressionou, e mais ainda por ele ter me dado um termo científico para o seu problema. Logo fui chamada para minha consulta e nunca mais vi aquele herói mirim, entretanto sua imagem e significados ficaram comigo.

O mitólogo Joseph Campbel, em seu livro O Poder do Mito, no capítulo em que fala sobre os arquétipos e as imagens míticas, diz que  “passam de geração a geração, quase inconscientemente” e que “elas  falam de um profundo mistério de você mesmo”. Segundo  Campbel, os mitos ‘revelam mensagens’ e nos ajudam a “experimentar o mundo nos abrindo para o transcendente”. Bem, para mim a mensagem do mito de Ulisses tem muito a ver com: paciência, persistência, coragem, determinação, inteligência e superação. Para compreender o que tento dizer, convido-os a ler com carinho o artigo da professora Jolanda Gentilleza.

Para finalizar, deixo abaixo algumas imagens fotográficas onde eu, meu esposo Ivanilson e amigos estamos com nosso pequeno/grande Ulisses. Com Ulisses recriamos nossa visão de e do mundo e, principalmente, vivemos a arte de  ser  aprendizes, sempre com muita alegria!

eu e Ulisses saindo da maternidade

eu e Ulisses 1º mês

aos 4 meses no 81º aniversário da vovó Neuza, com mamãe Margarete e papai Ivanilson

aos 6 meses com a amiga Catarina Angeli

Deixo duas  sugestões: a primeira é assistir ao filme: A Odisséia, uma produção de Francis Ford Coppola, com excelentes atores, incluindo a belíssima Isabella Rosselini, no papel da Deusa Atena. A imagem no início desta postagem é a capa do DVD do filme. Vocês podem baixar o filme na internet, ver pelo You Tube ou alugar em alguma locadora.  Pelo You Tube há uma versão legendada, porém em dezesseis partes. Coloco abaixo a primeira parte, para quem se interessar, e a partir dela pode-se chegar a ver todo o filme. Esse é um bom exercício de persistência e paciência.

A segunda sugestão é a leitura do clássico de Homero. Há também uma versão infanto juvenil para a Odisséia, da Coleção Grandes Aventuras – Editora Abril.

Um grande abraço!


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